Rádio Blog do Ricardo Gama

sábado, 26 de novembro de 2011

Aviso: Hoje não farei o blog ao vivo

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Gente me desculpem mas hoje não farei o blog ao vivo, sem condições, literalmente quebrado.

Peguem leve nas madeiradas por favor.

Mas amanhã estarei aqui às 22:30 horas.

Abaixo posto novamente o vídeo do blog ao vivo de ontem.


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Danúbia de Souza Rangel, mulher do traficante Nem, com roupas de presidiária

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O mundo dá voltas, as vezes as casa cai, que sirva de lição para aqueles que se acham intocáveis.

E o sobrinho do Paulo Melo, Nildo Sá Ferreira, preso, cabeça raspada, e com uniforme de presidiário, o governo Sérgio Cabral não vai liberar as fotos também ???

Em falar nisso, onde será que o sobrinho do deputado Paulo Melo deve estar preso ?

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Reprodução do Extra on line



Acostumada a usar roupas de grife e joias, que eram compradas pelo dinheiro do tráfico da Rocinha, Danúbia de Souza Rangel, mulher do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, vive a partir deste sábado, uma outra realidade. Depois de ser presa, ontem, após prestar depoimento na 15ª DP (Gávea), Danúbia foi levada para o presídio Joaquim Ferreira de Souza, no complexo Pentenciário de Gercinó, em Bangu. A ex- xerifa da Rocinha, como era conhecida enquanto o traficante comandava a favela, está usando uniforme fornecido pela Secretaria de Administração Penitenciária: camisa verde e calça azul. Ela também deixou para trás o tempo em que ostentava joias. O regulamento da Seap proíbe que as detentas usem cordões e brincos.

Danúbia foi detida por PMs do Batalhão de Operações Especiais, em um salão de beleza da Rocinha. Levada para a 15ªDP, ela foi autuada em flagrante por associação para o tráfico. O advogado de Danúbia tentou conseguir um habeas corpus no plantão judiciário, mas o pedido de liberdade de sua cliente foi negado pela Justiça.


Bala perdida atinge carro de Ricardo Teixeira da CBF no centro do Rio

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É o Rio de Janeiro realmente está pacificado, mas pelos bandidos, essa semana teve tiroteio no Centro do Rio quase todos os dias.

Se não fosse o carro blindado, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, poderia ter virado "estatística".

E aí Sérgio FANFARRÃO Cabral ?

O povo é que se ferra, por que não tem carros blindados, não andam de helicópteros, e não tem seguranças.

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Reprodução do site R7

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, por pouco não engrossou a lista de vítimas por bala perdida no Rio de Janeiro. Seu carro foi atingido por um tiro na tarde da última quarta-feira, no centro, mas a blindagem do veículo fez com que o dirigente saísse ileso.

O cartola estava na Avenida Presidente Wilson, quando policiais trocaram tiros com assaltantes que roubaram um banco.

Uma das balas atingiu o veículo que transportava o Teixeira e a mulher. Ao jornal O Globo, Ricardo Teixeira comentou o susto.

- A sorte é que o carro é blindado. Caso contrário, poderia ter atingido o banco traseiro.

Refeito do susto, Ricardo Teixeira anunciou, na tarde desta última sexta-feira (25), Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, como novo diretor de seleções da CBF.

O cargo estava vago desde 1992 e será ocupado a partir da segunda metade de dezembro, quando Sanchez deixará a presidência do clube paulista.

Traficantes mandavam em patrulhas, escala e transferiam PMs em UPP

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Realmente lamentável....

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Reprodução do site Último Segundo



Escutas de investigação da Polícia Militar do Rio que identificaram um esquema de pagamento semanal de propina de traficantes a policiais militares na UPP da Coroa, Fallet e Fogueteiro revelam que os criminosos restringiam o patrulhamento nas favelas, mudavam a escala de trabalho dos PMs e exigiam a transferência de agentes que não entravam no esquema, mostrou o jornal O Dia.

