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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ao vivo no blog a partir das 23:00 horas, participe, mande denúncias e notícias para falarmos

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LALAU Sérgio Cabral vai colocar Dilma Rousseff em uma saia justa no Rio

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Vamos aguardar amanhã, o que LALAU Sérgio Cabral e Dilma Rousseff falarão para imprensa ?

Ou será que LALAU Sérgio Cabral vai se esconder da imprensa de novo ?

Reprodução da Revista Veja



A agenda oficial da Presidência da República reserva para Dilma Rousseff um compromisso delicado nesta sexta-feira. A presidente visitará a cidade para cerimônia de entrega dos títulos de doutor honoris causa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedidos por cinco universidades públicas – a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Federal Fluminense (UFF) e a Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A entrega do título a Lula, que coleciona sete outras honrarias semelhantes, vai reunir para mais uma fotografia antigos aliados, no estado que deu a Dilma 60% dos votos válidos para a presidência. Mas um deles, no momento, não é a melhor companhia para o noticiário.

O governador Sérgio Cabral enfrenta a pior crise de seu governo. Na fila para ser convidado a depor na CPI do Cachoeira, Cabral deve explicações sobre suas relações com o empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta e mergulhado nas suspeitas de irregularidades em contratos em vários estados – com destaque para o Rio. A Delta é uma das principais empreiteiras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cria da presidente e bandeira de campanha da aliança PMDB-PT no Rio. O peso da empreiteira no programa criou agora um problema para o governo: como a Delta perdeu fôlego, começa a abandonar seus contratos, o que, para o PAC, é sinônimo de atraso.

O ex-presidente tentou, sem sucesso, emplacar o ex-líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT-SP), na relatoria da CPI mista que investigará as ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com os governos estaduais e federal. A confirmação da convocação de Sérgio Cabral será, para o PMDB, um revés importante em ano eleitoral – o governador é o principal cabo eleitoral no estado, onde o partido terá candidatos próprios em 65 dos 92 municípios. Um deles a capital, onde Eduardo Paes também tem a Delta como um sinal de alerta, dado o volume de contratos em poder da empresa.

O maior desgaste de Cabral, no momento, vem de um arquirrival no estado, e de uma ainda mal esclarecida relação entre ele e o dono da Delta. Deputado pelo PR e ex-governador, Anthony Garotinho tem abastecido o noticiário com fotos e vídeos de Cabral e Cavendish em viagens, festas e jantares na Europa. Sobre as imagens, há muito o que explicar. E há também o que é politicamente inexplicável. Entre os comensais, está o secretário-chefe da Casa Civil do governo do estado, Régis Fichtner, que aparece em algumas das imagens ao lado de Cavendish. Fischtner foi o homem de confiança escolhido por Cabral para fiscalizar os contratos da Delta.

COISA DE BANDIDO !!!! PMDB e PT fazem pacto de proteção de governadores na CPI do Carlos Cachoeira

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Já disse isso aqui, isso é coisa de bandido, é bandido protegendo bandido.

O povo não pode aceitar isso, tem que partir para cima desses vagabundos, exigir que haja uma CPI séria.

Reprodução da Folha de São Paulo


Com a ameaça de convocação do governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), PMDB e PT deram início ontem a um pacto de proteção mútua de seus governadores na CPI do Cachoeira.

Pelo acordo, o PMDB evitaria exposição do governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, em troca da blindagem de Cabral.

À frente da CPI, PMDB e PT deram um primeiro passo ontem ao deixar a investigação dos governos estaduais fora da pauta de investigação nos próximos 40 dias.

Emissários de Cabral foram informados que, segundo o plano de trabalho do relator Odair Cunha (PT-MG), o eventual envolvimento de governadores com esquema do empresário Carlinhos Cachoeira só será objeto da CPI a partir de 12 de junho.

Os governadores não foram citados na apresentação do plano e há a possibilidade de os casos serem remetidos às Assembleias Legislativas.

O nome de Cabral veio à tona após o blog do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) exibir fotos do governador numa confraternização com o presidente licenciado da Delta, Fernando Cavindish, durante viagem a Paris.

Para o sucesso desse acordo, petistas e peemedebistas contam com a adesão do PSDB, que tenta poupar o governador goiano Marconi Perillo.

O líder do PT da Câmara Legislativa do DF, Chico Vigilante, e o vice-governador, Tadeu Fillippeli (PMDB), têm conversado todos os dias sobre a CPI. "Não vão convocar o Cabral nem o Agnelo", afirma Vigilante.

"Para convocar o Cabral, tem que convocar o Alckmin, o Kassab, porque a Delta também prestava serviço para esses governos", acrescentou.

