Um posto de gasolina em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, está fazendo sucesso. Com os bandidos. Desde 2001, foram 40 roubos. Os dois últimos ocorreram na semana passada, dias 31 de julho e 5 de agosto. Uma das sócias do estabelecimento, que preferiu não se identificar, registrou queixa na 52ª DP (Nova Iguaçu).
Ela contou que os funcionários do posto já são orientados sobre como agir:
- Digo a eles: “fiquem com pouco dinheiro, não usem objetos de valor e não reajam nunca”. Como eles obedecem, nunca aconteceu nada. Mas a gente não sabe amanhã - desabafa ela, assustada com os bandidos.
Ainda segundo a sócia do posto, os funcionários pedem constantemente para trocar de turno. Os assaltos ocorrem mais à noite:
- Quando eu posso, transfiro. Quando não, eles acabam pedindo demissão.
A polícia teve acesso às imagens do circuito de segurança do posto. No vídeo, o grupo de criminosos chega num veículo e rende os frentistas. Segundo o chefe de Setor de Investigação da 52ª DP, Marcelo Juarez, a forma de atuação do bando é parecida com a de uma quadrilha presa há oito meses.
- Estamos tentando melhorar as imagens para identificar a placa. Mas tivemos a informação de que o grupo que prendemos roubando carro já está solto. Vamos comparar a foto desses homens com as imagens.
Neste período, o prejuízo estimado, devido aos roubos, foi de cerca de R$ 3,5 mil, graças à recomendação de nunca manter muito dinheiro no caixa. Nos dois últimos assaltos, ocorridos em menos de uma semana, foram roubados R$ 1,2 mil do posto de gasolina.
Há quatro anos, uma das sócias instalou 17 câmeras no posto para registrar as imagens. Mas só na última semana os vídeos foram levados para a Polícia Civil.
Engraçado, não revelaram os nomes dos vagabundos, e o pai "empresário", por que será ?
Reprodução do O Globo On line
RIO - Policiais federais prenderam no Aeroporto Internacional Tom Jobim no fim da tarde deste sábado um homem de 24 anos que tentava embarcar em um voo com cocaína escondida na cueca. A droga seria repassada em Amsterdã, escala do voo com destino final em Hong Kong. O suspeito, que estava na companhia do pai, voaria pela empresa KLM – Royal Dutch Airlines.
O jovem revelou o nome e a localização do fornecedor da substância, que também acabou preso em um hotel na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Os dois poderão responder por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Além do entorpecente, a PF apreendeu dólares e reais com o jovem. Já o pai dele, empresário do ramo de publicidade, foi liberado após prestar depoimento.
Em julho, a PF fez as duas maiores apreensões de ecstasy no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Na maior delas, foram 46 mil comprimidos da droga que estavam na bagagem de Renata Araújo Neves, de 26 anos, que veio de Lisboa, em Portugal. A droga foi detectada através de um aparelho de raio-x. Já na segunda situação, um estudante carioca de 25 anos levava, no fundo falso de uma bagagem, cerca de 36 mil comprimidos da droga. Ele vinha de Madri, na Espanha, em um voo da companhia Ibéria. O jovem foi autuado em flagrante por tráfico internacional de drogas e aguardava preso pelo julgamento.
Já em janeiro, uma angolana de 26 anos que estava grávida escondeu cerca de três quilos de cocaína abaixo da barriga. Ela foi presapelos agentes da Polícia Federal, por tráfico internacional de drogas, quando tentava embarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, para Angola. Segundo o delegado-chefe da equipe que atua no aeroporto, Rafael Andreata, a passageira estava com a droga presa por um short de lycra.
E o crime não tem idade. Um casal de idosos com mais de 70 anos foi preso em 2011 ao tentar embarcar à Europa com porções de cocaína. A droga estava em um fundo falso no interior de uma mala disfarçada entre camisas.
O ex-vereador Cristiano Mathias Girão está preso, mas não quer ficar de fora das próximas eleições. Cartas apreendidas por policiais da 32ª DP (Taquara) na Associação de Moradores da Gardência Azul mostram que, mesmo de dentro da cadeia, o miliciano busca o controle de “seus eleitores”.
“Está vindo a campanha e vou decidir com que vamos trabalhar. E vamos trabalhar como se fosse a nossa campanha. Bater de porta em porta, carro de som e dizer que esse é o nosso candidato”, diz ele em uma das cartas apreendidas.
Girão vinha tendo como seu braço-direito a presidente da Associação de Moradores da Gardênia, Neuza Maria Correa Barreiros. Indiciada no inquérito e denunciada pelo Ministério Público, ela não teve a prisão decretada pela Justiça, mas foi impedida de exercer o cargo de presidente da associação.
Nas cartas, Girão aparece sendo tratado como patrão. A presidente, segundo a polícia, é camada de Magrela pelo ex-vereador. De acordo com o delegado Antonio Ricardo Nunes, era assim que
Girão garantia estar no controle da Gardênia Azul.
- As cartas são as provas de que ele, mesmo preso, continuava tendo poder lá dentro. Nada era feito sem que ele concordasse - afirmou o delegado.
Em uma das cartas, a Magrela pede consentimento a Girão para a realização de uma festa na comunidade. Ela explica que o evento seria com bebida liberada, sem a participação de baderneiros da “Garden”, e aponta os nomes das pessoas que foram ao seu encontro para pedir a autorização. Não há menção de contato com autoridades responsáveis. É Girão quem decide. Com um simples “não” do ex-vereador escrito como resposta na carta, o evento não acontece.
Magrela escreve também pedindo autorização para liberar um freezer que estaria dentro de uma marcenaria, de propriedade de Girão, para um comerciante que queria montar um bar no bairro Nova Esperança. Girão diz que é preciso esperar ele sair para resolver a questão.
Todas as cartas foram apreendidas dentro da associação de moradores, além de mais de cem cópias de chaves dos imóveis que ele alugava.
Em outubro de 2011, o ex-vereador Cristiano Girão foi condenado há 14 anos e seis meses de prisão em regime fechado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele foi preso dentro de seu próprio gabinete na Câmara.
