terça-feira, 16 de agosto de 2011

Documentos retirados de sala de juíza Patrícia Louriva Acioli morta em Niterói comprovam ameaças

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Vídeo comentário.



Link do vídeo no youtube.

O Tribunal de Justiça do RJ e Desembargadores foram desmascarados, todos mentiram, a conforme sempre disse a família da juíza assassinada, ela sempre pediu proteção, mas os "poderosos" desembargadores, data maxima venia, cagaram solenemente para a vida da juíza.

Será que dá processo isso, dizer que os desembargadores "cagaram solenemente" ?

Foram achados dezenas de ofícios hoje no gabinete da juíza onde ela suplica proteção ao Tribunal de Justiça, e aí ?

Com certeza, a preocupação do Tribunal de Justiça sempre foi com a obra bilionária em suas dependências feitas pela Delta Construtora, aquela que o dono, Fernando Cavendish, é amigo íntimo de Sérgio Cabral.

Com certeza, os desembargadores da cúpula do TJ também tem culpa na morte da juíza Patrícia Lourival Acioli, eles poderiam responder por omissão.

Esse é o Brasil, um país da VERGONHA e do DESCASO, até quando ?

Reprodução do site R7


O advogado contratado pela família da juíza Patrícia Acioli, assassinada na última quinta-feira (8) com 21 tiros no momento em que chegava em sua casa, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, revelou que documentos encontrados no gabinete da magistrada comprovam as ameaças de morte recebidas por ela nos últimos anos. Passa de cem o número de ligações para o Disque-Denúncia com informações sobre o assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli.

De acordo com o criminalista Técio Lins e Silva, a juíza enviou diversos ofícios ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) relatando os riscos que corria.

- As autoridades sabiam (das ameaças), a polícia sabia e a divisão de segurança do Tribunal de Justiça sabia. Tudo foi comunicado pela Patrícia ao longo dos anos.


Os papéis foram entregues à DH (Divisão de Homicídios), que investiga o crime. A Corregedoria da Polícia Militar informou que a juíza esteve no órgão uma semana antes de ser morta, mas não comentou sobre nenhuma ameaça de morte contra ela.


O advogado cita ainda um depoimento dado pela juíza à corregedoria da PM e um documento com relatos sobre uma ameaça descoberta em uma interceptação telefônica da Polícia Federal.


Segundo ele, "há ofícios dramáticos em que Patrícia pede providências" para a garantia de sua segurança. O TJ-RJ (Tribunal de justiça) alega que a magistrada abriu mão de sua escolta em 2007 e não voltou a pedir proteção.


Investigadores analisaram na segunda-feira (15) as imagens das câmeras do Fórum de São Gonçalo, onde Patrícia trabalhava. Dois homens em uma moto teriam feito uma tocaia e esperado o carro da juíza sair da garagem.

Ao ver o veículo na saída, eles teriam seguido para a casa da magistrada. No mesmo fórum, a comissão de três juízes criada para assumir provisoriamente os casos sob responsabilidade de Patrícia começou a estudar os processos. Uma audiência marcada para esta semana foi adiada para a semana que vem.

As câmeras do circuito interno de segurança do condomínio em Piratininga, região oceânica de Niterói, onde a juíza Patrícia Acioli foi assassinada no início da madrugada desta sexta-feira (12), não gravaram o momento do crime. A informação foi confirmada por policiais da DH, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

O juiz Fabio Uchôa, que considerou nula a segurança aos juízes um dia após a morte da juíza, foi escolhido para coordenar a comissão. Ele admitiu contar com uma equipe de segurança.

- Minha rotina vai continuar a mesma. Tenho meus mecanismos de segurança, que não ficaram mais rigorosos após o assassinato de Patrícia.

Ele se dedicará exclusivamente à 4ª Vara Criminal, local em que uma comissão do Conselho Nacional de Justiça acompanhará as investigações sobre o assassinato de Patrícia.

Em nota, a Anistia Internacional condenou a execução da magistrada e cobrou ações do governo brasileiro contra as milícias e grupos de extermínio.












Dois dias antes de execução de juíza Patrícia Acioli, policial civil denunciou existência de plano à PF

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Todas as autoridades sabiam que a juíza Patrícia Lourival Acioli estava ameaçada de morte, e por que não fizeram nada ?

Reprodução do Globo on line

RIO - As ameaças de morte à juíza Patrícia Acioli não eram um segredo. Dois dias antes do assassinato da magistrada - que aconteceu na última quinta-feira, quando ela chegava em sua casa, em Piratininga, na região oceânica de Niterói -, um policial civil da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) esteve na Polícia Federal para informar que havia um plano para executar a juíza, considerada linha-dura nos julgamentos contra PMs da banda podre de São Gonçalo. A própria Patrícia esteve, na semana anterior ao crime, na sede da Corregedoria da Polícia Militar, onde teria contado que estava sendo ameaçada por policiais do 7º BPM (São Gonçalo) e do 12º BPM (Niterói). O Disque-Denúncia recebeu, em 2009, duas informações de que ela corria risco. Na época, as denúncias foram repassadas para a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Patrícia foi morta na noite da última quinta-feira, na porta de sua casa, em Niterói, com 21 tiros.

