Rádio Blog do Ricardo Gama

sábado, 17 de setembro de 2011

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FARSA DAS UPP's: Gangue do Rolex age em Ipanema e no Leblon com hora e dia marcados

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Reprodução do Globo on line


RIO - Sábado, chova ou faça sol, no Leblon ou em Ipanema, entre 10h e 14h, uma dupla de assaltantes sai de motocicleta à caça de suas vítimas com um único objetivo: roubar relógios de grife. O GLOBO teve acesso aos 76 registros de roubos de relógios feitos de 1 de abril ao dia 5 deste mês na 14ª DP (Leblon) e descobriu que, nesses cinco meses, foram levados pelos bandidos 18 da marca Rolex, três da Breitling, dois da Baume & Mercier e um da Bulgari. Dezessete desses ataques foram aos sábados entre 10h e 14h.

O fato de os assaltos acontecerem num mesmo dia e horário chama a atenção para o assassinato do arquiteto Rômulo Castro Tavares, de 33 anos . Ele foi morto no dia 3 deste mês, um sábado, às 10h45m, na porta de casa, na Rua Prudente de Morais, em Ipanema, ao ser abordado por dois homens de moto. Rômulo estava com um Rolex ao ser assassinado. Procurada semana passada pelo GLOBO, a Divisão de Homicídios (DH) informou não ter conhecimento da relação entre os roubos de relógios e a morte do arquiteto. Na sexta-feira, no entanto, a polícia revelou que a gangue do Rolex é a principal suspeita do crime.

Vítimas: ladrão usa mochila e pistola PT-380

Outros indícios apontam para os ladrões de Rolex. O homem que atirou no arquiteto usava uma mochila preta e o tiro foi disparado com uma pistola PT-380. Outras vítimas contaram que o ladrão que as atacou também usava uma mochila. Duas delas, que conhecem armas e foram ouvidas pelo GLOBO, informaram que o criminoso usava uma pistola PT-380.

Diretor de Comunicação do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, Rodrigo Paiva foi um dos que não se esqueceram da arma usada pelo bandido, quando teve seu Rolex roubado, em 30 de julho, no Leblon:

- Eu tinha acabado de sair de um caixa eletrônico na Rua General Venâncio Flores. O bandido tirou a arma da mochila e encostou a pistola prateada na minha barriga. Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de ele ir direto no relógio. Ele queria o Rolex. Já fui assaltado seis vezes, mas, pela primeira vez, senti que o bandido não queria dinheiro.

Economista foi assaltado em praça de Ipanema

Assim como Rodrigo, mais seis vítimas ouvidas pelo GLOBO tiveram a mesma sensação: o objetivo do ladrão era levar o relógio.

- Quando soube da morte do arquiteto em Ipanema, logo me lembrei do meu caso - contou o economista Y. - Sei que fui escolhido nos dois minutos em que fiquei parado na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, decidindo com a minha mulher o que comprar na padaria. Foi ali que o bandido viu o meu relógio e me marcou. Ele desceu da moto com a mochila na frente. Pensei que quisesse alguma informação. Mas ele abriu a mochila, mostrou a pistola PT-380 e ordenou: "Me dá o relógio!".

Y. foi assaltado no dia 20 de agosto, às 12h50m. Ele descreve o bandido como um homem forte, acima do peso, com altura entre 1,65 e 1,70 metro. A descrição bate com as informações prestadas pelas demais vítimas.

- Esse assaltante é profissional. De longe, ele percebeu que o relógio era legítimo - comentou o economista.

Motociclista, Y. aprova a Operação Barreira, desencadeada pela polícia para combater o uso de motos em assaltos:

- Com a criação das UPPs, era óbvio que os bandidos iriam para o asfalto assaltar.

A hipótese de tentativa de assalto no caso do arquiteto é uma das principais linhas de investigação da DH. Em imagens captadas pelo circuito de câmeras de um prédio vizinho, vê-se que o assassino de Rômulo estava na garupa de uma moto e já seguia o carro da vítima. Uma testemunha contou que o bandido se posicionou na frente do arquiteto, abriu uma mochila preta e, em seguida, fez o disparo. Enquanto o arquiteto caía com um tiro na barriga, o assassino voltou para a moto e fugiu.

Uma outra vítima levantou a hipótese de os bandidos aguardarem o alvo na porta de casa. Nesse caso, a loja onde foi adquirido o relógio estaria sob suspeita, pois o comprador fornece o endereço.

- Eu havia comprado o relógio quatro dias antes de ser assaltado - comentou o empresário X. - O bandido me abordou quando eu parava o carro em frente ao portão da garagem. O ladrão bateu no pulso dele, sinalizando que queria o meu relógio. Fui assaltado no sábado, por volta das 14h, na mesma rua do arquiteto.

Criminosos atacaram também dentro de lojas

O engenheiro Z., já teve seis Rolex roubados e não acredita que os criminosos esperem as vítimas em casa.

- Da última (20 de agosto, no Leblon), o porteiro achou que o bandido já estava nos esperando. Mas acho que foi aleatório.

Os assaltos na região estão deixando moradores em estado de alerta. Entre os casos levantados pelo GLOBO, três chamam a atenção. Os assaltantes atacaram as vítimas dentro de lojas.

- O bandido entrou na loja sem se incomodar com as câmeras - contou um comerciante que viu dois clientes serem assaltados em sua loja.