No total, 30 policiais foram afastados e três continuam presos por suposta participação na corrupção. Os criminosos criaram áreas de exclusões de PMs, onde não haveria patrulhas de quinta-feira a domingo e cobravam de seus interlocutores, em especial do sargento Rinaldo do Desterro Santos, que havia PMs “desrespeitando” o acordo. A maior parte dos contatos era feito por um traficante identificado apenas como Alan.

De acordo com O Dia, o então comandante da unidade – agora afastado –, capitão Elton Costa Gomes, e o subcomandante, tenente Rafael Medeiros, aparecem nas gravações com o sargento, aparentemente o principal operador do esquema. Elton diz que vai passar “no bingo para pegar o ‘negócio’”. O tenente recebe ligação do praça sobre reclamação dos criminosos em relação a dois PMs que atrapalham a venda de drogas e os transfere de escala.

O suborno era pago toda segunda-feira à noite, totalizando R$ 53.000 no mês e variando entre R$ 100 e R$ 500 por PM.

O traficante cobra do sargento ainda que alguns PMs patrulhavam áreas dos criminosos, “atrapalhando o movimento” e atirando em criminosos e ameaça retaliar. Um sargento atuante do Morro da Coroa também é transferido, pelo subcomandante Medeiros, da rua para serviços internos da UPP.

Para tirar soldados “inconvenientes” da escala o sargento Rinaldo Santos ainda cobrava uma propina extra de R$ 100, como mostram 17 gravações.

Em dois dos quatro plantões da UPP, a corrupção garantia a tranqüilidade dos traficantes. A investigação revelou, ainda, que alguns PMs se recusavam a receber propina.

Em 6 de setembro, três PMs foram presos em flagrante com R$ 13.600, após receberem o pagamento semanal.

DESCASO: Rio só reassentou 15% de famílias que moram em áreas de risco

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Obras bilionárias para a Copa 2104 e Olimpíadas estão sendo feitas, mas e as prioridades da cidade do Rio de Janeiro ?

É como o FANFARRÃO do Prefeito Eduardo Paes disse, o povo deve torcer para não chover.

Sem demagogia, mas sai governo, e entra governo e nada muda.

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RIO - A dona de casa Maria das Graças Ferreira, de 49 anos, e o vigia Joseval Martins Ferreira, de 54, vivem numa casa de dois quartos, a poucos metros de onde, há um ano e oito meses, quatro pessoas morreram soterradas. Dizem ter a exata noção do perigo de morar num local de altíssimo risco de deslizamento. Mas argumentam que, sem alternativa, não pretendem deixar o Morro da Chacrinha, na Tijuca, que integra o Complexo do Turano, área pacificada desde setembro de 2010. A situação do casal é a mesma de 1.345 famílias de nove favelas que têm 100% de seus domicílios em área de alta probabilidade de desmoronamento. Quase um ano depois do diagnóstico feito pela GEO-RIO, a prefeitura informa que apenas 200 famílias — todas na Chacrinha — foram reassentadas, o que representa 14,8% do total.

A prefeitura diz que ainda não concluiu os estudos que apontarão se reassentará todas essas pessoas ou se vai optar por obras de contenção de encostas. Além da Chacrinha, que ainda teria 110 casas em situação de perigo, outras comunidades, como a Favela da Matinha, vizinha à Rocinha, vivem drama semelhante.

No levantamento, feito em dezembro de 2010 pela GEO-RIO, completam a lista o Sítio do Pai João, no Itanhangá (340 casas em situação de extremo perigo); o Morro da Cotia, no Lins (210); a Travessa Antonina, na Praça Seca (175); o Morro da Bacia, no Engenho Novo (120); o Morro do Rato, no Estácio (65); a Rua Mira, em Olaria (75) e o Morro do Bananal, na Tijuca (30).

