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Link do vídeo.
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deira, será que Sérgio Cabral já usa de meios covardes e ilegais para evitar greve de servidores da segurança pública ?


O reforço no bloqueio feito nesta quarta-feira pelas forças de segurança federais em torno da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, não surtiu resultado. Por volta das 20h, um grupo de 50 manifestantes, entre grevistas e apoiadores da paralisação da PM baiana, avançou em direção a uma barreira formada por soldados do Exército, numa tentativa de ficar na parte externa do prédio onde estão outros grevistas.
Usando o corpo, os soldados tentaram impedir que os manifestantes ultrapassassem o cordão de isolamento, mas uma parte do grupo conseguiu passar.
Não houve agressões nem tiros de balas de borracha. Mas foram lançados jatos de gás de pimenta nos manifestantes.
Quando os grevistas que estão acampados na porta da Assembleia viram o tumulto, correram em direção ao grupo que tentava ultrapassar a barreira, aos gritos de "Vem, vem", contra os soldados, que, em seguida, pediram reforço da Polícia do Exército.
O tumulto durou cerca de 20 minutos.
Antes do evento, o tenente-coronel Márcio Cunha, assessor de comunicação do Exército, negou os rumores de que o general Gonçalves Dias estivesse sendo retirado do comando da operação militar.
Os rumores aconteceram em razão de o general não ter aparecido durante o dia no local das operações, após ter autorizado, no dia anterior, a entrada de suprimentos e medicamentos aos grevistas que invadiram a Assembleia.
Outro motivo foi a comemoração que o militar fez ontem, de seu aniversário, quando recebeu um bolo de manifestantes.
Para os organizadores do Carnvaval, se a greve não terminar até a próxima sexta-feira, a logística dos circuitos dos trios elétricos, a montagem dos camarotes e a própria realização da festa serão comprometidos.
Parte dos comerciantes da cidade estudam entrar com ações isoladas em várias instâncias da Justiça contra o governo do Estado como forma de pressionar o governador Jaques Wagner (PT) a ceder.
Prejuízo. Em reunião hoje pela manhã, membros do comitê organizador do Carnaval e dirigentes lojistas da cidade estimaram em R$ 400 milhões os prejuízos até agora. Centenas de reservas em hotéis já foram canceladas e lojas em vários pontos da cidade funcionam com portas semi-abertas.
Na noite de terça-feira, 7, dia em que tradicionalmente o Olodum se apresenta no Pelourinho, um dos principais destinos turísticos da cidade, o lugar ficou vazio. Com a apresentação cancelada, poucos homens do Exército, alguns estrangeiros e muitos usuários de droga circulavam pela região.
Lojas e restaurantes estavam fechados. O dono de uma barraca de bebidas lamentava a falta de movimento. “Trabalho há 20 anos por aqui e nunca vi uma véspera de Carnaval tão vazia, mesmo que a greve acabe, teremos prejuízo para todo o ano”, disse comerciante Élcio Alves de Souza.
Publicidade. Policiais Militares consideram um afronte comercial divulgado massivamente pelo governo baiano, em redes de rádio, televisão e na internet, anunciando que a corporação terá aumento de cerca de 38%, incorporando as gratificações e o aumento retroativo a janeiro de 6,5%. Os PMs acusam o governo de tentar jogar a população contra o movimento.
Insegurança. Por volta do meio-dia desta quarta-feira, 8, um homem foi esfaqueado na avenida Paralela, a principal de Salvador, que faz a ligação do centro com o aeroporto. Uma equipe do Samu socorreu a vítima e não há informações sobre seu estado de saúde.
Rumores de que a PM estava fechando a via causou princípio de tumulto na região. Comerciantes cerraram portas e houve correria.

O roteiro faz parte da tentativa do italiano, que recebeu asilo político no Brasil e causou estremecimento na relação diplomática do país com a Itália, de refazer a vida e afastar a ideia de que ainda vive como um clandestino.
Battisti visitou nesta terça-feira a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e o gabinete do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Manteve-se quase o tempo inteiro calado. Trocou poucas frases com jornalistas e só foi enfático ao negar que tenha conhecimento de uma ação do Ministério Público pedindo a revisão de seu asilo. "Não conheço."
Ele afirmou ainda que a passagem pelo Congresso era para "agradecer" o apoio dos deputados pela liberdade e justiça. Foi recebido por técnicos da comissão e entregou um livro.