Bandido não deve atirar em PM, procedimento correto para o vagabundo, baixar a cabeça, mãos para trás, e armas no chão, caso contrário, próxima parada inferno, sem mais.
Reprodução do O Globo On line
RIO — Nenhum dos três bandidos mortos durante o assalto ao restaurante Brasa Gourmet, na Tijuca, ocorrido na mannhã desta segunda-feira, carregava documentos de identidade. Segundo o delegado Orlando Zaccone, da 18ª DP (Praça da Bandeira), os corpos serão identificados por meio das digitais. Os bandidos tentaram levar o computador onde estariam as imagens da ação gravadas pelo circuito interno de segurança. Zaccone contou que o equipamento acabou sendo danificado, e levado para a delegacia. Técnicos irão tentar recuperar as imagens. O delegado confirmou a participação de cinco assaltantes no caso, mas diz que pode haver um sexto criminoso. Ele não descarta o envolvimento de algum funcionário.
- Não descartamos a possibilidade de ter um funcionário envolvido. Mas só a investigação poderá dizer isso - afirmou Zaccone.
A polícia faz buscas na região pelos outros dois ou três bandidos que conseguiram fugir pulando o muro do restaurante, que fica na esquina das ruas Professor Gabizo e Mariz e Barros, e estava fechado no momento em que os criminosos chegaram. Segundo informações apuradas por policiais do 4º BPM (São Cristóvão) com os funcionários de estabelecimento, foram levados pelo menos R$ 10 mil, além de pertences das vítimas. Foram apreendidos dois revólveres e duas pistolas, uma calibre 9mm e outra 380.
O comandante do 4º BPM, tenente-coronel Ronald Freitas de Santana, disse que a polícia recebeu uma denúncia sobre um assalto com reféns e enviou equipes para checar. Os policiais, segundo ele, encontraram um homem e uma mulher na porta do restaurante. Em nota, a Polícia Militar informou que a mulher, que se identificou como funcionária do restaurante e carregava armas em uma bolsa, teria sacado uma pistola ao ser abordada pelos PMs. Houve confronto, e ela acabou baleada perto da entrada do estabelecimento. A polícia acredita que ela seja a chefe da quadrilha. O outro bandido, que atirou nos policiais de dentro do restaurante, também foi atingido e morreu em seguida. O terceiro, baleado na perna, chegou a ser preso na Praça Afonso Pena, quando tentava fugir. Ele foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu aos ferimentos.
Funcionários do estabelecimento contaram que a tentativa de assalto ocorreu por volta de 10h30m desta segunda-feira, quando um grupo de pessoas, bem vestidas, entrou no restaurante perguntando se já havia almoço. Logo depois, eles anunciaram o assalto e trancaram mais de 20 funcionários na cozinha. A polícia chegou em seguida, e assim teve início o tiroteio. A perícia está no local,.
O trânsito na região ficou complicado, já que a Rua Professor Gabizo chegou a ter o trecho entre as ruas Heitor Beltrão e Mariz e Barros interditado. Motoristas que trafegam pela Professor Gabizo, em direção à Mariz e Barros, foram orientados a seguir pelas ruas Silva Ramos, Gonçalves Crespo e Campos Sales. Por volta de 13h, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que o trecho foi liberado. O trânsito continua intenso na região no início da tarde desta segunda-feira, e operadores da CET-Rio orientam o tráfego.
Em meio à confusão provocada pelo assalto ao restaurante, uma curiosa foi roubada
Uma mulher foi assaltada por volta das 12h desta segunda-feira junto ao cordão de isolamento da polícia no restaurante Brasa Gourmet. O roubo aumentou a confusão em volta do restaurante. Pedestres correram, e a polícia tenta prender o bandido.
Moradores e pessoas que trabalham na Tijuca se dizem preocupadas com a violência no bairro. Paulo Cesar Vieira da Costa, de 57 anos, assistente de departamento jurídico, trabalha próximo ao local, e estava a caminho do banco quando ouviu os tiros.
- Quando cheguei vi um morto ao lado do restaurante. Está meio perigoso aqui, teve um assalto na última terça-feira a uma mercearia na Rua Moraes e Silva - disse Paulo Cesar, que pede mais segurança para o bairro.
Rio - Um assalto o final da manhã deste sábado terminou com um acidente de trânsito na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na altura da esquina com a Rua Paula Freitas. Houve retenção no local após atropelamento, mas a via foi liberada logo em seguida.
De acordo com informações do 19º BPM (Copacabana), o motorista de um ônibus da viação Saens Peña teria visto dois rapazes em uma moto assaltando uma idosa, quando avançou sobre a moto. Um dos assaltantes teve ferimentos na perna com a colisão e foi encaminhado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea.
Uma câmera fotográfica e um aparelho celular foram recuperados.
Detalhe, traficantes do Complexo do Alemão que foram para outras comunidades, ou seja, a violência apenas mudou de endereço. No mais, PARABÉNS para a polícia.
Reprodução do O Dia Online.
Rio - Três homens acusados de tráfico de drogas foram mortos na noite de sábado no Morro do Cavaleiro, em Anchieta, na Zona Norte do Rio, em uma incursão do 41º BPM (Irajá). Segundo a polícia, entre os mortos está Guilherme Melo, conhecido como Di Vidro, apontado como chefe do tráfico na localidade e que pretendia criar um complexo de favelas controladas por uma facção criminosa na região.
Os traficantes já controlariam os morros do Chapadão, Final Feliz, Criança Esperança e Gogó da Ema. A venda de drogas no local é controlada por fugitivos do Complexo do Alemão, que fugiram depois da invasão das forças de segurança, em novembro de 2010.
Por volta das 20h, equipes da PM foram à favela, depois de denúncia anônimachecar a informação de que uma feira de drogas estava funcionando. Os agentes foram recebidos a tiros pelos traficantes, houve confronto e os comparsas fugiram depois que Rômulo Francis Santos Coutinho, de 20 anos, que seria segurança do chefe do tráfico, Di Vidro e outro traficante não identificado foram mortos.
