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RIO - Entre os sete presos que fugiram da Polinter, neste sábado, está o miliciano Marcos Faria Pereira, o "Cabeça", que foi preso em setembro no ano passado na Operação Todos os Santos. Na época, ele foi apontado pela polícia como um dos chefes do bando que atuava em favelas do Complexo de Água Santa, na Zona Norte. Também escaparam do presídio Felipe Corrêa de Souza Fernandes, Roberto Fonseca Barbosa, Rodolfo Rodrigues dos Santos, Demério da SilvaTeixeira, André Bigg da Costa e Henrique Rocha da Silva. Marcos "Cabeça" e a quadrilha de milicianos controlava até a distribuição de água em uma das favelas da região, o Morro do 18. Os sete presos fugiram da penitenciária após renderem dois policiais, segundo informou a assessoria de imprensa da Polícia Civil. Uma sindicância foi instaurada pela Núcleo de Controle de Presos da Polinter (Nucop) para saber se houve negligência por parte de algum agente. A ocorrência foi registrada na 20ª DP (Vila Isabel).
Há quase dois meses, o ex-policial militar Carlos Ari Ribeiro, o Carlão, acusado de ser um dos principais homens da milícia da Zona Oeste, fugiu do Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na Zona Norte. Carlão usou uma corda para descer o muro e provavelmente fugiu num carro que o esperava. O oficial de dia foi preso e um Inquérito Policial Militar foi instaurado.

Sete presos fugiram da carceragem da Polinter do Grajaú, na zona norte do Rio, no fim da noite de sexta-feira (28). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil.
Por volta das 11h, dois homens armados renderam os policiais que estavam de plantão. Na fuga, os criminosos levaram um fuzil, três carregadores e um revólver. A assessoria da Polícia Civil não divulgou os nomes dos presos que fugiram.O Núcleo de Controle de Presos abriu sindicância para apurar se houve negligência. A Polícia Civil quer saber se os agentes teriam facilitado a fuga dos bandidos.
O ex-presidente da associação de moradores do conjunto Ex-Combatentes, em Manguinhos, na zona norte do Rio, Celso de Freitas, de 50 anos, foi morto a tiros na noite de sexta-feira (28). De acordo com o Batalhão da Maré (22º BPM), traficantes da favela do Jacarezinho são os principais suspeitos do crime.
Os 439 bombeiros que foram presos após ocuparem o Quartel Central dos Bombeiros, em junho de 2011, durante manifestação realizada em busca de melhores salários, foram absolvidos pela Justiça Militar, de acordo com a Secretaria de Estado e Defesa Civil.
Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) quer barrar uma série de ilegalidades, segundo a entidade, praticadas em algumas delegacias do Rio. Os dois principais problemas citados são o uso de carros não aprovados pela vistoria anual do Detran em operações e a autorização indevida para que policiais, sem curso de condução veicular de emergência, dirijam viaturas.
O curso é voltado para motoristas de ambulâncias e caminhões do Corpo de Bombeiros, por exemplo.
O sindicato entrou com mandado de segurança no Tribunal de Justiça, no dia 21 deste mês. Mas, como o pedido foi negado, a entidade encaminhará um novo recurso, na próxima segunda (31), para que a decisão seja examinada pela mesa do órgão especial.
Uma idosa de 65 anos foi baleada nesta sexta-feira (28) na favela da Metral, em Bangu, zona oeste do Rio, durante uma ação da polícia na comunidade. Segundo a secretaria municipal de Saúde, a mulher deu entrada na UPA da Vila Kennedy em estado grave e não resistiu aos ferimentos.


Um homem de 53 anos, que teve um acidente vascular cerebral, ficou à espera de uma cirurgia no Hospital Geral de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por 36 horas depois de ter chegado passando mal. Segundo sua filha, ele teve declarada a morte encefálica.
O hospital, no entanto, informou que foi aberto um protocolo de morte encefálica do paciente na terça-feira (25), mas o diagnóstico ainda não foi confirmado. Ainda de acordo com o hospital, ele passa por exames no CTI.
A família contou que o paciente esperou 21 horas numa maca no corredor da emergência até ser atendido por um médico. Sobre o fato de o paciente ter ficado no corredor, o hospital informou que "convive com a superlotação e que apesar de o setor só ter 52 leitos, por dia 130 pessoas são internadas ali".
O hospital explicou que no dia que o homem chegou ao hospital, um sábado, não havia neurologista de plantão, mas que ele foi medicado por um clínico.
Francisco Antônio de Souza teve um acidente vascular cerebral no último dia 9 e foi levado para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde ficou internado até dia 22, quando teve alta. Mas sua filha Priscila, quando levou o pai para casa, percebeu que ele não estava bem.
“Nós chegamos aqui para pegar ele e ele já estava se queixando de dor na cabeça”, disse ela.
Menos de duas horas depois de ter tido alta, Francisco estava de volta ao hospital. Segundo a família, foi quando começou o drama da espera pelo atendimento.
Francisco chegou ao hospital por volta da 13h do sábado (22), informou a família. Como não havia espaço na emergência, ficou numa cadeira e só mais tarde foi colocado numa maca no corredor. Ainda segundo a família, não havia médico no plantão e o paciente só foi visto por um médico às 10h de domingo (23), 21 horas depois de ter chegado no hospital.
"Meu marido gritava socorro, até batia na gente de tanta dor e não tinha um médico para dar socorro, não tinha", disse a mulher de Francisco.
Imagens de celular
Com um telefone celular, a família de Francisco gravou imagens do setor de emergência. Os corredores foram transformados em enfermarias e não havia espaço entre uma maca e outra.
A família contou que foi nessas condições que o paciente esperou durante 36 horas, até ser operado. Na terça-feira (25), a família disse ter recebido a notícia de que não havia mais nada a fazer.
“Nós viemos na visita e o médico disse que ele já tinha tido a morte encefálica", contou a filha Priscila.
"Isso é uma fachada. A gente entra vivo e sai morto", disse a mulher de Francisco.
Policiais do 2º BPM (Botafogo) fazem uma operação na área da Praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio, na noite desta sexta-feira (28), para reprimir roubo a pedestres. Segundo informações do tenente-coronel Reynaldo Salvador Lemos, comandante do batalhão da área, a ação começou às 18h e terminará meia-noite."Recebemos várias informações sobre assaltos naquela região e decidimos reprimir este tipo de crime. Os meliantes costumam praticar esses assaltos durante a noite e por isso vamos coibir e fazer a repressão. Os agentes estão patrulhando o local e também revistando pessoas em atitude suspeita", explicou o comandante.
A operação conta com 15 policiais, três viaturas e motocicletas.


Mesmo com a Força de Pacificação e constantes operações no Complexo do Alemão (zona norte), três estabelecimentos foram roubados em menos de uma semana, entre eles uma lotérica, localizada no centro comercial da comunidade. Após a expulsão dos traficantes da região, soldados do Exército circulam pelo local para garantir a segurança dos moradores e comerciantes, mas as patrulhas não são suficientes para conter a ação dos bandidos.
Nilson de Araújo, dono da lotérica assaltada na última terça-feira (25) em plena tarde - era por volta das 15h -, contou detalhes.
- As duas funcionárias contaram que um homem entrou na loja e sacou a arma. Em seguida, ameaçou matar dois clientes, caso gritassem. O rapaz levou R$ 4.088. Eu não estava no local e, assim que soube do assalto, fui para a loja. Lá, havia cerca de 20 soldados do Exército. O comandante disse que entrou em contato com a Polícia Militar, mas até as 17h, quando eu fui à delegacia para fazer o boletim de ocorrência, nenhum PM havia aparecido no local.
Segundo Nilson, a loja nunca tinha sido roubada antes, porém não há qualquer segurança no centro comercial.
- Eu tinha uma lotérica em outro lugar e fui convidado para abrir a loja no Complexo do Alemão. Eu abri a loja no dia 21 de dezembro de 2010, quando inaugurou o espaço, e o principal atrativo foi a segurança, já que a Força de Pacificação está na comunidade. Hoje, na minha opinião, a segurança é uma farsa, pois o meu estabelecimento foi roubado à tarde e com a presença de soldados a menos de 100 m.
Além da lotérica, duas outras lojas localizadas na rua Joaquim de Queiroz foram roubadas nesta semana. De acordo com os moradores, apesar da presença dos soldados, a comunidade vem sofrendo uma onda de assaltos.