Peemedebistas não são tão otimistas. Para deter a investigação, líderes do partido estariam trabalhando até por um acordo para preservar o mandato do senador Demóstenes Torres, mas temem que as disputas internas no PMDB e PT inviabilizem a operação.
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COISA DE BANDIDO: CPI do Cachoeira começa com blindagem a políticos safados e ladrões da grana do povo

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Cacete !!!

A CPI do Cachoeira está sendo controlada por bandidos, como é isso ?

bandido investigando bandido ?

Essa PORRA não pode acabar em PIZZA, tem que espremer a Delta, Cavendish, Sérgio Cabral, Agnelo Queiroz, Marconi Perillo, Demóstenes Torres e todos outros bandidos travestidos de políticos.

ACORDA POVO !

MADEIRADA NESSES SAFADOS !!!

Reprodução da Folha de São Paulo


Num esforço de blindagem ao governo e aliados, o plano de trabalho do relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), foca na organização de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, excluindo políticos e o comando da empreiteira Delta.

Na reunião de ontem, a comissão aprovou as quebras dos sigilos fiscal, telefônico e bancário de Cachoeira desde janeiro de 2002 e definiu a lista da primeira fase dos depoimentos.

Ficaram de fora da relação o dono da Delta, Fernando Cavendish, deputados federais e três governadores, dos quais dois da base aliada, Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PDMB-RJ).

O governador Marconi Perillo (PSDB-GO), da oposição e citado em conversas do grupo do empresário, também foi poupado nessa primeira fase.

Odair Cunha limitou as investigações sobre a Delta à divisão regional da empreiteira no Centro-Oeste, na figura do ex-diretor Cláudio Abreu, frequente interlocutor de Cachoeira e que foi preso no dia da deflagração da operação, em 29 de fevereiro.

A Delta é a pessoa jurídica que mais recebe recursos da União desde 2007.

"A agenda prioritária buscará caracterizar a organização criminosa do senhor Carlos Augusto Ramos", escreveu Cunha.

Minutos depois, em entrevista, ele negou tentativa de blindagem.

No calendário elaborado pelo relator, os trabalhos da CPI começam com os depoimentos dos delegados da Polícia Federal e procuradores envolvidos nas investigações das Operações Vegas e Monte Carlo, que apuraram os negócios do grupo.

Em seguida, serão ouvidos Cachoeira e seus principais interlocutores.

O único parlamentar a ser ouvido na primeira fase dos trabalhos da CPI é o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), no final do mês.

Com maioria folgada na comissão, deputados e senadores governistas aprovaram o plano de trabalho de Cunha. Três senadores da oposição votaram contra.

Eles defendem a ampliação das investigações iniciais aos demais diretores da construtora Delta.

Outra decisão foi realizar sessão secreta para ouvir os procuradores e os delegados da Polícia Federal.

Na reunião de ontem, o deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) protestou: "A Delta é envolvida até o pescoço. Não vamos quebrar o sigilo da Delta?".

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) citou que o plano de trabalho da CPI deveria seguir a ordem das revelações já na imprensa. "O lógico seria iniciar com Cachoeira e seus associados na Delta, Cavendish, Abreu, Demóstenes e os governadores de Estado", disse.

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) trocou farpas com o senador Pedro Taques (PDT-MT) e voltou a criticar a imprensa, chamando de "hipócrita" os que "fornecem informações por debaixo dos panos a alguns confrades".

Collor, com o apoio de petistas e parlamentares aliados do governo, defenderam a convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel -que se recusou ontem a comparecer à CPI.

A oposição acusa o PT de defender a convocação de Gurgel depois que o procurador apoiou no Supremo a condenação de 36 dos 38 réus do mensalão.

"Nós não podemos fragilizar o procurador-geral por causa do mensalão", disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O deputado Paulo Texeira (PT-SP), por sua vez, disse que jornalistas que segundo ele "foram cooptados pelo esquema Cachoeira" devem ser ouvidos. Ele não deu nomes, dizendo que "isso tem de ser investigado".

(GABRIELA GUERREIRO, RUBENS VALENTE, ANDREZA MATAIS E MÁRCIO FALCÃO)
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Procurador Geral Roberto Gurgel rebate críticas e afirma que não vai a CPI

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O Brasil precisa rever com URGÊNCIA essa questão de foro privilegiado.

O parlamentar precisa de "garantias" para exercer o seu mandato, mas essas "garantias" mão podem servir de escudo para a roubalheira.

Reprodução da Folha de São Paulo


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, rebateu ontem críticas sobre sua atuação na investigação do suposto esquema do empresário de jogos ilegais Carlos Cachoeira e recusou convite para depor na CPI que investiga o caso no Congresso.

Gurgel informou, por meio de sua assessoria, que o Ministério Público investiga "quem quer que seja" e que só pediu providências ao STF (Supremo Tribunal Federal) ao receber indicações do envolvimento de pessoas com direito a foro privilegiado.