A PM apreendeu uma metralhadora, duas pistolas, munição, drogas e dois rádios transmissores. De acordo com denúncias, Di Vidro estava comandando a expulsão de moradores do Morro do Cavaleiro e oucupando os imóveis deles para montar bases da facção criminisa e tomar o morro.
O sumiço de adolescentes e jovens relacionado ao uso da internet está ganhando a atenção de quem investiga desaparecimentos no Rio de Janeiro. Pelo menos cinco casos chegaram, este ano, ao programa SOS Crianças Desaparecidas, que é desenvolvido pela Fundação para a Infância e a Adolescência (FIA). É o mesmo número de episódios ocorridos durante todo o ano de 2011.
O mais recente deles foi o de Ana Carolina da Costa Souza, de 13 anos. Durante três dias, a família da jovem buscou informações sobre seu paradeiro. Moradora da comunidade Tijuquinha, no Itanhangá, ela desapareceu depois de marcar um encontro com um homem pela internet. Na última quinta-feira, ela voltou para casa por vontade própria.
Policiais da 16 DP (Barra da Tijuca) acompanharam os desdobramentos da história.
— Muitas vezes, esses jovens procuram uma aventura, sem conhecimento da família, e isso acaba virando um caso policial — afirma o delegado Carlos Henrique Pereira Machado.
Mas nem sempre a história tem um final feliz. Gabriela Conceição Ferreira da Silva, de 18 anos, saiu de casa em 27 de novembro de 2011. A família só descobriu onde a jovem estava em 26 de janeiro deste ano. Gabriela foi localizada por policiais em Guaianases, em São Paulo. Ela está vivendo com um homem que conheceu por meio de uma rede social e não quis voltar para perto da família. Gabriela morava com a mãe, uma tia e primos, em Nova Sepetiba. No dia em que saiu de casa, ela disse que iria buscar emprego. Mais tarde, parentes acharam sua carta de despedida.
— Acho que fizeram a cabeça dela, me arrependi muito de ter comprado o computador para ela — diz, desapontada, a tia Antônia Socorro Ferreira da Silva.
Especialistas — entre eles policiais com experiência na busca de jovens desaparecidos — afirmam que as famílias precisam ter cuidados para evitar que seus filhos, ou parentes próximos, caiam em armadilhas na intert. Veja algumas dicas:
Localização - Mantenha o computador da família em uma área comum da casa. Isso facilita o acesso e a visão do que cada um faz na internet.
Normas - Procure estabelecer regras claras para a utilização do computador, como horários e tempo de uso.
Informação - Verifique quais são as comunidades e redes sociais em que seu filho está.
Pistas - Deixe o computador configurado para que você tenha acesso ao histórico de sites visitados e mensagens trocadas. Não utilize isso $forma de ameaça, mas sim de orientação.
Amigos - Saiba com quem seu filho se relaciona virtualmente.
Desconhecidos - Oriente seu filho para que ele não troque informações pessoais e dados de sua rotina com estranhos.
Exposição - Não deixe seu filho se mostrar de forma sensual em fotos ou pela webcam.
Armazenar - Em caso de desaparecimento, guarde as imagens de tela (print screen) que podem ajudar a solucionar o caso.
‘Vi que fiz a coisa errada’
No início da tarde do último dia 16, Andryelle Santos Costa, de 14 anos, deixou sua casa, na Pavuna, dizendo que iria para a escola. Não foi. A adolescente, na realidade, encontrou-se com um rapaz com quem vinha se comunicando pela internet.
Ficou na casa dele, em Brás de Pina, até o dia seguinte, quando resolveu voltar. Foram pouco mais de 24 horas desaparecida. Tempo suficiente para abalar sua família. Cartazes com a foto da menina chegaram a ser colados pelas ruas. Ao ver que seu sumiço começava a mobilizar amigos e vizinhos, Andryelle voltou.
— Vi que fiz coisa errada — lembra Andryelle.
O caso de Karen Conceição Brouck Soares de Araújo, de 13 anos, é parecido. No dia 8 do mês passado, ela disse para mãe que iria ao shopping encontrar o pai. Na verdade, a garota foi conhecer um rapaz com quem mantinha contato virtual. Ela só voltou para casa dois dias depois.
— Vi as pessoas compartilhando minha foto na internet. Fiquei com pena da minha mãe — diz Karen.
Casos de desaparecimentos podem ser comunicados a qualquer delegacia de polícia. Não há um tempo mínimo de espera para isso. Depois de 15 dias, os casos seguem para Seção de Descoberta de Paradeiro, da Divisão de Homicídios.
Em breve, todos nós seremos vigiados, o próximo passo será a implantação de um chip na pele de cada cidadão, será ?
Reprodução do O Extra.
A decisão do Governo Federal de rastrear todos os 73 milhões de veículos do país, a partir de janeiro do próximo ano, já está repercutindo. A Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Rio de Janeiro (OAB-RJ) aponta que a resolução regulamentadora do sistema é ilegal, pois fere o Artigo 5 da Constituição Federal, que determina que são invioláveis a intimidade e a vida privada dos cidadãos.
A entidade vai enviar um ofício ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) pedindo a reconsideração da medida. Caso o Denatran insista com o rastreamento, a OAB pretende entrar com uma ação de inconstitucionalidade na Justiça.
— Não existe motivo para sujeitar o cidadão a esse monitoramento do governo. Essa determinação viola a intimidade, pois o estado vai saber onde você está — afirma o procurador-geral da OAB-RJ, Ronaldo Cramer.
Câmeras são opção
Segundo Ronaldo Cramer, há outras formas de monitorar a frota brasileira como, por exemplo, a instalação de câmeras de vigilância nas ruas, avenidas e rodovias do país.
Pela resolução n 412, que regulamenta o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), divulgada na última sexta-feira, dia 10, um dispositivo (obrigatório) ficará instalado nos para-brisas dos veículos. Com ele, haverá um monitoramento por antenas espalhadas por ruas e rodovias. Uma das funções é reprimir o furto e o roubo de automóveis e cargas.
A partir de janeiro, os motoristas serão convocados pelo Detran para instalarem a placa com o chip de rastreamento. Segundo o Denatran, o custo será de R$ 5, e o pagamento será feito com a taxa de licenciamento anual (vistoria).