Já uma informação recebida na segunda-feira pelo Disque-Denúncia (2253-1177) indica quatro detentos do presídio Ary Franco, em Água Santa, como os mandantes do assassinato da juíza. De acordo com o texto, presos da galeria C, ligados à exploração de máquinas de caça-níqueis em Niterói, São Gonçalo e Maricá, teriam planejado o crime. A denúncia ressalta ainda que o grupo teria como novos alvos um juiz federal de Niterói e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que presidiu a CPI das Milícias e divulgou o informe. O crime, segundo a denúncia, teria sido executado por dois bombeiros e por PMs do 7º BPM e do 12º BPM (Niterói). Até a noite de segunda-feira, o Disque-Denúcia recebeu 87 informações sobre o crime.

Churrasco teria comemorado morte

O teor da denúncia foi encaminhado aos setores de inteligência da Secretaria de Segurança, da Assembleia Legislativa (Alerj), do Tribunal de Justiça, do Tribunal Regional Federal, da PM e da Polícia Civil. Procurado pelo GLOBO, o juiz não foi localizado para comentar o suposto plano. Já o deputado Marcelo Freixo confirmou ter recebido uma cópia do documento, que cita a intenção do bando de usar até bazuca nos ataques:

- Esse é um assunto muito sério e o estado precisa atuar firmemente para evitar a repetição do que aconteceu com a juíza Patrícia Acioli. Sempre ouvi que esses bandos não teriam coragem para matar um juiz, mas isso aconteceu. É preciso tirar um aprendizado desse episódio lamentável em nome da memória de Patrícia - disse Freixo.













Artigo com críticas de desembargador causa polêmica no TJ

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Uma juíza foi assassinada e o Tribunal de Justiça tem parte de culpa, mas agora todos fogem das suas responsabilidades, e ficam magoados quando ouvem a verdade de um colega.

Uma coisa é certa, uma juíza, uma mulher de coragem, foi assassinada, e o Governo Sérgio Cabral e o Tribunal de Justiça tem uma aparte de culpa nesse crime.

Reprodução do jornal O dia on line

Rio - Um artigo do desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal, publicado segunda-feira em O DIA, causou polêmica no Judiciário. No texto dirigido ao atual e ao ex-presidente do TJ, desembargadores Manoel Alberto Rebêlo e Luiz Zveiter, Darlan acusa os magistrados de não terem dado proteção à juíza Patrícia Acioli. “Renuncie ao seu cargo. No mínimo será muito difícil seguir à frente do TJ com a morte de Patrícia em suas costas. Ela está agarrada ao seu corpo e ao de seu antecessor, como uma chaga pestilenta”, disparou Darlan.

As críticas inflamaram os ânimos no tribunal. “Fui acusado de quase ser um dos executores do assassinato”, rebateu o presidente do TJ. Em votação unânime, os 25 desembargadores do Órgão Especial do TJ fizeram moção de apoio a ele. A afirmação de que “o Judiciário não realiza, por sua conta, qualquer controle, não monitora seus inimigos: é um Poder-banana”, causou um mal-estar. “É uma ofensa ao próprio Poder Judiciário. Isso é inadmissível”, disse o desembargador Luiz Fernando de Carvalho, que abriu a sessão com o ato de solidariedade. “A reação de vossas excelências demonstra que não perderão a firmeza e o leme para sair desse beco que estão tentando nos encostar”, concluiu.

A moção teve o apoio da Associação de Magistrados do Estado. “Não temos que procurar culpados entre nós. Quem matou a juíza foi o crime organizado”, disse Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros. Membro da Associação Juízes para a Democracia, o juiz João Batista Damasceno disse que o artigo reflete a indignação da magistratura. “Por que os juízes favoritos são escolhidos para fazer curso de defesa pessoal nos Estados Unidos, enquanto os juízes da área criminal, os que estão sendo ameaçados, são negligenciados?”, questionou.













ROUBALHEIRA GERAL - Ministério Agricultura teve licitações "corrompidas", diz servidor

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A ROUBALHEIRA do dinheiro do povo é geral no Ministério da Agricultura, mas mesmo assim a Dona Dilma Rousseff mantém o Wagner Rossi como ministro, por que será ?

Leia a matéria abaixo, e tirem as suas conclusões.

Reprodução da Folha de São Paulo on line


O funcionário que denunciou a distribuição de propinas por um lobista numa sala que fica a 30 passos do gabinete do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse que o ministério foi "corrompido" após a chegada de Rossi.

Ex-chefe da comissão de licitação do ministério, Israel Leonardo Batista afirmou à Folha que o ministro "desarranjou" o setor nomeando pessoas que "vão assinar o que não devem".

