Rádio Blog do Ricardo Gama

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A farra da FAB: Denúncia de rombo de R$ 3 bilhões

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Cacete, até tu FAB ???

O comentário dessa e de outras matérias você poderá ver o vivo no blog às 22:30 horas, ou no meu canal no youtube (clique aqui).

Reprodução da Revista IstoÉ



O Ministério Público Federal está debruçado no que pode ser um dos maiores escândalos de desvio de verbas já descobertos envolvendo a Força Aérea Brasileira. Cerca de oito mil militares que foram demitidos nos últimos dez anos continuam ativos no cadastro interno da FAB e de órgãos federais, como o Ministério do Trabalho e da Previdência. Na enorme lista de soldados fantasmas – que corresponde a 12% do efetivo da Aeronáutica – constam até mortos, segundo documentos obtidos com exclusividade por ISTOÉ e que estão sendo analisados pelo procurador da República Valtan Timbó Furtado, do 7º Ofício Criminal, de Brasília. Depois de analisar os papéis, que incluem laudos internos da Aeronáutica e do Ministério da Defesa, o procurador encontrou elementos suficientes para investigar a FAB por crime contra o patrimônio e estelionato. “Vou pedir à Polícia Federal que instaure o inquérito”, disse Furtado à ISTOÉ. O rombo pode alcançar R$ 3 bilhões, valor equivalente a 70% de todo o investimento da Força Aérea previsto para 2012 e 20% do orçamento da Defesa. Na mira do procurador estão chefes de bases aéreas, comandantes do Estado-Maior da Aeronáutica e dos departamentos e diretorias de pessoal a eles subordinados.

Informada do caso em abril, a presidenta da República, Dilma Rousseff, ordenou uma devassa nas contas da Aeronáutica. Mas pediu sigilo para evitar ferir suscetibilidades. A suspeita da fraude aconteceu quando um grupo de ex-soldados decidiu recorrer à Justiça para tentar reingressar na FAB. Eles são parte de um contingente de 12 mil homens que entraram na Força Aérea entre 1994 e 2001, por meio de concurso público para o cargo de soldado especializado. A função fazia parte do Programa de Modernização da Administração de Pessoal, idealizado pelo brigadeiro José Elislande Bayo, que mais tarde seria secretário de Finanças da Aeronáutica. Em documento interno, classificado como reservado, Bayo atacou a “cultura viciada de improviso” e “métodos ultrapassados”. Para combater esses problemas, propôs a reestruturação de quadros e a criação da “figura do soldado especializado”, que poderia “dispensar o recrutamento para o serviço militar obrigatório”.

A ideia parecia boa, mas por algum motivo não funcionou. Dos 12 mil soldados especializados que prestaram concurso, apenas quatro mil foram aproveitados. Os demais acabaram desligados da FAB sem nenhuma justificativa, ao término de seis anos engajados. Como o edital não previa temporalidade, cerca de três mil desses soldados reuniram-se numa associação, a Anese, Associação Nacional dos Ex-Soldados Especializados, e passaram a cobrar o direito de reingresso. Foi quando descobriram que seus cadastros continuavam ativos, apesar da demissão. Luiz Carlos Oliveira Ferreira, por exemplo, trabalhou no Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos até 2001. Seu desligamento foi publicado em boletim interno, mas a FAB não comunicou a dispensa ao TCU, ao Ministério do Trabalho ou à Previdência. Quem consulta a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) e o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) verifica que Ferreira e tantos outros, como os ex-soldados Williams de Souza, André Miguel Braga Longo, Alexandre Gregório, Edmilson Brasil e Anviel Rodrigues, nunca foram demitidos de fato. “A FAB cometeu todo tipo de fraude cadastral”, acusou o ex-soldado Marcelo Lopes, que integra a direção da Anese em Brasília.