Caso o veículo não tenha o equipamento, a antena não registrará a passagem, e as autoridades policiais mais próximas serão alertadas. A infração será grave (multa de R$ 127,69, com perda de cinco pontos na carteira), com retenção do veículo até a regularização.
A pergunta que não quer calar entre os adversários de Eduardo Paes no Rio de Janeiro: por que diabos a Record não vai realizar debate na cidade e fará em São Paulo?
Todos têm a teoria pronta na ponta da língua. Em São Paulo Celso Russomano do PRB precisa de exposição para levar a disputa para o segundo turno.
No Rio, o PRB apoia Eduardo Paes, a quem interessa não entrar em guerras verbais na TV.
Rio - A conduta inicial lembra até o comportamento dissimulado da personagem Nina (Débora Falabella) de ‘Avenida Brasil’. Mas ao contrário da patroa-vilã da novela, as moradoras de condomínios de luxo no Rio são apenas vítimas de golpes. Oferecendo currículos fraudulentos pela Internet, as ladras, que integram quadrilhas com ramificações em São Paulo, chegam cheias de ‘refinamento’ e fazem a limpa nos apartamentos em poucos minutos. Nos últimos três meses, cinco famílias — quatro cariocas e uma paulista — foram vítimas de duas golpistas, uma delas já presa, que deram prejuízos de mais de R$ 300 mil aos ‘patrões-relâmpago’.
“No dia 2, deixei sozinha por 20 minutos no apartamento a mulher que havia escolhido a dedo por site conhecido, com suposta experiência de oito anos. O suficiente para ela roubar R$ 50 mil em joias, relógios, perfumes”, lamenta a psicóloga L., 30, moradora do Condomínio Del Mar, na Barra. “Antes do roubo, Maria preparou mousse de gorgonzola com tomates secos e cereja, e ficou postada ao lado da mesa, com as mãos para trás, dizendo que era assim que empregada tinha que se apresentar”, detalha a psicóloga L.
Câmeras de supermercado registraram o momento em que a falsa empregada, que tinha se identificado como Maria do Socorro Santos da Costa, ajudava L. a fazer compras.
Ousada, Maria do Socorro aplicou o mesmo golpe, em 18 de junho, no condomínio Verano, a 300 m de onde L. mora. “A criminosa levou R$ 100 mil em joias, dinheiro e roupas”, conta o funcionário público B., 31. Imagens do circuito interno do prédio comprovam que a golpista é a mesma que aparece no mercado com L.
Fazem tipo de funcionária exemplar
As golpistas aparentam ter 45 anos e se passam por pessoas de fé (nos vídeos, Maria do Socorro, por exemplo, faz o sinal da cruz várias vezes), prestativas e falantes, cozinheiras de mãos-cheia, conhecedoras de Internet e de leis trabalhistas. Elas pintam o cabelo e usam peruca após cada golpe.
No dia 28 de junho, policiais da 32ª DP (Taquara), prenderam Maria da Glória Souza da Cruz, 46, que praticava golpes como falsa empregada há dez anos. Ela era procurada desde 2004. Especialistas recomendam o máximo de cautela na hora de se contratar uma empregada doméstica, como ligar para pelo menos cinco referências, checar endereços fornecidos e desconfiar de preços muito abaixo do mercado.
Integrante de quadrilha
Indignadas, a psicóloga L. e a advogada R. começaram a investigar Maria.“Descobrimos que é a mesma que aplicou golpe em empresário paulista, que teve prejuízo de R$ 40 mil. No mesmo dia em que ela roubou meu apartamento, levou (cerca de R$ 50 mil) de empresária em Botafogo”, diz L.
As vizinhas, agora amigas, entregaram dossiê com fotos e vídeos a investigadores da 16ª DP (Barra da Tijuca). Agentes da delegacia não comentam o caso, alegando que a prisão de Maria do Socorro pode ocorrer a qualquer instante. Eles são unânimes em dizer que ela pertence a uma quadrilha. “Tem taxista que a conduz após os furtos; pessoas que dão falsas referências; que vendem os produtos de roubo pela Internet, e outras que, armadas, lhe dão cobertura em fugas”, comentou policial.
BRASÍLIA – O juiz da 13ª Zona Eleitoral de Florianópolis, Luiz Felipe Siegert Schuch, suspendeu sábado as sanções impostas ao Facebook por descumprimento da legislação eleitoral. Em sua decisão, Schuch alega que os representantes da rede social no Brasil mostraram-se dispostos "em colaborar com a Justiça Eleitoral" para construir ferramentas que evitem a utilização da rede social em uso indevido e fora das regras previstas pela Justiça Eleitoral.
Luiz Felipe Schuch disse ainda que a decisão de tirar o Facebook do ar por 24 horas, em caráter liminar, tomada na sexta-feira, "não tem ou teve por objetivo o cerceamento de manifestaçöes de usuários sobre outros temas que não ofensivos ou violadores da legislação eleitoral".
No parecer de hoje, o juiz acrescentou que defender pontos de vista sob os mais variados temas não é proibido, desde que feito por pessoas devidamente identificadas e que não se escondam no anonimato.
O objetivo, de acordo com o juiz, é garantir a apuração da responsabilidade "sobre tudo o que se afirma e divulga". Desta forma, acrescentou Schuch, é possível garantir "um parâmetro ético mínimo no plano da liberdade de expressão no mundo virtual".
A decisão pela retirada do Facebook do ar decorreu do descumprimento de uma liminar anterior que determinou que fosse retirada do ar a página “Reage Praia Mole”. A suspensão foi solicitada pelo vereador Dalmo Deusdedit Menezes (PP), de Florianópolis, que concorre à reeleição.
O parlamentar argumentou que houve veiculação de "material depreciativo" contra ele, feita de maneira anônima por um usuário. O juiz eleitoral também determinou a identificação das pessoas que criaram a página no Facebook.
Numa boa, esse tal de Cachoeira não é um contraventor, e sim um bandido.
Que ele fique preso por muito tempo.