Isso teria ocorrido no dia 9 de março, com a entrega de material da Operação Monte Carlo pela Justiça Federal de Goiás. A operação prendeu o empresário e apontou envolvimento de pessoas com foro privilegiado, como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Segundo o procurador-geral, as relações de Cachoeira são investigadas desde 2009, pela Operação Vegas, mas há dois meses ainda não havia necessidade de investigar pessoas com foro.

"[Gurgel] Optou por sobrestar o caso, como estratégia para evitar que fossem reveladas outras investigações relativas a pessoas não detentoras de prerrogativa de foro, inviabilizando seu prosseguimento, que viria a ser formalizado na Operação Monte Carlo", disse nota divulgada pela assessoria da Procuradoria-Geral da República.

Alguns parlamentares acusam Gurgel de ter sido negligente com o caso e apresentaram requerimento à CPI do Cachoeira para que ele seja ouvido.

Ontem, o presidente da comissão, senador Vital do Rego (PMDB-PB), e o relator, Odair Cunha (PT-MG), convidaram Gurgel a falar com a comissão sobre o caso, sem precisar ser convidado ou convocado.

O procurador negou o pedido e justificou que sua participação poderia "futuramente torná-lo impedido para atuar nos inquéritos em curso e ações penais subsequentes".

Gurgel prometeu um canal de diálogo com os parlamentares e explicou que as investigações não estão concluídas. Vital, no entanto, disse que a presença do procurador não está descartada.

"Quando o requerimento for a voto, ele será deliberado, e nós seremos intérpretes deste pedido", afirmou.

A CPI vai pedir ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) que libere os delegados envolvidos nas investigações para depor sobre o caso.

(MÁRCIO FALCÃO)

Ex-sogro de Cavendish, Dario Kfuri, contrata os mesmos advogados da Delta e entra com ação para tirar vídeos do Blog do Garotinho

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Com todo o respeito a família Kfuri, mas não creio que haja motivos para a justiça mandar retirar os vídeos da internet, conforme a matéria abaixo, apesar de Jordana Kfuri não ser uma pessoa "pública", estava sempre na presença de pessoas "públicas", por exemplo, o Governador Sérgio Cabral.

O engraçado é que o advogado que entrou com a ação são os que defendem os interesses da Delta.

Mais uma vez, com todo o respeito a família Kfuri, mas CENSURAR esses vídeos é apenas proteger e favorecer os interesses da Delta, Cavendish, e do LALAU Sérgio Cabral.

Mas sabe como é, tratando-se da justiça do Rio de Janeiro quando um dos interessados é Sérgio Cabral tudo é possível.

A conferir.

Deixe o seu comentário, o que você acha, os vídeos devem ser CENSURADOS ?

Reprodução da Folha de São Paulo.


A família de Jordana Kfuri, mulher do empresário Fernando Cavendish morta no ano passado, pediu ontem na Justiça a retirada dos vídeos dos encontros entre o empreiteiro, o governador Sérgio Cabral e seus auxiliares.

A ação foi proposta pelo pai de Jordana, Dario Kfuri, contra o deputado federal Anthony Garotinho (PR), através do advogado Armando Miceli Filho, que também representa a Delta Construções.

Segundo Miceli, Kfuri alega que Jordana, que aparece em algumas das fotos e vídeos veiculados no blog, "não é uma pessoa pública e não deve ter a imagem divulgada".

Jordana morreu no acidente de helicóptero em junho do ano passado que revelou a relação próxima entre Cabral e Cavendish. O grupo ia comemorar o aniversário do empresário.

Garotinho afirmou que respeita a decisão da família, mas diz que vai tentar manter as fotos e vídeos no ar. Ele disse ainda que preservou a imagem de Jordana não publicando outros arquivos que estão em seu poder.
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Conselho de Ética do Senado abre processo contra o senador Demóstenes Torres, agora é cuidado com a "PIZZA" ?

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Sei lá...

Se o Brasil fosse um país sério Demóstenes Torres já teria renunciado para evitar que o povo quebrasse tudo, ou até mesmo fosse agredido.

Aqui no Brasil é uma FARRA um OBA OBA para a corrupção e roubalheira, se bobear ele nem cassado é, que o povo fique atento.

Reprodução da Folha de São Paulo


Relator da investigação contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) no Conselho de Ética do Senado, o senador Humberto Costa (PT-PE) vai pedir hoje a abertura de processo disciplinar contra o parlamentar.

É a primeira etapa do processo que pode resultar na cassação de Demóstenes, apontado pela Polícia Federal como operador do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

A Folha apurou no Congresso que o senador não irá sugerir a pena de cassação no seu relatório. Costa tem dito a interlocutores que isso só será definido após o fim da investigação pelo colegiado.

O senador pode ser punido com penas que vão desde a censura até a perda do mandato, se ficar caracterizada a quebra de decoro.