Em relatórios de análise de roubos em geral praticados por bandidos em motocicletas, feitos pela 14ª DP (Leblon), constata-se que os assaltantes trocaram a quarta-feira pelo sábado. De maio a julho deste ano, a maior parte (24%) dos casos em que bandidos usaram motos ocorreu nas quartas-feiras. No mês passado, a maior parte (22%) aconteceu nos sábados.

- Já estamos investigando de forma cuidadosa os roubos em que são utilizadas motocicletas - disse o delegado titular da 14ª DP, Gilberto Ribeiro.

A partir da descoberta do GLOBO sobre a gangue do Rolex, que age com dia e hora marcados, a polícia vai investigar o caso, a fim de chegar também ao receptador. O delegado pede a quem tiver qualquer informação que telefone para o Disque-Denúncia (2253-1177).

Após a morte do arquiteto, o comandante do 23º BPM (Leblon), tenente-coronel Frederico Caldas, informou que, no mês passado, houve 120 roubos a transeuntes na área do batalhão, enquanto no mesmo mês de 2010 foram 97 (um aumento de 23,7%). Perguntado se havia recebido a informação de que o sábado era o dia preferido dos criminosos, Caldas disse que não:

- Nunca soube de quadrilha específica de roubo de relógios.

Os relógios Rolex custam de R$ 11 mil a R$ 100 mil.













DESCASO TOTAL: Por causa de moscas, hospital da Uerj interdita salas de operação e suspende 16 cirurgias

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RIO - Uma infestação de moscas varejeiras causou a suspensão de 16 cirurgias marcadas para sexta-feira no Hospital Universitário Pedro Ernesto, que pertence à Uerj, em Vila Isabel. Por causa da invasão dos insetos, dez salas de cirurgia da unidade precisaram ser interditadas. Entre os pacientes que esperaram pelas operações havia vítimas de tumor cerebral, doenças cardíacas e urológicas. A assessoria de imprensa do Pedro Ernesto informou que a direção da unidade ainda não sabe as causas da invasão das varejeiras. Duas investigações internas foram abertas ontem para tentar identificar a origem do problema.

De acordo com o infectologista Alberto Chebabo, é inadmissível que um centro cirúrgico tenha moscas. Segundo ele, o risco de contaminação do paciente é alto, caso o ambiente não esteja livre de microorganismos, como bactérias e fungos.

- A mosca transmite uma série de bactérias pelas patas. Ela pousa em material orgânico, muitas vezes está com coliformes fecais. Se a mosca pousa num paciente que está sendo operado, pode contaminá-lo e, dependendo do caso, causar uma infecção grave - diz Chebabo.

Segundo ele, o risco de uma complicação não é imediato:

- O paciente vai ter a cirurgia fechada e no pós-operatório pode começar a apresentar sintomas de infecção se a mosca tiver pousado na ferida - diz.

Instrumentos podem sofrer contaminação

Além de não ter moscas, os centros cirúrgicos, de acordo com Chebabo, têm uma série de regras de assepsia. A temperatura precisa ser mantida até no máximo 25 graus para, além de não estragar equipamentos, dificultar a presença de microorganismos. O ar-condicionado, com filtros, mantém o ar livre de fungos também.

- Se, num acidente, entrar uma mosca, é preciso matá-la. Mas ter várias moscas é inconcebível, o centro cirúrgico precisa ser fechado.

Presidente da Câmara Técnica de Infectologia do Conselho Regional de Medicina, Marília de Abreu diz que o risco para o paciente não é quando a mosca pousa nele. Segundo ela, o maior problema é a possível contaminação do material cirúrgico:

- Muito dificilmente uma mosca pousaria no paciente durante a operação, o cirurgião não permitiria. Mas, se houver uma quantidade grande de insetos, durante um tempo também grande, eles podem pousar repetidas vezes nos instrumentos cirúrgicos, que ficariam contaminados - afirma.

Segundo funcionários do hospital, as varejeiras começaram a aparecer há menos de um ano, depois do início de obras no quinto andar do prédio, onde fica o centro cirúrgico. Na sexta-feira, as salas de cirurgia amanheceram infestadas de insetos e os médicos decidiram que não tinham condições de trabalhar naquela situação.

- Muitas vezes, quando estamos fazendo uma cirurgia, precisamos apagar as luzes e jogar um pano com éter e algodão nas moscas para afastá-las. Damos o nosso jeito. Cada um faz o que pode - lamentou um médico, que preferiu não se identificar.

Uma outra médica, que também pediu para não ser identificada, contou que, na semana passada, uma equipe precisou paralisar a cirurgia de um paciente com tumor cerebral para poder afastar as moscas:

- A equipe ficou colocando uma compressa com éter na cabeça do paciente.

Ainda conforme os funcionários, o setor ímpar do centro cirúrgico - que tem oito salas - está fechado. Entre os dois setores da unidade, ainda segundo os médicos, há um local onde é feito o descarte de resíduos biológicos, como restos de tecidos humanos e algodão com sangue. Os funcionários desconfiam que as moscas são atraídas para este local, que não está totalmente isolado por causa das obras no andar.

- As obras estão ocorrendo sem qualquer isolamento. Os funcionários do hospital, os pacientes e os operários circulam pelo mesmo ambiente. Com isso, o local de descarte acaba atraindo as moscas, que voam para o outro lado do centro cirúrgico, que está em funcionamento - explicou um médico.