Sua mais recente obra, "Ao Pé do Muro", segundo interlocutores, é de ficção e fala em prisão, liberdade, justiça. Ele buscou inspiração nos cerca de três anos de vida clandestina no Brasil e foi concebido ao longo dos quatro anos na prisão. O livro deve ser lançado entre 10 e 12 de abril em Brasília.
Segundo o ex-senador José Nery (PA), que o acompanhou na visita, Battisti quer distância de polêmicas. "Foi uma decisão soberana que concedeu o refúgio político e ele espera ter tranquilidade para tocar a vida".
O futuro local de trabalho de Battisti ainda é mantido em reservado, mas a livraria é no Rio de Janeiro.
Livre da prisão, o italiano também pretende desfilar no Cordão da Bola Preta, tradicional bloco de carnaval de rua da cidade.
Ex-integrante do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos ocorridos nos anos 1970 na Itália, Battisti não tem problemas com a lei brasileira --já tirou até RG e CPF.

O show, que já havia sido adiado por conta da greve, contaria com Ivete Sangalo, Tuca Fernandes, Psirico e Gusttavo Lima e aconteceria no último sábado (4), em Salvador. Desde então, a produção do evento estava aguardando o fim da greve enquanto buscava uma nova data que conciliasse com a agenda das quatro atrações, o que não foi possível.
Na nota divulgada nesta quarta, a assessoria informou que "devido à continuidade da greve, e com a proximidade do Carnaval, ficou cada vez mais difícil encontrar uma data em que fosse possível que as quatro atrações contratadas se apresentassem, e o evento precisou ser cancelado".
Ainda segundo os organizadores, todos os clientes que adquiriram os ingressos poderão ressarcir o valor pago.
O ressarcimento é possível para todos os ingressos, de pista ou camarote, que tenham sido comprados através da Axé Mix ou dos pontos de vendas ou pela Internet.
O local das devoluções é a Loja Axé Mix, localizada no primeiro piso do Shopping Iguatemi, para todas as compras exceto as realizadas na Ticketmix do Shopping Salvador. Essas deverão ser trocadas neste mesmo local.
Será obrigatória a apresentação do ingresso, em perfeito estado, ou, para aqueles que já haviam realizado a troca pela camisa e ingresso de acesso, deverão apresentar os mesmos.
Não será possível, no entanto, realizar a devolução apresentando somente a camisa ou somente o ingresso de acesso; é imprescindível ter os dois em mãos.
As devoluções serão realizadas a partir das 14h desta quarta (08), e, diariamente, das 10h às 20h, exceto aos domingos, que acontecerão de acordo com o horário de funcionamento do Shopping.
A produção do evento informou que sente muito pelo cancelamento e que encontra-se à disposição para quaisquer esclarecimentos.
O Cerveja & Cia Folia é um evento de calendário, que acontece em diversas cidades do Brasil durante o ano, e tem o início da temporada sempre na Bahia.
A greve chegou ao nono dia sem acordo. Um grupo de policiais baianos ocupa desde a semana passada o prédio da Assembleia Legislativa, que está cercado por tropas federais da Força Nacional. Nesse período, o número de homicídios no Estado já passou de 100, acima do registrado no mesmo período no mês de janeiro e mais da metade dos 171 registrados em todo o mês de fevereiro de 2011.
Crítica das condições de trabalho oferecidas pelos governos estaduais à Polícia Militar, Costa coordena o primeiro mestrado do Brasil voltado à qualificação de policiais. Ela observa que eventos como Copa do Mundo e Olimpíada tendem a ser vistos como "ambientes de barganha" pelos movimentos sindicais e pede que o governo invista na cultura da negociação.
Vocês já ouviram falar da Proposta de Emenda Constitucional nº 300, a PEC 300? Ela iguala o salário das Polícias Militares de todos os Estados ao que se paga no Distrito Federal, que tem a PM mais bem-paga do país. É uma espécie de fomentadora continuada de revoltas das polícias Brasil afora. Como isso começou? Ora, com uma formidável parceria entre Luiz Inácio Lula Apedeuta da Silva e José Roberto Arruda, então governador do Distrito Federal, que já estava nas teias do petismo, bem perto de ser destruído. Não que não merecesse, como se sabe. A população do DF é que merecia saber quem era o petista Agnelo Queiroz… Mas esse é outro assunto. Vamos lá. Ah, sim: depois Dilma deu os braços ao desastre. Vamos ao que é história.
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) não teve dúvida: apresentou a PEC 300, nacionalizando, então, o piso. Voltem ali ao discurso de Lula. Em 2008, ele ainda não tinha tanta certeza de que Dilma seria eleita. Parecia ter certa desconfiança. E já se via, fora da Presidência, associado aos sindicatos, pressionando o governo federal a fazer o que ele próprio não teria conseguido. E, vocês viram, o Brasil nunca foi tão bom, tão bacana, tão justo, com tanta auto-estima…
Era evidente que os estados quebrariam caso os salários se igualassem. Faria de Sá deu um jeitinho e pôs no texto um penduricalho interessante: ficou estabelecido que a União arcaria com aquilo que os estados não puderem pagar. Mais precisamente: seria criado um fundo de compensação, e o governo federal repassaria aos estados o que excedesse o valor atualmente gasto com salários. O governo Dilma agora enrola os policiais. Foi sempre assim? Ah, não foi, não!
Dilma usou a PEC 300 contra Serra na campanha de 2010
Há um deputado estadual em São Paulo chamado Major Olimpio, do PDT. Ele chegou a ser cotado para vice de Aloizio Mercadante (PT) na disputa pelo governo de São Paulo em 2010. Foi um ativo colaborador da campanha da Dilma. Policiais do Brasil inteiro receberam correspondência afirmando que o tucano José Serra era contra a PEC 300 — logo, entendia-se que Dilma era favorável! Michel Temer (PMDB), hoje vice-presidente, comprometeu-se com os policiais. Nota: Serra nem havia tocado no assunto.
Agora o governo federal tenta se virar com o espeto. E quem arca com o custo político das mobilizações das Polícias Militares? Ora, os governos dos Estados, inclusive os da base aliada. Na prática, especialmente depois daquele discurso tão eloqüente, Lula é o pai da PEC 300, certo? Os policiais devem cobrar o apoio do companheiro, que ajudou a eleger a companheira. A proposta é pagar aos policiais do Brasil inteiro o que se paga no DF e mandar a conta para o governo federal. Lula avaliou que a 300, assim como a 51, também era uma boa idéia!
Encerro
Este texto, com alterações ditadas pela conjuntura, foi escrito aqui no dia 11 de novembro de 2010, como vocês poderão constatar se quiserem. Não preciso que as pessoas morram nas ruas como moscas para perceber o desenho de um desastre, meticulosamente planejado. Como o próprio Apedeuta deixa claro no vídeo, aquela solenidade poderia ter sido feita no gabinete. Mas ele preferiu as multidões, insuflando policiais do país inteiro.
Quem pode ser contra a que policiais ganhem salários maiores? Mas é preciso ver o que cabe no Orçamento dos Estados. Como não cabia, o deputado que fez a proposta decidiu mandar a conta para a União.
Vá lá, Dilma, pague tudo! Afinal, o governo federal nem mesmo está obrigado a cumprir o rigor de uma Lei de Responsabilidade Fiscal. É claro que as contas públicas sofrerão um rombo. Conseqüência de uma lei perversa que os petistas costumam seguir à risca: a Lei da Irresponsabilidade Eleitoral!

Para fugir de punições administrativas, os PMs que não aderiram oficialmente à greve até vão para as suas unidades, mas não realizam atividades de policiamento.
O aquartelamento foi constatado pela Folha em algumas das favelas e bairros mais violentos da capital baiana durante todo o dia de ontem.
VITRINE?
A prática abrange, inclusive, as bases comunitárias de segurança -uma das vitrines do governador Jaques Wagner (PT) na área periférica-, inspiradas no modelo de polícia pacificadora do Rio.
Por volta das 15h30 de ontem, 12 policiais e três carros estavam parados em frente à base de Fazenda Coutos. Pouco antes, o terror se instalou no bairro com o assalto e um arrastão em um mercado.
No Nordeste de Amaralina, conjunto de favelas e bairros populares, a Folha encontrou cerca de dez soldados aquartelados e um guincho recolhendo um carro de polícia com os pneus furados dentro de uma base da PM.
MEDO DE EXPULSÃO
Na favela do Calabar, os três carros que faziam o patrulhamento na área estavam parados em frente à base.
Alguns policiais militares disseram que estão aquartelados porque poderiam ser expulsos se aderissem à greve durante o estágio probatório.
Moradores e policiais contaram que nos últimos dias traficantes voltaram a operar nos pontos de drogas de onde haviam sido expulsos no ano passado, quando foi instalada a base do Calabar.
Para ficar nos quarteis, PMs também alegam risco de sair sem garantia de reforço em caso de confronto.