Colaborou Jéssica Ventura, do R7







Rio - Carta enviada ao Comando-Geral da PM, Estado-Maior da corporação e a oficiais operacionais pelo corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o tenente-coronel Roberto Alves de Lima, está causando polêmica. O texto critica a permanência no presídio Bangu 1 de PMs acusados da morte da juíza Patrícia Acioli. Ele assina a carta apenas como coronel da PM e não como corregedor.
No texto, o corregedor alega que a prisão dos acusados em Bangu 1 e em regime disciplinar diferenciado “fere a legislação pertinente aos presos militares, já que os policiais ainda não foram condenados”. O oficial pede ainda que o comandante, coronel Erir Costa Filho, se manifeste e classifica a permanência do tenente-coronel Claudio Oliveira como absurda. “Valho-me da presente relação cordial e amiga que nos une para solicitar que a nossa PM se manifeste acerca do absurdo que se abateu em nós”. A atitude deixou indignada a família da juíza. “Quantos crimes um PM tem que cometer para ter privilégio em relação aos demais presos?”, criticou Simone Acioli, irmã da juíza. Fragilidade O promotor Rubem Vianna, que pediu a transferência dos PMs para Bangu 1, disse que levou em conta a fragilidade das unidades prisionais militares. “Conforme fartamente noticiado, têm se constituído em ‘colônias de férias’”, argumentou. Ele nega que os réus estejam em regime diferenciado, já que a Justiça ainda não apreciou o pedido. E informou que os militares estão submetidos ao ‘rigor de preso provisório’ e que a Justiça autoriza a permanência de preso militar em unidade comum. Alguns do PMs estavam presos anteriormente no Batalhão Especial Prisional (BEP). Um deles foi flagrado em escuta telefônica dizendo que seria fácil fugir de da unidade. Oficial diz que medida abre precedente O tenente-coronel Roberto Alves de Lima alega que a prisão abre precedente. “(...)Estaremos todos, de V.Sª ao mais moderno soldado PM, expostos à execração pública (...) basta que se forneça uma ocorrência em que o resultado fuja do esperado”, escreveu Lima. Segundo o oficial, o coronel Erir Costa Filho não respondeu, mas colegas de farda já se mobilizam para tentar reverter a prisão. A assessoria de imprensa da Polícia Militar afirmou que o comandante-geral não tem atribuição sobre decisões da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e da Justiça. A juíza foi assassinada em 11 de agosto com 21 tiros, quando chegava em casa, em Piratininga, Niterói. Reportagem de Gabriela Moreira e Maria Inez Magalhães
Isso é INACREDITÁVEL, Sérgio Cabral quer vender o Maracanã e Eike Batista quer comprar.
Rio - O governo do Rio espera entregar o novo Maracanã para o futuro concessionário privado já em fevereiro de 2013, na inauguração das obras para a Copa do Mundo de 2014. Um dos interessados no negócio é o bilionário Eike Batista, oitavo homem mais rico do mundo, conforme antecipou nesta quinta-feira os jornais O DIA e ‘Brasil Econômico’.O secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, admite que, apesar de desonerar o orçamento estadual, a concessão — ou outorga — do estádio não reembolsará os R$ 860 milhões investidos pelo governo nas obras iniciadas em 2010. Para cumprir o cronograma de privatização, o secretário confirma a intenção de licitar o complexo esportivo já no próximo ano.
“Esse investimento (na remodelagem do estádio) não se paga”, admitiu Fichtner, em entrevista ao ‘Brasil Econômico’, quando lembrou do custo da gestão do Maracanã. “Mas trará benefícios para o estado, com a desoneração do orçamento, e para toda a população, que terá à sua disposição um estádio com o que há de mais moderno”.
Interessados
Fichtner admitiu já ter sido procurado por grandes grupos, nacionais e estrangeiros, interessados no negócio. “Quero, sim, participar da privatização do Maracanã”, enfatizou o bilionário brasileiro, que concorrerá através da IMX, sua empresa em sociedade com a americana IMG Worldwide, especializada na gestão de arenas esportivas.
