quarta-feira, 23 de novembro de 2011
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Cadê a grana do povo Sérgio Cabral ? Dados apontam para atrasos em pagamentos
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Rio - A Secretaria de Planejamento nega a existência de qualquer problema de caixa, mas dados do governo indicam que o dinheiro não anda sobrando na administração do Estado.
Com base em números oficiais, o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) alerta: até o último dia 15, o governo não havia feito pagamentos que somavam R$ 1,8 bilhão. Segundo a Secretaria de Planejamento, a conta, na última quinta-feira, chegou a R$ 2,1 bilhões. Afirma que, deste total, R$ 700 millhões referem-se a gastos com pessoal, como o 13º salário.
Limites publicados
De acordo com o governo, as demais despesas “se atrelam aos limites financeiros” estabelecidos pelo Tesouro Estadual e publicados no Diário Oficial. Diz que pagamentos têm sido feitos em, no máximo, 30 dias depois da emissão das ordens de pagamento.
As privilegiadas
Em outubro, o Informe revelou atrasos em pagamentos; o problema chegou a atingir obras do metrô. Setores do governo dizem que secretarias como Educação e Saúde, estão preservadas: seus repasses são estabelecidos por lei.
Arrecadação demorada
Por falar em arrecadação, auditores fiscais do Estado revelam que, desde agosto, problemas no sistema de computadores da Secretaria de Fazenda têm atrasado a emissão das guias do ITD (Imposto Sobre Transmissão e Doação). Além de dificultar a vida do cidadão, a falha faz com que o Estado demore mais a receber o dinheiro: até setembro, o ITD gerou uma arrecadação de R$ 287 milhões.
A Secretaria de Fazenda diz que, a partir desta terça-feira, o sistema voltará ao normal.
PM descobre plantação de maconha em trilha de Maricá
E aquele delegado, mesmo investigado pela PF ainda está a frente da DP ?
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A Polícia Militar de Maricá, localizada na região dos Lagos do Estado do Rio, prendeu um rapaz de 40 anos, identificado como Alcinei Narciso. Com ele foi apreendido meio quilo de maconha acondicionada em 142 sacos.O rapaz indicou aos agentes uma trilha no bairro Flamengo que levou a uma plantação de maconha, onde foram encontrados 30 pés da planta. No local havia um acampamento que continha fertilizantes e outros materiais para a plantação.
Segundo os agentes, além dos pés de maconha havia também dezenas de mudas que ainda seriam plantadas.
Favela da Rocinha lidera casos de tuberculose do Rio de Janeiro
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A comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio, é o local de maior com incidência de casos de tuberculose no Rio de Janeiro. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o índice aceitável é de até cinco casos para cada cem mil habitantes. A média brasileira chega há quase 40 casos. na Rocinha a situação é ainda mais alarmante, com mais de 300 casos. A geografia da favela, com vários becos, também pode ser um dos fatores de propagação da doença. De acordo com o coordenador do Fórum de Tuberculose do Rio de Janeiro, Carlos Basilia, a expectativa é que ocorra uma melhora na vida dos moradores.
- Isso é resultante de décadas de descaso do poder público. Uma das expectativas é que ocorra uma melhora é a questão da insalubridade da comunidade.
Veja o vídeo.
Traficante Nem: julgamento high tech, e o "racha" na facção
Reprodução do jornal O Dia

Rio - O primeiro encontro do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, com a Justiça será através de uma tela de televisão. Na próxima segunda-feira, às 13h, o bandido vai a julgamento pela primeira vez. Mas, por questões de segurança e economia, ele será julgado por videoconferência. O processo, instaurado em 2007, corre na 38ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio e investigou o tráfico de drogas na Rocinha.Transferido sábado para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, o traficante não sairá da penitenciária para o julgamento. Ele acompanhará a sessão na sala de audiências da penitenciária, acompanhado por dois agentes federais e um advogado. Apesar da distância de mais de 1,4 mil quilômetros do Rio de Janeiro, o bandido receberá sua sentença em tempo real.
“O equipamento é ligado no ‘sistema infovia’, que permite a transmissão de imagem e som em tempo real. Primeiro, as informações vão para um servidor que fica no Ministério da Justiça, em Brasília, e depois para o Rio. Esse servidor garante a segurança das informações. Impede que hackers tentem invadir o sistema”, explicou o diretor substituto do Sistema Penitenciário Federal, Severino Moreira da Silva.
Outras 38 pessoas serão julgadas no mesmo processo. Entre elas, os traficantes Saulo de Sá Silva, conhecido como Barão do Pó, e João Rafael da Silva, o Joca.
Racha entre bandidos da mesma facção
A prisão de Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, ex-chefe do tráfico no São Carlos e comparsas, pela PF, há dez dias, está provocando cisão entre bandidos da facção Amigos dos Amigos (ADA). Segundo informações de moradores do São Carlos à polícia, comparsas de Coelho consideraram que Nem, que optou por não fugir no bonde que acabou preso, traiu comparsas.
