Abraços,
Ricardo Gama




Voltei.
Gente eu venho acompanhando com um lupa essa operação Guilhotina da Polícia Federal, posso dizer com tranquilidade que existe muita LAMA em baixo do tapete do Governo do Sérgio Cabral.

Uma ação popular que tramita na Justiça do Rio quer de volta aos cofres da cidade os R$ 6,4 milhões pagos pela prefeitura à empresa de Roberto Carlos por seu show no Natal, em Copacabana.
O show foi transmitido pela Globo, mas a emissora não participou das despesas.
Na ação, o advogado Marcelo Tavares, 42, argumenta que um show semelhante, de 2008, na praia de Iracema, em Fortaleza, custou à prefeitura local R$ 1,34 milhão.
O empresário de Roberto Carlos, Dody Sirena, diz que não há nenhum problema jurídico no valor pago. De acordo com ele, o cachê do cantor varia de acordo com o retorno esperado. "O preço de um artista não é tabelado como um sapato ou um carro."
Sirena diz que um show transmitido pela televisão pode custar até três vezes mais que um convencional.
Ele afirma ainda que uma outra apresentação do cantor aberta ao público, em 2009, em Florianópolis, que não foi transmitida, custou mais caro que a de Copacabana --mas não revelou quanto.
A Prefeitura de Florianópolis disse que, por questões contratuais, não poderia informar quanto pagou.
O secretário de Turismo do Rio, Antônio Pedro Figueira de Mello, diz que cada artista estabelece seu preço e que, neste caso, a cidade ganhou mais que o desembolsado.
De acordo com ele, a taxa de ocupação hoteleira, que nesta época costuma ficar em 50%, subiu para 70%. E o movimento turístico no Réveillon também foi maior. "Quando fazemos um show na praia é para vender a cidade. E a divulgação pela Globo ajudou muito isso", diz.
Para o advogado que entrou com a ação, porém, a Rede Globo se beneficiou com a transmissão. "O município deveria ter feito uma concorrência para ver qual emissora ofereceria mais vantagens."
A prefeitura não conseguiu nenhum patrocinador para o evento. Já a Globo vendeu quatro cotas de patrocínio. O valor de tabela de cada cota é de R$ 1,2 milhão.
De acordo com a Central Globo de Comunicação, a emissora mantém um contrato com o cantor que prevê um show anual com transmissão exclusiva.
"O show já estava pago ao Roberto por conta disso. E, pelo mesmo contrato, Roberto não pode ceder sua imagem a nenhuma TV", informou a assessoria. A emissora não revela valores.

RIO - O Tribunal de Justiça (TJ-RJ) confirmou na noite desta sexta-feira que aceitou a denúncia do Ministério Público contra 44 investigados - inclusive o ex-chefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Antônio de Oliveira - na Operação Guilhotina. Com o recebimento da denúncia pela Justiça, será iniciado o processo penal contra os réus acusados dos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, peculato e violação de sigilo funcional e outros delitos. A denúncia do MP foi feita ao Juízo da 32ª Vara Criminal da Comarca do Rio.O Ministério Público estadual denunciou Oliveira, nesta sexta-feira. Ao todo, os promotores apresentaram quatro denúncias à 32ª Vara Criminal do Rio. Na acusação feita contra o delegado Carlos Oliveira, outras 20 pessoas são apontadas como integrante da quadrilha (dez são policiais civis ou militares). MP ainda vai analisar possível denúncia contra Allan Turnowski.
Para os promotores, as pessoas denunciadas controlavam e participavam da milícia na favela Roquete Pinto, em Ramos. O MP, embasado nas investigações da Polícia Federal, afirma que Carlos Oliveira, ex-braço direito de Turnowski e do ex-secretário municipal de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, facilitava as "atividades ilícitas do grupo". Em nota, a coordenação de imprensa da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro afirmou que o delegado Oliveira não era braço direito do ex-secretário de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem. Segundo o comunicado, ele foi subchefe por três meses, mas não braço direito. O chefe de gabinete do Bethlem era o procurador Maurício Toledo.
Segundo o documento, ele também exercia influência nas delegacias, onde os policiais acusados de corrupção estavam trabalhando, para que eles ficassem livres para desviar armas durante as operações e se apropriassem de "espólios de guerra" (bens de traficantes). Se o delegado Carlos Oliveira for condenado, a pena somada chega a 23 anos de prisão.
