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RIO - Um dia depois do acidente de segunda-feira, que deixou 65 feridos, as causas da colisão do catamarã social Gávea I contra um píer desativado na Praça Quinze ainda são um mistério. Nem a concessionária Barcas S/A — que arrematou o serviço por cerca de R$ 33 milhões em 1998 e tornou-se detentora do monopólio em 2009 — soube explicar o choque. Apesar dos problemas enfrentados pelos passageiros, a Agência Reguladora de Transportes (Agetransp), responsável pela fiscalização, estuda um aumento de R$ 2,80 para R$ 4,70 na tarifa Rio-Niterói. O estado informou, porém, que não permitirá reajuste neste percentual (67,8%). Ágil quando o assunto é aumento, a agência julgou apenas 11 dos 30 processos abertos contra a concessionária em 2010 e 2011, período em que foram aplicadas multas no valor de R$ 1.441.780,09. A agência não informou quanto desse montante foi pago.
As soluções para os problemas ainda demoram. O governo do estado informou, por meio de nota, que a aquisição de 11 novas embarcações, anunciadas ano passado, não tem data para acontecer. Segundo o estado, a aprovação do empréstimo de cerca de R$ 350 milhões deverá ser concluída até janeiro de 2012, quando então poderá ser aberta a licitação para compra das barcas.
A concessionária que administra o serviço diz que está operando abaixo de sua capacidade para atender à demanda diária que quase 100 mil passageiros. A maré poderá melhorar com a aquisição das embarcações da Transtur, que depende ainda de um processo de desapropriação pelo estado. De acordo com o governo, já foram realizadas as avaliações periciais e judiciais. O estado desapropriará uma barca no próximo mês e a segunda, assim que for reformada pela Transtur.

Horas antes de ser preso, o traficante Nem e seus advogados combinaram com vários policiais a suposta rendição do bandido, mas tudo não passava de um blefe. O objetivo de Nem e seus cúmplices era confundir a polícia para permitir sua fuga. Esta é a convicção do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame: “Na noite da prisão, liguei para o comandante da PM e ele estava dormindo no 2º BPM (Botafogo) porque tinha a informação de que o Nem iria se apresentar em três lugares diferentes, entre eles a Vista Chinesa”, revelou Beltrame, após o encerramento do Programa Roda Viva, da TV Cultura, onde foi entrevistado na noite de segunda-feira.
- Reparem no vídeo que mostra a chegada de Nem à Polícia Federal. Um policial grita assim “perdeu, jogador”. E foi isso: o bandido jogou o tempo inteiro, fingiu que ia se entregar, mas era tudo um plano de fuga - acrescentou Beltrame.
O secretário acredita na inocência dos policiais da Delegacia de Maricá que abordaram o veículo onde o bandido estava escondido no porta-malas. Mas acrescentou que a Corregedoria de Polícia está investigando o caso. A Polícia Federal também instaurou inquéritos para apurar a versão.
Boatos de arrastões na rua Grande, famoso ponto comercial no centro da capital maranhense, levaram lojistas a antecipar o fechamento de seus estabelecimentos das 19h para as 17h. Até agora, não foram registrados assaltos na região.
Outro foco de tensão são os postos de gasolina. Diversos foram assaltados na última semana. O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis contabiliza até agora quatro assaltos. Para a entidade, a onda de crimes é "sazonal, provocada pela greve dos policiais".
Até o fechamento desta edição, a Secretaria de Segurança Pública não havia fornecido dados das ocorrências policiais dos últimos dias. Informou apenas que permaneceram no mesmo patamar do período anterior à greve.
O policiamento em São Luís é feito pelo Exército e pela Força Nacional de Segurança.
A crise se agravou ontem com a paralisação da Polícia Civil. O registro de boletins de ocorrência foi suspenso, com exceção dos casos mais graves, como homicídios.
Os delegados interromperam a paralisação depois que o governo enviou uma proposta à Assembleia Legislativa
incorporando o cargo às car-reiras jurídicas do Estado.
(AGUIRRE TALENTO)


Um menino de sete anos caiu da janela do segundo andar da Escola Municipal Maria de Jesus Oliveira, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio, na tarde desta terça-feira (29). A informação é da Secretaria Municipal de Educação.
Segundo a secretaria, o garoto do 1º ano de escolaridade (antigo C.A) pediu para ir ao banheiro e teria se debruçado sobre uma janela quando sofreu a queda.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a criança recebeu os primeiros atendimentos no quartel de Santa Cruz.
Um helicóptero dos bombeiros fez a transferência do menino para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, na zona sul. Por volta das 19h20, foi registrada a entrada do garoto na unidade. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da criança.