Ele reafirmou que o lobista Júlio Fróes lhe entregou um envelope com dinheiro dentro do ministério depois da assinatura de um contrato milionário da pasta com uma empresa que o lobista representava.

Israel disse que as fitas do circuito interno da pasta podem comprovar se Rossi conhece ou não o lobista. Segundo ele, o ministro irá atrapalhar as investigações se permanecer no cargo.


Folha - Por que o sr. saiu do Ministério da Agricultura?
Israel Leonardo Batista - Foi questão de perseguição...

O sr. chegou a sofrer assédio para que assinasse documentos que julgava incorretos?
Sempre trabalhei de acordo com o que a lei determina. Não aceito interferência. Me senti incomodado com certas coisas. Sofri retaliações por ser honesto.

O que mudou no setor de licitação sob Wagner Rossi?
Foi todo desarranjado. O pessoal do quadro não permaneceu. Somente o pessoal terceirizado.

Qual é o problema de licitações serem conduzidas por pessoas alheias à pasta?
Não têm conhecimento, vão assinar o que não devem.

Como está o setor hoje?
Está corrompido, no sentido de que pessoas não têm preparo.

Como conheceu Júlio Fróes?
Na frente de todos os servidores da comissão de licitação. Ele chegou com a Karla [Renata França Carvalho, chefe de gabinete da secretaria-executiva] e o Milton Ortolan [ex-secretário-executivo]. Ela [Karla] pediu para dar apoio para ele [lobista], pediu para arrumar um computador e uma mesa para ele fazer um trabalho. Logo, entendi que fosse um assessor.

Disseram que era assessor?
Disseram dr. Fróes, entendi como assessor. Pedi para funcionária se retirar [de uma mesa] para ele fazer esse trabalho [texto de convênio].

Sem conhecimento de Rossi?
Se o chefe de gabinete do ministro sabia, se o secretário-executivo sabia... As câmeras vão dizer.

O ministro conhecia Fróes?
É só divulgar as imagens [do circuito interno da pasta].

É possível que o ministro desconhecesse Fróes?
As câmeras vão dizer quem está mentindo e quem está dizendo a verdade.

Em tantos anos no governo, o sr. já havia passado por isso?
Nunca. É fácil o ministro, o chefe de gabinete chegar lá e dizer: "Realmente, não aconteceu nada". É fácil. Mas realmente aconteceu. Se pegar as filmagens, vão ver tudo que estou falando.

O sr. se sente ameaçado?
Acho que corro risco porque jamais na minha vida passei por uma situação desta. Tenho certeza de que Dilma precisa de apoio na Câmara e no Senado, mas que tenha apoio de pessoas equilibradas, que respeitem leis.

O sr. poderia descrever como Fróes lhe entregou dinheiro?
Me ligaram do 8º andar, eu fui. Me ligou a Isabel [Roxo], chefe de gabinete [da assessoria parlamentar]. Quando eu cheguei lá, ele me cumprimentou e me entregou.

Onde ele estava?
Ele estava na sala da chefe de gabinete. Cheguei, anunciei e entrei.

Abriu o envelope na hora?
Não.

O sr. não estranhou?
Era um envelope do ministério. Era uma pasta e dentro tinha um envelope. Não sabia o que tinha dentro. Desci e vi o que era. Liguei para ele e ele foi na minha sala. Eu disse que não aceitava.

Havia várias pastas como a que o sr. recebeu de Fróes?
Sim, algumas pastas.

O que ocorreu quando recusou o dinheiro de Fróes?
Ele falou: "Você não quer, tem umas pessoas lá que o Milton pediu pra ajudar, que é a Karla e a Girleide [dos Santos Sousa, que coordena a administração de material].

Era muito dinheiro?
Não contei.

Depois desse episódio, o sr. passou a sofrer pressões?
Várias perseguições. Muitas vezes saía para trabalhar e dizia à minha família que não sabia se voltava vivo.

Como foi seu afastamento?
Karla falou que eu não estava ajudando em nada e iria voltar para a Conab, estava tudo pronto, os papéis prontos. Quando cheguei na Conab ninguém me queria lá: ia assumir a comissão de licitação da Conab. Não deixaram.

O que achou quando ela disse que não estava ajudando?
Que não estava andando do jeito que eles queriam. E, para andar do jeito que queriam, não funciona comigo.

O sr. conversou com ministro Rossi alguma vez?
Ele disse que não me conhece, mas, como diretor da associação dos funcionários [da Conab], fiz reuniões com ele com outras pessoas junto.

Fróes falava em nome do ministro, agradecia por algo em nome do ministro?
Não. Se eu dissesse isso estaria mentindo. A única coisa que vi foi ele no telefone na minha sala dizendo: "Já falei com o chefão número 2 e queria falar com o chefão número 1". Aí ele falava com o chefão número 1 no telefone.

A saída de Ortolan é suficiente para pôr fim a esses casos?
Dilma falou que seria incorruptível e que todo ministro seria investigado. Se é para ser investigado, o ministro não deve estar no cargo, tem de se afastar porque vai atrapalhar as investigações.













