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Hoje, o rapaz e a namorada dele farão o reconhecimento dos militares. Depois, seguem com agentes da 22ª DP (Penha) para o local onde o jovem teria sido pego e espancado. Em depoimento ontem na delegacia, a adolescente contou que foi ameaçada por um dos militares. Segundo ela, o namorado a pediu que fosse com ele quando o levaram. “Mas um militar apontou a arma e disse: ‘Se fosse você, não viria atrás da gente, que você vai ver só o que vai acontecer contigo’. Ele é bem branquinho e não estava encapuzado. Levaram meu namorado num jipe”, contou ela, que ligou para o pai do rapaz.
“Recebi a ligação às 5h28. Só encontrei meu filho depois das 10h. Estão dizendo que ele é do tráfico. Então, como veio à delegacia? Temo pela vida dele, mas vou até o fim com o caso. Hoje foi meu filho, mas amanhã pode ser outro”, desabafou o pai. “Eles me ameaçaram de morte. Queriam que eu dissesse onde ficavam armas e drogas. Espero ajudar a polícia apontando os militares e o local onde fiquei por mais de duas horas em poder deles. Quero justiça”, disse o rapaz.
Rio - Os treze bombeiros expulsos da corporação terão cinco dias, a contar de ontem, para apresentar defesa e recorrer da decisão. Segundo o comandante da corporação, coronel Sérgio Simões, a motivação para exclusão seria incitação à greve, paralisação das atividades e o cunho político que tomou a reivindicação.

Rio - Criados pela Prefeitura do Rio para serem arma de prevenção e combate à epidemia de dengue prevista para o início deste ano, os 24 polos de atendimento a pacientes oferecem socorro lento aos doentes. O sufoco, testemunhado pelo Repórter X em seis de oito dessas unidades de saúde que percorreu, inclui demora no atendimento, que pode chegar a até cinco horas, falta de equipamentos médicos e até de assentos para quem já está com sintomas e até diagnóstico confirmado da doença. Inauguradas em novembro, as unidades têm ar-condicionado e cadeiras confortáveis na sala de aplicação de soro. Mas não foi isso que o jornal O DIA encontrou na área destinada à espera por atendimento. Além de calor, já que alguns pontos não têm ventilador e água gelada, nem mesmo o exame de sangue — principal meio de diagnosticar a doença — era realizado em alguns polos pois o equipamento estava quebrado.
A espera pelo médico piorou o estado de saúde de Lucíola Nogueira, 80 anos. A aposentada ficou cinco horas na porta do Polo da Dengue de Campo Grande, no Centro Municipal de Saúde Belizário Penna, sentada em canteiro de plantas, já que os bancos estavam ocupados: “Cheguei às 8h, são quase 13h e não fui chamada. Em casa, eu estava melhorando, mas aqui no calor, estou me sentindo pior”.
A demora se repetiu no Centro Municipal de Saúde Milton Fontes Magarão, em Engenho de Dentro. Além da fila, o Repórter X, ficou no calor, sem água e ainda viu uma enfermeira trancar a porta da sala de atendimento para não responder as dúvidas dos doentes.
“Aqui não fazem exame de sangue. Levam para laboratório em Del Castilho. A orientação é voltar para casa e vir buscar o resultado depois. Gastamos R$ 20 de passagem indo e vindo”, calculou Fernando Azevedo, 29, que acompanhava o irmão Guilherme, doente.
Exame de sangue na sala de espera
Na Policlínica Newton Bethlem (Pça Seca), exame de sangue é feito na sala de espera, com mais de 30 pessoas sentadas. “O equipamento está quebrado e os exames vão para outro bairro. Estou há 4 horas com dor e não fui medicada”, contou Zeri Pacheco, 50.
O DIA esteve em polos da Penha, Del Castilho e Rocha Miranda, na Z. Norte: todos com problemas. Na Z. Oeste: 2 estavam superlotados e 2 vazios (Santa Cruz e Bangu). Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que considera o programa um sucesso.
Sete doentes por hora
A cada hora, sete cariocas são contaminados por dengue no município. Por dia, são pelo menos 172 pessoas com a doença . Foi o que apontou novo relatório sobre o vírus divulgado ontem pela Secretaria Municipal de Saúde.