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NA JUSTIÇA
Cerca de 3 mil soldados reuniram-se numa associação,
a Anese, e passaram a cobrar o direito de reingresso à FAB

Robson Sampaio, da Anese do Rio, cita o caso de Alexandre Gregório, que após deixar a Aeronáutica prestou concurso para a Prefeitura do Rio e se surpreendeu ao descobrir que suas guias do CNIS, da Rais e do Caged estavam em nome de Denílson Nogueira, que consta como ativo no Parque de Material Bélico de São Paulo. Outro caso é o de Edmilson Brasil, que constam no Caged como aposentado, embora tenha sido demitido da FAB e hoje trabalhe na empresa Tecnoval Laminados. “Isso é caso de polícia. É preciso investigar a fundo essa fraude bilionária”, afirma Sampaio. As fraudes, segundo ele, também envolvem duplicidade de certificado de reservista de milhares de militares, como os ex-soldados especializados Teodoro dos Santos Gomes, Sandro Roberto de Souza, Nuil Benigno Andrade Ferreira e Alessandro Baptista. Eles descobriram que foram emitidos certificados em seus nomes tanto pelo Exército como pela Aeronáutica. Até mortos figuram como ativos na FAB, como Paulo Fabrício Cavalcante Vieira, morto em outubro de 2000 numa troca de tiros.

Questionada por ISTOÉ, a FAB negou o desvio de recursos e garantiu que os soldados especializados foram desligados da folha de pagamento da Aeronáutica. Em nota, a assessoria de imprensa alegou que os militares deixaram de constar da RAIS “desde quando deixaram de receber remunerações pela Aeronáutica”, o que não é verdade. Da mesma forma, a FAB alega que o fato de os soldados desligados estarem “ativos” no CNIS, no Caged e no CBO “não implica o pagamento de benefício pecuniário e tampouco recebimento de qualquer dotação orçamentária”. A justificativa não explica, por exemplo, o caso de Paulo André Schinaider da Silva. ISTOÉ obteve uma cópia da ficha interna do banco de dados da FAB, chamada SGIPES (Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal). O soldado, admitido em 1998 e desligado em 2004, consta no cadastro sigiloso como “militar inativo”. Ou seja, aposentado. Portanto, beneficiário da previdência militar. Schinaider, porém, garante que não recebe o dinheiro. “Quero saber para onde está indo minha aposentadoria como militar. Para a minha conta é que não é!”, diz Schinaider. Ao procurar a FAB, o ex-soldado gravou com uma câmera escondida um funcionário informando que houve uma reunião para discutir sobre como desligar os soldados do sistema da FAB. “Ele disse que não havia como e que uma tenente ficou responsável por enviar ao Ministério do Trabalho e à Previdência pedidos de retificação da RAIS. Mas isso não muda nada lá dentro”, afirma Schinaider.

Uma análise da assessoria jurídica, mantida a sete chaves pelo comando, também atestou a falha no cadastro de soldados e alunos das escolas de formação de oficiais e sargentos, recomendando à FAB que passe a comunicar “os ingressos e saídas de praças e alunos” ao Tribunal de Contas. Descobriu-se que, embora os desligamentos dos soldados constem de boletim interno da FAB, os mesmos não foram informados aos órgãos de controle, nem ao Ministério do Trabalho ou à Previdência Social. Destacado para cuidar do assunto, o ex-deputado José Genoino, assessor especial do ministro Celso Amorim, admitiu em reunião com ex-soldados o “nó jurídico e material”. Resta saber se esse nó pode ser desatado e a quem beneficia. Em 2004, o TCU condenou Jayro José da Silva, ex-gestor de finanças da Subdiretoria de Pagamento de Pessoal, a devolver quase R$ 4,6 milhões em decorrência de uma fraude no cadastro. Ouvido por ISTOÉ, o coronel, que foi expulso da FAB, diz que assumiu a responsabilidade sozinho. “Perdi minha carreira, meu emprego e minha honra. Aguentei tudo para proteger muita gente”, disse. Questionado sobre quem seriam esses oficiais, Silva foi lacônico. “Melhor não mexer nisso.”

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PROVA DO DESCONTROLE
Foram emitidos certificados de reservista, em nome do militar Alessandro Baptista,
tanto pela Aeronáutica quanto pela Marinha, o que aumenta as suspeitas de irregularidades

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Documento da Previdência (acima) mostra que, embora tenha sido demitido da FAB,
o militar André Longo continua com cadastro ativo na Aeronáutica. O MP, em ofício
encaminhado ao Departamento de Ensino da Aeronáutica (abaixo),
alerta para as irregularidades na dispensa de soldados

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8 comentários:

  1. Não se impressionem, mais na PMERJ acontece a mesma coisa e o MPE não se pronuncia, ex Policiais militares que foram excluídos a bem da disciplina, ao ingressarem na justiça por se sentirem prejudicados em seus processos(IPM's) de exclusão, descobrem que mesmo afastados a mais de um ano as suas folhas de pagamento continuam em aberto com os devidos pagamentos da fazenda em folha!! E ao serem questionados, seus chefes informam que o dinheiro seria devolvido, assim que possível. Obs: até defunto sem dependente da PMERJ, tem vencimentos em folha de pagamento!!

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  2. No brasil roubar galinha da cadeia,roubar 3 bilhões da churrasco.Parabens a justiça brasileira pela incompetencia.Ta na hora do povo brasileiro tirar aquele pano dos olhos daquela estatua da praça dos tres poderes em frete o palacio da justiça.Contem comigo!

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  3. O Comando da Aeronáutica contesta o teor da reportagem "A Farra da FAB" da revista ISTOÉ, em sua última edição de número 2194, sobre supostas irregularidades na folha de pagamento do Comando da Aeronáutica. Dessa forma, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) presta os seguintes esclarecimentos:

    O Comando da Aeronáutica, ao longo do ano de 2011, vem atualizando as informações administrativas constantes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) decorrentes do desligamento de militares da Aeronáutica. Essa atualização se dá através do envio de informações retificadoras ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O principal item em atualização é a inclusão da data de desligamento de ex-soldados.

    Por meio das informações da RAIS, o MTE poderá atualizar ou inserir a data de desligamento, bem como qualquer outro dado relativo aos ex-soldados no Cadastro Nacional de Informações e Serviços (CNIS). É importante salientar que esse cadastro não proporciona qualquer efeito na elaboração da folha de pagamento da Aeronáutica.

    O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), por sua vez, destina-se a fornecer informações utilizadas pelo programa de seguro-desemprego, condição não aplicável aos militares.

    O ato administrativo que implica o imediato cancelamento do pagamento de remuneração (salário) de um militar da Aeronáutica é a publicação do seu desligamento do serviço ativo em boletim interno de sua organização militar, fato que a própria reportagem afirma ter ocorrido.

    No momento em que a reportagem acusa a Aeronáutica de desviar até R$ 3 bilhões a partir de apurações incompletas, em particular a ausência de informações contidas na RAIS, comete equívocos, mistura conceitos, apresenta deduções descontextualizadas e confunde o leitor, promovendo uma “farra de suposições”.

    Outro erro da reportagem foi confundir o conceito de “inativo” extraído do Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal (SIGPES)*, com o de “aposentado”. Inativo, no SIGPES, significa que o indivíduo não está exercendo atividade funcional na instituição, podendo estar nessa condição de forma remunerada ou não.

    O ex-soldado Paulo André Schinaider da Silva, citado na matéria, teve seu licenciamento (exclusão do serviço ativo) da Aeronáutica publicado em março de 2004. Desde então não faz jus e não recebe nenhum tipo de remuneração. Tal fato também impossibilita que outro cidadão possa receber salário em seu lugar.

    Cabe destacar que o Comando da Aeronáutica tem mantido informados o Ministério da Defesa e o Ministério Público Federal a respeito das acusações apresentadas por ex-soldados da Aeronáutica.


    Brasília, 28 de novembro de 2011.
    Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
    Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

    Esclarecimento: O Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal (SIGPES) é uma ferramenta do Comando da Aeronáutica destinada a produzir informações relativas ao efetivo militar e civil, ativos, inativos ou pensionistas vinculados a este Comando.