Só cinco das nove favelas têm sirenes

Às vésperas do período das fortes chuvas, obras de contenção de encostas nessas comunidades não estão descartadas. Mas, até o momento, cinco dessas favelas — Pai João, Chacrinha, Cotia, Travessa Antonina e Bacia — só estão dotadas de sistemas de alerta de chuvas. Sirenes soam quando há possibilidade de temporais. As outras quatro devem receber o sistema em 2012, de acordo com a Secretaria de Saúde e Defesa Civil do município.

Morador da Chacrinha, o gari Gustavo dos Santos, de 38 anos, diz que ainda não foi notificado pela prefeitura sobre a necessidade deixar sua casa, erguida em área de risco.

— Até hoje não me procuraram. Até fizeram algumas obras de contenção de encostas, mas muito pouco em relação ao tamanho do problema. Eles demoliram umas dez casas — conta o pernambucano, que mora com os dois filhos e a mulher numa casa que está sendo ampliada. — O tempo vira e eu já fico apreensivo. Sei dos riscos e toparia sair. Mas querer nos mandar para Campo Grande é brincadeira.

Morando na mesma casa há 27 anos, Maria das Graças não enxerga vantagens em sair da Chacrinha e ir para um apartamento em Senador Camará, na Zona Oeste. Ela alega que o bairro, onde a prefeitura propõe que seja feito o reassentamento, é cenário de guerra entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas. Mesmo com infraestrutura precária — o esgoto corre pelo quintal — ela reluta em sair da Tijuca.

— Vamos sair daqui e ir para uma área controlada por milicianos? Não vale a pena. Aqui muita gente ficou sem aluguel social e voltou a ocupar áreas de risco. Minha cunhada mesmo saiu quando houve a tragédia e acabou voltando — conta Maria das Graças.

A tragédia a que a dona de casa se refere foi a morte de quatro pessoas, na localidade conhecida como Pedacinho do Céu, parte mais alta da favela, em abril de 2010. Numa madrugada de temporal, um barranco soterrou a casa em que moravam. Foram as mesmas chuvas que, à época, causaram a morte de mais de 250 pessoas em todo o estado — sendo 47 apenas no desabamento do Morro do Bumba, em Niterói.

Hoje, famílias continuam morando no Pedacinho do Céu. E mais: muitos imóveis condenados estão sendo negociados. Ao percorrer vielas da Chacrinha, na quinta-feira, o GLOBO observou pelo menos quatro anúncios de venda de casas nas áreas de risco. Um mercado informal inflacionado com a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, há 14 meses. O aluguel de uma casa simples de um quarto, contam moradores, não sai por menos de R$ 200. Moradores contestam os números da prefeitura e dizem que apenas dez casas foram demolidas nos últimos meses.

— Perdi tudo no deslizamento e reconstruí minha vida aqui na comunidade — comenta a desempregada Inês de Brito, de 40 anos, que recebe aluguel social, mas continua morando na favela.

Casas são vendidas nas áreas de risco

Nascido e criado no Pedacinho do Céu, o aposentado de obras Sebastião Francisco de Paula, de 60 anos, ainda mora em área condenada. O aviso de que ele deve sair se resume a uma inscrição na parede ao lado do tanque. Em tinta azul, as iniciais "SMH", de Secretaria municipal de Habitação, lembram sobre o perigo.

— O apartamento do Minha Casa Minha Vida está para sair há um tempão e nada. Para a prefeitura, o Pedacinho do Céu não existe mais. Mas para quem mora, ele existe sim — diz Sebastião, mostrando a casa de dois quartos amplos, com vista da Grande Tijuca. — Tenho uma família numerosa. Não cabe todo mundo num apartamento.

