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Caramba !!!
Bem um registro de ocorrência o cidadão consegue fazer ???
Depois esse governo vagabundo não quer ser criticado !!!
Reprodução do jornal O Globo on line.
RIO - Era uma vez uma carioca, analista administrativa e moradora da Tijuca, chamada Natacha de Oliveira Brito, de 28 anos. Na noite de terça-feira, ela saiu da faculdade onde estuda, no Centro do Rio, para pegar o metrô na Estação Presidente Vargas. O meio de transporte, achava ela, seria um dos mais seguros para voltar para casa. Para sua surpresa, ao descer as escadarias da estação, foi abordada por um assaltante armado, que levou sua bolsa com todos os documentos, celular e outros objetos. Mas os problemas dela não terminaram por aí. Natacha foi assaltada por volta das 21h. O bandido a abordou com uma pistola e saiu correndo com a bolsa da vítima na mão. Depois do roubo, a analista administrativa contou que foi levada para uma sala de vigilância do metrô, onde funcionários se dispuseram a acompanhá-la à delegacia. A orientação dada a ela teria sido ir para a 4ª DP (Praça da República), na Praça Cristiano Ottoni. Como estava com amigos, ela dispensou a ajuda dos seguranças e foi registrar a ocorrência. Mas os problemas da carioca não terminaram por aí.
A 4ª DP foi apenas o primeiro passo de um caminho tortuoso para conseguir um simples registro de ocorrência. Chegando lá, Natacha disse que foi informada por um atendente de que o local correto para conseguir um boletim do roubo seria a 6ª DP (Cidade Nova), na Rua Professor Clementino Fraga 77. E os problemas da carioca não terminaram por aí.
Já eram quase 23h quando ela chegou à entrada da 6ª DP. Natacha disse ter encontrado as portas fechadas, com uma corrente e um cadeado. Segundo a analista administrativa, atrás da porta de vidro, um agente informou que ela deveria ir para a 1ª DP (Praça Mauá). E nada de os problemas terminarem.
- O agente me disse que era para eu ir de manhã, porque à noite o lugar onde a delegacia fica é muito perigoso - contou Natacha.
Diante da via-crúcis sem fim, ela resolveu ligar para um amigo, que a orientou a fazer o registro na delegacia perto de onde mora, a 19ª DP (Tijuca). Por volta das 23h30m, a analista administrativa enfim conseguiu fazer o boletim de ocorrência no seu bairro e ressaltou que foi muito bem atendida. A carioca diz que ainda sobrou um problema sem solução.
- Estou tentando falar com o Serviço de Atendimento ao Cliente da concessionária Metrô Rio, para tentar saber se, de alguma forma, eu poderia ser ressarcida, mas até agora nada - disse ela ontem à tarde.
Chefe de Polícia diz que caso será apurado
Depois de tudo, restou a indignação para Natacha, conforme ela registrou em carta enviada na quarta-feira ao GLOBO: "Além de ser assaltada dentro das dependências de um serviço público altamente bem remunerado pela população, ao procurar os órgãos públicos para registrar o ato, não fui atendida... E vamos ser sede de Olimpíada e de final de Copa do Mundo".
A chefe de Polícia Civil, Marta Rocha, informou que determinou a abertura de um procedimento para apurar o que aconteceu nas delegacias por onde Natacha passou. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, a 6ª DP é, a partir das 18h, uma central de flagrantes que atende a cinco delegacias. Como o caso do assalto no metrô não foi um flagrante, a vítima não precisaria ter sido encaminhada para lá e poderia ser atendida em qualquer delegacia.
A concessionária Metrô Rio informou em nota que "prestou todo o apoio à passageira assaltada, oferecendo-se para levá-la em carro da empresa até a delegacia". Disse ainda "que está colaborando com a identificação do assaltante, enviando as imagens do circuito interno de câmeras para a polícia". Também segundo a empresa, "o telefone do SAC (0800-595-1111) está funcionando normalmente e nenhuma anormalidade técnica no sistema foi verificada nas últimas 24 horas".