RIO - Esta semana foram mais 2.273 casos de dengue que entraram nas estatísticas no Rio, elevando para 11.913 notificações da doença somente este ano, conforme boletim divulgado pela Secretaria municipal de Saúde na tarde desta terça-feira. Em todo o estado, o crescimento é ainda maior. Foram 3.633 notificações a mais esta semana, subindo para 18.779 casos de 1 de janeiro a 10 de março. Na capital, foi confirmado na semana passada um óbito. Um menino de 9 anos, morador de Campo Grande, morreu em fevereiro em decorrência da doença.Segundo a Secretaria estadual de Saúde, que também divulgou o balanço dos casos de dengue nesta terça, o grau de letalidade da doença está em 1,8%. Na capital, o vírus tipo 4 (que começou a circular no estado em meados do ano passado) é predominante entre o total de sorotipos de dengue isolados com 65,8%, sendo seguido pelo tipo 1 com 32,9%. O vírus 2 representa apenas 1,3% dos casos analisados, segundo o boletim da Secretaria municipal de Saúde.
Além do Rio de Janeiro, o tipo 4 está circulando Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis, Niterói e Nova Iguaçu. Na capital, as áreas com maior incidência de casos de dengue são Madureira e adjacências (2.944 notificações), Campo Grande (2.088) e Grande Méier (1.257).
RIO - Na volta às aulas, a violência começou a rondar alunos da UFF, em Niterói. Somente nos dois primeiros dias do período no Instituto de Artes e Comunicação Social (Iacs), esta semana, estudantes relataram a ocorrência de dois assaltos nas imediações do campus, na Rua Professor Lara Vilela, em São Domingos. Por volta do meio-dia de terça-feira, nas proximidades do Iacs, uma aluna foi rendida e teve a bolsa levada por um bandido armado com uma faca. Na segunda-feira, duas pessoas — incluindo um segurança da instituição — também tiveram seus pertences roubados na mesma localidade. E uma aluna do curso de veterinária teve seu carro furtado no Vital Brazil na sexta-feira passada.Segundo contaram estudantes, as turmas que teriam aula na segunda-feira à noite no Iacs foram liberadas mais cedo.
Representantes da UFF e do 12º BPM (Niterói) se reuniram na terça-feira para traçar um plano de ação no entorno das unidades da instituição. A Rua Lara Vilela está entre as que serão incluídas no planejamento.
RIO - Um homem armado invadiu nesta terça-feira, no fim da tarde, o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no Maracanã, rendeu quatro médicos e roubou notebooks, celulares e carteiras. A polícia foi acionada, mas não conseguiu encontrar o criminoso.
Segundo informações de uma das vítimas, o médico Ciro Aurélio de Marque, o ladrão usava bermuda e entrou numa sala de uso exclusivo dos funcionários. Lá, começou a abordar todos os que entravam, vasculhando bolsas e roubando objetos de valor.
— Ele chegou num horário de troca de plantão. Fui buscar meus pertences e notei a presença de uma pessoa estranha dentro da sala — contou o médico.
Com uma arma, o criminoso ameaçava os médicos e, após roubar os objetos de valor, trancava-os num dos banheiros do hospital. Após render os quatro médicos, ele fugiu. Quando funcionários socorreram os quatro profissionais, o assaltante já tinha fugido.
— Para nos amedrontar, ele dizia que tinha dois comparsas nos corredores. Mas a gente não viu mais ninguém — contou uma das vítimas.
Somente 20 minutos depois, os médicos presos no banheiro conseguiram alertar outros funcionários, que trabalhavam no refeitório do hospital. De acordo com testemunhas, há seguranças em todas as portas da unidade. Ninguém sabe como o criminoso conseguiu entrar no hospital e escapar sem ser notado.
Os quatro médicos registraram o caso na 18 DP (Praça da Bandeira).
Agentes do Esquadrão Antibombas detonaram uma granada encontrada na praia do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, por volta de 17h30, nesta terça-feira (13). De acordo com o esquadrão, a granada é do tipo que produz uma nuvem de pimenta para dispersar multidões. Como o artefato estava falhado – alguém já havia retirado o pino -, os agentes precisaram usar outro explosivo para detoná-lo.
A granada foi enterrada na areia próximo ao mar com o auxílio de um braço robótico. Ninguém ficou ferido.
Assista ao vídeo: