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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Faltou pacificar a Secretária de Segurança Pública

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Faltando um ano para acabar o Governo do Sérgio Cabral, veio a brilhante idéia das UPP's - Unidades de Polícia Pacificadora, com o apoio da imprensa vagabunda Cabral fez um milagre, conseguiu se reeleger.

Porém, as UPP's não acabaram com o tráfico, e estourou-se uma guerra no Rio, carros eram incendiados, arrastões aconteciam diariamente, o CAOS tomou conta do Rio.

Cabral correu para o Lula e foi pedir SOCORRO, o Ministro da Segurança Nelson Jobim, um expert na arte da política e no direito, fez uma intervenção federal no Rio de Janeiro, mas sem que isso se parecesse como uma "intevenção", e sim algo do tipo, um "apoio inédito" no Brasil.

Invadiram a Vila do Cruzeiro e o Complexo do Alemão, nenhum bandido foi preso, dizem que houve um acordo com o governo, e todos fugiram.

Hoje o tráfico já voltou ao Alemão e mata pessoas, mas a imprensa finge que não viu e não sabe, como não divulga, fica tudo parecendo ok.


Agora explode outra BOMBA no Rio, descobre-se um mar de lama e corrupção na Secretária de Segurança Pública, Cabral diz que não sabia de nada, e Beltrame jura que nunca ouviu falar sobre sacanagem.

A imprensa como sempre, amiga de Sérgio Cabral, poupa-lhe de maiores desgastes.

Turnowski é demitido, colocam uma mulher no lugar, Marta Rocha, que diz que vai valorizar os policiais do bem.

A nova chefe da Polícia Civil manda reabrir a Draco, e não se fala mais em devassas, e chamar políticos e emrpesários para depor, era tudo que Sérgio Cabral queria ouvir.

O plano quase foi perfeito, Cabral e Beltrame só esqueceram de uma coisa, de "pacificar" a Secretária de Segurança Pública.

Enquanto achavamos que os bandidos estavam no Alemão, eles estavam junto com Beltrame trabalhando ao seu lado.

Esse é o Rio de Janeiro de Sérgio Cabral, que como sempre, não está nem aí para PORRA nenhuma, quando faltar um anos para terminar o seu segundo mandato, manda criar algo de novo, parecido como as UPP's e a imprensa divulgará como se fosse a salvação do Rio, Cabral faz o seu sucessor, que pelo visto já escolheu, Pezão na cabeça, e Beltrame como vice.

O plano pode dar certo, a não ser que a Polícia Federal resolva acabar com a festa, por que no Rio de Janeiro o que não falta é ROUBALHEIRA e CORRUPÇÃO.

Fuiiiiiiiiiiiiii.

E não nos esqueçamos, lugar de vagabundo é na cadeia.

Uma boa noite aos honestos, já para os vagabundos muito calmante por que a noite será longa.

Ricardo Gama

p.s. Que a Polícia Federal seja o anjo da guarda do Rio de Janeiro, eu acredito, acredite você também, e se todos acreditarmos, quem sabe o sonho não se realiza.

Allan Turnowski diz que ligou para agente por ordem de Beltrame, mas secretário nega

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Acabo de ver o RJ-TV, claramente percebe-se que a Rede Globo começou o processo de FERRAR o Sr. Allan Turnowski após ele ter deixado a chefia da Polícia Civil, estilo Álvaro Lins.

As denúncias contra Turnowski são GRAVÍSSIMAS, o RJ-TJ (2ª edição) informou que Turnowski foi intimado a comparecer hoje na Polícia Federal mas ele não foi.

Por que Turnowski faltou o depoimento a Polícia Federal ?

Motivos podem ser muitos, até mesmo o medo de ficar PRESO.

Turnowski disse que ligou para o inspetor Christiano Gaspar Fernandes, chefe de investigação da 22ª DP (Penha), para checar a prisão de um preso, por determinação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame (matéria abaixo do Globo on line).

Porém, o RJ-TV (2ª edição) informou que o Secretário de Segurança José Mariano Beltrame disse que não deu nenhuma ordem para que Turnowski fizesse esse telefonema.

Quem está mentindo Allan Turnowski ou o Secretário José Mariano Beltrame ?

Alô Turnowski, quem não deve não teme, favor se apresentar a Polícia Federal, ou o Sr. deve ?

A situação a cada momento se complica mais, o site Último Segundo acaba de publicar uma matéria BOMBA, revelou que o helicóptero e blindados da Polícia Civil seriam usados por milícia (clique aqui e leia).

Digo e repito, a situação na Secretária de Segurança Pública é muito GRAVE, a Polícia Federal deveria assumir todas as investigações, para isso seria necessário até que fosse feito uma intervenção federal no Rio.

Infelizmente a situação está fora de controle.

E não me venham dizer que o Governo Sérgio Cabral não sabia dessa SUJEIRADA toda !!!

Reprodução do site do Globo on line.

RIO - O ex-chefe de Polícia Civil, delegado Allan Turnowski, disse que ligou para o inspetor Christiano Gaspar Fernandes, chefe de investigação da 22ª DP (Penha), para checar a prisão de um preso, por determinação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Segundo Turnowski, Beltrame teria sido avisado pela Polícia Federal que havia um preso que estava com policiais da delegacia da Penha, mas que não tinha sido levado para a unidade. Turnowski disse que, na ligação para Christiano, lhe perguntou sobre o preso e disse que tal prisão fazia parte de uma escuta da PF, que constatara que o inspetor havia realizado uma prisão. Segundo a Polícia Federal, Christiano teria envolvimento numa milícia que domina as favelas Roquete Pinto e Borgauto, em Ramos. Os milicianos são suspeitos de assassinatos, cobrança de até 30% de taxas em transações imobiliárias, monopólio do fornecimento de gás e venda de sinal ilegal de TV por assinatura. A PF acusa o ex-chefe de Polícia Civil de vazamento de informações.

