Rádio Blog do Ricardo Gama

domingo, 26 de fevereiro de 2012

DESCASO DO EDUARDO PAES: Área da Central do Brasil está entregue ao abandono

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E tudo ao lado da Secretaria de Segurança Pública e da Unidade de Ordem Pública (UOP) do Centro, isso é píada ou é sério ?

Reprodução do jornal O Dia



Rio - Uma das áreas mais movimentadas da cidade, o entorno da Central do Brasil também pode ser classificada como uma das mais abandonadas. Apesar de abrigar a sede da Secretaria Estadual de Segurança Pública e a Unidade de Ordem Pública (UOP) do Centro, a região é marcada por violência e desorganização.

Basta uma rápida volta pelas ruas da área, por onde circulam mais de 600 mil pessoas por dia, para constatar o abandono. A ‘Blitz do DIA’ encontrou calçadas tomadas por ambulantes e moradores de rua, vias esburacadas, sujeira, vazamento de esgoto e usuários consumindo drogas.

A caminhada pela Rua Bento Ribeiro se tornou uma aventura depois que incêndio atingiu o camelódromo da Central do Brasil, em 2010. Ambulantes avançaram sobre a calçada dos dois lados da via, obrigando pedestres a caminhar pelo meio da rua.

“Não gosto de andar no meio da rua, ainda mais com uma criança no colo. Esse trecho é bem complicado para os pedestres, mas não tem como evitá-lo”, reclama o copeiro Felipe Wickbold, 22 anos, com seu irmão Calid.

O problema se repete em outras ruas da região. No Terminal Rodoviário Américo Fontenelle e no Restaurante Popular, ambulantes ocupam o caminho com mercadorias. Na Rua Senador Pompeu, próximo ao Morro da Providência, calçadas foram transformadas em depósitos.

Poças de esgoto no caminho

Sem espaço para caminhar na calçada, os pedestres precisam tomar cuidado para não pisar nas poças de esgoto que vazam dos bueiros no meio da rua e se acumulam no asfalto. Comerciantes chegaram a contratar um funcionário para fechar as crateras.

“Coloco entulho dentro dos buracos para tampá-los. Se não fizer isso, quando os carros passam pelas crateras, jogam esgoto nas lojas e nos pedestres”, explica o carpinteiro Reginaldo da Silva, de 39 anos.

Vias viraram banheiro a céu aberto

A presença de moradores de rua e usuários de drogas aumenta ainda mais a sensação de insegurança nos arredores da Central do Brasil. Eles abordam os pedestres para pedir dinheiro, e não é raro presenciar assaltos.Além disso, utilizam calçadas como banheiro público.“Tem sempre alguém fazendo suas necessidades aqui do lado da minha barraca. Jogo água e esfrego o chão todo dia, se não o cheiro fica insuportável”, reclama o vendedor Nivaldo da Silva, 36 anos, que trabalha no Terminal Rodoviário Américo Fontenelle.

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