Ontem, os documentos do inquérito foram encaminhados para a CPI, mas ainda não chegaram formalmente ao Conselho de Ética.

A decisão do relator de pedir a abertura de processo contra Demóstenes é baseada em notícias de jornais.

Costa promete utilizar as informações do inquérito em seu relatório final, quando vai definir a penalidade a ser aplicada ao senador.

Antes do relatório final, Costa vai ouvir testemunhas e o depoimento de Demóstenes -que promete comparecer pessoalmente ao conselho para se defender.

A defesa do senador afirma que as provas colhidas pela Polícia Federal e Ministério Público ao longo das investigações são inválidas porque se basearam em escutas ilegais, já que, segundo os advogados do senador, o STF teria que autorizar as interceptações telefônicas por Demóstenes ter foro privilegiado.

Ex-procurador de Justiça, Demóstenes sinalizou ao conselho que vai tentar anular o processo se identificar falhas jurídicas. Por esse motivo, o relator descartou mencionar as escutas no relatório preliminar.

A defesa de Demóstenes também pede a suspensão do processo no conselho enquanto a CPI do Cachoeira estiver atuando e, também, até o STF decidir sobre a nulidade das escutas.

O principal argumento do senador é que não tinha conhecimento das atividades ilícitas de Cachoeira, apesar de ser seu amigo pessoal.
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Fernando Cavendish vai tentar o impossível, negar vínculo da Delta com o bicheiro Carlos Cachoeira e com o senador Demóstenes Torres

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Bem o grande advogado abaixo se equivoca, Cavendish não está tão tranquilo assim, outro dia um falso boato de uma operação da PF para prendê-lo fez o moço sair correndo do seu apartamento na Vieira Souto.

No mais, Cavendish pode até tentar negar o vínculo da Delta com o bandido do Cachoeira, mas o problema são os fatos, as provas, gravações, e etc.

Por fim, não me refiro ao Cavendisgh, mas no Brasil o acusado pode ficar calado, e até pode mentir que não é crime, e sim um "direito".

Reprodução do Jornal Estado de São Paulo.



No centro do escândalo que a envolve com a rede de influências do contraventor Carlinhos Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), a Delta Construção, detentora de contratos que somam R$ 4,3 bilhões com o governo federal, prepara sua defesa na arena política. Perante a CPI do Cachoeira, que nesta quarta-feira, 2, abre seus trabalhos no Congresso, a estratégia é negar tudo, do começo ao fim, negar relações de Fernando Cavendish - presidente afastado do Conselho de Administração - com Cachoeira e com Demóstenes, e optar pela colaboração.

"Ele(Cavendish) está absolutamente ciente de que quando comparecer à CPI prestará todos os esclarecimentos devidos. Irá colaborar com as investigações, até porque não tem receio de nenhuma pergunta, nenhuma colocação", assinala o criminalista José Luís de Oliveira Lima, defensor da Delta e da Cavendish.

Experiente, com atuação marcante nos tribunais, Oliveira Lima sabe que a missão que assumiu não é tão simples. Sua tática, no entanto, não muda - ele trabalha rigorosamente com o que está nos autos, pois sabe que é assim que funciona o universo forense. Oliveira Lima não sei deixa perturbar pelo clamor da opinião pública.

O que a Delta dirá à CPI?
Não sei o que será perguntado ao dr. Fernando Cavendish. Mas eu tenho certeza que, ao final de seu depoimento, ele terá esclarecido que presidia uma empresa com 30 mil funcionários e que chegou ao posto de 6.ª maior do seu ramo no País. Alcançou esse patamar privilegiado pela excelência do serviço prestado em suas obras e seu compromisso de entregar o que há de melhor no mercado da construção civil.

Cavendish responderá a todas as indagações da CPI?
Ele está absolutamente ciente de que quando comparecer à CPI prestará todos os esclarecimentos devidos. Irá colaborar com as investigações, até porque não tem receio de nenhuma pergunta, nenhuma colocação. Fernando Cavendish sempre pautou sua gestão à frente da construtora pela responsabilidade e correção dos negócios.

Por que ele deixou a presidência da Delta?
Ele se afastou da presidência do Conselho de Administração para permitir que a auditoria por ele próprio determinada tenha curso sob total transparência.

Diante de tantas evidências qual a estratégia de defesa?
Que evidências?

Os grampos não evidenciam relações da Delta com o contraventor Carlinhos Cachoeira?
Não há nenhuma evidência desse relacionamento. Fernando Cavendish não tem e nunca teve nenhum relacionamento com o empresário Carlos Cachoeira. A demonstração cabal da inexistência dessa relação é que nos autos das investigações da Operação Monte Carlo, que durou mais de 18 meses, não há nenhum áudio, nenhum telefonema entre Carlos Cachoeira e Fernando Cavendish.