Policiais militares roubaram até pares de tênis na Guerra do Alemão
O quarto grupo denunciado, nesta sexta-feira, pelo Ministério Público estadual, reúne quatro policiais militares: Floriano Jorge Evangelista de Araújo, o Xexa; Ivan Jorge Evangelista de Araújo, Wellington Pereira Araújo, e Carlos Eduardo Nepomuceno Santos, o Edu; foram pegos em interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça, e são acusados de terem roubado, durante as operações de retomada do Complexo do Alemão, em novembro de 2010, bens de traficantes e sete pares de tênis.
Eles são acusados de cobrarem propina de R$ 80 mil mensais ao traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, apontado pela polícia como um dos maiores distribuidores de cocaína no Rio e que foi morto em março de 2010. O dinheiro seria dividido igualmente entre os quatro e, de acordo com as investigações, coube ao sargento da PM Ivan Jorge Evangelista de Araújo cobrar a proprina a Roupinol. Quando o pedido foi feito, Ivan Evangelista estava lotado na Delegacia de Combate às Drogras (DCOD).
O policial Carlos Eduardo Nepomuceno Santos, segundo a denúncia, era responsável ainda por um esquema de agiotagem.
Eles foram denunciados por formação de quadrilha, peculato e corrupção passiva. Se condenados, a pena pode chegar a 27 anos de prisão.
O Ministério Público estadual denunciou seis pessoas - entre elas, quatro policiais civis e um militar -, acusadas de participarem de uma quadrilha que roubava armas da mais antiga facção criminosa do Rio e as vendia a quadrilhas rivais. Os beneficiados eram os traficantes Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico no Morro da Rocinha, em São Conrado; e Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, que comandou o tráfico no Morro do Estácio, no Centro, e foi morto em março de 2010.
Os policiais civis denunciados são Aldo Leonardo Premoli Ferrari, Flávio de Brito Meister, Jorge Prado Ramos e Leonardo da Silva Torres, o Trovão, que ganhou notoriedade por participar de operações policiais usando um uniforme camuflado e por acender um charuto ao final das ações. Além de venderem armas, em 2009, eles ganhavam R$ 50 mil por mês para informarem Nem e Roupinol sobre as operações da polícia.
Além dos quatro, foram denunciados o policial militar André Luiz Aragão Mirandela e Luis Carlos Magalhães, que fazia a ligação entre os policiais e os traficantes.
Em 3 de setembro de 2009, uma operação para prender Roupinol foi abortada, após a cúpula da Polícia descobrir que a ação tinha sido informada aos traficantes.
Os policiais foram denunciados por formação de quadrilha, peculato (quando um funcionário público usa sua função para se apropriar de valor ou bem), corrupção passiva e violação de sigilo funcional (vazamento de informação sigilosa). Se condenados, a pena prevista é de até 33 anos.
Já Luis Carlos Magalhães, o único que não é policial, foi denunciado por comércio ilegal de arma de fogo. A pena varia de quatro a oito anos.
O MP apresentou, nesta sexta-feira, quatro denúncias contra 43 pessoas - entre elas, há 30 policiais civis ou militares. De acordo com as investigações, os grupos trabalhavam independentemete, mas contavam com a proteção de policiais em cargos estratégicos dentro da polícia. Além disso, alguns do integrantes de cada bando tinha relação pessoal e profissional com outros denunciados.
Na denúncia do Ministério Público contra o delegado Carlos Olveira e mais 19 pessoas - uma das quatro apresentadas nesta sexta-feira -, os promotores esclarecem que o policial militar aposentado Ricardo Afonso Fernandes, o Afonsinho, e seus dois filhos, os inspetores de polícia Christiano e Giovanni Gaspar Fernandes, eram responsáveis por arregimentarem informantes em favelas dominadas por traficantes para facilitar as operações do delegado Carlos Oliveira. O objetivo é que eles conseguissem dados que facilitassem as ações policiais comandadas pelo ex-titular da Delegacia de Repressão à Armas e Explosivos (Drae) e, dessa forma, o desse visibilidade na grande imprensa.