- Como a 22ª DP (Penha) é chefiada por uma delegada (Marta Becker), ela não vai às operações. Liguei direto para o Christiano. Poderia ser para ele, como para qualquer outra pessoa que ocupa o cargo de chefia. Isso é rotina na Polícia Civil. Não posso vazar uma operação que sequer tinha conhecimento, como a Operação Guilhotina - disse Turnowski, negando o vazamento de informações.

Helicópteros e blindados da Polícia Civil seriam usados por milícia

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Amigos eu sempre soube que esse Governo Sérgio Cabral é SUJO, mas dessa vez a lama superou todos os limites, vejam a matéria abaixo que foi publicada agora no site Último Segundo.

O filme Tropa de Elite 2 não é ficção, e sim realidade, conforme depoimento do Cláudio Ferraz a corregedoria da polícia.

E mais, o helicóptero e os blindados da Polícia Civil eram usados pela milícia com o conhecimento do ex-chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski.

Por dezenas de vezes eu postei aqui no blog que a milícia estava sendo privilegiada no Governo Sérgio Cabral, vejam abaixo as matérias:

Polícia é obrigada a reconhecer que milícia agora vende drogas e está mais forte

Com a queda do tráfico a milícia vem crescendo assustadoramente no Rio de Janeiro

Deputado que presidiu CPI diz que milícias estão em 300 comunidades

Milícia aproveita golpe no tráfico e ataca na Zona Norte

Milicianos chegam a Zona Sul, e já ameaçam moradores e cobram por serviços em Copacabana

Eu dou a minha cara a PORRADA se o Governo Sérgio Cabral não sabia dessas irregularidades. Cabral vai entrar para a história como o governador mais sujo que o Rio de Janeiro já teve.

Se tais fatos forem verdadeiros, o que acredito, o Allan Turnowski e muitos outros devem ser PRESOS imediatamente, CADEIA neles.

Acredito que somente a Polícia Federal poderá resolver esse problema, precisa ser feita uma intervenção URGENTE na área de segurança pública do Rio de Janeiro.

Em tempo, Sérgio Cabral sempre teve uma ligação muito íntima com a milícia, quem não se lembra daquele vídeo em que Sérgio Cabral aparece com os milicianos Natalino e Jorominho Guimarães dançando e se abraçando (clique aqui e leia).

Leiam a matéria abaixo, é ASSUSTADORA !!!

Reprodução do site Último Segundo.

O delegado Cláudio Ferraz, da Draco, afirmou em depoimento à Corregedoria Interna da Polícia Civil que um helicóptero e carros blindados da corporação seriam usados em operação na favela da Coreia (zona oeste), com o conhecimento do então chefe de Polícia Alan Turnowski, para ajudar milicianos a tomar a comunidade. A afirmação foi feita por Ferraz segunda-feira, em depoimento obtido pelo iG

Na segunda, Turnowski lacrou a sede da Draco sob o pretexto de uma correição extraordinária. Para muitos, foi uma represália ao fato de Ferraz ter iniciado a investigação da Operação Guilhotina, da Polícia Federal. A apuração resultou na prisão de 30 policiais civis e militares, inclusive do delegado Carlos Oliveira, braço-direito e subchefe de policia na gestão de Turnowski. Entre outros crimes, os agentes são suspeitos de integrar milícias e fazer extorsões.

No depoimento, o titular da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) responsável pela prisão de mais de 600 integrantes de milícias afirmou que o chefe de Polícia Allan Turnowski, exonerado nesta terça-feira (15), tentou inúmeras vezes tirá-lo da função e esvaziar investigações contra seus aliados.

Operação da Polícia Civil a serviço da milícia

De acordo com Ferraz, em abril de 2010, apurou-se que estava sendo planejada uma operação na favela da Coreia, envolvendo policiais militares, civis e milicianos “para tomar de assalto as armas e prender os criminosos que atuavam na localidade”.

“Nas interceptações também conseguiu levantar que essa diligência seria realizada oficialmente e com o apoio da Chefia da Polícia Civil”, diz trecho do depoimento. Na ocasião, o chefe de Polícia era Allan Turnowski.

Segundo o delegado, a ação ocorreria sob a aparência de legalidade, com a existência de um inquérito policial. “Tudo estava de acordo com os trâmites legais, visto que existia inquérito policial instaurado e que seriam empregados diversos homens e viaturas oficiais, com o apoio inclusive do veículo blindado e do helicóptero da PC e que, paralelamente a essa diligência oficial, também seriam escalados milicianos para a tomada do território, armas e dinheiro dos criminosos”, afirmou Ferraz.

O delegado disse ter relatado esses fatos ao diretor de polícia especializada, que lhe prometeu levar ao conhecimento ao chefe de Polícia, Turnowski. De acordo com ele, “em seguida”, observou-se nos áudios “que o alvo havia mudado e que a oficialidade da operação estaria agora a cargo do 14º BPM (Bangu)”.