Os relatórios da PF não citam Cavendish?
Eu afirmo que não há nenhum relatório da PF e nenhuma manifestação do Ministério Público apontando qualquer participação de Cavendish com os fatos mencionados na Operação Monte Carlo.

Cavendish é amigo do senador Demóstenes Torres?
Não tem nenhuma relação com o senador Demóstenes Torres.

Qual o grau de relação da Delta com Cachoeira?
Nenhum. Não há nenhuma relação da construtora com Carlos Cachoeira. O que existe, aparentemente, segundo os autos, é uma relação do ex-diretor da Delta para a Região Centro Oeste (Cláudio Abreu, preso na semana passada) com Carlos Cachoeira.
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Holanda vai acabar com a farra da maconha no país, começa a limitar a venda

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A liberação da maconha foi altamente prejudicial para a Holanda, e hoje o país tenta consertar o erro.

Isso é bom para que os defensores da liberação da maconha reflitam.

Reprodução da Folha de São Paulo.


Entrou em vigor ontem, no sul da Holanda, a regulamentação que impede a venda de maconha a estrangeiros. Consumidores e proprietários de "coffee shops" -estabelecimentos em que a droga é comercializada- protestaram.

Cerca de 200 usuários marcharam pela cidade de Maastricht, foco da resistência à norma. "Coffee shops" fecharam na cidade, recusando-se a cumprir a regulamentação.

De acordo com a nova regra, estabelecimentos têm de cadastrar os consumidores de maconha. Como estrangeiros não podem ser registrados, na prática essa medida os impede de adquirir a droga.

Por enquanto, a norma vale apenas para três províncias do sul. O projeto prevê estender a regulamentação para Amsterdã em 2013.

Mais de 1 milhão de europeus viajam a Maastricht por ano para comprar maconha.
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Gravação indica que construtora Delta tentou blindar peemedebista Eduardo Cunha

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Foto Eduardo Cunha (reprodução internet)

Estava demoramdo o nome dele aparecer...

Reprodução da Folha de São Paulo.
Link

Telefonemas interceptados pela Polícia Federal mostram que a cúpula da empreiteira Delta Construções atuou para proteger o vice-líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), em processo que o parlamentar movia contra uma jornalista.

É a primeira vez que Cunha, que é amigo do dono da empreiteira, Fernando Cavendish, é citado em grampos da Polícia Federal na Operação Monte Carlo, que originou a CPI do Cachoeira.

Em conversa gravada no dia 25 de março de 2011, o então diretor regional da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, conversa com o suspeito de contravenção Carlinhos Cachoeira a respeito de um depoimento que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) daria quatro dias depois em um processo que Cunha move contra a jornalista Dora Kramer, de "O Estado de S. Paulo".

A ação está trancada desde maio passado no Tribunal de Justiça de São Paulo. O processo questiona um artigo sobre a disputa pelo controle do fundo de pensão de Furnas, que citava Cunha.

Abreu relata a Cachoeira ter sido "incumbido" de convencer Demóstenes, arrolado como uma das três testemunhas de defesa da jornalista, a "não pegar pesado" com o vice-líder do PMDB.

Demóstenes e Cunha são adversários políticos. "Eu fui incumbido aqui para falar com você para falar lá com o Demóstenes, cara", diz Abreu. "Ele vai depor a favor da Dora, só que estão pedindo para mim ir lá conversar com ele para não pegar pesado com o Eduardo."

Cachoeira diz então que irá conversar sobre o pedido com o senador, e indica estar otimista com a receptividade do senador: "Vamos conversar. Pedido nosso é uma ordem".

Colaboraram LEANDRO COLON e FERNANDO MELLO, de Brasília.

BOMBA ! Feliz da vida gastando a grana do povo Sérgio Cabral comemora também a vitória de Eduardo Paes na Europa

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LALAU Sérgio Cabral em pânico, o que será que ainda tem para ser publicado ?

Definitivamente, que salário é esse do LALAU Governador Sérgio Cabral que nunca acaba, como ele pagou tudo isso ?

Reprodução do Blog do Garotinho

Nas suas farras em Paris, Cabral posa para a fotografia de aniversário com Adriana e diz: “Chose de loque”. Filmado por Fernando Cavendish, ele afirma: ”Depois da vitória de Eduardo Paes este restaurante é a melhor coisa que existe”. Neste momento começa uma discussão na mesa. Alguém diz: ”Melhor é o aniversário de Adriana”. Outra pessoa diz: ”Melhor é o casamento do Fernando”. Para tentar demonstrar o seu conhecimento gastronômico mundial Cabral vira-se pra mesa e diz: ”Este é o melhor Allain Ducasse do mundo”, numa alusão ao chef do restaurante Luis XV, do Hotel de France, em Mônaco. Vejam o vídeo. É um festival de futilidade e deslumbramento, e pricipalmente de desrespeito pelo dinheiro público.