Com essa estrutura montada e a exposição na mídia, Oliveira visava uma "colocação em algum órgão estratégico", de acordo com a denúncia do MP. O documento acrescenta que as operações eram criadas também para que o bando se apropriasse de armas, munições e bens dos traficantes.
Uma das quatro denúncias apresentadas, nesta sexta-feira, à 32ª Vara Criminal do Rio, aponta que a milícia na favela Roquete Pinto, em Ramos, cobrava até para os motoristas estacionarem no Piscinão de Ramos. Segundo os promotores, o grupo faturava também com o tradicional controle sobre venda de gás e água, sobre o serviço de distribuição ilegal de TV a cabo e sobre o transporte feito por vans e kombis.
Além desses desses "negócios", os milicianos, que contavam com a proteção do delegado Carlos Oliveira, ex-braço direito do ex-chefe de Polícia Allan Turnowski, cobravam taxas de segurança e sobre a venda de qualquer imóvel na região.
O policial militar aposentado, Ricardo Afonso Fernandes, o Afonsinho, e seus filhos, o inspetor da 22ª DP (Penha) Christiano Gaspar Fernandes, e o inspetor Giovanni Gaspar Fernandes, são apontados como o primeiro escalão da milícia. Segundo a acusação do MP, eles atuavam na região desde meados de 2006.
A denúncia foi assinada pelos promotores Homero das Neves Freitas Filho, Alexandre Murilo Graça, Márcio José Nobre de Almeida e Luis Otávio Figueira Lopes, da 1ª Central de Inquéritos do MP.
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse, na manhã desta sexta-feira, que está à disposição da Polícia Federal e de qualquer autoridade para prestar esclarecimentos sobre as denúncias que envolvem o delegado Allan Turnosvki. O ex-chefe da Polícia Civil foi indiciado, no início da noite de quinta-feira, por vazamento de informações.
Turnowski teria sido flagrado em grampos telefônicos alertando o inspetor Christiano Gaspar Fernandes sobre uma investigação da Polícia Federal. A conversa interceptada por policiais federais teria acontecido em 2010, depois de a PF chegar a um informante que trabalhava na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). Allan teria dito a seu subordinado para ficar atento, porque a PF preparava uma operação. Um dos alvos do inquérito, Christiano acabou preso. O ex-chefe da Polícia Civil negou as informações, e diz que teria falado com o inspetor a pedido de Beltrame.
(Conheça os principais personagens da crise de Polícia Civil)
A Operação Guilhotina disparou uma crise na Polícia Civil do Rio. No dia em que a ação foi deflagrada, na última sexta-feira, Allan Turnowski foi chamado a depor na Polícia Federal sobre o envolvimento de seu ex-subchefe operacional, Carlos Oliveira, com uma quadrilha ligada ao desvio e venda de armas a traficantes. Ele disse que, se houvesse alguma prova de sua participação no esquema, ele teria sido preso, mas sequer foi indiciado. No entanto, depois da Operação Guilhotina, sua substituição na chefia de polícia passou a ser considerada.
Dois dias depois de prestar seu depoimento, Turnowski determinou uma devassa na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), onde, sob o comando do delegado Claudio Ferraz, começou parte da investigação que resultou na Operação Guilhotina. A delegacia teve as portas lacradas. A iniciativa de investigar a Draco, segundo o chefe da Polícia Civil, foi tomada a partir de denúncias sobre o suposto envolvimento da equipe do delegado Claudio Ferraz em extorsões contra empresários e prefeituras. O delegado Allan Turnowski foi afastado do comando da Polícia Civil na terça-feira, após conversa com Beltrame.


Sem a presença de Allan Turnowski, que enviou representante para informar que no momento prefere ficar resguardado, a delegada Marta Rocha tomou posse nesta sexta-feira (18) no cargo de chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na cerimônia, a nova chefe e o secretário da Segurança Pública, José Mariano Beltrame, frisaram que a instituição passa por transformações.
- Com certeza este é o maior e mais importante desafio da minha história pessoal e profissional. Ao longo da minha vida, como mulher e policial, presenciei as mais diversas situações. Passei por vários lugares, fiquei noites sem dormir, busquei a imparcialidade e após 28 anos como policial civil, cheguei ao posto pelo qual nunca imaginei chegar.
O secretário da Segurança Pública, José Mariano Beltrame, aproveitou a oportunidade também para agradecer ao chefe anterior, mas fez questão de frisar que a Polícia Civil está passando por transformações.