"Elite da Tropa 2"

Ferraz afirmou que na elaboração do esboço de "Elite da Tropa 2", do qual é co-autor, “colocou todos esses fatos que vivenciou em sua vida profissional de forma fictícia, fazendo-se menção nessa obra, de forma também fictícia, à operação desencadeada na favela da Rocinha visando à prisão do traficante Roupinol e que não foi bem-sucedida em virtude de um novo vazamento de informações policiais”. No livro ele incluiu referências a esse episódio envolvendo a operação na favela da Coreia.

O delegado Allan Turnowski não foi encontrado pela reportagem para comentar as declarações de Ferraz.

Como está sendo a atuação do Governador Sérgio Cabral com a crise na Polícia Civil ?

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Ao lado eu fiz uma nova enquete, participe e responda.

Obrigado,

Ricardo Gama

Delegada Marta Rocha nova chefe da Polícia Civil já foi candidata e é filiada ao PSB


Foto tirada do site Carlos Fayal (a sete vermelha foi feita por mim), postada no dia 21 de julho de 2010.

Antes que me critiquem, volto a repetir que desejo toda a sorte para Delegada Marta Rocha a frente da Chefia da Polícia Civil, e que realmente ela valorize os bons policiais civis.

Mas não podemos negar o fato de que a Delegada Marta Rocha já foi candidata, e é filiada ao partido PSB, que inclusive é da base do Governo Sérgio Cabral, e trabalhou arduamente na reeleição de Sérgio Cabral.

Cabral sempre disse que "acabou" com as nomeações políticas na Secretária de Segurança Pública, será ?

Não minto, mas espero que a Delegada Marta Rocha tenha sido nomeada por suas qualidades como policial, e não por questões políticas.

A conferir.

Enquete: A maioria das pessoas (52%) disseram que José Mariano Beltrame deveria ser exonerado por causa da crise na Polícia Civil

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Enquete feita no blog.

A maioria das pessoas, exatos 52% das pessoas disseram que José Mariano Beltrame deveria ser exonerado do cargo de Secretário de Segurança Pública.

Na pesquisa 250 pessoas votaram, 44% disseram que Beltrame não deveria ser exonerado, e 8% não souberam opinar.

Sérgio Cabral mente, existe sim ingerência de interesses e políticas na Segurança Pública

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Reprodução da capa do jornal Extra.

Prestem bem ATENÇÃO no que diz o Extra:

"...Se dependesse de Beltrame, a saída de Allan teria ocorrido em dezembro."

Como assim, se dependesse do Secretário de Segurança José Mariano Beltrame ???

Não é o Secretário de Segurança Beltrame que o Governador Sérgio Cabral vive dizendo que é o ÚNICO que manda, desmanda, e tem total carta branca para nomear e exonerar na área da segurança ???

Ou será que existe alguém (ou interesses) acima de Beltrame com poderes para gerir a segurança pública, fazendo nomeações em cargos estratégicos ?

Gente a verdade é que Governador Sérgio Cabral MENTE ao dizer que Beltrame manda e desmanda na Secretária de Segurança Pública, existe sim, ingerência de terceiros (interesses) e políticas na Secretária de Segurança Pública.

Mas a pergunta que não quer calar, se não dependia de Beltrame a saída de Allan Turnowski, dependia de quem ? Quem é o "poderoso" ou "poderosos " que também mandam na Segurança Pública do Rio ?

Allan Turnowski cai da Chefia de Polícia e deve ser indiciado por vazamento de informação

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Não tem que ter piedade, pode ser quem quer que seja, se cometeu crimes deve ir para a CADEIA.

Reprodução do jornal O Globo.


Reprodução do jornal O Globo on line.


RIO - Afastado do comando da Polícia Civil depois de uma tensa negociação - envolvendo até mesmo o governador Sérgio Cabral -, que começou na noite de segunda-feira, durou toda a madrugada e terminou nesta terça-feira com comunicados oficiais, o delegado Allan Turnowski deverá ser indiciado nesta quarta-feira pela Polícia Federal, por suspeita de vazamento de informação. Ele teria sido flagrado em grampos telefônicos alertando o inspetor Christiano Gaspar Fernandes sobre uma investigação da PF. Turnowski já foi informado pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, de que precisará prestar novos esclarecimentos aos agentes no Rio.

A conversa interceptada por policiais federais teria acontecido em 2010, depois de a PF chegar a um informante que trabalhava na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). Allan teria dito a seu subordinado para ficar atento, porque a PF preparava uma operação. Um dos alvos do inquérito, Christiano acabou preso. Com passagem pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), o policial civil estava lotado na 22 DP (Penha). Na sexta-feira passada, quando a Operação Guilhotina foi deflagrada pela PF, a delegacia foi fechada durante duas horas para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Armas, munição, celulares e documentos foram recolhidos e estão sendo analisados.

A principal acusação contra Christiano é de envolvimento, ao lado do pai, um PM reformado, numa milícia que domina as favelas Roquete Pinto e Borgauto, em Ramos. Os milicianos são suspeitos de assassinatos, cobrança de até 30% de taxas em transações imobiliárias, monopólio do fornecimento de gás e venda de sinal ilegal de TV por assinatura. Christiano, ainda segundo a PF, também participava de um grupo de policiais e informantes acusado de saquear bens de traficantes em operações em morros.

Turnowski, que nega qualquer envolvimento no esquema, está sendo acusado de receber propina da máfia dos caça-níqueis e de uma quadrilha de contrabandistas que atuaria no comércio de produtos piratas no Centro. Em depoimento na sexta-feira, ele desqualificou as denúncias, feitas por uma testemunha ouvida pela PF. A

CPI na Câmara Municipal do Rio pode investigar envolvimento de Rodrigo Bethlen com a milícia

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Quem diria a operação Guilhotina pode levar uma bomba para o colo do ex-xerife de PORRA nenhuma, hoje o deputado federal Rodrigo Belthen.

Há suspeitas de que o ex-secretário de ordem pública possa ter favorecido e anjudado a milícia, inclusive a vereadora Andréa Gouveia disse que era notória a proximidade entre Rodrigo Bethlem e o vereador cassado Cristiano Girão, preso sob a acusação de pertencer a uma milícia de Jacarepaguá. De acordo com ela, as operações de choque de ordem não seriam realizadas em Gardênia Azul, reduto de Girão.

Não custa lembrar que o Rodrigo Belthlen foi chamado para ser testemunha de defesa de milícianos em um processo crime (clique aqui e leia).

Segura a tua onda Rodrigo Belthen, agora o cerco vai fechar para o teu lado, você que gostava de derrubar as casas dos outros, agora é sua casa que pode cair !!!

E o Prefeito Eduardo Paes não sabia de nada ???

Vamos aguardar as investigações, mas lugar de vagabundo, ladrão, e miliciano é na CADEIA !

Reprodução do Globo on line.

RIO - Com 13 assinaturas - e faltando apenas quatro para atingir o mínimo exigido pelo regimento interno -, a Câmara dos Vereadores pode abrir uma CPI para investigar a passagem do delegado Carlos Oliveira pela Secretaria Especial de Ordem Pública, da prefeitura do Rio. Ex-subchefe operacional da Polícia Civil, Oliveira foi preso durante a Operação Guilhotina , com outras 37 pessoas. O pedido será apresentado pela vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB). Segundo ela, a participação do policial nas ações do município pode ter tido um alcance maior do que fez supor o prefeito Eduardo Paes, que, ao exonerá-lo, afirmou que Oliveira estava no cargo há um mês.

A vereadora chama a atenção para o fato de que o delegado Carlos Oliveira - que foi subsecretário de Operações da Seop de 14 de dezembro de 2010 até ser exonerado na última segunda-feira - já havia passado pela pasta, no período de 1 de janeiro de 2009 a 24 de abril do mesmo ano. Segundo ela, há informações de que, durante sua gestão, áreas dominadas por milícias teriam sido poupadas de operações de choque de ordem. Andrea afirmou ainda que havia uma ligação estreita entre Oliveira e o ex-secretário e deputado federal pelo PMDB Rodrigo Bethlem.

- O prefeito disse que ele ficou só um mês, mas não foi bem assim. Não sei se ele foi nomeado pelo Bethlem, mas o fato é que os dois foram nomeados juntos. Antes dessa segunda passagem, em que ficou um mês, Oliveira já havia passado pela secretaria. Ele chegou em 2009 e saiu cinco meses depois para assumir o cargo na Polícia Civil - disse Andrea Gouvêa Vieira.

Ela acredita que a CPI poderá apurar as denúncias de que as áreas de milícia eram favorecidas. A vereadora disse ainda que era notória a proximidade entre Bethlem e o vereador cassado Cristiano Girão, preso sob a acusação de pertencer a uma milícia de Jacarepaguá. De acordo com ela, as operações de choque de ordem não seriam realizadas em Gardênia Azul, reduto de Girão. Ontem, o deputado Marcelo Freixo (PSOL) afirmou que, em depoimento à CPI das Milícias, na Alerj, Girão afirmou que trabalhou no governo Rosinha Garotinho por indicação de Rodrigo Bethlem. O ex-secretário não retornou as ligações para comentar o caso.

Num relatório da Polícia Federal, que apura o caso, consta que Oliveira teria transferido para a Seop parte do grupo criminoso que comandaria - ao todo, 30 policiais foram presos na Operação da Guilhotina. O delegado, ainda de acordo com o relatório da PF, teria transferido seu "quartel-general" para a prefeitura. Após as denúncias, Oliveira e outros dois policiais - Carlos Teixeira e Márcio Romão, que estavam lotados na secretaria - foram exonerados.

Paes não quis comentar o caso nesta terça-feira. Em nota oficial, a prefeitura informou que "todos os quadros policiais que vieram ou vierem a trabalhar no município são sempre antes avalizados pelos órgãos estaduais de segurança pública".

Comentário postado no blog em defesa do Delegado Carlos Oliveira

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Comentário postado no blog em defesa do Delegado Carlos Oliveira, que vale a pena ler, até agora só ouvimos a parte da Polícia Federal, inclusive, o acusado Dr. Oliveira está sendo impedido de se defender, haja vista, não estar sendo lhe garantido o direito consitucional de vista e acesso do inquérito policial.

Senhor Ricardo Gama, somente agora tive conhecimento deste canal criado por Vossa Senhoria onde, inicialmente, comenta sobre acontecimentos relativos ao Poder estatal Fluminense, mais especificamente, aos detentores de posição de destaque na área de segurança pública.

A importância de canais de discussão sobre a atuação do Estado é indiscutível na implementação de um Estado Democrático de Direito e, muito embora, possa não concordar com o viés sensacionalista e alarmador das notícias que posta em seu blog, defendo este seu direito até o último respiro de meu ser.

No que diz respeito à "operaçao guilhotina" perpetrada pela Polícia Federal ocorre um desrespeito, um dano à integridade da pessoa humana, um vilinpêndio às garantias do cidadão que deve alarmar a toda sociedade. Tenho conhecimento que até a presente data 16.02.2011 não foi disponibilizada à defesa técnica do Sr. Carlos Oliveira, o acesso aos autos do inquérito policial para possibilitar as medidas judiciais cabíveis no caso concreto. O que causa espécie é o Senhor, Ricardo Gama, propagar que teve alcance àquele procedimento policial e os que têm interesse direto não lhes está sendo oportunizado tal intento. Vale dizer que tal prerrogativa é prevista na Constituição Republicana, no Estatuto dos Advogados e foi objeto de Súmula Vinculante em nosso STF(nº 14).

Cumpre dizer que o que nos chega, cidadãos, até o momento pela mídia, é a existência de indícios, informações, e que deveriam sofrer ação da razoabilidade na divulgação, afirmação de qualquer conduta de qualquer pessoa em suposto evento ilícito.

Vejamos:

O que é saber comum: O Delegado Oliveira é homem probo; honesto; com família constituída; relações sadias de amizade; notória contribuição na ajuda ao combate ao crime e a sociedade; objeto de matéria em diversas mídias em que se potencializam sua conduta ilibada e o caráter intocável; é agente do Estado; e muito mais...

E o que se sabe sobre o informante, caso tenha sido esta a base para tamanha medida excepcional? Qual a sua conduta perante a sociedade? Qual o valor poderemos dar as suas afirmações? Qual o suporte delas?

Alguma indicação de provável materialidade ou de suposta autoria destas afirmações? Ou basta, tão-somente, afirmar, apontar e temos o caso por finalizado? É base para um Estado Democrático de Direito?

Isso que deveria nos assombrar!!! Se há algum indício sobre a conduta de alguém, deve o Estado verificar sua veracidade, obedecendo aos princípios norteadores desse mesmo Estado, e não através de uma ação, no dizer da Associação dos Delegados, "Espetaculosa" e nas minhas, "para inglês ver" e suprimir qualquer direito do homem, do cidadão e da pessoa humana. O que vemos, pelo menos no que temos notícia, é de discriminação a uma pessoa por se POBRE, NEGRA e INTELIGENTE.


O que podemos esperar de todos: sociedade, Estado e Mídia (provenientes desta mesma sociedade) é a isenção das informações e não fazer juízo de valor sobre o que não se conhece a fundo, apenas para "vender" notícia e parecer honesto.

A usurpação dos direitos pode, infelizmente, acontecer a qualquer um. Devemos nos levantar sobre este tema, criar canais sérios de discussão e parar de sensacionalismo na divulgação de qualquer acontecimento.

Se a ordem de prisão foi determinada em alegação de suposto informante sem qualquer elemento de prova que a substancie, alicerçada somente em afirmação sem materialidade, ela é arbitrária, ofensora dos direitos e usurpadora do bem mais importante, ao lado da vida humana, do homem - a liberdade.
Sem mais,
Smith

Comento:

Realmente tenho informações de que a Polícia Federal estaria impedindo o acesso do inquérito aos advogados dos presos, entre eles o Dr. Carlos de Oliveira, tal conduta da PF é ilegal, e causa um contragimento inaceitável para aqueles que se encontram privado de sua liberdade.

Inclusive, salvo engano, alguns advogados impetraram mandados de segurança ontem na Justiça Federal para que pudessesm ter o direito de acessar o inquérito, e por conseguinte, garantir o direito de defesa dos acusados.

Isso é incoerente, como alguém que está preso pela "justiça", precisa procurar a "justiça" para se defender ???

Nesse caso sou obrigado a REPROVAR a conduta da PF em negar o acesso do inquérito aos advogados dos presos.

Por outro lado, temos que presumir que um Juiz de Direito ao decretar a prisão de pessoas, deve ter se baseado em indícios e provas suficientes, ao menos esse é o princípio basilar de um estado democrático de direito.

Agora, mais uma vez, volto a dizer que apenas publico no meu blog notícias que foram veiculadas na imprensa.

Mas sabemos que pessoas já foram vítimas de ERROS da imprensa, por exemplo, o famoso caso da escola Base.

Apenas espero que a justiça esteja trabalhando de forma correta e muito coerente nesse caso da Operação Guilhotina.

Que a justiça seja feita, de forma isenta e imparcial.

Mas PORRA Polícia Federal vamos colaborar, se o cara for culpado deve ser preso, mas ninguém pode ser PROIBIDO de se defender, dá para liberar o inquérito para os acusados ???

Ricardo Gama

Observação:

Tenho recebido muitos e-mail em defesa do Delegado Carlos Oliveira, não entrando no mérito do caso, acho que aqueles que acreditam na inocência do Dr. Oliveira deveriam se mobilizar, e lutar por aquilo que acreditam.

Façam mobilização, e divulguem para a sociedade aquilo em que vocês acreditam, como dito acima, a imprensa já cometeu erros, e se isso realmente estiver acontecendo, vocês podem fazer a diferença.


Beltrame diz que excessos afastaram Turnowski do cargo

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Apesar de tudo o Secretário de José Mariano Beltrame diz que "excessos" afastaram Allan Turnowski da chefia da Polícia Civil.

Ok, "excessos" ?

Para a Polícia Federal isso tem outro nome, e a imprensa hoje já está informando que o Allan Turnowsky será indiciado hoje por alguns crimes.