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BOMBA ! Jogador Túlio que quer ser vereador no Rio está mais do que enrolado com bicheiro Carlos Cachoeira

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Barbaridade !!!

Leiam abaixo, é surreal, o jogador Túlio agora ainda quer ser vereador pela cidade do Rio de Janeiro nessas eleições de 2012, isso é sério ?

Reprodução do O GLOBO On line.



BRASÍLIA - A teia de relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal em fevereiro durante a Operação Monte Carlo, alcançou até mesmo o jogador Túlio Maravilha, que foi vereador em Goiânia pelo PMDB. Uma série de telefonemas gravados pela PF com autorização judicial — a maioria entre o contraventor e o vereador de Goiânia Santana Gomes (PMDB) — mostram que Túlio procurou ajuda do bicheiro em março de 2011 e queria até mesmo contratá-lo como funcionário fantasma. Cachoeira e Santana falam também de um pagamento de R$ 30 mil ao jogador.

O advogado de Túlio, Levy Leonardo, confirmou ontem que seu cliente recebeu R$ 30 mil de Cachoeira para sua campanha de deputado estadual em 2010. Leonardo atribuiu a doação à paixão de Cachoeira pelo Botafogo, clube em que Túlio jogou.

Túlio é uma pessoa muito carismática. Ele se envolve com as pessoas, conhece bastante gente. Um dado importante é que Cachoeira é botafoguense. Pode ter vindo daí esse conhecimento dele com o Túlio. Mas envolvimento em negócios, esquemas, nunca houve.

Fita teria imagens comprometedoras de Túlio

As ligações interceptadas pela PF vão de 11 a 31 de março de 2011. O nome de Túlio é citado várias vezes, mas em nenhum momento sua voz aparece nas gravações. Em em 13 de março, Carlinhos conversou com o contador do grupo, Geovani Pereira, que está usando o telefone de Santana. O comparsa do bicheiro diz que Santana descobriu o motivo do interesse de Túlio:

— (Santana) descobriu o que o Túlio quer com você. O Túlio quer nomear você no gabinete dele. Diz que teve problema com o goleiro do Morrinhos (time de futebol do interior de GO) — disse Geovani a Cachoeira, rindo.

Pouco mais de uma hora depois, Cachoeira liga para Santana e confirma a história:

— Descobri tudo, viu. Conluio. Wladimir e Túlio para mim (sic) ser laranja. Os dois iam partir o salário — diz Cachoeira, em referência a Wladimir Garcez (PSDB), ex-presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia.

As gravações mostram ainda a história de uma fita que teria imagens comprometedoras de Túlio e do prefeito da cidade, Paulo Garcia (PT). A fita estaria com o suplente Luciano Pedroso (PSB), ou com um homem identificado como Urto. Segundo Santana, eles queriam tomar o lugar de Túlio na Câmara. Em 13 de março, Cachoeira parece disposto a adquirir a fita e orienta Santana a procurar Urto. Um dia depois, após encontro com Pedroso, Santana fala sobre a fita para Cachoeira:

— Glicerina (sic) pura. Uma bomba.

No mesmo dia, Santana diz que dá para editar a fita. Quatro dias depois, na manhã de 18 de março, Santana avisa o preço de Luciano: R$ 300 mil mais dois cargos. Em 31 de março, é possível saber do que se trata a fita. Em conversa com um homem não identificado — possivelmente um jornalista ou blogueiro — Cachoeira fala do conteúdo e alerta que a imagem está tremida, pois foi feita a partir de um relógio.

— O Túlio, jogador de futebol, tem uma fita dele aqui com o prefeito do PT de Goiânia — diz.

— O Túlio pede mais e o prefeito concorda. É nesse contexto aí —, acrescenta o bicheiro.

A fita não veio à público. Em setembro, Túlio renunciou e voltou ao Rio para jogar no Bonsucesso. Pedroso assumiu o mandato. Por meio da assessoria, Garcia diz que se reuniu várias vezes com Túlio, mas numa relação entre prefeito e vereador. O GLOBO tentou contato com Pedroso, mas não obteve retorno.

PMDB tenta livrar a cara de LALAU Sérgio Cabral na CPI do Cachoeira, mas quem vai botar a cara ?

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Leiam a matéria abaixo, o PMBD quer tentar livrar a cara do LALAU Cabral para ele não depor na CPI do Cachoeira, mas, convenhamos, é algo muito difícil, muitos deputados já reconhecem que defender Cabral é virar alvo.

Quero ver quem vai ter coragem de botar a cara e defender Sérgio Cabral ?

Que o povo fique atento, e anote os nomes dos picaretas que ousarem proteger Sérgio Cabral.

Se LALAU Sérgio Cabral não deve nada, que vá a CPI e mostre os recibos da FARRA na Europa, e comprove que realmente foi ele quem pagou as suas despesas.

