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Vídeo.Na segunda (31), Monalisa entrou ao vivo no programa, em frente ao hospital Sírio-Libanês, cobrindo o tratamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi diagnosticado com câncer.
Enquanto divulgava informações referentes a quimioterapia de Lula, Monalisa sofreu um empurrão e a transmissão precisou ser interrompida.
Segundo Paulo Tucci, delegado titular da DP do bairro Consolação, em São Paulo, a repórter foi no mesmo dia à delegacia, onde registrou um boletim de ocorrência. Também foi feito exame de corpo de delito.
Então foi aberto inquérito para investigar o caso. Segundo Tucci, Rodolfo Gouveia Lima e Thiago de Carvalho Cunha, ambos suspeitos de lesão corporal, foram intimados a comparecer à DP e prestar depoimento.
O atendente de telemarketing Rodolfo Lima, 28, diz não ter recebido nenhuma intimação. "Se eu receber, vou lá explicar o que realmente aconteceu", anuncia. Ele diz não ter empurrado a repórter voluntariamente. "Foram os seguranças [da Globo] que nos empurraram e eu fui parar em cima dela", relata.
No entanto, ambos os suspeitos são recorrentes em invadir áreas de transmissão da Globo e tentar atrapalhar suas coberturas. "Essa foi a minha 13ª invasão", diz Lima. "Mas eu nunca agredi ninguém, sempre fiz coisas inofensivas como levantar cartaz, jogar água na minha cabeça e gritar: 'Cala a boca, Globo'".
O atendente diz que os atos ocorrem por ele discordar dos valores éticos e morais da emissora.
Monalisa Perrone foi procurada, mas a assessoria de imprensa da Globo disse que no momento ela não se pronunciará e que o departamento jurídico da emissora está à frente do caso.
O escrivão do 89º DP (Portal do Morumbi) que aconselhou vítimas de um arrastão a se mudarem do Morumbi por conta da atual violência no bairro na zona oeste foi afastado do cargo ontem pela Polícia Civil.Segundo as vítimas do roubo, ocorrido anteontem, o escrivão disse que elas deviam deixar o Morumbi porque a Polícia Civil não tem estrutura para combater a criminalidade. A PM informou que reforçou a segurança após a onda de assaltos na região.
Uma reportagem publicada na edição desta sexta-feira da revista "The Economist" afirma que o câncer deve reduzir a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições municipais de 2012, mas dar, por outro lado, mais peso a suas indicações de candidatos."Tirando uma recuperação impressionante, os candidatos do PT em 2012 terão de fazer campanha sem ele (Lula)", avalia a revista.
"Mas as palavras que ele proferir serão difíceis de ignorar. O sentimento de solidariedade com ele dará mais peso às suas indicações de candidatos e pedidos de unidade na coalizão."
O artigo rejeita as alegações, feitas por críticos, de que a atual presidente, Dilma Rousseff, discípula de Lula, age na sombra de seu mestre. "Ela pode facilmente permanecer de pé nas próprias pernas", afirma.
"O seu forte desempenho afastou a ideia, e o próprio Lula já disse que apoiaria a sua reeleição em 2014."

Fundação
BRASÍLIA - O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, oficializou nesta quinta-feira, 3, a exoneração de toda a cúpula da Polícia Civil. Ao todo, 43 delegados-chefes, sete diretores de departamento e a diretora-geral, Mailine Alvarenga, foram afastados. A mudança, segundo delegados, é uma reação à divulgação de escutas telefônicas que captaram conversas de Agnelo com o policial militar e lutador de Kung Fu João Dias Ferreira, delator dos desvios de verbas no Ministério do Esporte.
As escutas, autorizadas judicialmente, foram gravadas pela própria Polícia Civil no âmbito da Operação Shaolin, que investigou supostos desvios de dinheiro público que deveria ir para uma organização ligada ao PCdoB, ex-partido de Agnelo. O conteúdo dos diálogos, revelado no fim de semana pela revista Época, mostra a existência de uma proximidade entre Agnelo e Dias. O governador sempre negou qualquer relação mais próxima com o PM.
De acordo com as escutas, Ferreira recorreu a Agnelo, então diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que o ajudasse a montar sua defesa em processo que responde na Justiça Federal por irregularidades na execução de convênio do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. Na ação, o policial é cobrada a restituir cerca de R$ 3,2 milhões aos cofres públicos.