Dilma Rousseff critica "abusos" em investigações que prendeream pessoas ligadas ao PMDB

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Vídeo comentário feito no dia 14-08-2011



Link do vídeo no youtube.

Eu já comentei esse assunto aqui no blog, a Dona Dilma Rousseff, Ministro da Justiça, do STF, todos revoltados por que a "turma" ligada ao PMDB que roubava o dinheiro do Ministério do Turismo foi presa, fotografada e algemada.

Ontem uma pesquisa feita no Globo on line, mostrou que a maioria esmagadora apoiou a prisão dos vagabundos e não viram exageros.

Todo dia no Brasil tem vagabundo sendo preso, algemado, e fotografado, e eu nunca vi ou ouvi a Dona Dilma Rousseff reclamar ?

Não quer ser preso, que não roube o dinheiro do povo.

Reprodução da Folha de São Paulo on line


Dias após o vazamento de imagens de suspeitos, detidos na Operação Voucher, sendo fichados, a presidente Dilma Rousseff disse ontem que a "rigorosa presunção da inocência" e o "respeito aos direitos individuais" são "valores que balizam a Justiça".

Ao discursar durante a recondução do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao cargo, ela fez um discurso duro com críticas a excessos em ações policiais.

"Farei tudo o que estiver ao meu alcance para coibir abusos, excessos e afrontas à dignidade de qualquer cidadão que venha a ser investigado", disse a presidente.

"O meu governo quer uma Justiça eficaz, célere, mas sóbria e democrática, senhora da razão, e incontestável nas suas atitudes e providências", completou.

A ação levou à prisão, na semana passada, de 36 pessoas ligadas a fraudes em convênios do Turismo -entre elas, o secretário-executivo da pasta, Frederico Costa. Todas já foram soltas.

Pouco depois das críticas de Dilma, o procurador-geral classificou de "inaceitável" a exposição dos detidos.

"É absolutamente inaceitável a exposição de pessoas investigadas da forma como foi feita. Isso deve ser apurado e os responsáveis devem ser punidos", disse Gurgel.

As fotos, feitas no Instituto de Administração Penitenciária, foram publicadas por um jornal do Amapá.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a divulgação das fotografias dos detidos é uma "ofensa" à Constituição.

Em São Paulo, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou que o Ministério da Justiça deve reagir com firmeza aos vazamentos cometidos durante a operação.

"Na presidência do STF, chamei a atenção para os abusos que estavam sendo cometidos nessas várias operações", disse ele, que presidiu a Corte de 2008 a 2010.

O ministro considerou lamentável a divulgação de fotos dos presos. "É um abuso que se comete com presos conhecidos e anônimos", disse.

Ontem, o PT divulgou nota criticando a prisão do ex-presidente da Embratur Mário Moysés durante a operação. Moysés foi chefe de gabinete da senadora Marta Suplicy (PT-SP) quando ela era ministra do Turismo.

Para o partido, ele foi preso indevidamente, "tendo sua honra e dignidade atingidas, inclusive com a exposição pública e ilegal de fotos relativas ao dia da prisão".

(ANA FLOR, NÁDIA GUERLENDA, FILIPE COUTINHO E DANIEL RONCAGLIA)













Juíza Patrícia Lourival Acioli temia processo de policial, diz família

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Não tem conversa, os vagabundos que mataram a juíza Patrícia Lourival Acioli devem ser presos, processados, condenados, e mofarem na cadeia.

Folha de São Paulo on line

A juíza Patricia Acioli, morta na última quinta-feira em Niterói, temia um julgamento marcado para ontem a ponto de alterar sua rotina, segundo relataram à polícia parentes e conhecidos.

O caso é o do policial civil aposentado Luiz Jason Tosta Pereira, acusado de ser um dos responsáveis por uma chacina de cinco homens em São Gonçalo, em 1993.

"O crime teria sido praticado por motivo torpe, qual seja, execução das vítimas consideradas criminosas em "justiçamento" típico de atividade de extermínio", escreveu Acioli na decisão em que determinou a manutenção da prisão temporária, em dezembro de 2009.

Em março, Jason foi posto em liberdade após ter o habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Rio.

Com a proximidade do julgamento, Patrícia Acioli evitava sair de casa. Segundo parentes, essa rotina passou a ser comum a partir de fevereiro, quando as ameaças contra ela aumentaram.

Segundo depoimentos, a juíza deixava sua casa para ir ao Fórum de São Gonçalo, onde era titular da 4ª Vara Criminal, e ia de lá para casa, em Niterói. Foi assassinada quando chegava em casa.

A Folha tentou entrar em contato com o advogado de Jason, mas ninguém atendeu o telefone em seu escritório.

O julgamento será em 30 de setembro e ficará a cargo do juiz Alexandre Oliveira Camacho de França, um dos três que substituirão Acioli.