E se não há irregularidades nos contratos da delta com o Governo do Rio, por que não se investigar ? O que eles temem ?

Reprodução do O Globo On line.



BRASÍLIA - Tranquilos até poucos dias atrás com o tiroteio entre PT e oposição, que mantinha o PMDB distante do alvo central da CPI do caso Cachoeira, integrantes da cúpula do partido começaram a se mobilizar no fim de semana para tentar blindar o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e evitar que seja aprovada sua convocação para depor logo no início dos trabalhos. Dirigentes peemedebistas não escondiam nesta segunda-feira o desconforto e a preocupação com a superexposição das relações de Cabral com o dono da Delta, Fernando Cavendish, em fotos divulgadas pelo ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ).

A avaliação feita em conversas reservadas era de que a CPI começa a caminhar com as próprias pernas, e que a cúpula do PMDB terá que rever sua estratégia inicial de se manter à margem da CPI que nunca quis. Por isso, apesar do feriado de hoje, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), chega a Brasília para uma reunião com o presidente licenciado do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e com o presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), para discutir como conduzir o caso e não deixar que o foco da CPI extrapole o objeto de sua criação: o esquema Carlinhos Cachoeira, Delta e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

A preocupação é com o descontrole das investigações além dos limites dos negócios da Delta no Centro-Oeste — que podem atingir os governadores Marconi Perillo (GO) e Agnelo Queiroz (DF). O governador do Distrito Federal é o único que já tem pedido de inquérito aberto pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sob a alegação de que assessores receberam propina para facilitar contratos em seu governo. Marconi Perillo é acusado de relações estreitas com o grupo de Cachoeira e Demóstenes, que teriam indicado servidores em postos de alto escalão em seu governo. Mas não há ainda inquérito ou gravações que o incriminem diretamente.

Um dos representantes do PMDB na CPI, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) disse, num primeiro momento, que seria inevitável a convocação de Cabral.

— Será uma oportunidade para ele se explicar sobre as denúncias de que privilegiou a Delta por ser amigo do Fernando Cavendish. Não faria sentido chamarmos outros governadores acusados de envolvimento na teia da CPI, como o Perillo e o Agnelo, e deixarmos o Cabral de fora só porque pertence ao PMDB ou porque governa o Rio — declarou Ferraço no domingo ao site IG.

Nesta segunda-feira, depois da mobilização da cúpula peemedebista, Ferraço estava mais cauteloso, alegando que Garotinho estava fazendo disputa política:

— O Renan me deu liberdade para agir de acordo com minhas convicções. E minha convicção é que não vou ser instrumento de lutas regionais. Pode tirar o Garotinho da chuva! — disse Ferraço, ontem, ao GLOBO.

Preferindo manter-se no anonimato, um deputado do PMDB faz a mesma avaliação que Ferraço:

— A CPI começa a ganhar rumo próprio. Quem é que vai convocar o Perillo e o Agnelo e depois botar a cara lá para defender o Cabral? Quem defender Cabral vira alvo. Como que o Renan, que quer ser presidente do Senado, vai defender isso? Só por baixo dos panos.

Nas conversas de bastidores, peemedebistas avaliaram que a situação de Cabral se complicou muito no final de semana com a divulgação dos vídeos e fotos. Mas a ordem interna é não alimentar essa polêmica.

— A CPI é para investigar o Cachoeira e as investigações das operações da Polícia Federal. Se tem outras ramificações, lá na frente a CPI terá que investigar. Temos que aguardar o plano de trabalho da comissão para ver onde e o que tem de ligação com Cachoeira — disse ex-líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ressaltando que não é da CPI.

Cabral, que não tem relação estreita com seus partidários no Congresso, está procurando aproximação maior e sondou pessoas do partido para refutar suspeitas de que privilegiou a Delta.

Bicheiro Carlos Caachoeira: Mais poderoso que quase todos os partidos políticos

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leiam e vejam por que o PT e o PMDB temem tanto a CPI do Cachoeira, que a opinião pública cobre que todos sejam investigados.

Reprodução da Folha de São Paulo.


MINISTÉRIO DA Saúde (Anvisa), Ministério dos Transportes, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Ministério da Educação, Ministério da Justiça por meio da Polícia Federal, Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, governo de Goiás, governo do Distrito Federal (e, possivelmente, mais governos), Receita Federal, Senado, Câmara -eis uma relação, por certo incompleta, dos setores oficiais em que Carlos Cachoeira introduziu ou, em menor número, operava para introduzir extensões da sua rede.

Um organismo espetacular, mais poderoso do que quase todos os partidos políticos.

Mas rede com que finalidade? As empresas legais de Carlos Cachoeira poderiam valer-se de uma ou outra daquelas conexões, em um ou outro momento dado.