Reportagem de Ricardo Rego Monteiro


Rio - Os mandados de busca e apreensão que permitiam a Força de Pacificação do Complexo do Alemão de vasculhar casas na comunidade foram derrubados. Os juízes Maria Elisa Peixoto Lobanco, da 20ª Vara Criminal, e Leonardo Alves Barroso, da 35ª Vara Criminal, suspenderam duas determinações expedidas pela juíza Renata Palheiro Mendes de Almeira. Mais cedo, o juiz Flávio Itabaiana, da 37ª Vara Criminal, já havia derrubado uma ordem. Esses três mandados autorizavam os militares a vasculharem casas da comunidade até domingo.
O pedido foi feito pelo Núcleo dos Direitos Humanos e a Assessoria Criminal da Defensoria Pública. Os mandados abrangem ruas da Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, da Grota, inclusive a Pedra do Sapo.
Defensores do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos estiveram na tarde desta quinta-feira, no Complexo do Alemão, na tentativa de acompanhar o cumprimento de eventuais mandados de busca e apreensão e aproveitaram a ocasião para conversar com o comandante da operação, coronel Nílson Maciel.
Como O DIA publicou com exclusividade, a juíza do plantão judiciário de sábado, Renata Palheiro Mendes de Almeida, expediu ordens de busca e apreensão genéricos que autorizavam os militares a vasculharem casas em 29 pontos da comunidade em busca de armas e drogas até domingo. A operação do Exército na terça-feira assustou moradores com mensagem em carro de som, orientando a população a agir com educação. “Qualquer ação contrária será considerada como ato hostil e receberá a resposta necessária”, dizia.
Militares arrombaram quatro casas
Por duas horas e meia, militares vistoriaram casas e comércios na Rua Joaquim de Queiroz. Quatro domicílios foram arrombados pois não haviam moradores na hora. Vizinhos assinaram documento como testemunhas da invasão aos imóveis. Tudo foi filmado e fotografado pelos militares.
Com o mandado de busca e apreensão nas mãos, 150 homens do Exército e Polícia Civil contaram com a ajuda de três cães farejadores e um helicóptero do Exército. Apesar do aparato, nada foi encontrado na área revistada.
Cerca de 30 casas vasculhadas
A ação da Força de Pacificação, ontem, não causou espanto na população do complexo. Segundo um morador que não quis se identificar, a abordagem às famílias dentro das casas foram tranquilas, sem intimidação. “O oficial bateu na porta da minha casa e leu todo o mandado para mim. Entrou, olhou os cômodos e foi embora”. Aproximadamente 30 casas foram vasculhadas. Em uma delas, o Exército encontrou dificuldade para abrir o portão e chegou a usar ferramentas. Um vizinho informou que a casa estava vazia, pois a dona estaria trabalhando e só voltaria à tarde. Os militares desistiram.
A demolição da fábrica da Skol, na Avenida Itaoca,no Alemão, foi finalizada. No local, serão construídos 500 apartamentos para famílias que moravam em condições precárias.
Juiz condena mandados
O juiz João Batista Damasceno, integrante da Associação Juízes para a Democracia, condenou a ação do militares e o Judiciário. “Essa medida é inconstitucional e os militares estão agindo como marginais, porque estão à margem da lei. O Código de Processo Penal diz que o mandado deve indicar com a maior precisão possível a casa em que a diligência será feita e com o nome do morador”.
Na avaliação do magistrado, o Exército e o Judiciário cometeram arbitrariedade. “O Judiciário foi criado para garantir os direitos dos cidadãos e a polícia, a segurança. Se o Judiciário está com a polícia, quem vai garantir os direitos desses moradores?”, questionou. “Coisa pior só vi quando os juízes expediam mandados de prisão em branco na época da ditadura para que a Polícia do Exército os preenchessem com as informações de quem encontrassem”, contou.
Revista longe dos olhos da imprensa
Homens do Exército realizam na manhã desta quinta-feira revista a moradores do Complexo do Alemão na Zona Norte. Carros, comércios e pedestres são parados pelos militares. A imprensa não foi autorizada a acompanhar o trabalho dos soldados.
De acordo com o major Bouças, porta-voz da Força de Pacificação, toda a ação é filmada e fotografada. O objetivo é resguardar os militares em caso de possíveis reclamações de moradores. Cerca de 150 homens das polícias militar, civil e Exército participam da operação, que visa cumprir mandado de busca e apreensão na comunidade.
Reportagem de Adriana Cruz e Angélica Fernandes