Os outros dois são Marcelo Castro da Silva Ferreira e A- dillar Teixeira da Silva Pinto.

O três magistrados se apresentam hoje em São Gonçalo. Todos contarão com esquema de segurança do Tribunal de Justiça -Acioli não tinha escolta desde 2007, apesar das ameaças.












Implementação do programa estadual de proteção é urgente

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Um excelente artigo publicado hoje na Folha de São Paulo, mas o que choca, é que Sérgio Cabral parece que não se preocupa em proteger as autoridades que combatem o crime, por que será ?

Um breve resumo que mostra o DESCASO de Sérgio Cabral.

"...após muita luta de organizações da sociedade civil. Em 2009, o governador Sérgio Cabral (PMDB) assinou, na presença de representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), um convênio para implantar o programa estadual."

"Mais de dois anos depois, o programa não foi efetivamente implantado, o que aumenta os riscos para os defensores, fragiliza suas lutas e revela a falta de compromisso político do governo do Estado."

Folha de São Paulo on line

O assassinato da juíza Patrícia Acioli é mais um alerta urgente para que seja implementado o Programa Estadual de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos o mais rápido possível.

Ela vinha recebendo ameaças, mas permanecia sem medidas de proteção do Estado. Lamentavelmente, como em muitos casos, as ameaças se concretizaram.

No Rio, há muitos defensores ameaçados, a maioria em situações que envolvem a resistência a grandes empreendimentos e, como no caso de juíza, ações contra violência policial e grupos de extermínio e milícias.

A Justiça Global acompanha de perto alguns destes defensores, como Alexandre Anderson, presidente da Ahomar (Associação de Pescadores Homens do Mar), que resiste a uma obra da Petrobras em Magé, e o deputado estadual Marcelo Freixo, que presidiu a CPI das Milícias e que agora preside a CPI sobre tráfico de armas.

Freixo e Anderson têm escolta policial, ainda que a de Anderson seja extremamente precária e tenha sido garantida após muita luta de organizações da sociedade civil. Em 2009, o governador Sérgio Cabral (PMDB) assinou, na presença de representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), um convênio para implantar o programa estadual.

Mais de dois anos depois, o programa não foi efetivamente implantado, o que aumenta os riscos para os defensores, fragiliza suas lutas e revela a falta de compromisso político do governo do Estado.

Em 2005, quando vivemos a tragédia do assassinato da missionária Dorothy Stang, no Pará, o governo daquele Estado criou o programa local de proteção a defensores.

Que não tenhamos de esperar mais uma tragédia anunciada para que o governo do Rio tome a mesma atitude.













Juíza Patrícia Lourival Acioli recusou ter segurança pessoal planejada por um desafeto dentro do Tribunal de Justiça, diz deputado

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Amigos e familiares dizem que Tribunal de Justiça está mentindo, a juíza Patrícia Lourival Acioli nunca teria recusado segurança, ela não aceitou ser protegida por um desafeto dentro do Tribunal de Justiça.

Sinceramente, eu acredito na versão da família, na minha opinião, o Governo do Rio e o Tribunal de Justiça deixaram a juíza Patrícia Lourival Acioli morrer.

Isso é inaceitável.

Em teempo, quem seria o desafeto da juiza assassinada dentro do Tribunal de Justiça ?

Reprodução da Revista Veja on line

O medo de ter a sua segurança organizada por um desafeto do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) teria sido o motivo para a juíza Patrícia Acioli, assassinada com 21 tiros na última quinta-feira, abrir mão de sua escolta, em 2007. A magistrada, na verdade, queria a proteção dos policiais, mas não da forma imposta pelo TJ. A informação foi passada por um parente próximo da magistrada ao deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL. Familiares de Patrícia negam que ela tenha dispensado a escolta. Mas, segundo o presidente do TJ, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, a juíza abriu mão da proteção em 2007 e não requisitou novamente o serviço.

No enterro de Patrícia, familiares e amigos engrossaram a versão de que a juíza continuava a receber ameaças e que não foi uma opção dela ficar sem escolta policial. Uma amiga próxima da magistrada, identificada apenas como Bernadete, garantiu que Patrícia sentia-se insegura. Na hora do assassinato, a amiga estava na casa da juíza. “Patrícia nunca dispensou escolta, isso é mentira. Ela não vai poder provar porque está morta. O ex-namorado dela, o cabo da PM Marcelo Poubel de Araújo, fazia a segurança dela informalmente. Como ele não morava com ela, não podia vigiá-la o tempo todo”, disse ao site de VEJA.

Para Marcelo Freixo, o TJ falhou ao não prover segurança para Patrícia Acioli. “O Tribunal de Justiça errou”, afirma o deputado, que presidiu a CPI das Milícias na Alerj, em 2007.













Zagallo é assaltado durante a madrugada em Botafogo

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Apacificação é total, Zagallo assaltado em Botadogo, e pouco antes uma mulher é baleada na barriga após ser assaltada na Praia do Flamengo.