Ainda de acordo com a corporação, dois motoqueiros procuraram os homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para denunciar que foram proibidos de trabalhar na comunidade, pois não pagaram a taxa diária de R$ 4 para um homem.
Segundo a polícia, o suspeito confessou ter retirado os coletes e proibido a circulação das motos, pois a documentação necessária, supostamente, estava irregular. Policiais receberam uma terceira denúncia semelhante de um outro motociclista. Eles se certificaram de que a documentação dele estava correta e detiveram o suspeito.
O suspeito e os motociclistas foram levados para a 14ª DP (Leblon), onde o inquérito foi registrado.

Rio - Uma família de agiotas que agia e espalhava medo em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, foi alvo de agentes da 71ª DP (Itaboraí), na manhã desta terça-feira— pai e filho, além de uma terceira pessoa, foram presos. Segundo a polícia, os acusados emprestavam dinheiro a juros exorbitantes e, depois, ameaçavam e extorquiam os devedores. O símbolo da audácia dos criminosos era uma águia estrategicamente posicionada na fachada ou no telhado de imóveis na cidade.
“Nessas casas, o grupo colocava uma águia de gesso, para identificar que os moradores foram expulsos e que as casas passaram a ser dos criminosos”, explicou o delegado Wellington Vieira.
De acordo com as investigações, Osmar Raimundo da Costa, de 49 anos, e filho dele, Cássio Gabriel da Costa, 22, estão por trás do assassinato do gari Paulo Roberto dos Santos, o Baiano, 51, em maio. Eles foram capturados nesta terça-feira, assim como José Carlos Ferreira da Silva, 52, conhecido como 2000, apontado como cobrador do bando
O gari pediu R$ 250 como empréstimo no início de 2010. Em abril deste ano, a dívida estava em R$ 3 mil. No mês seguinte, foi assassinado na com um tiro na cabeça, quando varria a Rua 17, no bairro do Itambi.
Ainda segundo o delegado, Osmar seria o mandante da morte do gari. O assassino, no entanto, ainda não foi identificado. O segundo filho envolvido na agiotagem, identificado como Osmar da Costa, 25, fugiu e é considerado foragido. O trio deverá responder por formação de quadrilha, homicídio e extorsão.
Vítimas entregavam cartões de banco e do Bolsa Família
Como garantia para liberar o empréstimo, Osmar e os filhos exigiam que os ‘clientes’ entregassem cartões bancários de contas salário e até do Bolsa Família, com as senhas, para a realização de saques.
E, por conta das ameaças sofridas pelas vítimas, a polícia suspeita que algumas delas foram obrigadas a transferir imóveis para os criminosos: “Na casa de Osmar havia escrituras de casas da região. Caso seja comprovada a coação no repasse dos imóveis, as vítimas poderão reaver os bens”, disse o delegado. “Após reunir três testemunhas e checar informações do Disque-Denúncia, pedimos a prisão temporária dos três, por 30 dias”.
Águias eram guardadas em loja
Osmar e os filhos, segundo as investigações, também são donos de uma loja de material de construção em Itaboraí. Era lá que a família de agiotas recebia seus clientes, realizava os empréstimos e guardava as águias de gesso, que, em seguida, eram colocadas nos telhados das casas tomadas pela quadrilha como pagamento pelos empréstimos concedidos.
Por conta disso que a operação desta terça-feira, que contou com agentes da Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (CRPI) e da 70ª DP (Tanguá), foi batizada de Águia de Itambi.
A polícia busca ainda um quarto integrante do bando, que também teria a função de cobrar as dívidas das vítimas.
Dinheiro, cheques, cartões e joias
Na casa de Osmar, além das escrituras apreendidas, a polícia também recolheu 200 notas promissórias, cheques em nome de terceiros, aproximadamente R$ 4 mil, cartões do Bolsa-família e bancários, vários cordões e anéis de formatura de ouro, além de livros de contabilidade, com os nomes e as dívidas das vítimas.
A polícia também prendeu uma picape Hilux. “Precisamos agora de mais depoimentos de vítimas, para montarmos como funcionava o esquema e chegar aos assassinos de Baiano”, disse o delegado.