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  4. KKKKKKKKKKKKK..........Tá faltando ai o "desvio da nafta", "perda" de missel no mar....affffffff.

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  5. “Reintegração na berlinda”, a FAB manipula informações a seu bel prazer destorcendo os fatos
    A DEMANDA DOS EX-MILITARS, QUE GERARIA PREJUIZO DE R$3 BILHOES A UNIÃO.

    A Anese em 25 de novembro de 2011, depois de muito questionar a demora da Advocacia Geral da União em finalizar o parecer em que se esperava que este vislumbrasse todas as denúncias proferidas aquela instituição fizesse justiça amparando este jovens que tiveram seus empregos roubados após 06 anos de trabalhos prestados ao Comando da Aeronáutica, Estes ex militares decidiram formalizar a denúncia na ISTOÉ onde informaram o rombo que poderia chegar a 3 bilhões. É importantes saber que desde 2001 data em que começou as demissões destes concursados, a Força Aérea Brasileira devia ter emitido ao TCU nota dos desligamentos destes militares e após 10 anos de dispensa destes concursados a FAB começou a atualizar estes dados cadastrais junto aos órgãos numa tentativa de corrigir um erro que esta bem guardado debaixo do tapete. Esta correção foi motivada em abril de 2011 onde a Anese tornou público sua tentativa de dialogar com o Governo Federal objetivando a reintegração de seus associados ao quadro da Força Aérea Brasileira mais o que se percebeu que o alto comando já sabia que este movimento iria causar um grande impacto e desde aquela época começaram a realizar as alterações gerando ainda mais provas contra sua própria organização pois hoje temos militares com duas ou mais consultas no MTE, RAIS, CNIS, CAGED e outros órgãos.
    Atualmente somam-se mais de 15.000 Ex Soldados Concursados que foram demitidos sem justo motivo para entender o calculo fornecido colocamos: 15.000 demitidos multiplicado pelo salário vigente a época R$1.200,00 (um mil e duzentos reais) multiplicados por 10 anos de desligamento teremos um equivalente a R$2.160.000.000,00 (Dois bilhões, Cento e sessenta milhões de reais) valor sem correção e outros acréscimo desta forma este foi o calculo observado por esses jovens que comprovaram o desvio e repasse de verbas referente a seus cadastros.

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  6. VEJA COMO A FAB MANIPULA INFORMAÇÕES A SEU FAVOR TORNANDO INVEÍDICO E MENTIROSA AS ARGUMENTAÇÕES!

    A reintegração destes Ex Soldados Concursados não geraria prejuízo a União, pois já estava previsto a contratação de novos servidores para o ano de 2012 juntamente com o orçamento de 4,6 bilhões de reais aprovados pelo Congresso Nacional. Sem levar em consideração que a FAB recebe atualmente os valores referentes ao cadastro deste ex servidores uma vez que a União não foi informada do desligamento destes militares e ainda estaria sendo repassados da União para a FAB os vencimentos mensais destes ex soldados, de forma que o Comando da Aeronáutica não perderia um centavo na recontratação destes servidores, ao contrario faria um enorme ação social.

    DISPENSA DE MILITARES CONCURSADOS NÃO POSSUI AMPARO LEGAL
    Porque Soldados Concursados não poderia ser licenciados?

    A FAB alega que os cargos de Soldados Especializados seriam temporários com limite de 06 anos de efetivo serviço, essa temporariedade não possui amparo legal pelos seguintes fatos a seguir:

    1 - No "Estatuto Militar ou Lei do Serviço Militar” não se percebe nenhum artigo mencionando a figura do Soldado especializado (SE) ou Soldado de Primeira Classe (S1) Especializado, nem mesmo o período máximo de serviço ativo. Nessas leis consta a temporariedade ao militar oriundo do Serviço Militar Inicial/Obrigatório, ou seja, Soldado de Segunda Classe "S2" e Soldado de Primeira Classe "S1" (Este último sem o termo Especializado). A atenção aos termos utilizados torna-se importante, pois a FAB faz uma troca de termos a fim de confundir o Público, o Judiciário e outros e justificar o licenciamento dos Soldados Especializados como temporários. Este último não se confunde com o Soldado Especializado (SE) oriundo do CONCURSO PÚBLICO, o qual já estava quite com a modalidade do Serviço Militar não podendo estar em continuação ao SMI/SMO por já haver prestado anteriormente. É passível de multa quem se alistar 02 vezes como consta na legislação. Vejam a declaração da própria FAB sobre o vinculo do SMI/SMO aos Soldados Especializados (SE).