- A valorização de uma instituição passa indiscutivelmente pela capacidade que ela tem de resolver os seus próprios problemas. A doutora Marta Rocha chega definitivamente aliada a este propósito. Esta instituição passa, sim, por mudanças e transformações. Nós não vamos perder o que foi conquistado e vamos continuar. A senhora [Marta Rocha] tem o meu apoio e depois de tamanha aclamação não poderia ser diferente.
Quando questionada como será a atuação em áreas controladas por milícia, Marta disse que já atuou no combate a esse tipo grupo organizado, em 2007, e que sob sua chefia não há territórios intocáveis.
A nova chefe da polícia reiterou também que é necessário fazer uma readequação no contingente policial na capital, dando preferência para delegados de primeira classe, mas em casos excepcionais, delegados de segunda classe também podem ser enviados a distritos em que se considere o perfil mais adequado.

Em um clima de festa, o governador do Estado, Sérgio Cabral foi recebido na base da Forca de Pacificação do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, na manhã desta sexta-feira (18). A visita marcou a troca dos soldados que ocupam o complexo desde 23 de dezembro de 2010.


RIO - As denúncias sobre o juiz João Carlos de Souza Correa, da 1ª Vara de Búzios, reveladas pelo GLOBO, começam a ser apuradas. O comportamento do magistrado foi tema de conversa entre o presidente do Tribunal de Justiça, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, e o corregedor-geral, Azevedo Pinto. Segundo o corregedor, já foi instaurado um procedimento contra o juiz para apurar a voz de prisão que ele deu a uma agente da Operação Lei Seca, domingo passado. As outras denúncias contra o juiz também serão investigadas, na medida em que chegarem à corregedoria. Segundo o corregedor, quando a denúncia contra um juiz é confirmada com provas, a sindicância é rápida. Além de dar voz de prisão a uma agente da Operação Lei Seca após ser flagrado sem habilitação ao volante de um carro sem placa, o juiz é acusado de ter desacatado turistas que reclamaram de uma festa barulhenta que promovia num quarto de hotel; de ter obrigado um funcionário da concessionária Ampla a religar a luz de sua casa, cortada por falta de pagamento; de ter discutido com um policial rodoviário federal após passar por um posto da PRF em alta velocidade e com um giroflex proibido ; de "pendurar" contas em estabelecimentos comerciais; e de ter tentado fazer compras no free shop de um cruzeiro sem ser passageiro.
Por enquanto, a corregedoria investiga apenas o caso da Lei Seca e decisões polêmicas tomadas em processos fundiários em Búzios. Azevedo Pinto esclareceu que ainda não chegou à corregedoria a denúncia sobre a festa no Hotel Atlântico Búzios e as demais.
Para o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, a Lei Orgânica da magistratura exige dos juízes um comportamento discreto:
- Não é aceitável que magistrados dêem carteirada quando são parados em blitzes. Um juiz deve ser exemplo para o cidadão comum.
Procurado nesta sexta-feira por telefone na 1ª Vara de Búzios, o juiz não foi encontrado. Seu secretário informou que ele tinha vindo ao Rio com sua mulher, a ex-deputada Alice Tamborindeguy. Procurado ao longo da semana, o magistrado não quis dar declarações.


RIO - A exemplo do que aconteceu na posse de seu antecessor, há quase dois anos, enquanto a nova chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, assumia nesta sexta-feira o cargo , na Academia de Polícia (Acadepol), do lado de fora ocorria um festival de infrações de trânsito. Nas ruas de Santana, Marquês de Pombal, Irineu Marinho e Benedito Hipólito, na Cidade Nova, os carros oficiais da Polícia Civil estavam estacionados em locais proibidos, inclusive sobre as calçadas e em frente a áreas de carga e descarga. Durante a posse, por volta das 14h, o trânsito ficou congestionado na região.
( Confira fotos: há dois anos, carros foram estacionados irregularmente para a posse de Allan Turnowski )
A Guarda Municipal informou que destacou, excepcionalmente, cinco guardas para dar fluidez ao trânsito em frente à Acadepol. O órgão não soube informar o número de carros multados por estacionamento irregular na área. Na calçada da Fundação Calouste Gulbenkian, na esquina das ruas Benedito Hipólito e Marquês de Pombal, havia carros de quatro delegacias.