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze, a presença de moscas em unidades hospitalares é um indício de que a limpeza não tem sido feita de maneira adequada.

- A situação é complicada. Quando a mosca pousa numa lixeira ou na ferida de algum paciente, ela pode contribuir para a disseminação do micróbio pelo hospital - alertou Darze.

Unidade continua sem fazer cirurgias

Funcionários do Pedro Ernesto dizem que, há algumas semanas, um foco de moscas foi identificado depois que um dos operários deixou uma quentinha com restos de comida no setor em obras. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, porém, na sexta-feira, pela primeira vez, apareceram moscas no hospital. A direção informou ainda que as cirurgias suspensas não eram consideradas de urgência. Casos graves poderiam ser tratados na maternidade. Segundo a direção, o centro cirúrgico voltará a funcionar assim que o problema for identificado - o que o hospital espera que ocorra neste fim de semana.

Com 44 mil metros quadrados de área construída, o Pedro Ernesto, um hospital de alta complexidade, tem 525 leitos. Em média, faz 25 cirurgias de rotina e outras dez de urgência por dia.

COLABOROU Maria Elisa Alves














FARSA DAS UPP'S: DH investiga se traficantes teriam sido responsáveis por morte de jovem na Cidade de Deus

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Reprodução do Globo on line

RIO - Agentes da Divisão de Homicídios (DH) investigam se a execução de Gabriela de Freitas Amorim, de 24 anos, teria sido praticada por traficantes. A jovem foi atingida por quatro tiros na cabeça e no tórax, na madrugada de quinta-feira passada, na localidade conhecida como Quadra 13, na Cidade de Deus, em Jacarepaguá. Este foi o quinto assassinato registrado na comunidade após a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em fevereiro de 2009.

Em julho, uma adolescente, de 16 anos, foi morta com um tiro no rosto na região conhecida como Caratê. A assessoria de imprensa do Comando de Polícia Pacificadora (CPP) confirmou ter informações de que a jovem teria envolvimento com o tráfico, mas ressaltou que a investigação é de responsailidade da DH. Ainda de acordo com a assessoria, policiais da UPP Cidade de Deus foram acionados por moradores e levaram Gabriela ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde ela morreu.

De acordo com denúncias feitas por moradores à Ouvidoria do Ministério Público estadual, traficantes ainda atuam nas localidades conhecidas como Quadra 13, Quadra 15, Pantanal e Caratê, na Cidade de Deus. Na sexta-feira, dia 9, o comandante das UPPs, coronel Robson Rodrigues, admitiu que ainda há traficantes atuando na comunidade, onde são constantemente apreendidas drogas, armas curtas (pistolas e revólveres) e granadas.

Na ocasião, o coronel ressaltou que a população da comunidade vem colaborando com os policiais da UPP, passando informações sobre a movimentação de traficantes, que atuam de forma velada nas localidades citadas nas denúncias, mas que não circulam mais ostentando armas.













Vistoria do Detran: posto superlotado no Catete atrai motoristas até da Barra; espera passa de três horas, além de tumultuar o tráfego

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RIO - Diariamente, uma enorme fila de veículos começa a se formar logo cedo na Rua do Catete, fechando cruzamentos e causando transtornos ao trânsito. O caos no tráfego - reclamação constante de moradores e comerciantes - é provocado por carros e motos que passam horas parados na faixa da direita, aguardando a hora de entrar no posto de vistoria do Detran, no número 325 da via. Na falta de guardas, a fila é organizada pela funcionária da cooperativa de táxi que faz ponto no local. A situação, segundo os usuários, é causada pela demora no atendimento e pelas constantes paralisações no sistema de informática do Detran.

Procurado pelo GLOBO, o Detran informou que a fila de veículos na Rua do Catete acabou às 11h50m na sexta-feira e que o problema foi provocado pela falta de dois dos quatro vistoriadores. Ainda de acordo com o órgão, foram deslocadas sete pessoas para ajudar no trabalho, o que eliminou a fila.

Segundo taxistas do ponto, o problema é constante e começou no ano passado. Como os carros na porta do posto estavam atrapalhando o movimento no local, a solução foi destacar uma empregada da cooperativa para a função de "controladora" da fila, que é formada ao lado dos cones que delimitam o ponto da Táxi-Catete. Com isso, a operadora de rádio Rosângela Barbosa passou a trabalhar de colete e, com o auxílio de um cone, a organizar a entrada:

- Eu converso com jeito e peço aos motoristas que subam direto na calçada, deixando o ponto liberado.

De acordo com comerciantes e moradores, o problema é que a fila de veículos também bloqueia a entrada da Rua Almirante Tamandaré, o que costuma deixar o trânsito da área bastante complicado.

Segundo motoristas, por causa da demora no atendimento, há dias em que o tempo de espera ali ultrapassa as três horas. O copeiro Valdir da Silva, de 30 anos, enfrentou a fila na sexta-feira pela segunda vez na semana. Na quinta-feira, ele já passara três horas e meia esperando. Como o vistoriador fez uma exigência, Valdir teve que voltar no dia seguinte.

Há quem reclame também de outras duas dificuldades: conseguir datas para vistorias e locais perto de casa. O aposentado Luiz Esteves, de 69 anos, é morador da Barra, mas só conseguiu vaga para fazer a vistoria no posto da Rua do Catete. Ele chegou uma hora antes do horário marcado e ficou meia hora na fila do lado de fora. Do lado de dentro, esperou ainda 20 minutos:

- O serviço é péssimo. No posto perto da minha casa, só havia vaga em novembro.












Edmundo impune provoca indignação; especialistas criticam morosidade de processos que prejudica a Justiça

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Reprodução do jornal O Globo

RIO - A Associação de Parentes, Amigos e Vítimas de Trânsito (Trânsito Amigo) criticou na sexta-feira a morosidade da Justiça na análise de processos como o do jogador Edmundo, que teve a pena de quatro anos e quatro meses de prisão extinta pelo Supremo Tribunal de Federal (STF) por ter prescrito , no último dia 12. Em 1995, Edmundo se envolveu num acidente de trânsito na orla Lagoa em que três pessoas morreram e três ficaram feridas.

- Um caso desses transmite a mensagem de que a vítima de acidente de trânsito é um cidadão de segunda categoria. Chega a ser uma agressão a própria sociedade por transmitir a ideia que acidentes são imprevisíveis. E não é verdade - diz Fernando Pedrosa, ex-coordenador do Programa de Redução de Acidentes de Trânsito do Ministério dos Transportes e diretor-fundador da Trânsito Amigo.

Em razão do acidente, Edmundo só foi preso duas vezes, que somaram 42 horas de detenção. O caso chama atenção. Há antecedentes de uma ação bem mais rigorosa da Justiça até na punição de delitos bem mais brandos que um crime de morte. Só para citar um exemplo, Caroline Pivetta da Mota, que com a ajuda de amigos pichou em 2008 uma parede da 28ª Bienal de São Paulo, no Masp, passou 53 dias na prisão e foi acusada de formação de quadrilha e danos ao patrimônio público.

No Rio, outros casos graves, que tiveram grande repercussão, permanecem impunes. Em 26 de junho de 2005, Ioannis Papareskos, que tinha acabado de sair de uma boate, perdeu o controle da sua picape, que estaria em alta velocidade, atravessou a pista da Avenida Vieira Souto, em Ipanema, chocou-se com a guia da calçada do canteiro central, destruiu dois coqueiros e atingiu o carro do aposentado Cláudio Mazzei Moniz, de 77 anos, que morreu no acidente. Segundo testemunhas, Ioannis exalava cheiro de álcool, mas ele afirmou que havia dormido ao volante. Dois anos depois, ele foi condenado por homicídio culposo (não intencional) a quatro anos de detenção, em regime aberto, e teve a habilitação suspensa. Mas o juiz decidiu que ele não ficaria preso e propôs uma pena alternativa de prestação de serviços à comunidade. Ioannis está recorrendo no STJ.

Atropelamento de filho de atriz ainda sem definição

Outro caso que ainda aguarda punição é o de Rafael Bussamra que sequer foi julgado em primeira instância. Ele dirigia o carro que atropelou Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, em julho de 2010, no Túnel Zuzu Angel . Em agosto, passados 13 meses do acidente, a Justiça adiou uma audiência de instrução que determinaria se Rafael seria julgado por homicídio doloso (com intenção de matar), o que o levaria à júri popular. A defesa alegou ausência de peças importantes nos autos, como os DVDs com as imagens captadas pelas câmeras do túnel.

O processo contra o ex-jogador prescreveu após 13 manobras da defesa de Edmundo que protelaram a decisão final. O procurador-geral da OAB-Rio, Ronaldo Cramer, diz que os recursos são legítimos. E que cabe à Justiça dar celeridade aos processos.

- O Supremo Tribunal Federal (STF) nada mais fez no caso do Edmundo do que aplicar o que a lei determina. O que não seria possível é um réu ficar nessa posição por um prazo indefinido, sem uma manifestação se ele é culpado ou inocente - avaliou Ronaldo.

As regras para a prescrição de penas que determinam a privação de liberdade estão previstas no Código Penal. O prazo varia de acordo com a sentença. Para os advogados de Edmundo, ele se enquadra no prazo em que a prescrição ocorre em oito anos, a contar da primeira sentença, que foi em 2007. O MP ainda poderá recorrer da decisão no colegiado do STF.

- Quando a Justiça é morosa para decidir, acaba em impunidade. Isso é ruim para todo mundo - criticou Armando de Souza, ex-presidente da Comissão de Trânsito da OAB e membro do Instituto dos Advogados do Brasil.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não se manifestou sobre o caso por não comentar decisões tomadas em instâncias superiores.


CAOS TOTAL !!! Cracolândia afeta até funcionamento de trens

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Reprodução do jornal O Dia On line



Rio - A cracolândia no entorno das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Manguinhos, na Zona Norte, não causa transtornos apenas para a empreiteira responsável pela intervenção e moradores. Motoristas que trafegam pela região e até passageiros de trens sofrem as consequências. A SuperVia admite que as composições reduzem a velocidade à metade quando passam no trecho para evitar atropelamento de viciados sob efeito do crack.

Ainda segundo a empresa, isso aumenta o tempo de viagem e prejudica o passageiros. Motoristas temem que viciados atravessem repentinamente a via ou que haja ataques de bandidos. A SuperVia explicou que uma série de medidas foi tomada para evitar acidentes com os viciados na linha férrea. Uma delas é a redução da velocidade dos trens, de 60 km/h para 30 km/h no trecho de Manguinhos. Mesmo assim, este ano, uma pessoa foi atropelada.

Outra prevenção é quanto aos acessos clandestinos. A SuperVia fecha, por mês, média de quatro buracos de passagens ilegais na malha do Rio — ao todo existem hoje cerca de 30 buracos no trecho de responsabilidade da empresa. O gasto para o fechamento dos buracos chega a R$ 450 mil por ano. De 4 buracos fechados por mês, 3 são reabertos.

Em nota, a SuperVia informou que ‘os danos causados ao passageiro são possíveis atrasos e cancelamentos de viagens’. Desde terça-feira, O DIA vem denunciando o drama de viciados em crack em Manguinhos e os crimes praticados a poucos metros de uma das principais obras do PAC.

A situação numa das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio preocupa o Ministério das Cidades, em Brasília. Em nota, o órgão diz que vai encaminhar ofício ao governo estadual pedindo esclarecimentos sobre ‘as providências que estão sendo adotadas’. Já o Ministério do Trabalho anunciou que fará inspeção no canteiro de obras do PAC na região, para verificar as condições de trabalho no local.

Entregas em área limitada

Caminhões de entrega de mercadorias, veículos constantemente assaltados na região, deixaram de passar pelo local. “Somos proibidos pela empresa. O carro tem GPS, e somos cobrados se avançarmos na área”, conta motorista de uma empresa de bebidas.

Comerciantes confirmam. “Precisamos fazer carreto particular para buscar bebidas em depósitos”, revela a dona de um bar que funciona na região.

Motoristas evitam passar pelo local com medo. “Só passo aqui no limite da velocidade. Só não passo mais rápido por conta das obras, que reduziram o espaço dos carros”, explica Maria Fernanda Santos, 29.















Nos bondes de Santa Teresa do Rio, não se salvam nem os trilhos

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Reprodução do jornal O Dia on line


Rio - Menos de um dia após ser anunciado presidente da Central Logística, que administra os bondinhos, Eduardo Macedo foi enfático com o que presenciou em visita a Santa Teresa: “Todo sistema está comprometido desde os trilhos, as oficinas, o trabalho humano, os bondes, o processo do trânsito. Há a precariedade dos bondes e dos equipamentos”.

A primeira agenda oficial do substituto do advogado Sebastião Rodrigues, cujo nome foi revelado pelo ‘Informe do DIA’ será fora do País. Ele estará na comitiva que terça-feira chega a Portugal para fechar acordo com a empresa Carris — administradora dos bondes de Lisboa —, que será contratada para recuperar os do Rio. A Carris foi fundada aqui em 1872. Depois levou sua tecnologia a Portugal.

Pesquisa em Portugal

Segundo Macedo, o investimento para renovar todo sistema, incluindo trilhos, equipamentos e qualificação da mão de obra, será de aproximadamente R$ 30 milhões. “Em Lisboa eles conseguiram modernizar com tradição”, disse o governador Sérgio Cabral, ao sair do 6º Encontro Empresarial Brasil-Portugal, em Copacabana.

Os dados levantados em Portugal serão entregues ao governador. O prazo para a conclusão do relatório da intervenção feita pelo Detro é de 15 dias. Além de Macedo, estão na comitiva mais três pessoas ligadas à Central Logística e ao Detro.

Na volta de Lisboa, eles vão se reunir com a Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast). Em nota, a entidade criticou a escolha de Macedo, que não tem experiência em transporte: “Esta nomeação não passa de embuste para a imprensa e a opinião pública”.

Oficina sem água potável

A quantidade de causas trabalhistas é um dos problemas que o grupo interventor do bonde de Santa Teresa está enfrentando e pode atrasar a conclusão do relatório sobre o transporte. Na quinta-feira, o grupo foi comunicado que a única subestação de energia que alimenta o sistema seria penhorada para o pagamento de dívidas trabalhistas.

Foram lavrados 17 autos de infração pelo Ministério do Trabalho. Os motivos vão desde a falta de água potável para os funcionários , passando pela falta de programa de treinamento até a não realização do exame de admissão exigido pela legislação.

'A situação é muito crítica'

Dos 215 acidentes com bondes em Santa Teresa entre 2001 e 2011, 27% foram com passageiros pendurados. Dado que, segundo o engenheiro Eduardo Macedo, preocupa e sugere que a mudança do modelo jardineira é importante para a segurança dos usuários. Ex-diretor da Docas, presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais e duas vezes secretário em Três Rio, Macedo foi duro ao falar sobre as oficinas do transporte: “A situação está crítica”.

1. Quando o bonde vai voltar a funcionar?
— Não posso responder. Vamos trabalhar diuturnamente no sentido de resgatar essa história, que é um orgulho para a população. Mas precisar uma data é muito difícil. A situação é muito crítica. Com o relatório (do Detro) a gente inicia uma tomada de posição. Todo sistema está abandonado e precário desde o trilho, as oficinas, ao trabalho humano, os bondes, o processo do trânsito no bairro, a precariedade dos bondes, trilhos e equipamentos. Isso eu não posso negar. Não posso negar o óbvio.

2. Está decidido a tirar as grades dos bondinhos e deixá-los fechados como em Portugal?
— Existe um estudo para que isso aconteça. Essa sugestão consta no relatório. Há uma proposta no documento que vai ser entregue ao governador para que se instale um sistema que tenha um estribo articulado, para eliminar as pessoas penduradas. Afinal, a prioridade é a segurança de quem usa o bonde.

3. O senhor já sabe quanto o governo tem de recursos financeiros para a reforma dos bondes?
— Essa verba terá o intermédio do Detro, mas são aproximadamente R$ 30 milhões. Dinheiro que será usado para o pleno funcionado do sistema, que abrange a oficina, os equipamentos de socorro, contratação e capacitação de funcionários.

Espetáculo de luz para emoldurar os Arcos da Lapa

Quem for à Lapa durante a noite vai poder assistir a um show de cores e luzes. A nova iluminação dos Arcos — que passou pelo primeiro teste nesta sexta-feira — promete trazer mais charme e turistas para o ponto boêmio da cidade. Assinado pelo expert em iluminação Peter Gasper, o projeto utiliza lâmpadas em LED e define as formas geométricas do monumento em cujo topo passam os trilhos do bonde de Santa Teresa.

As cores e o jogo de luzes vão variar para acompanhar motivos festivos e datas comemorativas. Uma outra novidade é a possibilidade de detectar remotamente falhas no sistema de iluminação ou roubo de cabos.

A Secretaria Municipal de Conservação informou que a nova iluminação será controlada por sistema informatizado que facilita a gestão remota. Da mesma forma que o monumento ao Cristo Redentor, o telecontrole eletrônico poderá ter seu funcionamento acompanhado em tempo real e permitirá seu acionamento de um computador ou celular.

O projeto está sendo elaborado em parceria com o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).













Contradições marcam caso de menina baleada na Vila Cruzeiro

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Reprodução do jornal O Dia on line



Rio - Na linha de frente dos recentes confrontos entre militares da Força de Pacificação e traficantes no Complexo do Alemão, moradores voltaram a sofrer com o fogo cruzado, na manhã desta sexta-feira. Por volta das 7h, F., 7 anos, foi atingida na panturrilha esquerda por estilhaços de tiro de fuzil, que, segundo a Polícia Civil, foi disparado por soldado do Exército. O incidente ocorreu após uma suposta troca de tiros na Rua 9 da Vila Cruzeiro, onde, há duas semanas, o Exército filmou a venda de drogas.

“Já é possível afirmar que o tiro (que atingiu a menina) partiu do fuzil dos militares”, disse o delegado titular da 22ª DP (Penha) José Pedro Costa da Silva, após perícias no local feitas por Polícia Civil e Exército. Dois inquéritos foram instaurados para apurar os fatos.

Cápsula deflagrada

O Exército sustenta a história de que o incidente ocorreu após troca de tiros com um traficante de drogas. No local, a perícia encontrou uma cápsula deflagrada de pistola 9mm, que seria do bandido abordado durante fuga.

F. seguia com o irmão, de 10 anos, para a escola. Ele contou que apenas um tiro foi disparado. “Dois trabalhadores subiam correndo pelo beco quando vi o ‘Exército’ apontando a arma. Eles (militares) atiraram, e vi a perna da minha irmã sangrando. Senti muito medo naquela hora”, revelou D.

A mãe de F. confirmou a versão do filho e disse ainda que os militares teriam se recusado, num primeiro momento, a socorrer a menina.

“Eles disseram que precisaríamos de um carro para levá-la. Eu disse que eles que atiraram e teriam que resolver. Foi quando a encaminharam para o (Hospital Estadual) Getúlio Vargas”, disse M., 32.

F. foi medicada, liberada pouco depois e passa bem. Contudo, os fragmentos da bala não foram retirados. A cirurgia poderia provocar sequelas, segundo o hospital.

Mãe pensa em se mudar

‘Ainda estou em choque. Nem sei o que faria se tivesse perdido minha filha. Eu e meus filhos estamos com medo’, revelou M., horas após a criança ser baleada. Para a mãe, a convivência com militares era tranquila. Agora, ela pensa em sair da comunidade, para onde se mudou há um ano. Antes, morava na Chatuba, vizinha à Vila Cruzeiro.

“O traficante sacou pistola e atirou contra os militares”, disse o capitão Rodrigo Sobral, relações públicas da Força de Pacificação. O bandido fugiu, deixando sete papelotes de cocaína e uma trouxinha de maconha.

Há duas semanas, o Complexo do Alemão viveu dias de terror com protestos de moradores e ataque de bandidos à Força de Pacificação. Bandidos atacaram dos Morros da Baiana e do Adeus, vizinhos ao complexo.















O TODO PODERESO !!! STJ anula investigação da PF contra a família Sarney

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Reprodução da Folha de São Paulo


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou todas as provas obtidas pela operação da Polícia Federal que investigou os negócios do empresário Fernando Sarney e outros familiares do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

A decisão da 6ª Turma do STJ foi unânime e devolve as investigações à estaca zero. Escutas telefônicas, extratos bancários e documentos fiscais obtidos pela PF não poderão ser usados para processar ninguém, de acordo com a decisão.

Os ministros do STJ entenderam que os grampos que originaram as quebras de sigilo foram ilegais.

O STJ também anulou neste ano provas obtidas pela PF ao investigar os negócios da construtora Camargo Corrêa e do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.

Batizada inicialmente de Boi Barrica, nome de um grupo de folclore maranhense ligado à família Sarney, e depois rebatizada como Faktor, a operação da PF foi deflagrada em 2007 devido à movimentação atípica de R$ 2 milhões na conta de Fernando Sarney e da mulher dele, Teresa. O empresário é filho do presidente do Senado.

Durante a investigação, a PF encontrou indícios de tráfico de influência em órgãos do governo federal, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Fernando Sarney sempre negou todas as acusações feitas pela PF.

Entre 2009 e 2010, a Folha publicou trechos de diálogos gravados pela PF na operação. As conversas mostravam que Fernando Sarney tinha influência sobre a agenda do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

SARNEY E ROSEANA

Sarney e sua filha, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), aparecem nas interceptações telefônicas tratando com Fernando Sarney e outras pessoas de nomeações para cargos estratégicos no governo Lula.

As escutas se estenderam por pelo menos por sete meses. Os diálogos levaram a Justiça a autorizar a quebra dos sigilos fiscal, bancário, telefônico e dos e-mails de dezenas de pessoas, entre elas Fernando Sarney.

Agora, o STJ entendeu que houve "carência de fundamentação" na decisão que autorizou as escutas.

De acordo com os ministros, o grampo telefônico deve ser uma "exceção" e só pode ser autorizado depois de os investigadores esgotarem os demais recursos.

Na avaliação do STJ, a Polícia Federal e o Judiciário do Maranhão não exibiram justificativas suficientes para as interceptações telefônicas.

DECISÃO

A decisão do STJ foi tomada a pedido de João Odilon Soares, um funcionário do grupo de comunicação controlado pela família Sarney que também aparece como sócio de uma empresa da família que, segundo a PF, foi usada para lavar dinheiro.

Sua defesa é feita pelo advogado Eduardo Ferrão, o mesmo que representa a família Sarney. Procurado ontem, Ferrão não retornou as ligações. Por analogia, a decisão se estende a todos os investigados pela PF.
O Ministério Público Federal ainda pode tentar derrubar a decisão, recorrendo ao próprio STJ e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Em agosto do ano passado, a Folha revelou que o TRF (Tribunal Regional Federal) decidira anular a interceptação de e-mails pela operação Faktor atendendo a Odilon e seu advogado.

Entre as mensagens interceptadas pela polícia que foram anuladas pelo STJ, uma indicou remessa de dinheiro de Fernando Sarney para o exterior, o que ele sempre negou.











Dilma Rousseff defende nomeações políticas até de José Sarney ???

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Reprodução da Folha de São Paulo


A presidente Dilma Rousseff aproveitou ontem a posse do novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, para responder a críticas de que teria privilegiado a vontade de aliados políticos na escolha.

O nome do novo ministro foi apontado por deputados do PMDB e indicado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

"Escolhas políticas não desmerecem nenhum governo. É com políticos e partidos políticos, com técnicos e especialistas, que se governa um país complexo como o Brasil", afirmou Dilma.

O novo titular do Turismo disse ter ficado "assustadíssimo" com o convite para assumir a pasta.

A posse foi acompanhada por fotógrafos e cinegrafistas e fechada para o restante da imprensa. Vieira comentou o evento discreto. "Eu prefiro que a chegada seja simples, para que a saída seja cheia do [sentimento de] dever cumprido", disse o novo ministro. Vieira afirmou que "o medo facilitou a decisão".

Ele, que é da área da educação, brincou que "não teve oportunidade de opção" sobre qual pasta ocupar.

Durante seu discurso, reforçou que as áreas não são distantes. Dilma também citou os pontos em comum entre Educação e Turismo.

O vice-presidente Michel Temer não foi à posse. Entre os integrantes do PMDB, estavam Sarney e o também senador Renan Calheiros (AL). O presidente do partido, Valdir Raupp (RO) e o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN) não participaram.

O ministro demissionário, Pedro Novais, também não compareceu. A presidente Dilma citou seu nome apenas uma vez, ao agradecer sua participação no governo.

Ele deixou o cargo após revelações da Folha de que usou dinheiro público para pagar funcionários privados.

Tanto a presidente quanto o novo ministro citaram como desafios para a pasta a expansão do turismo interno no Brasil e os eventos internacionais dos próximos anos, como a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Dilma citou o crescimento de voos domésticos no país.











Lula fica nervoso e sai em defesa de Haddad após ministro ser vaiado

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Reprodução da Folha de São Paulo

O ex-presidente Lula socorreu ontem o ministro Fernando Haddad (Educação), seu pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PT, de vaias de estudantes que protestavam por mais investimento público no setor.

Ele fez um discurso agressivo em defesa do afilhado, que foi hostilizado por cerca de 20 manifestantes ligados ao PSOL e ao PSTU em solenidade pelos cinco anos da Universidade Federal do ABC, em Santo André.

O ato oficial teve tom de campanha por Haddad, que foi elogiado em discursos, mas ouviu vaias e coro em defesa da aplicação de 10% do valor do PIB em educação.

Irritado com o protesto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou a gestão de Haddad e repreendeu os estudantes, sugerindo que as vaias tinham fim eleitoral.

"Eu duvido que na história deste país um ministro da Educação tenha se dedicado 10% do que este rapaz se dedicou", afirmou ele.
Ele ironizou o mote dos estudantes, que pediam a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto do país em educação: "Esta proposta é nova. Até ontem, a faixa era de 7%".
"Se esses jovens tivessem feito a reivindicação no meu governo, possivelmente teriam sido atendidos", disse.

"Gritar é bom, mas ter responsabilidade é muito melhor. Precisamos caminhar para ter 10% do PIB na educação, mas essas coisas não acontecem porque os cidadãos se sentem no direito de gritar", continuou Lula.

"Não adianta chegar para a mãe e falar 'Me dá dez pilas'. A mãe não dá e depois ele fala que a mãe é babaca. Mas ele não perguntou se a mãe tinha o dinheiro."

O ministro também reclamou dos manifestantes, que gritavam em coro: "Haddad, eu não me engano, 7% é proposta de tucano".

"Eu queria saudar os estudantes do PSTU e do PSOL e pedir uma salva de palmas para eles", disse.

Sem conseguir interromper o protesto, ele atacou a imprensa e disse que os estudantes estariam servindo à "direita conservadora".

"Eu contei 20 editoriais de um só jornal contra a expansão da universidade pública. Infelizmente, a direita conservadora conta muitas vezes com apoio da esquerda conservadora para impedir o progresso do nosso país."

Os estudantes já haviam vaiado Haddad no início da semana, na Faculdade de Educação da USP.

O ministro, que nunca disputou uma eleição, foi nomeado por Lula em 2006 e ficou no governo Dilma Rousseff a seu pedido. Ele oscila de 1% a 2% de intenções de voto nos cenários da pesquisa Datafolha feita em 1º de setembro.
Antes de discursar, ele foi apresentado pelo deputado federal Vicentinho (PT-SP) como "um dos melhores ministros da história do Brasil".











BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO : Promotor aconselha policial a melhorar sua mira para matar ladrão

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Reprodução da Folha de São Paulo


"Bandido que dá tiro para matar tem que tomar tiro para morrer. Lamento, todavia, que tenha sido apenas um dos rapinantes enviado para o inferno. Fica aqui o conselho para Marcos Antônio: melhore sua mira..."
O texto é do promotor Rogério Leão Zagallo, do 5° Tribunal do Júri de São Paulo.

Foi escrito numa manifestação na qual pediu, em março deste ano, o arquivamento do inquérito que investigava as circunstâncias em que o policial civil Marcos Antônio Teixeira Marins havia matado um homem que, ao lado de um comparsa, teria tentado roubar o carro que dirigia.

Na versão do policial civil, a dupla tentou atirar nele, motivo pelo qual reagiu.

"O agente matou um fauno que objetivava cometer assalto contra ele, agindo absolutamente dentro da lei", escreveu o promotor em sua manifestação, comparando o suspeito morto no episódio ao ser da mitologia romana meio homem meio animal.

As polêmicas observações feitas por Zagallo são alvo agora da Corregedoria do Ministério Público. O procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella Vieira, não quis comentar o caso.

O pedido pelo arquivamento da apuração das circunstâncias da morte do suspeito foi aceito pela Justiça.

Dessa forma, o policial civil não foi processado por homicídio doloso -quando há intenção de matar.

Zagallo disse à Folha não ter interesse em falar publicamente sobre o texto. "O que eu tinha para me manifestar sobre esse caso está escrito no documento. Não quero mais falar sobre isso", disse.
(ANDRÉ CARAMANTE)











O INCOMPETENTE do Julio Lopes na mira do Ministério Público

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CADEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIA NELE !!!

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Reprodução do jornal O Globo, coluna Ancelmo Gois












Sérgio Cabral vai gastar até R$ 10 mil para comprar plantas artificiais para gabinete do governador e salão VIP do Palácio Guanabara

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Com o seu luxo pessoal Sérgio Cabral não economisa, sem mais.

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Reprodução do Globo on line


RIO - O gabinete do governador Sérgio Cabral e o salão VIP do Palácio Guanabara terão em breve novos itens de decoração. A Secretaria da Casa Civil publicou no Diário Oficial de ontem um aviso para um pregão eletrônico de compra de "plantas artificiais customizadas e cachepot (um tipo de vaso)" para serem utilizados nos dois espaços da sede do governo estadual. O certame será realizado pela internet às 14h do dia 27 de setembro e, segundo o edital, o preço previsto é de R$ 10.094,81.

O texto do edital especifica as 14 plantas de plástico de oito tipos que serão colocadas no gabinete e no salão VIP. Há a previsão ainda de compra de 13 vasos, do tipo cachepot, de "vidro temperado transparente com 8 milímetros de espessura e acabamento de alumínio com pintura eletrostática com quatro rodízios de silicone".

Serão cinco palmeiras artificiais, de três tipos: uma fênix e duas leque, ambas com 1,8 metro de altura; e duas identificadas como palmeiras especiais, de 2,5 metros. Todas elas, de acordo com o edital, deverão ter o tronco natural. As outras plantas foram listadas com os nomes científicos de lanças gr; papiros com 18 hastes; pandunus com três bifurcações; e bambusa com nove hastes.












Sérgio Cabral anda fazendo queixa de Dilma Rousseff para Lula

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Reprodução do jornal O Globo. coluna Panorama Político