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  7. Declaração- SMOB 32 - BASC - http://www.acheilojas.com.br/revista/declaracao.jpg
    Alterações Militares - http://www.acheilojas.com.br/revista/alteracoesmilitar.jpg

    2 - Observamos que a figura do Soldado Especializado (SE) aparece somente no PMAP “Programa de Modernização da Administração de Pessoal de 22 ABR 96” DOCUMENTO INTERNO "RESERVADO" DA FAB E REVISTA AEROVISÃO DE 1998, O PMAP mostra claramente a figura do Soldado Especializado (SE) e a perspectiva de carreira para estes militares que chegariam ao Suboficialato por Promoção por Tempo de Serviço através de Curso Interno. Perceba-se PROMOÇÃO e não CONCURSO INTERNO como é praticado atualmente; Na data do CONCURSO PÚBLICO, 1994 a 2001, a FAB vinculou propaganda nas mídias em geral e principalmente sua Revista Aerovisão onde mostra claramente o plano de carreira do Soldado Especializado na integra:

    “... Situação após o Curso: Soldado de Primeira Classe (S1) Especializado, com acesso às, demais graduações até Suboficial, podendo chegar ao Oficialato..."

    Percebe-se a utilização do termo ESPECIALIZADO na graduação SOLDADO DE PRIMEIRA CLASSE (S1), dessa forma provamos que o SOLDADO DE PRIMEIRA CLASSE (S1) ESPECIALIZADO ou SOLDADO ESPECIALIZADO, oriundo do CONCURSO PÚBLICO, não se confunde com o SOLDADO DE PRIMEIRA CLASSE (S1), NÃO ESPECIALIZADO ou SOLDADO DE SEGUNDA CLASSE (S2) oriundos do SMI/SMO.

    Revista AERVISÃO de 1998 - http://www.acheilojas.com.br/revista/aerovisao.jpg
    PMAP - http://www.acheilojas.com.br/revista/pmap.jpg

    DA FALHA NO CADASTRO E ORGÃOS GOVERNAMENTAIS E TCU

    Referente a falha de cadastro junto a Tribunal de Contas da União, Ministério do Trabalho e Emprego, Previdência Social e outros órgão a Anese esclarece que através de documentos comprobatórios e de consulta ao Sisac verificou-se que o Sr. Luiz Carlos de Oliveira Ferreira, associado da Anese, fora admitido em 06/03/1995 e teve seu desligamento após seis anos de efetivo serviço e seu cadastro no sisac ainda continua “ativo” perante o Tribunal de Contas da União desta forma seus vencimentos ainda podem estar sendo repassado para o Comando da Aeronáutica desde a data de seu desligamento ocorrido em 2001. O fato de não comunicar os órgãos competentes do desligamento do militar configura crime de omissão de informação e apropriação indébita de recursos que deveriam ser suspensos no ato do desligamento do militar na OM em que serviu e o que se percebe é que o ocorrido não foi somente um mero erro administrativo mais sim ato qualificado pois todos os concursados não tiveram seus desligamentos informados aos órgãos competentes pela administração da Aeronáutica.
    Albuquerque, advogado geral substituto da Advocacia Geral da União, comete um grave erro e vai contra a Constituição Federal e Normas Vigentes ao informar que não viu problemas nas falhas dos cadastros dos Ex Soldados Concursados e na falta de comunicação das demissões ao Tribunal de Contas da União de modo que a Anese vem mostrar o ato abusivo praticado por aqueles que hoje integram cargos no alto escalão da Republica Federativa do Brasil. A Aeronáutica é regida por normas e estatutos que em sua administração é obrigada ao fiel cumprimento a fim de tornar lícitos os atos da administração, e em seu regulamento, RICA 21-199 “Regimento Interno da Diretoria de Intendência” de 2008, Art. 326. Informa na íntegra:

    “À Subseção de Controle de Registro de Concessões (3IPCI-2) compete: I - conferir e complementar, quando for o caso, as fichas do Sistema de Apreciação e Registro dos Atos de Admissão e Concessões (SISAC) do Tribunal de Contas da União (TCU)...”

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  8. Por sua vez o Cadastro no Sistema de Apreciação e Registro dos Atos de Admissão e Concessões (Sisac), destina-se a fornecer informações para aquisição ou renúnPor sua vez o Cadastro no Sistema de Apreciação e Registro dos Atos de Admissão e Concessões (Sisac), destina-se a fornecer informações para aquisição ou renúncia de receitas junto ao Governo Federal, condição aplicável aos militares. Por meio do envio e tramitação, no âmbito do Tribunal de Contas da União, de informações alusivas a atos de desligamento de servidor, para fins de registro a autoridade administrativa, ou seja, o Comando da Aeronáutica é responsável pelo ato de demissão e envio das informações ao TCU a fim de constar no Sistema de Apreciação e Regime dos Atos de Admissão e Concessões (Sisac) por meio eletrônico ou magnético. É importante salientar que o envio dessa informação ao TCU proporciona efeito da renúncia de receitas relativas à folha de pagamento da Aeronáutica conforme nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Federal. A omissão de informações nos atos no Sisac ou lançamento incorreto dessas informações no sistema poderão ensejar a aplicação da pena prevista no inciso II do art. 58 da lei n. 8.443/1992 aos responsáveis, com multa de R$42.000.000,00 (quarenta e dois milhões), sem prejuízo de outras que se revelarem pertinentes, de ordem administrativa civil ou penal. ” De forma que a autoridade administrativa, o Comando da Aeronáutica, é responsável pelo ato de admissão ou de concessão de
    aposentadoria, reforma ou pensão e submeterá ao Tribunal, para fins de registro, por intermédio do respectivo órgão de controle interno. Conforme a INSTRUÇÃO NORMATIVA TCU Nº 55, DE 24 DE OUTUBRO DE 2007, complementa em seu Art. 3º Embora não sujeitos a registro, deverão ser enviadas ao Tribunal, pela autoridade administrativa responsável, informações relativas aos seguintes atos: I - desligamento de servidor. Dessa forma verifica-se que a permanência do cadastro ativo de ex-servidores que se encontram desligados internamente do Comando da Aeronáutica, através de Boletim Interno, configura ato gravíssimo com penalidade prescrita na legislação em vigor daquela norma. Dessa forma torna-se claro que o advogado substituto não se atentou para normas e preceitos legais que a administração pública é obrigada a seguir ensejando em penalidade no âmbito civil e penal.

    Por Ruther Correa


    Fonte Notinp

    Reintegração na berlinda

    A AGU emitiu parecer sobre a reintegração dos soldados especializados da FAB. Depois de um jogo de empurra e pressão do Ministério da Defesa, coube ao advogado-geral substituto, Fernando Albuquerque, assinar o despacho rejeitando a demanda dos ex-militares, que geraria prejuízo de R$ 3 bilhões à União. Ele entendeu que a dispensa dos oito mil efetivos concursados tem amparo legal. Albuquerque não viu problema nas falhas de cadastro dos soldados e na falta de comunicação das exonerações ao TCU. Já o MPF continua investigando as suspeitas de fraude na folha de pagamento da FAB.


    1 - A demanda dos ex-militares, que geraria prejuízo de R$ 3 bilhões à União.
    2 - A dispensa dos oito mil efetivos concursados tem amparo legal.
    3 - Albuquerque não viu problema nas falhas de cadastro dos soldados e na falta de comunicação das exonerações ao TCU.

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