Reprodução do O Globo On line
RIO - Gravações inéditas divulgadas neste domingo pelo “Fantástico”, da Rede Globo, revelam um lado pouco conhecido do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Em uma investigação anterior à Operação Montecarlo, grampos indicam que ele teria comandado um sequestro. Em abril de 2009, Cachoeira estava desconfiado de que alguém fraudava os caça-níqueis. Araponga de Cachoeira, Idalberto Araújo, o Dadá, foi checar se procedia o temor do chefe e deu o retorno:
— Falei (para o suspeito): "bicho, é o seguinte: todo material que tá aqui apreendido, nós vamos entregar para o Carlinhos".
— Excelente! Faz isso aí, manda brasa aí, desbarata esses malandros — respondeu Cachoeira.
Segundo a PF, as conversas apontam que Elion Alves Moreira foi feito refém pelo grupo de Cachoeira, para que confessasse a fraude. Outra conversa entre Dadá e Cachoeira revela o plano:
-— O celular dele tá aqui com a gente, entendeu? Então ele tá sem comunicação com o time dele.
— Pega ele e leva ele pra outro canto. Até ele contar.
-— Tá bom, então.
Outro grampo mostra que Elion foi agredido durante o sequestro. Dadá conta que ele levou um "pescoção":
-— Era melhor ele (Elion) ter baixado a bola e não ter levado o pescoção.
Cachoeira responde:
— Exatamente, malandro tem que arrumar a mão na orelha mesmo.
Ao “Fantástico”, o advogado de Elion disse que não houve sequestro. Ele afirmou que a suspeita da PF foi uma interpretação equivocada dos fatos. Dadá afirmou que não se pronunciaria sobre a reportagem.
— O Carlinhos Cachoeira é o chefe de uma organização criminosa de perfil mafioso. Uma pessoa extremamente ousada, inteligente, que não respeita as autoridades constituídas — afirma a procuradora da República Léa Batista de Oliveira.
As escutas telefônicas e vídeos aos quais o “Fantástico” teve acesso ajudam a entender a formação do império do jogo ilegal montando por Cachoeira. O gerente do contraventor Lenine Araújo de Souza, primo dele, também foi investigado na Operação Monte Carlo. Gravações mostram a conversa de Lenine com um homem, a quem cobrava um dos pagamentos pela manutenção de um ponto de jogatina. A polícia estima que o dono tenha que pagar 30% do faturamento do ponto à quadrilha. Gravações de 2009 mostram que o grupo atuava no ramo do jogo ilegal havia pelo menos 17 anos.
Grupo pagava propina a policiais
O grupo de Cachoeira, de acordo com a reportagem do “Fantástico”, pagava propina a pelos menos 38 policiais. Um policial federal, que foi chefe na Divisão de Serviços Gerais da PF, chegou a receber dinheiro da quadrilha. Anderson recebia o dinheiro para manter a quadrilha informada das operações da PF. Uma das gravações mostra Anderson Aguiar Drumond avisando a Idalberto de Araújo, o Dadá. araponga de Cachoeira, sobre uma operação para fechar uma casa de jogos. Anderson, em uma das gravações, pede dinheiro a Dadá:
— Tem jeito de você creditar aquela parcela pra mim?
— Pego o número da conta e deposito. O nome é Anderson, né?
-— Anderson Aguiar Drumond.
Em nota ao “Fantástico”, o advogado de Anderson disse que as provas são ilíticas, estão fora de contexto e não representam a realidade.
Ainda de acordo com a reportagem, Cachoeira criou uma espécie de tropa de choque, formada por policiais militares do entorno de Brasília. De acordo com a procuradora Léa Batista de Oliveira, Cachoeira mandava os PMs fecharem as casas de jogos dos concorrentes. O “Fantástico” localizou um homem que frequentava os estabelecimentos comandados por Carlinhos Cachoeira. Ele afirma que os seguranças dos bingos eram sempre PMs, e que já presenciou espancamento e tiro nos locais.
— Essa quadrilha era um verdadeiro poder paralelo, deixando a sociedade à mercê dos policiais civis, militares e federais que eram pagos para protegê-los em prol da manutenção dos jogos no entorno de Brasília e em outras regiões — diz o delegado da Polícia Federal Matheus Rodrigues.
Cachoeira, atualmente sem advogado, está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, e pode ser condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha. Um dos irmãos de Cachoeira disse ao “Fantástico” que Cachoeira nega ter praticado os crimes.
— O chefe da organização criminosa está preso, mas a organização criminosa não foi totalmente desarticulada. A organização está trabalhando, movimentando, ameaçando, chantageando, mandando recado — diz a procuradora da República Léa Batista de Oliveira.
Teve muita coisa errada nesse processo do mensalão, por exemplo, Lula escapou por que ?
Reprodução da Folha de São Paulo.
O delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha, que investigou de 2005 a 2011 a existência do mensalão, rompe o silêncio mantido nos últimos anos e afirma: "O mensalão é maior do que o caso em julgamento no Supremo Tribunal Federal".
Em entrevista exclusiva à Folha, Zampronha diz que o esquema era mais amplo nas suas duas pontas, de arrecadação e distribuição. Deveria, afirma, ser encarado como um grande sistema de lavagem de dinheiro -e não só como canal para a compra de apoio político no Congresso.
O delegado abasteceu de provas o Ministério Público Federal, que, em 2006, ofereceu a denúncia ao STF.
Zampronha manteve seu trabalho na PF para aprofundar as investigações e identificar mais beneficiários. Deixou o caso em fevereiro de 2011, após entregar relatório pedindo novas apurações.
Embora evite críticas diretas à Procuradoria, Zampronha revela divergências da PF em relação à denúncia em julgamento neste mês no STF.
Segundo o delegado, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares poderiam ter sido denunciados também por lavagem de dinheiro -o que não foi feito pelo Ministério Público Federal.
Na ação a que respondem no STF, os dois são acusados de corrupção ativa e de formação de quadrilha (com penas máximas de 12 anos e 3 anos, respectivamente).
Para Zampronha, as provas mais robustas contra eles são por lavagem de dinheiro (até dez anos de prisão).
Sobre Dirceu, o delegado da PF diz: "Há vários elementos que indicam que ele sabia dos empréstimos e dos repasses para os políticos".
ORIGEM DO DINHEIRO
O delegado diz que o mensalão "seria empregado ao longo dos anos não só para transferências a parlamentares, mas para custeio da máquina partidária e de campanhas eleitorais e para benefício pessoal dos integrantes".
"O dinheiro não viria apenas de empréstimos ou desvios de recursos públicos, mas também poderia vir da venda de informações, extorsões, superfaturamentos em contratos de publicidade, da intermediação de interesses privados e doações ilegais."
Por outro lado, Zampronha também considera haver "injustiças" na denúncia -referência a réus que eram subordinados dos operadores e beneficiários do mensalão.
"Os funcionários não sabiam o que estava acontecendo", afirma o delegado, citando Anita Leocádia (assessora parlamentar) e Geiza Dias (gerente da SMPB, agência do publicitário Marcos Valério).
EMPRÉSTIMOS
Outra discordância refere-se à acusação da Procuradoria de que os empréstimos obtidos nos bancos Rural e BMG eram de fachada.
Para Zampronha, os empréstimos eram verdadeiros e seriam quitados com dinheiro a ser arrecadado pelo esquema -a exemplo do que teria ocorrido no chamado "mensalão mineiro" (suposto esquema de Valério com tucanos em Minas em 1998).
Ele considera que a Procuradoria errou ao denunciar quatro dirigentes do Banco Rural pelo envolvimento nos empréstimos, pois não teria ficado configurada a ligação pessoal deles com as operações (a cargo, diz, do ex-dirigente da instituição José Augusto Dumont, já morto).
Zampronha afirma que os recursos desviados do fundo Visanet (apontado como fonte do mensalão) e repassados à agência de Marcos Valério eram públicos, pois pertenciam ao Banco do Brasil.
Os réus no STF alegam que os recursos eram privados. "O dinheiro era do Visanet, mas repassado ao Banco do Brasil. A partir daí, o dinheiro passava a ser do banco e o Visanet não tinha mais ingerência nas decisões sobre a destinação dos recursos."
Para Zampronha, a participação do réu e ex-diretor do banco Henrique Pizzolato nos repasses foi comprovada.
O Vaticano chegou a cobrar dez milhões de dólares para fechar com uma operadora de turismo brasileira para trazer fiéis na Jornada Mundial da Juventude de 2012 no Rio de Janeiro. TAM Viagens, CVC e Stella Barros não toparam o valor, mas as negociações continuam.
Essa notícia é do dia 6, mas vale a pena postar, mostra o Governador Sérgio Cabral "trabalhando".
Reprodução do Jornal do Brasil.
Na noite desta segunda-feira (6) aconteceu o jantar de lançamento do 15º Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes no Palácio Guanabara, no Rio.
O evento contou com a presença do governador e vice-governador da cidade, Sérgio Cabral Filho e Luiz Fernando Pezão e do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, entre outras autoridades e personalidades como o casal Claudio Manoel e Valeria Amorose.
O menu especial foi elaborado pelas chefs Roberta Sudbrack e Ana Rita Menegaz.
Enquanto metade do governo está paralisada por greves país afora, o clima no Palácio do Planalto é de… “só love, só love”. O pessoal que cuida da qualidade de vida dos servidores de Dilma Rousseff exibiu hoje no Cine Planalto o filme Romance, que tem no elenco Wagner Moura e Letícia Sabatella. A julgar pela vida mansa no palácio, é melhor a turma do piquete ter paciência.
Por que o deputado Geraldo Moreira ainda não disse o nome do motorista ?
O Dia on line
Rio - A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa deve se reunir segunda-feira para decidir sobre as providências que serão tomadas em relação ao acidente, ocorrido quarta-feira, envolvendo o carro oficial do gabinete do deputado Geraldo Moreira (PTN), que atropelou, em Xerém, Duque de Caxias, o motociclista Ancelino Adriano Nascimento de Oliveira, 26. O jovem passa bem.
O presidente interino da Casa, deputado Edson Albertasi, quer saber quem é motorista, o que ele fazia na Baixada àquela hora, porque não prestou socorro à vítima, e se Geraldo Moreira estava no carro — um Bora.
Moreira não informou quem dirigia | Foto: Mahomed Saaig
“Nós já encaminhamos ofício ao gabinete do deputado para que ele nos conte o que aconteceu. Ele tem 24 horas para responder”, explicou Albertasi, prometendo também divulgar segunda-feira o nome do acusado.
O presidente da Alerj, deputado Paulo Mello, está como governador do Rio, já que Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão estão em Londres, pelas Olimpíadas do Rio.
Nesta sexta, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Eboli (ICCE) vistoriaram o Bora no pátio da 61ª DP (Xerém). Mas o laudo só deverá ficar pronto entre 20 e 30 dias.
O delegado Mário Roberto Arruda disse que pretende ouvir o motorista envolvido na próxima semana — mas sequer sabe quem estava ao volante. Ele acredita que houve manobra indevida do carro.
Rio - Em junho, 131 juízes ou desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio tiveram vencimentos superiores a R$ 50 mil. Pela Constituição, os salários do Judiciário não podem ultrapassar os dos ministros do Supremo Tribunal Federal, R$ 26,7 mil. Os desembargadores do Rio têm salários de R$ 24.117, mas sobre este valor incidem diversas vantagens. A média dos ganhos dos magistrados chegou a R$ 37.146: em dois casos, os vencimentos líquidos ultrapassaram R$ 100 mil.
RIO — O movimento Rio de Paz realiza um ato público na Praia de Copacabana em memória da juíza Patrícia Acioli, assassinada por policiais militares quando chegava à casa onde morava, em Niterói, no ano passado. No total, 21 cartazes em formato de cartuchos foram enfileirados na areia como representações dos 21 tiros que tiraram a vida da juíza. Cada cartaz tem um 1,4 m de altura e 45 cm de largura. Um outro cartaz, de 7 m de largura por 1,5 m de altura, foi colocado na frente dos outros com a frase: “21 tiros na Justiça: um ano do assassinato da juíza Patrícia Acioli”.