A prefeitura argumenta que a sua prioridade é trabalhar com contenção de encostas e que, nos últimos três anos, investiu R$ 230 milhões nessas intervenções. Nos oito anos anteriores, de 2001 a 2008, foram investidos R$ 83 milhões, acrescentou a assessoria do município. Na Chacrinha, a estimativa do governo é de que, em três meses, as demais famílias já tenham sido reassentadas.

A prefeitura acrescenta que, desde 2009, já reassentou 14 mil pessoas que estavam em áreas de risco. Elas foram beneficiadas pelo Minha Casa Minha Vida, do governo federal, ou pelo programa de compra assistida (que é mantido até que a família adquira um imóvel pelo programa federal). Outras opções são o pagamento de aluguel social — no qual a prefeitura custeia R$ 400 por mês aos desabrigados, que escolhem um lugar seguro para morar — ou indenização, mediante análise do valor do imóvel condenado.

A promessa da prefeitura de reassentar famílias da Chacrinha é antiga. Em maio de 2010, a secretaria municipal de Habitação anunciou que haveria a retirada de casas das localidades Pedacinho do Céu e Pantanal.


Operação Martelo de Ouro: Ação da PF contra o tráfico descobre tabela de propina de PMs para liberar presos

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Muito triste vermos policiais sendo acusados de crime, mas se são culpados devem pagar.

Reprodução do site R7


Agentes da PF (Polícia Federal) e promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, desencadearam nesta sexta-feira (25) a operação Martelo de Ouro, contra uma quadrilha formada por traficantes de drogas que atuam no morro do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, e PMs do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), que tinham envolvimento com o tráfico.

Dois PMs, uma advogada e dois traficantes foram presos nesta sexta-feira. Outros 18 PMs que tiveram a prisão preventiva decretada já estavam presos – dois tiveram participação na morte da juíza Patrícia Acioli. Um deles já morreu e outro é considerado foragido. Outros 13 traficantes que foram denunciados também já estavam presos e oito continuam foragidos. Ao todo, foram 46 mandados de prisão e 51 de busca e apreensão.

Durante as investigações, foi descoberto um esquema de pagamento de propina de traficantes do morro do Salgueiro a PMs do 7º BPM. Além de receberem dinheiro para não fazer operações na favela, autorizar a realização de bailes funk e não reprimir a venda de drogas, os policiais criaram uma espécie de tabela para receber resgate de traficantes seqüestrados.

Segundo o promotor Daniel Faria Braz, sub-coordenador do Gaeco, o valor cobrado pelos policiais variava entre R$ 500 e R$ 1.000 para liberar um vapor ou fogueteiro preso (de menor importância na hierarquia do tráfico). Caso a prisão fosse de um gerente do tráfico, o valor variava entre R$ 2.000 e R$ 5.000, podendo chegar a R$ 20 mil, caso fosse um chefe do tráfico de drogas.

- Eles também costumavam cobrar valores de propina sempre que assumiam o plantão. Os policiais ligavam para os traficantes e diziam que tinham acabado de assumir o serviço e cobravam valores para não fazer ações na favela. Os policiais não usavam os próprios nomes e nós tivemos que fazer perícia de voz para identificá-los.

O morro do Salgueiro é considerado um entreposto de drogas para a maior facção criminosa do Rio, que tinha o seu principal reduto no Complexo do Alemão. A estimativa do Gaeco é que o tráfico de drogas na região movimentava até R$ 100 mil por semana. O delegado Victor Hugo Poubel, da PF, o Salgueiro recebia drogas do Complexo do Alemão.

- Percebemos também uma ligação da facção criminosa com uma outra facção que atua em São Paulo, que enviava remessas de drogas para o Rio de Janeiro. O Salgueiro também virou reduto de criminosos que fugiram das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Temos informações de que criminosos do Alemão levaram uma grande quantidade de fuzis para lá.

A operação foi batizada de Martelo de Ferro em homenagem à juíza Patrícia Acioli, que combatia não só o tráfico de drogas, como a atuação de policiais ligados ao crime.

Assista ao vídeo:




ROUBALHEIRA NO DETRAN: Sérgio Cabral é pego na mentira, nomeações políticas continhuam

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PIADA, depois da ROUBALHEIRA dizem que vão colocar cadeados no portão.

Não é o FANFARRÃO do Sérgio Cabral que gosta de dizer que "no meu governo acabou aquela coisa de deputado indicar isso e a quilo", ou seja, mais uma mentira desse pinóquio do Cabral, as indicações e nomeações políticas sempre existiram.

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Reprodução do jornal O Dia, fernando Molica

Rio - A prisão de dois chefes de postos de vistoria fez com que o Detran decidisse ter mais cuidado com indicações de políticos. Aos poucos, alguns apadrinhados serão substituídos por funcionários de carreira. O processo deve começar ainda neste ano.

ASSASSINATO PREMEDITADO: Hospital Souza Aguiar passa madrugada sem oxigênio

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Isso é INACREDITÁVEL, nem oxigênio tem no hospital, o que fazer ?

Realemente esses vagabundos que estão no poder estão assassinando o povo, pronto falei.

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RIO - Um problema no sistema de abastecimento de oxigênio do Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, teria provocado, segundo o Sindicato dos Médicos, a morte de um paciente internado no Centro de Tratamento Intensivo, e o fechamento da emergência, na última quinta-feira. A pane teria começado por volta da meia-noite e a situação só teria sido normalizada seis horas depois, afirma o presidente da entidade, Jorge Darze.

Paciente morreu depois de sofrer queda de oxigenação

O problema teria afetado pacientes que precisam de respirador, como um paciente de 29 anos que morreu uma hora e vinte minutos depois de ter sofrido diminuição drástica na quantidade de oxigênio que recebia, diz Darze. Ele estava internado desde o dia 16 após sofrer uma queda no trem e teve traumatismo craniano e abdominal. Ele estava sedado e em estado grave, mas, segundo Darze, a queda na oxigenação é que teria provocado a morte:

— Não somos Deus para saber se ele iria sobreviver ou não aos traumatismos, mas com certeza a falta de oxigênio levou ao óbito. Temos fotos que mostram o paciente, momentos antes de morrer, tendo uma redução drástica na saturação de oxigênio. O normal é ela estar em 90% e é possível ver que o rapaz ficou com 26%, depois 17% e daí para baixo, até ter queda acentuada dos batimentos cardíacos — diz Jorge Darze.

Funcionários do hospital contam que a falta de oxigênio começou a ser sentida no setor de emergência, onde todos os respiradores começaram a tocar alarmes. A distribuição foi afetada de forma desigual e a emergência teria sido menos prejudicada do que a UTI adulta e pediátrica. Cilindros portáveis foram levados para o setor das crianças, mas, segundo um funcionário, não havia nenhum esquema para emergências.

— Cada setor tem um cilindro pequeno. Se três pacientes estiverem no respirador, como fazer?

Para piorar a situação, a UTI de adultos estaria com um número menor de médicos do que o aconselhável.

— Para cada seis pacientes, é preciso ter um intensivista. Na UTI, havia onze pacientes. Seriam necessários dois médicos, mas só tinha um — diz.

Sem oxigênio, o centro cirúrgico do hospital teve, segundo Darze, que fechar as portas. Ou seja, durante seis horas, a emergência não pôde receber baleados e vítimas de acidentes de trânsito.

— A equipe avisou o Corpo de Bombeiros que a emergência estava fechada e que era para mandarem pacientes para outros hospitais. Sem oxigênio, como fazer cirurgias se as pessoas precisam ser sedadas? — diz.

O presidente do Sindicato dos Médicos vai, na segunda-feira, entrar com uma notícia-crime no Ministério Público Estadual acusando o diretor do Souza Aguiar de homicídio culposo. Segundo Darze, o único funcionário responsável pela manutenção do sistema de oxigênio da unidade está de licença há duas semanas.

Direção nega morte relacionada ao problema

De acordo com a direção do Hospital Municipal Souza Aguiar, o sistema de alimentação de oxigênio da unidade apresentou queda na pressão, devido a um problema na válvula que controla o equipamento. Em nota, a Secretaria de Saúde diz que " o sistema de emergência, alimentado por cilindros independentes, foi ativado automaticamente, e a empresa responsável pela manutenção foi acionada imediatamente". A direção informou desconhecer qualquer óbito na unidade relacionado ao evento.


Plantão judiciário nega habeas corpus à mulher do traficante Nem, Danúbia de Souza Rangel

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pelo andar da carruagem, o mistério da prisão do traficante Nem, e o oferecimento de propina de um milhão, tudo leva a crer que Danúbia de Souza Rangel deve ficar um bom tempo presa, a conferir.

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Reprodução do jornal O Globo on line



RIO - A mulher do ex-chefe do tráfico da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, deve ser transferida para a Polinter de São Gonçalo neste sábado. O advogado de Danúbia de Souza Rangel chegou esta manhã à 15ª DP (Gávea) com uma bolsa, mas não conseguiu o habeas corpus com o plantão judiciário. A polícia prendeu Danúbia em flagrante, na noite de sexta-feira, por associação ao tráfico. Ela foi localizada pelo Bope após uma informação passada ao Disque-Denúncia (2253-1177).

Danúbia, conhecida como a "Xerife" da Rocinha, estava na casa de uma cabeleireira na Estrada da Gávea. O delegado titular Carlos Augusto Nogueira Pinto prendeu a mulher baseado em depoimentos e em fotos de sites de relacionamento em que Danúbia aparece com joias, perto de um helicóptero, ostentando riqueza.

Carlos Augusto afirmou que a mulher recebia presentes de Nem, comprado com dinheiro de atividades ilícitas. De acordo com o delegado, há três inquéritos na delegacia da Gávea investigando a quadrilha que atua na Rocinha. Num deles, há depoimentos formais e informais, além de fotos de sites que, segundo Carlos Augusto, mostram o enriquecimento da mulher de Nem, que não teria como comprovar renda.

Delegado se baseou em escutas telefônicas

O delegado pegou ainda provas emprestadas de um inquérito da Polinter, onde há escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, a fim de respaldar um pedido para transformar a prisão de Danúbia em preventiva. No inquérito, há diálogos entre integrantes do bando de Nem que comprometeriam Danúbia.

— Estou pedindo à Justiça para converter a prisão em flagrante em preventiva. Danúbia está se locupletando com o dinheiro de pessoa ligada ao tráfico — disse Carlos Augusto.

Segundo o policial, ela passaria a noite na delegacia e, na manhã deste sábado, seria levada para a Polinter. Ao ser perguntado se a ordem para prendê-la em flagrante partira da chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, Carlos Augusto negou, assegurando que a decisão fora dele. Quando foi informada da prisão, Danúbia, chorou, segundo o delegado. Ela disse que só prestaria depoimento em juízo.

Mulher não quis revelar onde está morando

Segundo o sargento Glebson Ferreira, da assessoria de comunicação do Bope, uma ligação feita para o Disque-Denúncia informou que a mulher de Nem estava na casa de uma amiga, dona de um salão de beleza. Ao ser abordada, Danúbia disse que retornou à favela por saudades da filha, mas não revelou onde estava morando.

Não havia mandado de prisão contra ela, mas a mulher não se recusou a acompanhar o Bope à delegacia. Ela pediu apenas que fosse acompanhada pela irmã. Danúbia já tinha sido indiciada num inquérito distribuído para a 29ª Vara Criminal da Capital por associação ao tráfico, tráfico e lavagem de dinheiro, mas a justiça questionou o Ministério Público. Num segundo momento, o MP corrigiu a denúncia, e Danúbia foi excluída do processo, permanecendo apenas Nem; a mãe de Danúbia, Maria das Graças, e dois cúmplices do traficante.