Já no interior da Acadepol, a temperatura era alta. O ex-chefe de Polícia Civil Allan Turnowski, indiciado nesta quinta-feira pela Polícia Federal por vazamento de informações , não compareceu para transmitir o cargo à sucessora. Mandou um bilhete: "Gostaria de pedir desculpas à nova chefe de Polícia Civil, doutora Martha Rocha, aos meus colegas delegados e, principalmente, aos agentes, pela ausência em sua posse. Mas tenho certeza de que a doutora Martha Rocha, amiga de todas as horas durante minha gestão, saberá entender o momento difícil vivido e a necessidade do descanso imediato".
Em seu discurso, Martha voltou a dizer que tem o compromisso com a lisura e a ética, sendo muito aplaudida. Ela não quis comentar o indiciamento de Turnowski, pela Polícia Federal, sob a acusação de vazamento da Operação Guilhotina.
- No momento certo, diante das informações definitivas de tudo, vamos nos pronunciar. Não quero falar de passado. Quero falar do presente, de olho no futuro da instituição - disse Martha.
Havia convidados de peso: a cúpula da segurança, encabeçada pelo secretário José Mariano Beltrame; o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes; e o secretário de Administração Penitenciária, César Rubens. Beltrame disse que as medidas que vem tomando são direcionadas à sociedade e à instituição:
- É uma instituição que passa por mudanças. Não vamos perder o que foi conquistado. Vamos avançar.
Escoltada por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Martha anunciou que apenas delegados mais experientes ocuparão a titularidade das delegacias da capital.
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse, na manhã desta sexta-feira, que está à disposição da Polícia Federal e de qualquer autoridade para prestar esclarecimentos sobre as denúncias que envolvem o delegado Allan Turnowski.
Engraçado, o Governador Sérgio Cabral adora mostrar a sua "masculinidade" xingando médicos, PM's, professores de vagabundos, bandidos, e por aí vai.
RIO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), encerrou, irritado, uma entrevista à imprensa que concedia no início da tarde desta quarta-feira, 16, após participar da solenidade de renovação do Programa de Apoio a Hospitais do Interior (PAHI), no quartel central do Corpo de Bombeiros do Estado. O motivo da irritação de Cabral foram perguntas sobre o possível indiciamento pela Polícia Federal do ex-chefe da Polícia Civil Allan Turnowski, por supostamente vazar informações relativas à Operação Guilhotina, uma investigação envolvendo corrupção policial no Rio."Não vou fazer juízo de valor. Estamos em uma democracia", disse o governador, que, momentos antes, voltara a agradecer publicamente Turnowski por seu trabalho à frente da corporação. Como alguns jornalistas insistiram por um comentário sobre o assunto, Cabral se retirou, após repetir que a política de segurança no Rio não sofre interferências políticas e é de responsabilidade do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
RIO - No primeiro dia do ano legislativo da Câmara de Vereadores do Rio, a Mesa Diretora apresentou uma proposta de resolução que prevê o afastamento compulsório e sem remuneração de vereadores cuja prisão seja decretada pela Justiça. O texto, publicado na quarta-feira no Diário Oficial, propõe que o político seja afastado do exercício do mandato a partir do trigésimo primeiro dia de ausência decorrente de ordem de prisão. Propõe ainda a imediata suspensão de sua remuneração, além da convocação do suplente, depois de 120 dias de afastamento. De acordo com Jorge Felippe (PMDB), presidente da Casa, a medida deve ser levada a plenário antes do carnaval e, se aprovada, evita que a Câmara seja exposta a situações constrangedoras como as que passou nos últimos anos por conta da prisão dos ex-vereadores Jerominho, Nadinho, Cristiano Girão e do vereador Fausto Alves (PTB), preso no início da semana.
Não é piada, nem sacanagem, o bagulho é sério.
Próximas eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro prometem fortes emoções, o PSBD está se preparando para lançar candidato, o Deputado Federal Otavio Leite e a Vereadora Andrea Gouvea Vieira anunciarão que vão entrar na briga pela sucessão de Eduardo Paes.
Em público o Governador Sérgio Cabral e o Prefeito Eduardo Paes costumam mostrar que estão "unidos", mas a realidade é bem outra.