A animosidade ficou clara sábado, no show do cantor Belo na favela. O filho do traficante preso Saulo de Sá Silva, original da Rocinha e amigo de Nem, foi hostilizado pelo traficante Dorei. Pela Internet, a mãe do jovem tirou satisfação com Dorei. “Quem bebe água da Rocinha sempre volta! E quando voltar vai saber que o xxx não e filho de chocadeira”, escreveu, sem citar o nome do rapaz.
Bandidos escondidos na Rocinha de volta ao São Carlos
A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro São Carlos, no Estácio, procura os traficantes Edmilson Torres Martins, o Rei do Fumo; Thiago de Souza Cherú, o Dorei; e Marcílio Cherú de Oliveira, o Menor Cherú.
Eles haviam fugido para a Rocinha quando a UPP foi instalada no local, mas teriam voltado após a ocupação da favela da Zona Sul.
Mais informações sobre os bandidos estão no site www.procurados.org.br. Denúncias podem ser feitas pelo 2253-1177. O comando das UPPs disse que está checando informações recebidas sobre traficantes na favela.
Arma apreendida com quadrilha de Nem da Rocinha pode ser clonada
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Cada um tira o seu da reta do jeito que dá...
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A submetralhadora israelense Uzi encontrada no arsenal do bando do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, no último dia 14 — e que consta como apreendida em 29 de outubro do ano passado, em São Paulo — pode ser uma arma clonada.
O 10º Distrito de Campinas confirmou que, no dia em que a arma foi apreendida no bairro Jardim Santa Eudóxia, em Campinas, outra metralhadora HK foi encontrada e cinco homens autuados. O inquérito foi então encaminhado para a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise).
Agentes da Dise informaram que o inquérito foi relatado no ano seguinte e em dezembro do ano passado, as duas armas foram remetidas para o cartório da 6ª Vara Criminal de Campinas.
A assessoria do Tribunal de Justiça de Campinas disse que a arma com o mesmo número de série e modelo da que foi apreendida no Rio, se encontrava guardada e lacrada no cartório. A Coordenadoria de Inteligência da Polícia Civil do Rio (Cinpol) notificou a polícia de São Paulo e aguarda contato para começar a apurar a clonagem da arma.
Traficante Nem encomendava motos a comparsas de Niterói
Reprodução do jornal O Dia

Rio - O traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, encomendava motocicletas a comparsas da facção Amigos dos Amigos (ADA) até do outro lado da Baía de Guanabara. Dos três carros e 232 motos apreendidos na primeira semana de ocupação da Rocinha, a polícia já rastreou que 81 foram roubados. Deste total, 12 registros foram feitos na 76ª DP (Centro de Niterói), área dos morros do Estado e da Cotia, controlados pela ADA. Logo a seguir vem a 16ª DP (Barra), com 11.Segundo o delegado Alexandre Magalhães, da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), as motos eram roubadas para serem usadas por bandidos em assaltos, transporte de drogas e até homicídios.
“Notamos a predominância de duas áreas, sobretudo de roubo de motos, que depois foram levadas para a Rocinha. Na Barra, devido ao alto poder aquisitivo da população e da proximidade com a favela, e em Niterói por conta da atuação da ADA”, avaliou.
A quadrilha de Nem roubava motos praticamente em três áreas da Região Metropolitana. O levantamento da Polícia Civil aponta que Centro e a Zona Sul registram 31 roubos de veículos encontrados na Rocinha. Barra e Jacarepaguá, 20, e Niterói e São Gonçalo, 18. Esse total representa 85% dos veículos roubados apreendidos na favela.
Segundo investigações, a quadrilha atuava prioritariamente nestas regiões por motivos distintos. Centro e Zona Sul estão com UPPs, e não sob o controle de rivais. Em Niterói e São Gonçalo, há domínio da ADA em favelas. Na Barra, a busca era por veículos de luxo, usados pelo chefões do tráfico, como Nem que usava a moto Yamaha Fazer 600.
Usadas como verdadeiras armas
De acordo com investigações da polícia, as motos são usadas pelos traficantes como verdadeiras armas. Com elas, os bandidos ganham velocidade e agilidade nas fugas e preservam sua identidade usando o capacete.
“Desta forma, praticam uma série de crimes, que vão da entrega de drogas a assalto e homicídios”, analisa o delegado, Alexandre Magalhães, da DRFA. Para ele, o número de veículos roubados apreendidos vai aumentar. “Muitas estão sem placa, o que dificulta a identificação”. A polícia tem certeza que o número de roubos de veículos vai cair na Barra e São Conrado, após a ocupação da Rocinha.
No dia 26 de outubro, em Niterói, uma tentativa de roubo de moto terminou com a morte do agente da Polícia Federal Carlos Henrique Ramos Cerqueira, 44 anos. O policial foi abordado por três homens na Rua Frei Orlando, acesso à Favela do Jacaré, no bairro de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. Carlos reagiu à abordagem e foi executado.