A ONG também promove às 18h deste sábado, quando o assassinato completa um ano, outra manifestação. Uma placa será colocada na “Árvore da Patrícia”, na Praia de Icaraí, em Niterói. O ato tem o objetivo de mostrar a coragem da juíza. No fim da solenidade, uma caixa de som simulará os disparos dos 21 tiros que a mataram. Também no sábado, a pedido do Tribunal de Justiça, será celebrada uma missa em homenagem a Patrícia, às 11h, na Catedral Metropolitana. A juíza também será homenageada no Fórum de Alcântara, em São Gonçalo, que vai levar o nome da magistrada.
A juíza Patrícia Acioli foi morta na porta de sua residência, em Niterói, por dois policiais militares. Para chegar aos 11 acusados, entre eles o tenente-coronel Cláudio Oliveira e o tenente Daniel Benitez, a Divisão de Homicídios analisou todos os sinais de celulares captados por antenas e imagens de câmeras do trajeto feito pela juíza do Fórum de São Gonçalo até em casa. Ela foi morta porque estava revendo ações de PMs do 7º BPM (São Gonçalo) registradas como autos de resistência (morte em confronto) forjados e o envolvimento deles com o tráfico de drogas no município.
Cinco acusados irão a júri popular na 3ª Vara Criminal de Niterói, entre eles Sérgio Costa Júnior, um dos executores, que colaborou com as investigações. Os outros seis entraram com recursos para reverter a decisão da 3ª Câmara Criminal no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. O julgamento dos cinco PMs está previsto para os próximos meses. Sete jurados irão dar o veredicto sobre os PMs, que serão julgados por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha. As penas variam de dois a 30 anos de prisão. O processo da morte de Patrícia Acioli tem 7.500 páginas, e o julgamento deve durar pelo menos dois dias.
A juíza Patrícia Acioli foi a primeira magistrada assassinada no estado do Rio. Segundo a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), há 400 juízes ameaçados no país.
Os advogados dos irmãos Jacinto e Antônio Lamas, acusados de distribuição de recursos do PL (hoje PR) no esquema do mensalão, questionaram ontem, no STF (Supremo Tribunal Federal), a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os denunciados.
Sem apontar culpa de Lula, eles fizeram uma comparação entre o tratamento dado pelo Ministério Público ao ex-presidente e aos Lamas.
"Por que o senhor Luiz Inácio não foi denunciado? Eu sou intrigado com isso. Não tem nenhum depoimento dizendo que Antônio Lamas sabia [do esquema]. Agora, tem um depoimento de um parlamentar [Roberto Jefferson], seja da base aliada ou não, inimigo ou não, dizendo que ele [Lula] sabia", disse o advogado de Antônio Lamas, Délio Lins e Silva.
Em seguida, contudo, o advogado sugeriu que a inclusão de Lula no processo seria "uma irresponsabilidade".
"Esse fato trago para mostrar que, neste Brasil, o pau só quebra nas costas do pequeno", disse o advogado, sugerindo que seu cliente só foi incluído entre os denunciados por conta do sobrenome, para "efeitos midiáticos".
O advogado de Jacinto Lamas, Délio Lins e Silva Júnior, também questionou a ausência de Lula no processo.
O defensor disse que o ex-tesoureiro do PL era um mero executor de ordens do então presidente da sigla, Valdemar Costa Neto (SP).
"Valdemar comandava desde a compra de um café até reuniões políticas e votações. Jacinto Lamas era um zero à esquerda em termos políticos. Valdemar mandava nas questões financeiras. Jacinto era um mero mensageiro", disse Silva Júnior.
Em sua defesa oral, também ontem, o advogado de Costa Neto disse que seu cliente recebeu R$ 5 milhões como parte de um acordo feito na campanha de 2002, que elegeu Lula e o vice José Alencar. Ele negou que o dinheiro era destinado à compra de votos no Congresso.
"O acordo e os pagamentos aconteceriam, fosse Valdemar deputado ou não. Essa é a questão central", afirmou Marcelo Luiz Bessa.
COMPARTILHADO
O advogado invocou depoimento de Alencar, morto em 2011, que descreveu acertos financeiros para a composição da aliança PT-PL.
O advogado diz que na campanha de 2002 foi montado "caixa compartilhado" entre PT e PL, segundo o qual o PT ficaria com 75% do valor arrecadado, e o PL, com 25%. Mas, segundo ele, o valor acabou não sendo pago pelo PT.
O PL então cobrou os pagamentos e o PT teria recomendado, por meio de seu então tesoureiro, Delúbio Soares, que o PL fizesse um empréstimo. Os valores foram canalizados por Marcos Valério Fernandes de Souza para a empresa Garanhuns, que redistribuiu o dinheiro a pessoas indicados pelo PL.
O advogado também recorreu ao processo que culminou na absolvição, pelo STF, do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1994.
Segundo ele, um entendimento apresentado na época pelo ministro Celso de Mello influenciou a corte pela absolvição de Collor. Mello é o único daquele julgamento que permanece no STF.
O voto de Mello questionou a inexistência, no caso Collor, de uma prova de um ato específico feito pelo ex-presidente em troca de pagamentos. Para Bessa, as duas denúncias são "genéricas".
Há pelo menos dois tipos de recursos que os advogados já planejam: um para esclarecer dúvidas sobre as sentenças e outro para os casos em que a condenação não for unânime -nesse caso, o réu precisaria receber ao menos quatro votos de absolvição. O Supremo tem 11 ministros.
O segundo tipo de recurso, previsto no artigo 333 do regimento interno do Supremo, nunca foi usado desde a fundação da corte, em 1890.
Esse artigo prevê, num exemplo hipotético, que se José Dirceu for condenado por 7 votos a 4, seu advogado tem o direito de pedir um novo julgamento.
"O mensalão não é um julgamento do tipo bala de prata; acabou, os condenados vão para a prisão", diz Oscar Vilhena Vieira, professor da Fundação Getulio Vargas e um dos principais estudiosos do Supremo.
O princípio filosófico de fazer um novo julgamento em casos em que houver quatro votos de não condenação é a velha noção de dúvida do direito romano, segundo Alberto Toron, defensor de João Paulo Cunha. "Se os ministros não têm certeza sobre um réu, é como se o Supremo tivesse a humildade de reconhecer que ele merece um novo julgamento."
