Até quando ?
Reprodução do jornal O Globo, coluna Ancelmo Gois
Rio - Um dos investigados pela Divisão de Homicídios na execução da juíza Patrícia Acioli com 21 tiros, o bicheiro Luís Anderson de Azeredo Coutinho foi flagrado em gravações telefônicas da Polícia Federal, em 4 de julho de 2009, dizendo a interlocutor que ‘uma bomba iria explodir em São Gonçalo’. Em outro trecho das escutas, autorizadas pela Justiça, o bicheiro acrescenta ‘que a pessoa que bate o martelo iria chorar lágrimas de sangue’.O documento da PF enfatiza que a prisão preventiva de Luís Anderson, por homicídio, foi decretada por Patrícia, que atuava na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. Uma das hipóteses investigadas pela Homicídios é que criminosos teriam criado consórcio para eliminar a juíza. No relatório de 2009 enviado pela PF ao Tribunal de Justiça, consta que o bicheiro demonstrou na ligação grande rancor da magistrada. O interlocutor, porém, alertou Luís Anderson de que ‘amigo’ seu que trabalhava na inteligência da Polícia Civil teria avisado que a juíza pedira prioridade na captura do bicheiro e que o telefone dele poderia estar monitorado. Dias após, em outra conversa, Luís Anderson disse que representaria contra a magistrada na Corregedoria da Justiça. O relatório da PF alerta, porém, que isso poderia ser blefe, já que ele soube que seu telefone estaria interceptado. Outra ameaça contra a juíza foi relatada em 17 de outubro de 2006 pelo namorado dela, o cabo Marcelo Poubel, na época seu segurança. Após investigação, eles descobriram que a ligação partiu de orelhão em frente a cabine da PM, próximo à estação das Barcas. A ameaça foi a Poubel, à juíza e a quem estivesse com eles. Ofícios relatam problemas Datados de 2007, ano em que o Tribunal de Justiça decidiu retirar a escolta da juíza Patrícia Acioli, há pelo menos dois ofícios dela relatando problemas sobre a sua segurança pessoal. Em fevereiro de 2007, a magistrada cita que a filha caçula estava em tratamento psicológico pela convivência com pessoas armadas no dia a dia. No mesmo documento, pede um quarto policial para a escolta. Em 18 de julho, relata que foi comunicada verbalmente sobre a decisão do TJ de retirar mais um policial de sua proteção, ficando apenas com dois seguranças se revezando 24h, e também o veículo da Corte que servia para o transporte dos policiais: “Não entende a magistrada viável a segurança apresentada”. Segurança ia à prisão visitar condenado Em 2001, um oficial da PM foi designado para fazer a segurança de Patrícia Acioli. A juíza, porém, informou ao tribunal que o policial visitava na cadeia outro militar que ela condenou por duplo homicídio. O oficial teria, ainda, ido ao julgamento comandado pela magistrada de um agente penitenciário — condenado a 77 anos e que seria autor de ameaças à juíza. A juíza denunciou o caso à Corregedoria da Polícia Militar, que não comprovou nada contra o oficial. Colaboraram: Felipe Freire, Maria Inez Magalhães e Vânia Cunha
BARRA MANSA - Manoel Francisco Alves, de 51 anos, foi sepultado nesta terça-feira, no Cemitério Parque São Francisco, em Barra Mansa, no Sul Fluminense. Ele morreu ontem, no Hospital Souza Aguiar, no Rio, onde estava internado desde o dia 12 de julho, quando fora baleado na testa durante um tiroteio entre dois assaltantes e policiais militares dentro do ônibus da linha 268 (Rio-Centro-Praça Quinze), na Avenida Presidente Vargas.
RIO - A secretaria municipal de Saúde informou nesta terça-feira que o adolescente Vítor Oliveira, de 16 anos, ferido no parque Glória Center na madrugada de domingo, morreu esta tarde em decorrência dos ferimentos. Ele estava internado em estado grave no Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio. Agora já são dois os mortos em decorrência de problemas em um brinquedo do estabelecimento, que feriu outra sete pessoas no último sábado . Maria da Glória Pinto e o filho dela, Leandro - proprietários do parque de diversões Glória Center -, negaram-se a responder, nesta terça-feira, às perguntas da delegada Adriana Belém, da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), que investiga o acidente. Segundo a delegada, eles disseram que só falarão em juízo, mas já foram indiciados pelo crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar. A pena dos acusados poderá variar de 12 a 30 anos de prisão. Adriana Belém está relacionando todas as perguntas que faria a Glória e Leandro para anexá-las ao inquérito. - Não sou assassina! Já fiz muita criança feliz.