Colaboraram Angélica Fernandes e Fernanda Alves
PM encontra local que seria ponto de 'desova' de corpos do Vidigal
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Rio - Agentes do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChq) encontraram, nesta terça-feira, no alto do Morro do Vidigal, perto da Quadra Nova, um local que seria usado para a "desova" de corpos. Os policiais da Divisão de Homicídios e homens do Corpo de Bombeiros foram chamados e, durante a escavação, encontraram uma ossada. As informações foram passadas à polícia através do Disque-Denúncia.
Para jovens de favelas com UPP, a pobreza é o maior inimigo
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RIO - Em tempos em que o poder público e a população comemoram a retomada de territórios controlados há décadas pelo tráfico, uma pesquisa encomendada pela Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos mostra que o maior inimigo dos moradores de favelas pacificadas está longe de ser vencido. Na opinião de 700 jovens residentes em sete comunidades que receberam Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a pobreza ainda representa o maior obstáculo em suas rotinas. O problema foi citado por 24% dos entrevistados e ficou na frente, inclusive, do desemprego (10%), do tráfico de drogas (10%) e da violência (8%). O estudo foi coordenado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), em parceria com a Uerj.Os dados foram colhidos pelo Ibope nos últimos quatro meses. Os 700 jovens, com idades entre 15 e 29 anos, responderam a um questionário para mostrar quais são as necessidades atuais para uma vida segura e de boa qualidade em comunidades com UPP. As favelas escolhidas por sorteio foram Providência (Centro), São João (Engenho Novo), Pavão-Pavãozinho/Cantagalo (Copacabana), Turano (Rio Comprido), Andaraí, Macacos (Vila Isabel) e Batam (Realengo).
Maioria não quer deixar comunidades
O estudo faz parte de uma parceria entre o governo do estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para traçar programas específicos para a juventude de áreas carentes. O resultado será apresentado em janeiro. Como noticiou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, a pesquisa mostra que 70% dos jovens não querem deixar suas comunidades e aguardam melhorias. Apenas 29% querem sair das favelas, sendo que, desse total, 65% pretendem continuar no Rio, mas no asfalto. Um por cento dos entrevistados não respondeu ou não soube responder a esse quesito.
— O acordo com o BID foi firmado há oito meses. O banco entrará com R$ 90 milhões e ao governo do estado caberá a contrapartida de R$ 35 milhões. Já criamos o Comitê Executivo de Políticas Sociais Para Áreas Pacificadas. Nosso foco são os jovens de áreas que receberam UPPs. Queremos saber quais são as expectativas deles e traçar programas que atendam a esses anseios — disse o secretário de Assistência Social, Rodrigo Neves.
A professora Miriam Abramovay, responsável pela elaboração dos questionários, disse que foram encontradas "famílias extremamente pobres":
— Cinquenta por cento delas têm uma renda média de um a dois salários mínimos. São famílias com quatro ou mais pessoas que vivem com menos de mil reais por mês.
Ela lembra que, embora a violência tenha ficado em quarto lugar na lista de problemas, quando a pergunta foi quais as principais ações para melhorar as condições de vida nas favelas, o combate à violência ficou no topo.
— Ainda estamos finalizando o levantamento qualitativo, no qual os jovens comentam as questões. Eles citam a polícia violenta, a violência entre vizinhos, a proibição de baile funk... Todos problemas relacionados à violência — disse a professora.
Outro ponto que chama a atenção é referente à ocupação dos jovens. Do total de 700 entrevistados, 44% só trabalham e 19% só estudam; 26% não fazem nem uma coisa nem outra. No quesito evasão escolar, 55% disseram ter interrompido os estudos.
— Entre os 55% que pararam de estudar, 41% disseram que os motivos foram falta de tempo e necessidade de trabalhar. Em segundo lugar ficou a gravidez, com 29%. Em terceiro, aparece cansaço da vida ou desânimo com o colégio.
A pesquisadora disse que ficou impressionada também com a quantidade de jovens que não conseguiam preencher o questionário, por não saber ler. A pesquisa, contudo, identificou apenas 2% de analfabetos. A grande maioria (31%) disse ter concluído o ensino fundamental. Apenas 1% declarou ter concluído o ensino superior. O questionário é concluído com uma pergunta sobre planos para o futuro e uma surpresa: 34% dos jovens sonham cursar uma universidade.
Colégio é furtado no Complexo do Alemão, e e a Foprça de "Pacificação" ?
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Reprodução do site R7
O colégio estadual Jornalista Tim Lopes, que fica no Complexo do Alemão, foi alvo de assaltantes, na madrugada desta quarta-feira (23). Segundo a Secretaria Estadual de Educação, foram furtados equipamentos eletrônicos da unidades, como computadores.Pelo menos quatro salas teriam sido arrombadas pelos criminosos. Peritos estiveram no local para investigar o crime. A secretaria informou também que o colégio conta com vigilância e que mantém contato permanente com as autoridades policiais.
As aulas acontecem normalmente nesta quarta-feira.