Captar contratos para a Delta Construções e seu presidente, Fernando Cavendish, que lhe mereciam tanto interesse, não exigiria conexões tão numerosas e diversificadas. Suas atividades de contraventor, na exploração de caça-níqueis, estariam muito bem protegidas apenas com os conluios próprios da atividade, no Brasil todo.

O Conselho de Ética do Senado tem o objetivo de examinar a conduta do senador Demóstenes Torres e destiná-lo à cassação ou à permanência na Casa.

Na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, predomina a confusão. Uma corrente pretende circunscrever o inquérito à relação entre o contraventor e os governadores Marconi Perillo e Agnelo Queiroz, de Goiás e do DF.

Outra, quer restringir a investigação às atividades, digamos, empresariais em geral de Cachoeira e à relação que tenham com políticos já expostos. Parte da comissão quer buscar as relações de Cachoeira com a Delta. E por aí vai. Ou não vai.

De uma parte, portanto, está a rede ativa de Carlos Cachoeira nos níveis oficiais mais elevados. De outra, o que está por se saber sobre ela, e ainda não se sabe nem quanto é. Confrontadas uma e outra partes, a conclusão é a de que não há cabimento algum em delimitar a ação da CPI, seja ao que for.

A CPI nem tem o direito de fazê-lo. Tudo parece tão intrincado, que o propósito formal da CPI, para aprová-la, tornou-se inseparável dos fatos e indícios que sobrevieram. São a mesma coisa.

Trata-se de um todo, o país precisa conhecê-lo, e à CPI e à Polícia Federal compete desvendar e expor. Mas não é esta a tendência de grande parte, talvez a maior, dos integrantes da comissão. Muito ao contrário e por diferentes motivos, desde a medíocre proteção do partido até ao risco, senão certeza, de envolvimento nos fatos apuráveis.

O percurso da CPI, pelo visto, depende menos dos seus senadores e deputados do que dos meios de comunicação e da opinião pública.
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Bicheiro Carlos Cachoeira queria lançar Demóstenes Torres a prefeito de Goiânia

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O que é isso ?

Que país é esse ?

Cada vez que leio mais sobre esse caso Cachoeira fico assustado, será que isso é um caso isolado, ou acontece no Brasil todo ?

E o PT ainda quer tirar a Delta e o Fernando Cavendish da CPI do cachoeira, logo a empreiteira que abastecia essa rede criminosa !!!

Reprodução da Revista Veja



O contraventor Carlos Cachoeira, além de tentar ‘comprar’ um partido político, também articulava para fazer do senador Demóstenes Torres (sem partido, GO) prefeito de Goiânia. Segundo reportagem de O Globo, baseada em gravações feitas pela Polícia Federal (PF), o bicheiro discutiu com o Goiânia Santana Gomes (PMDB) a candidatura do senador Demóstenes.

No diálogo, eles falam da necessidade de alguém com “poder na mão” à frente da prefeitura de Goiânia. Os planos, porém, foram abortados depois que a PF deflagrou a operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira. Já Demóstenes foi jogado no limbo político e agora enfrentará processo no Conselho de Ética e uma CPI no Congresso.

No trecho da conversa interceptada pela PF, em telefonema feito no dia 13 de março do ano passado, o vereador Santana Gomes diz: “Deixa eu te contar uma coisa, o Demóstenes vai ser nosso prefeito, não vai? Nós temos que ter alguém com o poder na mão, chefe”.

Exatamente, exatamente”, responde Cachoeira.

Em outro trecho, ambos conversam sobre Jorcelino Braga, secretário estadual da Fazenda na gestão anterior, do ex-governador Alcides Rodrigues (PP), de 2006 a 2010. Cachoeira dá a entender que Braga quer uma aproximação com o grupo. Santana Gomes concorda em fazer a aproximação e sugere que isso vai ajudar a fazer Demóstenes Torres prefeito de Goiânia.

“Então tá bom. Vamos tomar um café amanhã pra gente bater umas ideias e montar uma estratégia beleza pra gente começar. Eu vou começar. Eu já sei que cê tá pensando. O Demóstenes vai ser prefeito. É isso que cê tá querendo dizer, ?”, pergunta Santana.


“Traz ele [Braga] pro nosso lado. Tenta trazer”, afirma Cachoeira.
Santana não se contém e elogia o chefe: “Você é certo demais, você é forte demais. Não, você fez perfeito. Com esse trem na mão, nós estamos bem na foto, , amigo. Nós vamos fazer nosso prefeito, ?”

“Ele tá com o c... na mão, rapaz. Traz o Braga pro lado. Tá bom? Procura ele amanhã”, diz Cachoeira.

Governador – Em outra gravação captada pela PF no dia 16 de maio de 2011, Demóstenes Torres revela ao bicheiro Carlinhos Cachoeira que o atual governador Marconi Perillo o queria não apenas para prefeito nas eleições deste ano, mas para governador em 2018.
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