Agnelo e Dias vinham sustentando que seu relacionamento se restringiu a 2006, quando os dois foram candidatos do PCdoB ao Senado e à Câmara Legislativa do DF. O inquérito com as interceptações telefônicas fazem parte de ação penal que tramita na 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília.
BRASÍLIA - O projeto que anistia os deputados cassados pela Câmara no escândalo do mensalão, descoberto em 2005, foi incluído na pauta da reunião da próxima quarta-feira da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal comissão da Casa. O presidente do colegiado e responsável por definir a pauta é o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), um dos réus no processo sobre o tema que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
A proposta polêmica é de autoria do ex-deputado Ernandes Amorim (PTB-RO) e beneficiaria José Dirceu (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-SP) - os três foram cassados e também são réus no processo do STF. Se aprovada a anistia, eles poderiam disputar a eleição. A cassação os privou dos direitos políticos por oito anos.
Amorim argumenta na justificativa do projeto que a Câmara absolveu a maioria dos deputados citados no esquema o que, na visão dele, tornaria injusta a manutenção da punição somente aos três cassados.
"Não se justifica a manutenção da pena de inelegibilidade apenas para os três parlamentares cassados em plenário, designados arbitrariamente para expiar a culpa de grande parte dos parlamentares", diz o autor.
O projeto tramita de forma conjunta com outra proposta, de autoria de Neilton Mulim (PP-RJ), que sugere exatamente o contrário. O projeto do deputado fluminense proíbe "a concessão de anistia aos agentes públicos que perderam a função pública em decorrência de atos antiéticos, imorais ou de improbidade". Por ambos tratarem do mesmo tema, ainda que com visões opostas, eles estão apensados.
Por tramitarem conjuntamente, quando no início deste ano Mulim pediu o desarquivamento de seu projeto o que trata da anistia aos mensaleiros também voltou a tramitar. Ambos agora estão prontos para entrar na pauta da CCJ.
Recuo. Na quinta-feira, 3, à noite, após ser questionado pelo Estado, João Paulo disse que determinaria que o projeto fosse retirado da pauta.
Relator das duas propostas, o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) deu parecer contrário a ambas. Em relação ao projeto de Mulim o peemedebista argumentou que a anistia tem "fim social" e está prevista na Constituição, não sendo possível acabar com essa possibilidade por meio de um projeto de lei ordinária. No caso da anistia aos chamados "mensaleiros", Chalita vota de forma contrária por considerar a proposta "casuística" e ofensiva ao princípio constitucional da "moralidade".
"A adoção do casuísmo, isto é, a subordinação do interesse geral ao caso particular conforme a conveniência política do momento, além de afrontar comandos fundamentais do processo legislativo, implica, no caso concreto, ofensa ao princípio da moralidade previsto nos arts. 37, caput, e 14, § 9.º, ambos da Constituição", argumenta Chalita.
O parecer contrário, porém, não significa que o projeto será rejeitado. O plenário da comissão pode rejeitar a orientação do relator e aprovar o projeto. Tal mudança pode ser feita num "voto em separado" ou mesmo com um pedido de preferência para analisar a proposta desejada antes do voto do relator.
Empenhado em voltar rapidamente à política, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado como chefe do esquema do mensalão, já disse que buscará a anistia no Congresso se for absolvido pelo Supremo. O processo deve ser julgado pela Corte no próximo ano.
Mesmo se forem considerados inocentes pelo STF, os três não podem disputar eleições até 2015 porque perderam os direitos políticos ao serem cassados pelos colegas. Só um projeto de anistia, aos moldes deste que está na CCJ, poderia reverter essa situação.
A Polícia Militar do Rio começou a abrir exceções para permitir que os novos comandantes de batalhão continuem a carregar policiais de suas panelinhas nas transferências. Em nota, a PM diz que além do subcomandante e de dois motoristas, agora é permitido levar o "pessoal de apoio administrativo", desde que autorizado.
Não foi o que comandante geral da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro, prometeu ao tomar posse. Em entrevista à rádio CBN, no dia 6 de outubro, ele informou que seria permitida apenas a nomeação do subcomandante. Em momento algum ele citou a possibilidade de transferência de pessoal de apoio administrativo. Ele citou sua experiência própria para justificar a medida: "Eu nunca levei equipe. Única equipe que eu levava era meu subcomandante". Ouça aqui a entrevista do coronel Erir.
