Até quando o povo vai sofrer e morrer por causa do descaso dos governantes ?
Rio - Uma idosa de 75 anos que deveria ter sido transferida do Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse), na Baixada Fluminense, morreu, na madrugada de terça-feira, depois de esperar por mais de doze horas pela ambulância que a levaria para o Hospital Naval Marcílio Dias, em Lins de Vasconcelos. Mas o problema não foi só esse. Outra paciente, que estava internada na mesma sala de emergência da idosa e de nome semelhante, foi transferida no lugar dela.
Hilda Oliveira dos Santos, 75 anos, deveria ter sido levada ao Marcílio Dias na segunda-feira de manhã. No entanto, à 0h30 de terça-feira, não resistiu e morreu. A equipe do Marcílio Dias só chegou ao hospital às 14h30, e levou por engano Hilda de Oliveira, de 60 anos. Ambas apresentavam o mesmo diagnóstico (Acidente Vascular Cerebral).
A família da mulher que foi levada por engano para o Hospital Marcílio Dias registrou o caso nesta quinta-feira na 58ª DP (Posse). “Quando cheguei terça-feira à tarde ao Hospital da Posse para visitar minha mãe, levei um susto. A enfermeira disse que tinham transferido. Mas como podem transferir sem avisar a família?”, reclamou Cleide Oliveira da Silva, 30 anos, filha da paciente transferida, ressaltando que vai entrar com um processo na Justiça contra a unidade.
Internada no CTI
Hilda foi novamente levada do Marcílio Dias para o Hospital da Posse e internada no CTI. Os hospitais não esclareceram a morte da idosa que aguardava a remoção.
“Vamos intimar a enfermeira que avisou sobre a transferência e ela terá que depor. Vamos pedir os boletins médicos das pacientes para analisarmos o que aconteceu”, afirmou o delegado da 58ª DP, Marcos Henrique de Oliveira. O delegado já adiantou que a punição dos envolvidos no caso provavelmente será apenas administrativa.
Unidade da Baixada abre sindicância
Segundo comunicado oficial do Hospital Geral de Nova Iguaçu, a direção da unidade vai abrir uma sindicância para apurar os fatos referentes à transferência. Apesar do erro, o hospital ressaltou que a remoção de Hilda de Oliveira, 60, não agravou seu estado de saúde.
Já o Comando do 1º Distrito Naval limitou-se a informar que “após a realização de exames, estabilização e reavaliação”, Hilda retornou ao Hospital da Posse “sem apresentar qualquer intercorrência no trajeto”.






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