Globo on line

RIO - O ex-técnico da seleção brasileira Mário Jorge Lobo Zagallo foi assaltado, por volta das 2h desta terça-feira, em Botafogo, Zona Sul do Rio. Ele, a mulher e o filho passavam pela Rua Ministro Raul Fernandes num Honda quando o carro foi interceptado por quatro homens. Os bandidos anunciaram o assalto e levaram um cordão de ouro e um relógio, ambos avaliados em R$ 10 mil, além de talão de cheques e cartão de crédito.

Os criminosos, no entanto, teriam desistido de roubar o veículo após reconhecerem Zagallo. O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo). A polícia informou que vai pedir as imagens das câmeras de trânsito e de prédios da região para tentar idenficar os assaltantes.

O Velho Lobo, como é conhecido, celebrou 80 anos no último dia 9, quando recebeu diversas homenagens.

Horas antes do assalto a Zagallo, ainda na noite de segunda-feira, a estudante de cenografia Jéssica Fabiano Barros, de 25 anos, foi baleada na barriga durante uma tentativa de assalto na Praia do Flamengo. Ela estava com uma bolsa a tira colo em um ponto de ônibus, na altura da esquina com a Rua Buarque de Macedo, onde foi abordada por um assaltante armado. Ele havia acabado de descer de um Peugeot preto, onde estava um comparsa.

Segundo testemunhas, ela tentou fugir e levou o tiro. A vítima foi socorrida por policiais militares do 2º BPM (Botafogo) e levada ao Hospital Souza Aguiar, no Centro, onde está em observação.

Uma outra mulher disse ter sido assaltada pela mesma dupla momentos antes.














José Júnior, do Afroreggae, quer anistia para traficantes e já tem apoio de Sérgio Cabral

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Numa boa gente, sou a favor que tratem os presos com dignidade, mas daí começar a anistiar traficantes, acho que é um exagero demasiado. Traficantes devem ser presos, e cumprir a sua pena.

O pior, é que o Governador Sérgio Cabral (ferrenho defensor da liberação da maconha), e Luciano Huck apoiam o projeto de anistiar os traficantes.

o mega traficante Fernandinho Beira Mar deve estar pulando de alegria.

Enquanto isso a violência e o tráfico só amenta, e o povo vai sendo assassinado.

Deve ser por isso que a milícia só cresce no Rio, e os traficantes são protegidos por esse governo.

Mas vivemos em uma decocracia, o que você acha da idéia de anistiar traficantes ?

Reprodução do site Último Segundo


A ideia é polêmica: perdoar traficantes que queiram largar as armas para pegar no batente. Quem a defende é José Júnior, fundador e coordenador da ONG AfroReggae, que tem parcerias fechadas com empresários como Guilherme Leal, da Natura, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o apresentador Luciano Huck, e mantém bom relacionamento com traficantes como Elias Maluco e Marcinho VP.

“Acredito que os inimigos ou aqueles que pensam diferente podem comungar em prol de uma questão de maneira mais civilizada”, defende. Junior não especifica quem teria direito a anistia nem como ela seria feita. “Não significa dizer que não vai ter pena nenhuma, tem que ver caso a caso”, explica. “Mas o cara tem que ter uma alternativa. É difícil, não é simples”, reconhece. Ele ressalta apenas que é para quem “comprovadamente quer largar o crime”.

Convencido de que a oportunidade de um trabalho honesto pode manter as pessoas longe do crime, o AfroReggae assinou, no último dia 5, a carteira de trabalho de Francisco Paulo Testas Monteiro, de 47 anos, o Tuchinha, ex-chefe do tráfico no Morro da Mangueira. Depois de cumprir 21 anos de prisão até ingressar na nova vida – com direito a aperto de mão do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral –, Tuchinha agora é responsável por cooptar jovens traficantes para o caminho do bem. Ele está em liberdade no regime semiaberto.

O ex-traficante virou trabalhador legalizado por meio do projeto Empregabilidade, da própria ONG, que já ajudou na contratação de duas mil pessoas, 900 delas traficantes e ex-presidiários, segundo José Junior. Outras contratações recentes foram as de Marcos Coutinho, de 23 anos, e Jucelino Vitorino (J. Vitorino), de 24 anos, respectivamente operador de áudio e cameraman e fotógrafor do “Conexões Urbanas”. Ambos deixaram seus fuzis no Complexo do Alemão, no ano passado, assim que a polícia ocupou a favela.












Sérgio Cabral dá gratificação de um mil reais para Batalhão do Choque

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E os outros Policiais Militares ?

E os da reserva ?

Em tempo, gratificação não é salário, o PM quando entra de férias ou se machuca e é afastado perde esse benefício.

Reprodução do jornal EXtra, coluna servidores













Operação Voucher - Pastor que foi preso pagou fiança com cheque sem fundo

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Reprodução da capa do jornal O Globo



Definitivamente Brasil não é um país sério !