No dia 11 de outubro, o novo relações-públicas da PM, tenente-coronel Frederico Caldas, voltou a falar do assunto na rádio CBN. Ao ser perguntado pelo jornalista Maurício Martins sobre a proibição dos coronéis levarem suas equipes, o oficial confirmou e nada disse sobre exceções.
Leia a íntegra da nota da Polícia Militar sobre o caso:
"A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em resposta à matéria veiculada hoje (03.11.2011), no Jornal Extra, esclarece que todas as regras de movimentação de pessoal impostas pela corporação estão sendo respeitadas. Desde que assumiu o comando no dia 29 de setembro de 2011, o coronel Erir Ribeiro Costa Filho determinou que os novos comandantes comissionados levassem consigo apenas o subcomandante e, caso autorizado pelo chefe do Estado-Maior Operacional, a quem cabe exercer o controle das movimentações, também o pessoal de apoio administrativo.
"O coronel Wolney Dias Ferreira, comandante do 12º BPM (Niterói), solicitou ao comando a movimentação de seus motoristas e de pessoal de apoio, que foi autorizada, tratamento análogo destinado a outros comandantes de acordo com os critérios de avaliação. Cabe ressaltar, que o fragmento do boletim interno da corporação publicado no jornal revela que a data da movimentação de doze policiais militares da Unidade Prisional (UP/PMERJ) para o 17º BPM (Ilha do Governador) aconteceu em período anterior à posse do coronel Costa Filho. Tal aspecto temporal é determinante para ratificar que as ordens do comandante-geral, diferentemente do que o jornal publica em sua capa “Ordem de comandante da PM não valeu de nada”, foram e continuarão sendo cumpridas, na esperança de que as regras do bom jornalismo também o sejam".

A favela da Rocinha e o Morro do Vidigal, em São Conrado, serão ocupados, ainda este mês, pela Polícia Militar, com vistas à instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Numa reunião feita há alguns dias com o chefe do Estado-Maior Operacional da PM, coronel Pinheiro Neto, ficou definida como 13 de novembro, um domingo, a data em que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque tomarão a comunidade, que tem cerca de cem mil moradores.A ideia de ocupar as duas comunidades é impedir que os traficantes fujam pela mata em direção ao Vidigal. Na reunião feita com a cúpula da PM, foi traçada toda a meta de estratégia.
A comunidade serve de esconderijo para um dos traficantes mais procurados do Rio, Antonio Bonfim Lopes, o Nem. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece uma recompensa de R$ 5 mil por informações que levem à prisão do bandido.
Em nota, a Seseg comentou apenas que, por questões estratégicas, não anteciparia informações sobre ocupações e locais de implantação de futuras UPPs.
Nesta quinta-feira, a Polícia Civil montou uma operação de ordenamento urbano na região. Um policial civil que investiga a favela afirma que muitos bandidos já abandonaram a comunidade, e que armas e drogas foram escondidas. Isso pode explicar, por exemplo, a tranquilidade encontrada por 65 agentes de diversas delegacias especializadas na ação de ontem.
Segundo o subchefe Operacional da Polícia Civil, delegado Fernando Villa Pouca, o objetivo da ação foi coibir práticas irregulares, como as centrais clandestinas de TV a cabo (gatonet) e a venda de produtos piratas, além de apreender motos irregulares.
Durante a operação desta quinta-feira, a polícia se surpreendeu com a apreensão de 90 rojões de “artilharia antiaérea” encontrados na Rua 2, na localidade conhecida como Boquinha. O material estava ao lado de pilhas de pneus. De acordo com o delegado Villa Pouca, a estratégia do tráfico era atear fogo aos pneus para criar uma cortina de fumaça e impedir a visão de policiais que estivessem em aeronaves. Do chão, os bandidos acenderiam os pavios dos rojões, que seriam lançados na direção dos helicópteros.
Foram apreendidas também 31 motos que estavam irregulares. Uma clínica clandestina de aborto e uma central de gatonet foram estouradas na Via Ápia. Em um casa, a polícia também encontrou um laboratório de fabricação de CDs e DVDs piratas, que abasteceriam os camelôs. Vinte e um mil deles foram apreendidos.