Como todo jovem de 16 anos, Victor Alcântara de Oliveira tinha energia de sobra. Conseguia conciliar as aulas no Escola municipal Frederico Trotta, no Recreio, com as apresentações do seu grupo de dança funk, "Os anjinhos". No último fim de semana, ainda teve ânimo para encontrar os amigos para se divertir até de madrugada no Glória Center, montado em Vargem Grande. Atingido pelo carrinho que se soltou do brinquedo Tufão e matou na hora Alessandra Aguilar, de 17 anos, de quem era amigo, Victor morreu nesta terça-feira, tornando-se a quarta vítima da empresa. Há dois meses, Diogo Melo de Paiva, de 23 anos, funcionário do parque, morreu ao ser atingido na cabeça quando operava um brinquedo durante a Festa do Tomate, em Paty do Alferes. Em 2006, um menino de 14 anos também morreu quando tentava apenas se divertir.
O juiz Fábio Uchôa, um dos três magistrados designados para assumir os processos da juíza Patricia Acioli, morta com 21 tiros em uma emboscada na última sexta-feira (12), afirmou à Agência Brasil nesta terça-feira (16) que não dará trégua a policiais envolvidos em crimes. “Todo o servidor público que aproveita de sua função para praticar um crime, deve ser punido com mais rigor, sem dúvida nenhuma.”Uchôa assumiu hoje o comando de uma força-tarefa formada por três juízes e sete promotores da Justiça encarregados de atuar nos casos que estavam sendo julgados por Patricia, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. Ele disse desconhecer, até o momento, a causa da morte da colega. “Não sei exatamente a motivação do crime, mas os juízes normalmente são rigorosos.”
Patricia atuava no combate de milícias, grupos de extermínio e máfia de vans. Ela era conhecida por seu rigor nos julgamentos de autos de resistência (que é quando um suspeito acaba morto pela polícia durante suposto combate). Estima-se que ela tenha condenado mais de 60 policiais.
Cinco dias após a execução em Niterói da juíza Patrícia Acioli, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adiou ontem o julgamento de um pedido de proteção feito pela magistrada Fabíola Michelle Muniz Mendes, de Pernambuco, que diz ter sofrido ameaças no interior do Estado. Entre os processos que a magistrada decidiria estavam acusações de tortura e assassinato contra 19 policiais militares. Apesar de integrantes do CNJ terem lembrado do assassinato de Patrícia e de terem dito que ninguém pretendia reviver aquela situação, o conselheiro José Lúcio Munhoz pediu vista do processo, adiando a conclusão do caso. Não há previsão de quando a discussão será retomada.
Alegando que sofreu ameaças de policiais militares acusados de tortura, incluindo dois que chegaram a fazer a sua escolta, a magistrada de Pernambuco encaminhou um pedido de providências ao CNJ, solicitando ao conselho que determinasse ao Tribunal de Justiça de Pernambuco providências que incluíssem a proteção da Polícia Civil ou da Polícia Federal.
Conforme boletim de ocorrência registrado no dia 9 de junho na delegacia de Tabira, no sertão pernambucano, Michelle passou a receber ameaças desde que assumiu o caso contra os policiais militares - os 19 são acusados de matar e torturar dois agricultores em 1998. A situação teria chegado ao limite no dia 8 de junho deste ano quando, por volta das 18h, a magistrada voltava para casa com o marido, de carro, na PE-292, saindo de Sertânia. Sua escolta era feita por PMs, que teriam freado bruscamente no meio da rodovia e descido da viatura com armas apontadas para o casal.
O marido da juíza, Gustavo de Oliveira Melo, ao perceber que os policiais apontavam para o para-brisa, acelerou. Em depoimento oficial ao 23.º Batalhão da PM (Afogados da Ingazeira), o responsável pela escolta, o soldado Antônio Vicente da Silva Sobrinho, réu no processo julgado por Fabíola, relatou que o marido da juíza saiu em velocidade sem motivo aparente. De acordo com ele, a viatura só parou por causa de buracos na estrada.
"Se ela tinha, sob sua condução, processo criminal contra policiais militares, dos quais dois fizeram parte de sua escolta, era circunstância, para dizer o mínimo, constrangedora, senão temerária", afirmou o conselheiro do CNJ Ives Gandra ao conceder uma proteção liminar no mês passado. Ontem, os conselheiros decidiriam se a magistrada passaria ou não a contar com proteção em caráter permanente. Mas a votação foi interrompida pelo pedido de vista. A magistrada foi transferida de Tabira para São José do Belmonte, também em Pernambuco.
Niterói. O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, designou três juízes para acompanhar as investigações do assassinato da juíza Patrícia Acioli. O grupo deverá ter reuniões com o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.

Uma enquete feita pelo R7 Rio apontou que quase 72% dos internautas já foram assaltados em ônibus ou conhecem alguém que passou pela desagradável experiência.
Do total de pessoas que participaram da pesquisa, apenas 28% responderam não à pergunta: Você já foi ou conhece alguém que tenha sido vítima de assalto a ônibus?
No último dia 9, cerca de 20 passageiros de um ônibus que seguia para Duque de Caxias, na baixada, foram feitos reféns no centro do Rio de Janeiro. A ação durou pouco mais de uma hora, deixando seis feridos e três presos.
Reportagem do R7 revelou que o Estado tem 19 roubos em transporte coletivo por dia, segundo o ISP. A capital concentra 58,2% dos casos; área da Delegacia de Bonsucesso é a mais crítica
A estudante Alessandra da Silva Aguilar, de 17 anos, foi a terceira vítima do Glória Center Parque de Diversões. Em entrevista exclusiva à Rede Record, a família do jovem Diogo Melo de Paiva, de 23 anos, conta que o rapaz morreu em junho passado, quando operava um brinquedo em Paty do Alferes, na região sul fluminense.
Segundo a família de Diogo, um dos carrinhos do brinquedo despencou e atingiu a cabeça do rapaz, que teve traumatismo craniano. Ele trabalhava havia seis anos como operador no Glória Center sem carteira assinada. Para abafar o caso, segundo parentes de Diogo, a administração do parque ofereceu dinheiro para a esposa do rapaz.
A delegada Adriana Belém, titular da Delegacia do Recreio dos Bandeirantes (32ª DP), que investiga a morte de Alessandra, diz que o brinquedo que matou o rapaz em Paty do Alferes também estava em funcionamento no dia que em que a jovem de 17 anos morreu.
- O homem morreu no brinquedo chamado surf, que também estava em funcionamento aqui em Vargem Grande. Isso só mostra o posicionamento de que por onde o parque passa deixa um rastro de morte e lesão.
De acordo com a delegada, além de Alessandra e Diogo, o adolescente Robson Costa, de 14 anos, também teria morrido por conta das péssimas condições dos brinquedos do parque, que estava de passagem pelo bairro da Abolição, na zona norte do Rio. Ainda segundo Adriana, há também outras ocorrências com feridos em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
O R7 procurou a administração do Glória Center Parque de Diversões, que não quis se manifestar.
Assista ao vídeo:
Rio - Laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) aponta que somente dois dos 14 disparos que atingiram o ônibus da linha Praça XV - Duque de Caxias, sequestrado na noite do último dia 9, chegaram ao interior do coletivo. Informações do relatório preliminar apontam que os dois tiros passaram na altura dos bancos, sendo que um atravessou o veículo saindo para a rua. Além disso, o laudo aponto que nenhum tiro foi disparado pelos bandidos no interior do coletivo.
DO RIO - O corpo identificado como o do menino Juan Moraes, 11, será exumado às 13h de hoje, na Baixada Fluminense, a pedido dos advogados de defesa dos PMs acusados da morte do garoto.
O delegado da Polícia Civil Damasio Marino, que agrediu um cadeirante em São José dos Campos (91 km de SP), em janeiro, foi condenado ontem a três meses de detenção em regime aberto.

O Segundo Tribunal de Júri vai interrogar, em audiência marcada para às 14h desta quarta-feira (17), os dois réus envolvidos no caso do atropelamento do filho da atriz Cissa Guimarães, no dia 20 de julho de 2010. De acordo com a advogada da família da atriz, Letícia Lins e Silva, a expectativa é de que a audiência desta quarta-feira seja a última.
- Essa é a nossa expectativa, porém, em uma audiência, tudo pode acontecer.
Ainda segundo a advogada, a defesa teria pedido para que outras testemunhas sejam ouvidas e por, esse motivo, não deverá haver, durante a audiência, debates orais.
- O juiz, provavelmente, irá fazer o interrogatório para decidir sobre essas questões, e devido à complexidade do caso será pedido para que as partes apresentem as alegações por escrito.
Para Letícia, no entanto, a maior expectativa é a decisão em levar os réus Rafael Bussamra e o pai dele, Roberto Bussamra, a júri popular. Segundo a advogada, isso somente não irá acontecer se o juiz entender que o acidente não tenha sido doloso, ou seja, sem a intenção de matar.
- Se o juiz decidir levar o caso a júri popular, será marcada uma data de acordo com a conveniência do júri, porém não haverá mais nenhuma audiência. Sendo assim, acredito que o caso não se estenderá por muito mais tempo.