A Folha ouviu relatos de policiais estacionando carros de polícia em ruas secundárias. Quando recebem chamadas pelo rádio, respondem o código "alfa 18", que significa, no jargão da PM baiana, que estão de prontidão, mas não irão atender ocorrências.
Ontem, parte do comércio do Periperi não funcionou porque comerciantes receberam um panfleto que ordenava que fechassem as portas.
Lojistas atribuem a autoria a policiais militares em greve.
Militares do Exército foram ao local para patrulhar as ruas e ouviram que até garis foram impedidos de trabalhar.
OUTRO LADO
O comando da PM admite o aquartelamento. Ainda segundo o comando, a corporação vai apurar se há "corpo mole" na rádio-patrulha.
O chefe da base de Fazenda Coutos, tenente Alã Carlos, negou o aquartelamento e disse que três suspeitos de envolvimento em arrastões foram presos pela PM.
Colaboraram Moacyr Lopes Júnior, enviado a Salvador, e Luiza Bandeira, de São Paulo
O ônibus transportava seis alunos da rede estadual, com idades entre 13 e 16 anos, e foi obrigado a parar após três homens armados com pistolas se colocarem à frente do veículo.
Outras duas pessoas, que carregavam sacos de combustível usados no incêndio, participaram da ação. Ninguém ficou ferido e nada foi roubado.
O caso está sendo investigado. O envolvimento de policiais grevistas no incêndio não está descartado pelas autoridades.
Responsável pelo cerco à Assembleia Legislativa da Bahia, o general Marco Gonçalves Dias, ex-chefe da segurança de Lula em seus dois mandatos, ganhou ontem um bolo de aniversário e foi saudado pelos grevistas da PM.
Gonçalves Dias é o responsável pelo policiamento na Bahia desde que o governador Jaques Wagner (PT) pediu auxílio de tropas federais.
Por volta das 9h, o deputado Sargento Izidório (PSB), veterano da greve da PM de 2001 e apoiador da atual, chamou o general, que fez 62 anos ontem, para conversar.
Quando o general chegou, foi surpreendido pelo deputado, que cantou hinos evangélicos e entoou, sozinho: "Chegou a hora de apagar a velinha, vamos cantar aquela musiquinha, parabéns, general, parabéns, general."
Separado do parlamentar por uma grade, o general olhou impassível para Izidório enquanto oficiais atrás dele tentavam esconder o riso.
Pouco após as 10h, manifestantes do lado de fora da cerca entregaram a Gonçalves Dias um bolo de aniversário. Sorridente, o general agradeceu e abraçou grevistas.
As homenagens ao general são resultado da distensão no clima na Assembleia depois do avanço das negociações.
O general disse aos manifestantes que não haverá confronto. "Estarei aqui no meio dos senhores, sem colete [à prova de balas]. Não vai ter combate", disse.
Como a categoria é proibida de manter sindicatos, ela usa perfis no Twitter e no Facebook e comunidades no Orkut para fazer o trabalho de unificação.
No site de uma associação baiana de PMs, os participantes agendam reuniões e até sugerem que pneus de carros policiais sejam esvaziados -em Salvador, PMs chegaram a furar pneus de ônibus.
Um dos comentários diz: "Convocação: todos os PMs têm que se dirigir às suas Companhias Independentes, só os covardes não vão."
Um site mantido por um soldado do Espírito Santo prega uma "greve nacional" para pressionar o governo pela aprovação no Congresso da PEC 300, que cria um piso federal para a categoria.
O deputado estadual de Santa Catarina Sargento Amauri Soares (PDT), dirigente da Associação Nacional de Praças, lembra que em uma revolta de policiais no Estado, há três anos, o site da entidade local chegou a ser tirado do ar pela Justiça.
"Hoje, o presidente da associação coloca uma notinha no Twitter e o Estado inteiro lê em segundos", afirmou o parlamentar capixaba.
Um sargento da PM da Bahia acampado na Assembleia do Estado afirma que o movimento não teria resistido nem um dia sequer sem o "mundo da internet".
O movimento dos PMs baianos usou as redes para oferecer contrapontos às informações do governo e anunciar suas reivindicações.
O soldado Pedro Queiroz, que participou das paralisações no Ceará em janeiro, disse que a militância virtual pode estimular uma sequência de protestos pelo país.
"Como há uma integração, talvez os companheiros de uns Estados vejam como é a articulação e se inspirem em copiar", afirmou Queiroz.