Sinceramente, nós sabemos a lama que existe nesse Governo do Rio, eu só peço que a Polícia Federal vá a fundo, e não poupe ninguém, lugar de BANDIDO é na CADEIA !

Reprodução do site R7.


Sem citar diretamente a operação que lacrou a Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, admitiu na noite desta terça-feira (15) que alguns excessos levaram a saída de Allan Turnowski da chefia da Polícia Civil. Segundo Beltrame, esses "excessos" (não citou quais) começaram no último domingo (13), curiosamente quando foi anunciada a interdição na Draco.

Testemunha da Operação Guilhotina diz que policial do Bope vendeu informações e armas para traficantes

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Mais uma vez esse vagabundo do traficante Nem aparece na imprensa.

Beltrame sempre disse que sabe onde o Nem está, e o que tem na a casa dele, mas não o prende, será que agora esse vagabundo vai ser preso ?

Reprodução do jornal Extra on line.


Testemunha que provocou a prisão de 38 pessoas, o informante Magno Carmo Pereira também revelou, ao depor na Polícia Federal (PF), que um "caveira" do Batalhão de Operações Especiais (Bope) vendeu informações e espólio de guerra para as quadrilhas dos traficantes Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, e Rogério Rios Mosqueira, o Rogério Roupinol.

O PM teria vendido para o tráfico carregadores de fuzil e pelo menos uma pistola. Ele foi identificado nas declarações da testemunha pelo prenome de Alexandre, e seria cabo ou sargento.

Frequentador da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) e ligado ao grupo liderado por Leonardo da Sila Torres, o Trovão, um dos presos na Operação Guilhotina, o policial teria levado o informante à entrada da Rocinha em um Fox prateado.

Em seguida, Magno entrou na favela e vendeu de volta a Nem, como o EXTRA adiantou ontem, a mesma maconha que havia sido apreendida pelo Bope. A carga custou R$ 11 mil. No entanto, em seu depoimento, o informante não revelou a data que a negociação foi concretizada. Esta não teria sido a única vez em que o policial procurou o informante.

A testemunha revelou ainda no depoimento que o PM Alexandre lhe passou uma mochila com documentos, apreendida durante um tiroteio com traficantes, na Rocinha, no dia 12 de agosto de 2009.

Segundo o informante, o PM também teria lhe repassado carregadores de fuzil e uma pistola, encontrados na mata após o tiroteio. A arma é a mesma que Roupinol, nesta ocasião também abrigado na Rocinha, havia comprado por cerca de R$ 7 mil dos policiais do grupo de Trovão e que fora originalmente apreendida no Morro da Coroa no dia 24 de julho de 2009. Pela devolução do material, Nem pagou R$ 10 mil. Procurado pelo EXTRA, o relações-públicas do Bope, capitão Ivan Blaz, disse que a corporação tomará as providências cabíveis em torno do caso, assim que tiver acesso oficial ao depoimento de Magno.

Operação Guilhotina: Polícia Federal investiga se banda podre matou sargento

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Realmente essa operação da Polícia Federal está revelando um lado negro na Segurança Pública.

Que a Polícia Federal vá em frente, e não tema pressões, e bote todos os vagabundos na CADEIA.

Em tempo, PARABÉNS a Polícia Federal.

Reprodução do Extra on line.


O inquérito da Operação Guilhotina, que prendeu 20 PMs e dez policiais civis, levantou suspeitas sobre a morte do segundo sargento do Exército Volber Roberto da Silva Filho, de 28 anos. Supostamente, ele teria reagido à prisão e morrido em confronto com policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), em 30 de junho do ano passado, mas a Polícia Federal encontrou indícios de que o segundo sargento foi morto numa espécie de “acerto de contas” por não ter quitado uma dívida gerada em uma compra de armas desviadas por policiais do Rio de Janeiro.

Apontado como traficante internacional de armas, Volber foi morto num motel em Jacarepaguá. Na época, o caso foi registrado como auto de resistência, ou seja, morte em confronto, mas seria, de acordo com a PF, um homicídio. Depois de comprar fuzis desviados de operações, Volber não teria pago aos sócios de farda. A cobrança chegou à bala. O registro de ocorrência número 902-00110/2010, de 1º de julho de 2010, ao qual o EXTRA teve acesso, foi lavrado por dois policiais: o sargento PM Ivan Jorge Evangelista de Araújo, adido na Dcod, e o inspetor Robson Rodrigues Alves da Costa, da mesma unidade operacional.

Evangelista foi preso na Guilhotina e apontado pela PF como integrante do grupo dos PMs Floriano Jorge Evangelista de Araújo, o Xexa, Wellington Pereira Araújo e Carlos Eduardo Nepomuceno Santos, o Edu ou Nepô, indiciados por terem, segundo a PF, furtado pertecentes de traficantes na ocupação do Complexo do Alemão, em novembro de 2010 — entre os quais, sete pares de tênis.

No dia em que Volber foi morto, os policiais teriam levado todo o dinheiro e armas com maior poder de fogo — fuzis e metralhadoras — que estavam com ele. Na delegacia, foram apresentadas duas pistolas Glock 380, registradas em nome do militar, dois carregadores, dois cartuchos e dois estojos de munição. Os policiais alegaram que “ao chegarem no local, foram alvo de disparos de arma de fogo, sendo o agressor atingido, vindo a falecer no hospital”.