Vejam só, o pastor Wladimir Furtado que foi preso por ter recebido ilegalmente R$ 2,7 milhões do Ministério do Turismo, pagou a fiança com cheque sem fundo.

E o pior, agora o cidadão ainda está pedindo para o povo uma ajudinha para pagar a fiança.

Isso só pode ser sacanagem ? Um tapa na cara da justiça e do povo ?













Acidente que matou nora de Sérgio Cabral na Bahia já virou processo

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Reprodução do Globo, coluna Ancelmo Gois

Lendo a nota acima, percebe-se que os familiares das vítimas já entraram com ações na justiça contra os responsáveis pela tragédia na Bahia, um deles, Marcelo Mattoso de Almeida, o piloto do helicóptero.

Sei lá, será que estão processando Sérgio Cabral também ?














A CAGADA do CNJ em divulgar nomes de juízes ameaçados

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Até tu CNJ ?

Em tempo gente, desculpa aí, mas as autoridades devem pensar antes de fazer as coisas, isso poderia ter salvado a vida da juíza Patrícia Lourival Acioli.

Reprodução do Globo, coluna Ancelmo Gois













Prefeito de Natividade após ouvir "o canto da sereia" do Jorge Picciani virou PMDB

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Reprodução do jornal Extra, coluna Berenice Seara

Muito interessante essa nota do Extra, diz que o Prefeito de Natividade, Marcos Antonio Toledo (PSDB), após ouvir "o canto da sereia" do Jorge Picciani virou PMDB.

Pergunta, qual será o "canto da sereia" do Jorge Picciani ?

O segredo do "canto da sereia" do Picciani deve estar guardado em malas bem pesadas.

Ahhh, se o Brasil fosse um país sério ?













Sérgio Cabral ferra pacientes do Hospital Alberto Torres em vez de manda ligar, retira mamógrafo

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Ontem eu postei sobre esse assunto aqui (clique aqui e leia), o jornal Extra denunciou que no Hospital Alberto Torres "tinha" um mamógrafo novinho que nunca funcionou, o que causava graves danos aos pacientes.

Após a denúncia do Extra, Sérgio Cabral "resolveu o problema", mandou tirar o mamógrafo, conforme informado pela nota abaixo.

Desculpa gente, mais uma vez, Sérgio Cabral mostra que CAGA e ANDA para a saúde do povo.

Reprodução do jornal Extra, coluna Berenice Seara













Agressões do lobista covarde Júlio Fróes a repórter da Veja foram filmadas

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Agora só falta divulgar as imagens do BABACA, digo, do lobista COVARDE Júlio Fróes.

Reprodução da Folha de São Paulo, coluna Painel

Tudo lá Recolhidas pela polícia, as imagens do sistema de segurança do restaurante Beirute, em Brasília, captam com nitidez a agressão do lobista Julio Fróes, que fazia e desfazia no Ministério da Agricultura, a um repórter da revista "Veja".












Mais uma MENTIRA eleitoral de Sérgio Cabral, não cumpriu promessa com a juíza assassinada e outros

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Não foram só os professores, policiais, e nombeiros que foram enganados por Sérgio Cabral, o PINÓQUIO do Cabral enganou também a juíza assassinada Patrícia Lourival Acioli, defensores públicos, procuradores, e delegados, conforme a matéria abaixo.

definitivamente, mais uma prova do crime de estelionato eleitoral cometido por Sérgio Cabral.

Não é nada, não é nada, a dívida de Sérgio Cabral com a Dra. Patrícia dava para "comprar um carro blindado", conforme a colunista citou abaixo.

Reprodução do jornal Extra, coluna Berenice Seara













Blogueiro Ricardo Gama sob tensão, sua casa, sua prisão

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Maconheiros BABACAS invadem Baixo-Bebê no Leblon e incomodam crianças

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Numa boa gente, digo, maconheiros, se querem fumar a sua erva que respeitem ao menos o espaço dos bebês e crianças, o povo "careta" agradece.

Reprodução do Globo, coluna Ancelmo Gois













Parque maldito Gória Center funcionava sem alvará, brinquedos remendados com cola, parafusos enferrujados e etc

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Vídeo comentário.



Link do vídeo no youtube.

Ontem eu postei sobre esse assunto (clique aqui e leia), mas não me conformo, uma bela jovem morreu, e não foi a primeira vítima desse parque assassino.

O pior é que o parque maldito:

- não rinha alvará da Prefeitura do RJ e funcionava há duas semanas
- usava gato de luz
- brinquedos remendados com cola
- ponta de parafusos enferrujados
- cabos rúidos

A pergunta é, cadê a PORRA do choque de odem ?

Cadê a porra da fiscalização da Prefeitura do Rio quando o povo precisa ?

Sinceramente, o Prefeito Eduardo Paes tem responsabilidade nessa morte.

Somente quando os políticos começarem a ser responsabilizados pelas suas omissões, é que as coisas vão mudar.