PRECEDENTE
O próprio ministro Celso de Mello já citou essa possibilidade de recurso em debates no julgamento do mensalão.
O recurso que deverá ser mais usado, porém, é o chamado embargo declaratório, para esclarecer dúvidas, por causa da complexidade do caso. "Num julgamento com 38 réus e mais de cem crimes, é óbvio que vão existir muitas dúvidas. A mais frequente deve ser sobre as penas", diz o advogado Celso Vilardi, defensor de Delúbio Soares.
Um exemplo hipotético: um ministro condena um réu a três anos; outro, a cinco anos. O que prevalece? Não há unanimidade de que deve ser a média, segundo ele.
José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso e defensor de Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural, diz que os advogados não podem ser responsabilizados pelos eventuais atrasos que os recursos devem causar.
"A Justiça é lenta mesma. Bacharel é muito prolixo. É claro que os advogados não querem apressar [o julgamento], mas todos nós somos responsáveis por essa demora".
O STF demorou sete meses para julgar as dúvidas sobre a denúncia do mensalão (denúncia é o jargão pelo qual é conhecida a acusação formal). Ela foi aceita em 9 de novembro de 2007, e todos os embargos foram julgados até 19 de junho de 2008.
Vilardi diz que não há paralelismo com esse tempo porque a situação agora é diferente: há pressão da sociedade e o presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, completa 70 anos em 18 de novembro, quando se aposenta compulsoriamente. "É mais ou menos óbvio que ele vai querer entrar para a história como o presidente do Supremo que presidiu o maior caso da história da corte".
Há uma terceira possibilidade de contestação, em âmbito internacional, na Corte Interamericana de Justiça.
Um recurso já foi enviado a essa corte, por Antonio Sérgio Pitombo, defensor de Enivaldo Quadrado. José Dirceu também já disse que pretende recorrer a essa corte se for condenado.
Vilhena Vieira vê um problema nessa estratégia: a Corte Interamericana tem por princípio não interferir em decisões criminais de cortes supremas.
. Engraçado o STJ não ter visto que o recurso foi interposto fora do prazo ?
Viva a imprensa, quando ela quer e tem interesse trabalha em prol da sociedade, sem mais.
Jornal Folha de São Paulo
A decisão do Superior Tribunal de Justiça que provocou polêmica em abril deste ano por inocentar um acusado de estuprar três meninas de 12 anos foi anulada pelo próprio tribunal.
O STJ reconheceu que o recurso que deu origem à decisão foi apresentado fora do prazo e que, por isso, a decisão não tem validade.
O acusado havia sido absolvido na primeira e na segunda instâncias. Após recurso no STJ, ele foi condenado -o tribunal entendeu que toda relação sexual com menor de 14 anos é estupro, independentemente de haver o consentimento da vítima.
Em novo recurso, porém, outra turma do tribunal absolveu o homem com base na lei anterior -o caso ocorreu antes de 2009, quando a lei passou a considerar que ter relações sexuais com menor de 14 anos é "estupro de vulnerável", independentemente do uso de violência.
A lei anterior também considerava estupro manter relações sexuais com menores de 14 anos. Os tribunais, porém, questionavam se era necessário ou não provar que existiu a violência.
No caso das meninas, a turma do STJ que julgou o recurso contra a condenação havia seguido o mesmo entendimento do juiz de primeira instância e decidido, por maioria, que não era possível presumir a violência porque as meninas se prostituíam e, portanto, poderiam consentir com o sexo.
Como essa decisão foi derrubada, passa a valer o entendimento anterior do STJ -o de que manter relações sexuais com menores de 14 anos é estupro, independentemente de ter havido consentimento.
Em razão disso, o homem será julgado novamente em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo -que havia absolvido o acusado.
REAÇÕES
À época, a decisão do STJ que inocentou o acusado provocou diversas reações negativas. O tribunal recebeu críticas da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), do Congresso e da ONU, entre muitas outras entidades.
A anulação da decisão veio depois de um recurso do Ministério Público Federal que questionava a falta de manifestação do STJ sobre o prazo.
O ministro Gilson Dipp admitiu que o recurso do réu estava atrasado: o prazo venceu em 19 de outubro de 2010 e ele foi apresentado em 3 de maio de 2011, após um outro recurso ter sido considerado "impertinente" pelos ministros. Ainda cabe recurso dessa decisão.
Os índices de roubo a comércios e residências cresceram no Rio de Janeiro no primeiro semestre deste ano em comparação ao o mesmo período do ano passado. De acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública), os números aumentaram em mais de 50%.
A região do norte fluminense é uma das mais atingidas. O dono de uma farmácia, que não quis se identificar, afirmou que seu estabelecimento foi assaltado três vezes em um ano.
— Os assaltantes chegam de moto, com capacete e touca ninja. Eles estão sempre armados e aterrorizam os funcionários. Levam tudo que tem e vão embora.Segundo o especialista em segurança, Almir Porto, o efetivo do Batalhão de Campos dos Goytacazes (8º BPM), é muito pequeno.
— O Censo afirmou que nesses municípios a população era de 600 mil. Se você dividir 1.200 policiais para 600 mil, você vê que o número é insignificante para atender.
O helicóptero da Rede Record flagrou na tarde desta sexta-feira (10) traficantes vendendo drogas ao ar livre no Complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro.
Esta não é a primeira vez que o helicóptero grava imagens de bandidos realizando uma verdadeira feira de drogas ao ar livre. No dia 13 de julho, a aeronave flagrou traficantes da mesma comunidade comercializando entorpecentes ao ar livre. Na ocasião, a ação dos bandidos ocorreu logo após a saída dos policiais, que fizeram uma operação na região e apreenderam grande quantidade de droga.
Nas imagens desta sexta-feira é possível ver a ação dos bandidos que mais uma vez montaram uma feira de drogas ao ar livre. Assim que perceberam a presença do helicóptero, os traficantes recolheram as drogas e deixaram o local.
Cerca de 60 policiais foram enviados para o local.