Titular da Delegacia de Repressão ao Tráfico Ilícito de Armas da Polícia Federal, o delegado Allan Dias afirmou que o caso de Volber, por se tratar de um homicídio, será compartilhado com a Corregedoria Geral Unificada. Um processo administrativo vai ser instaurado e os policiais envolvidos podem ser expulsos.

De acordo com um dossiê elaborado pela 2 Companhia de Inteligência do Exército (CiaIntlg), Volber Roberto Filho era fornecedor de armas (matuto) para traficantes da facção que domina a Favela da Rocinha e milicianos da Região Metropolitana. Ele fazia a ponte entre policiais e bandidos, estabelecendo o que o relatório chama de "jogo duplo". À Justiça, ele admitiu que começou a se relacionar com criminosos quando conheceu Paulo César Silva dos Santos, o Linho, morto em 2003. Informes da 2 CiaIntlg também apontam Volber como um dos executores do plano para a instalação dos explosivos no carro do contraventor Rogério de Andrade. No atentado, ocorrido em 8 de abril de 2010, na Barra, morreu o filho do bicheiro.

Lotado no 21º Batalhão Logístico do Exército (BLog), em Deodoro, ainda fazia segurança para a milícia de Realengo e Magalhães Bastos, na Zona Oeste. Volber tinha ligação com o matuto Valdenício Antunes Barbosa, o Val ou João Grandão, que foi preso em 1 de novembro de 2007 e responde a processo, na 40ª Vara Criminal da Capital, por tráfico de armas e formação de quadrilha. O dossiê revela que o segundo sargento "desviava armamento do BLog e chegou a ter 30 fuzis em sua casa, em Padre Miguel, onde fazia manutenção e revenda".

A casa está caindo no Governo Sérgio Cabral

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Reprodução do jornal O Globo de hoje.

O Globo é fechado com Sérgio Cabral, e isso não se discute, aconteça o que acontecer, a ordem é preservar a imagem do Governador.

Mas interessante é o editorial do Globo de hoje, que diz : "...a banda podre dos órgãos de segurança pública subiu mais um degrau na hierarquia da Secretária de Segurança."

Nesse ponto o Globo acerta, mas a pergunta é, quando o líder da quadrilha será PRESO ?

Quando será que se subirá "SEM MEDO" o último degrau da ROUBALHEIRA no Governo Sérgio Cabral ?

Desembargador Liberato Póvoa do TO encomenda rito de magia negra contra Ministros do STJ

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Ops !!!

Bagulho doido, juiz e bruxo, era só o que faltava !

Que as forças do bem prevaleçam sobre o povo, e daqueles que lutam contra o mal.

Reprodução da Folha de São Paulo on line.

DE SÃO PAULO - O desembargador Liberato Póvoa, do Tribunal de Justiça do Tocantins, encomendou um ritual de magia negra contra colegas e ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A informação consta em um relatório do ministro do STJ João Otávio de Noronha, relator de um caso sobre venda de sentenças no Estado.

Em um e-mail interceptado pela Polícia Federal, Póvoa pede a uma pessoa, identificada como Reinaldo, que "cerque" quatro desembargadores do Tocantins e cinco ministros do STJ que atuavam no caso.

No e-mail, Póvoa diz que os desembargadores podem "estar armando contra".

Na mensagem, o desembargador cita o nome completo e data de nascimento de todos os envolvidos. "Se houver alguma despesa, pode fazer, pois é muito importante eu "fechar o corpo'", diz o texto.

Quem cita a expressão "magia negra" é o próprio relatório do ministro do STJ. O documento não diz quando a mensagem foi enviada.

O delegado da PF Ronaldo Guilherme Campos diz que o e-mail mostra que o magistrado sabia da investigação.

Póvoa está temporariamente afastado desde dezembro. Ele é suspeito de participar de um esquema de venda de sentenças e manipulação na autorização de pagamentos de precatórios, em valores que chegavam a R$ 100 milhões.

Ele proibiu a veiculação de notícias em veículos de comunicação durante as eleições.

Póvoa disse que não comentaria o caso porque a ação corre em segredo de Justiça.

Juiz que deu voz de prisão a agente da Lei Seca discutiu com policial em 2009, e está sendo investigado no CNJ

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Pelo visto, data maxima venia, esse Juiz João Carlos de Souza tem demosntrado não possuir condições para exercer o cargo de magistrado, além de constantes abusos que vem cometendo, o "Exmo." é investigado por eventuais irregularidades no CNJ desde 2010.

Bem que o CNJ poderia suspender o Juiz João Carlos de Souza, o povo agradece.

Em tempo, ninguém é Deus, a não ser o próprio Deus, e todos estão sujeitos a se curvarem a lei, e ponto final.

Reprodução do Globo on line.


RIO - Envolvido numa confusão, na madrugada de domingo, ao ser parado numa Operação Lei Seca na Lagoa , o juiz João Carlos de Souza Correa, titular da 1ª Vara de Búzios, já teve outro problema no trânsito. Em julho de 2009, o magistrado bateu boca com um policial rodoviário federal em Rio Bonito. O problema aconteceu depois que seu motorista passou por um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), de madrugada. Além da velocidade do veículo, chamou a atenção dos agentes um giroflex azul (luz de emergência giratória, usada por carros da polícia, por exemplo) no teto. A legislação não prevê a cor azul para o dispositivo. O magistrado não quis dar entrevista ontem.

No domingo passado, João Carlos dirigia um Land Rover sem placa e estava sem a carteira de habilitação. Mas acabou dando ordem de prisão, alegando desacato, a uma agente de trânsito.