Reprodução da capa do jornal Extra


Reprodução da capa do jornal O Dia


Reprodução do jornal O Dia on line

Rio - Brinquedo remendado com cola em forma de resina, ponta de parafusos enferrujados, cabos de aço puídos, atrações desniveladas e gato de luz. Peritos policiais e o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) constataram que os oito brinquedos do Glória Center, em Vargem Grande, não poderiam funcionar. Foi lá que, domingo, um carrinho — emendado com cola — se desprendeu matando Alessandra da Silva Aguilar, 17 anos, e ferindo 9 pessoas, duas gravemente. A dona do parque, Maria da Glória Pinto, foi indiciada por homicídio doloso, com intenção de matar.

Membro da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Crea-RJ, o engenheiro Jaques Sherique esteve ontem no Parque e condenou os brinquedos. “Todos estão em avançado processo de deterioração. A fibra de vidro que compõe o carrinho que se soltou estava tão deteriorada que se rompeu”, concluiu.

De acordo com a delegada Adriana Belém, o brinquedo que vitimou Alessandra — o ‘Tufão’ — foi montado num chassi de 74 e nunca teria recebido manutenção. Segundo ela, o engenheiro Luís Soares Santiago, 77, emitiu laudo garantindo que os oito brinquedos estavam em boas condições e cobrou R$ 450 pelos documentos.

“Ele emitiu laudo para um parque visivelmente sem condições de funcionar. Já levava os laudos prontos durante as vistorias que fazia”, afirmou Belém, destacando que a inspeção dele era superficial, só conferindo se a atração operava ou não.

Perguntado pela delegada se andaria ou deixaria um filho ou neto brincar nas atrações do parque, o engenheiro respondeu que não. Luís foi indiciado por falsidade ideológica e poderá perder o registro profissional do Crea-RJ, que investiga a conduta dele.

Dia 3, o Corpo de Bombeiros autorizou o funcionamento do parque. A corporação informou que só fiscaliza a lotação, localização dos extintores e saídas de emergência. Ontem, porém, emitiu laudo interditando o local. Desde janeiro a corporação recebeu 93 pedidos de autorização de parques no estado. A Prefeitura do Rio autorizou só 4.

Outro jovem já morreu no mesmo centro de diversões

Essa não é a primeira tragédia no Glória Center, que é um parque itinerante. Segundo a delegada Adriana Belém, em 2006, Robson da Costa, 14, morreu num dos brinquedos desse parque montado na Abolição. Em 2008, duas jovens ficaram gravemente feridas quando a atração estava em São João de Meriti.

“Glória falou de acidentes, mas não com gravidade. Nos leva a crer que ela sabia que o parque não tinha estrutura para o funcionamento seguro”, avalia a delegada. O engenheiro Luís Soares já responde a inquérito por ter emitido laudo para outro parque onde morreu jovem em 2009.

O pedido de alvará para a festa foi feito pela Associação de Moradores e Amigos de Vargem Grande, que omitiu a existência do parque. Três membros da associação serão indiciados por falsidade ideológica.

O brinquedo Tufão operava superlotado. Testemunhas e o operador da atração, Jean Falcão dos Santos, 20, confirmaram que nos carrinhos para 4 pessoas, entravam 5. “Éramos 5 adultos no carrinho. O funcionário nem viu quando encaixamos a barra de proteção”, contou Luciano Ferreira, 29.

Apelos por rigor e justiça no enterro

“Parque maldito! Essa mulher (dona do parque) tirou a vida da minha filha. Meu Deus, preciso de Justiça”, dizia, aos prantos, a mãe de Alessandra, Adriana, durante o enterro da filha, ontem de manhã no Cemitério de Inhaúma.

Pelo menos 150 parentes e amigos acompanharam o sepultamento. O pai da vítima, o tenente PM reformado Carlos Augusto Aguilar pediu rigor na apuração do acidente, para que os donos do parque não montem os brinquedos em outro local: “Não sei como vou viver agora. Chorei nas últimas quatro horas o que não chorei nos meus 53 anos de vida. É preciso que eles paguem pela negligência!”

Atingidos por 3 toneladas

Sherique calcula que o impacto do brinquedo sobre as vítimas foi de 3 toneladas. Três dos 9 feridos estão no Hospital Miguel Couto. Daiane Mesquita, 17, e Vítor Alcântara de Oliveira, 16, que estavam na fila da bilheteria, estão em estado gravíssimo. Parentes vão processar estado e responsáveis pelo parque.

Francine Santana, 20, que estava no carrinho que caiu, perdeu 6 dentes e quebrou a mandíbula. “Ela alterna momentos de lucidez e confusão mental. Até agora, não sabe o que aconteceu”, contou a mãe, Marilza Januário, 42.

Pâmela Santana, 17, que estava com Alessandra na fila, se recupera em casa: “Não sei como estou viva. Só pode ser milagre, pois Lelê, que era uma das minhas melhores amigas, estava logo atrás de mim”.

Reportagem de Bruno Menezes, Francisco Edson Alves e Mahomed Saigg