Segundo a juíza Maria Tereza Donatti, a mãe de Danúbia continuou no processo porque não sabia sequer dirigir, mas comprou um carro que a filha utilizava.

Cinco homens são presos por tráfico no Bairro Peixoto em Copacabana

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CADEIA NOS VAGABUNDOS, PARABÉNS A POLÍCIA !!!

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RIO - Policiais prenderam cinco homens e apreenderam dois menores durante uma operação na noite desta sexta-feira, no Bairro Peixoto, em Copacabana. Entre os presos, está o professor de educação física Diogo Salgado Gomes, de 26 anos, morador da Avenida Atlântica. A investigação conjunta da 12ª DP (Copacabana) e do 19º BPM (Copacabana) começou há três meses, e o objetivo é combater o comércio ilegal de drogas na Praça Edmundo Bittencourt. Cerca de 30 pessoas que estavam no local chegaram a ser encaminhadas à delegacia, mas foram liberadas em seguida.

— Há três meses estamos monitorando e gravando imagens da venda ilegal na localidade. Também contamos com denúncias de moradores, por meio do Disque-Denúncia, na própria delegacia e no batalhão. As prisões foram efetuadas em flagrantes, e os envolvidos tinham drogas ou arma — explicou o titular da 12ª DP, Antenor Martins, que ainda elogiou a postura dos moradores do bairro. — A população de Copacabana é atuante, cobra, exige, denuncia. Atribuo grande parte dos resultados obtidos pela polícia a isso.

Ao todo, 30 agentes participaram da operação, que ainda contou com o apoio de cães farejadores. Também foram presos Roberto Luiz Garcia dos Santos, de 25 anos, João Victor Baptista Trindade, de 19, André Luis Mendonça de Moura, de 23, e Carlos Magno Cavalcanti Gonçalves, de 18. Sem identificar cada preso, o delegado informou que um deles já tinha duas passagens pela polícia, entre elas, por roubo de carros. Além disso, todos são moradores de Copacabana, a maioria do Morro dos Tabajaras, onde há uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

— Eles começaram a fazer o chamado "Estica". Como a UPP está em foco, procuraram um local próximo ao Tabajaras para comercializar a droga — explicou o delegado, que acrescentou que já existia um comércio ilegal organizado. — O menor de 16 anos que apreendemos era o líder. Já havia uma hierarquia na estrutura.

Durante a ação, foram apreendidos um revólver calibre 38 com numeração raspada, 73 papelotes de cocaína, seis de maconha, 57 pedras de crack e R$ 509 em espécie. Parte da droga estava dentro de um orelhão.


Justiça autoriza grupo na Polônia a usar símbolo contra sexo gay

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Um promotor de Varsóvia, na Polônia, recorreu contra a decisão da Justiça que autorizou que um grupo utilizasse símbolos contra o sexo gay. A figura de dois homens simulando sexo anal e um sinal de “proibido” seria o emblema oficial de um partido de extrema direita.

Segundo o site polonêsThe News”, o símbolo tem sido usado, durante alguns anos, por grupos nacionalistas de extrema direita, em protestos contra os gays na Polônia. A Justiça também autorizou outro símbolo, uma cruz celta, muito usado por grupos facistas.

O tribunal de Varsóvia consultou especialistas para chegar ao veredicto. A Justiça reconheceu a potencial conotação dos símbolos, mas alegou que, diante da lei, os emblemas não poderiam ser considerados como incentivadores do nazismo, totalistarismo ou ódio racista, ações proibidas na Polônia.

A respeito do assunto, o professor polonês Radoslaw Muniak, disse para a imprensa local que a decisão da justiça era um escândalo. “Nenhum país democrático aprovaria alguma coisa desse tipo”, opinou ele.