Em 2009, o policial rodoviário Anderson Caldeira participou da abordagem do juiz.

- Quando paramos o carro, o motorista desceu armado e o juiz saiu logo depois, também armado. Tentei explicar o que estabelece o Código de Trânsito Brasileiro: que os veículos de polícia e as ambulâncias usem o dispositivo (giroflex) na cor vermelha, enquanto os de prestação de serviço o utilizem na cor amarelo âmbar - contou o agente.

Segundo o policial rodoviário, logo que desceu do veículo, o magistrado, aos berros, disse que era juiz de direito:

- Ele relutou muito em se identificar e em nenhum momento parou de gritar e me ameaçar, dizendo que me colocaria na rua, que a minha carreira no serviço publico estava acabada etc.

De acordo com Anderson, o caso acabou na 119ª DP (Rio Bonito) e o delegado aceitou registrar queixa contra o policial rodoviário, por desacato e exposição a perigo.

- O desacato é o crime cometido contra um servidor público no exercício de suas funções. Mas, eu que sou servidor público, também estava no exercício de minhas funções. E o perigo aconteceu, segundo o juiz, porque eu estava com minha arma em punho, numa posição de segurança. Parece que ele gosta de ameaçar e constranger as pessoas que tentam garantir a paz social. Aconteceu comigo e com a agente da Lei Seca - disse o policial, acrescentando que responde a uma sindicância na corregedoria da Polícia Rodoviária Federal por causa de denúncia formalizada pelo juiz.

Magistrado é investigado desde 2010

Desde 2010, o juiz João Carlos de Souza Correa é investigado pela corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por causa de uma série de decisões polêmicas tomadas em processos sobre disputas fundiárias em Búzios. Em fevereiro do ano passado, três magistrados da corregedoria estiveram na cidade, acompanhados por outros dois da corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), e recolheram peças de 17 processos. As investigações correm em sigilo no CNJ.

João Carlos foi alvo, na época, de duas denúncias por conduta indevida. Uma delas, por supostamente favorecer um advogado que alegava ser o dono de uma área de mais de cinco milhões de metros quadrados em Tucuns, área nobre de Búzios.

A Polícia Federal estreou em marcha lenta no Governo Dilma Rousseff

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A Polícia Federal deveria ser independente, algo similar ao Ministério Púbico, para que ela tivesse autonomia para trabalhar, e investigar quem quer que fosse.

Mas infelizmente isso não é uma realidade, por mais que a PF tente, muita das vezes as suas operações e investigações são abordadas por pressões políticas, o Rio de Janeiro é um grande exemplo.

As vezes chego a pensar que o PT é contra a Polícia Federal, será ?

Que esses burocratas de MERDA, resolvam esse impasse e deixem a Polícia Federal trabalhar, o povo agradece.

Reprodução do jornal Estado de São Paulo.

BRASÍLIA - Travada pela demora na definição dos membros da cúpula e alvo de disputas internas entre grupos de delegados, agentes, peritos e servidores, a Polícia Federal estreou em marcha lenta no governo Dilma Rousseff. O número de investigações abertas caiu de 22 ao mês em 2010 para menos da metade em janeiro e fevereiro deste ano.

Há mais de um mês no cargo, o diretor-geral, Leandro Daiello Coimbra, ainda não definiu os titulares das principais diretorias e das superintendências estaduais, alvos de uma disputa "peemedebista". Ao contrário do antecessor, Luiz Fernando Corrêa, que promoveu expurgo geral logo nos primeiros dias, Coimbra veio para uma gestão de continuidade e cada mudança é cuidadosamente negociada com a base e com os cardeais da corporação.

A indefinição, além de atrapalhar as rotinas administrativas, vem provocando atraso no início de novas investigações, que duram em média um ano até que cheguem ao ponto de maturação. Permite ainda o aumento de musculatura dos lobbies.

"As entidades corporativas tentam a todo custo emplacar seus preferidos e, quando não conseguem, exercem perverso poder de veto sobre o escolhido", disse um delegado que pediu para não ser identificado.

Primeiro alvo do bombardeio, o delegado Joaquim Mesquita foi expurgado da Diretoria de Gestão de Pessoal por pressões que uniram as várias entidades da corporação. Executivo top da PF, Mesquita chegou à sede há quatro anos como diretor de Logística. Há dois anos na Diretoria de Gestão de Pessoal, ele apertou a cobrança de resultados dos colegas e causou rebelião interna ao introduzir o ponto eletrônico para delegados e agentes.

Designado superintendente da PF em Goiânia, Mesquita ainda é alvo de críticas. Nada menos que 13 entidades assinaram um manifesto contra sua nomeação. "Esse delegado é um atraso", criticou o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink, que encabeça o documento. Entre os signatários, curiosamente, está a Força Sindical, comandada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), da base aliada.

A direção da PF informou que respeita as divergências, mas a escolha de Mesquita será mantida porque ele reúne requisitos de eficiência operacional, ética e qualidade técnica para o cargo. O delegado não se manifestou.

Está também acéfala a Diretoria Executiva (Direx), segundo cargo da hierarquia, que chefia, entre outras estruturas, o Comando de Operações Táticas (COT) e a Coordenadoria Geral de Polícia Fazendária, que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros. Estão também sem titular as Diretorias de Combate ao Crime Organizado (Dcor), Técnico-Científica (Ditec), de Gestão de Pessoal (DGP) e de Administração e Logística (Dlog).