Rádio Blog do Ricardo Gama

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vítima reage a assalto, toma a arma do vagabundo, e ia meter bala no marginal, mas é impedido por populares

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Bandidão quebra a cara, tentou roubar um rapaz que tinha acabado de sacar R$ 1.100 reais em uma agência bancária, ele estava acompanhado do irmão que reagiu, tomou a arma do vagabundo, e ia meter meter bala no marginal, mas foi impedido por populares.

ATENÇÃO: Duas coisas, não se deve reagir a assaltos, e matar vagabundo, pois, infelizmente a lei penal entende como homicídio.

Clique e veja o vídeo da Rede Globo, muito bom vale a pena ver.







SÃO PAULO - Imagens do circuito interno de uma loja em São Paulo mostram dois irmãos reagindo a um assalto. O caso aconteceu nesta quarta-feira, após Emerson Rodrigues dos Santos sacar R$ 1.100 de uma agência bancária. Ele estava acompanhado do irmão. O ladrão tentou roubar o dinheiro, mas acabou dominado por uma das vítimas.

Houve tumulto e os funcionários do estabelecimento que registrou as imagens tentaram conter os envolvidos. Um dos irmãos toma a arma do criminoso e só não atira porque é impedido por populares.

O ladrão foi preso em flagrante. Os especialistas em segurança recomendam que as vítimas não reajam a qualquer tipo de roubo ou assalto.

OAB protesta sobre a quebra de sigilo entre advogados e presos

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A OAB não admite em hipótese alguma que o sigilo das conversas entre advogados e presos seja quebrado.

A briga promete, a conferir.

Reprodução do site Correio do Povo.


Reprodução do site Consultor Jurídico.

Os jornais noticiam que o Ministro da Justiça defende, abertamente e sem nenhum pudor, o "monitoramento" das conversas entre advogados e presos nos parlatórios.

Essa foi uma das "soluções" apresentadas diante do quadro vivido no Rio de Janeiro: monitorar (eufemismo para escuta, invasão da privacidade, grampo ou qualquer outro termo mais adequado) as conversas entre os advogados e seus clientes, como se os advogados fossem os responsáveis pelo ingresso de armas no território brasileiro e como se os advogados, de forma generalizada, se prestassem ao papel de pombo correio do crime.

É possível que alguns advogados desbordem de seu papel e de sua necessária postura ética e se prestem a levar e trazer recados, inclusive com ordens para que se cometam crimes. Os que se escondem sob uma inscrição na Ordem para efetivar tais práticas não são advogados: são bandidos e devem ser excluídos da advocacia. Com eles e com tais condutas não pode haver complacência.

Mas esses, que se disfarçam de advogados, são minoria. A imensa maioria dos advogados é séria, é ética, é digna e exige ser respeitada.

Não se pode aceitar a proposta de invasão da privacidade que deve regular a conversa dos advogados com seus clientes, pois isso significa aceitar a pecha de que somos os advogados porta vozes de criminosos e mensageiros do mal.

"Monitorar" conversa, "escutar" o que falam cliente e advogado é inaceitável. Representa afronta às prerrogativas profissionais e fere o direito do preso. Como ensina Mirabete, a entrevista pessoal e reservada é "um direito que tem seu fundamento no âmbito da Constituição Federal, que garante aos acusados ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. (...). Assim, devem ser concedidas as maiores facilidades para essa comunicação pessoal que, por ser reservada, exige que se lhe destine um lugar apropriado e digno no estabelecimento penitenciário, garantindo o sigilo que deve presidir essas relações do cliente com seu procurador judicial."

No entanto, ao invés de afirmar o Estado Democrático, o Ministério da Justiça — é o que leio — apresenta proposta que nem na ditadura se ousou sustentar.

É preciso repudiar as afirmativas dos que, diante da falência do Estado na questão da segurança pública, buscam passar para a população a noção de que o advogado se confunde com seu cliente e imputam aos advogados, como regra, condutas que são exceção.

Somos, os advogados, indispensáveis à administração da Justiça e necessitamos, para nosso exercício profissional pleno, do respeito às nossas prerrogativas.

Porém, quando se vê tamanho absurdo, quando nos deparamos com tão clara proposta de quebra de nossas prerrogativas profissionais e de insulto a nossa profissão, é reconfortante relembrar o ministro Celso de Mello: "qualquer conduta dos agentes e órgãos do Estado que afronte direitos e garantias individuais, como o direito de defesa, cerceando e desrespeitando as prerrogativas profissionais do Advogado, representa um inaceitável ato de ofensa à própria Constituição e, como tal, não será admitido nem jamais tolerado pelo Supremo Tribunal Federal".

Prerrogativa não é privilégio. Nós, que resistimos às ditaduras, não nos curvaremos a propostas demagógicas, populistas e flagrantemente ilegais.

Por isso, como advogados, dizemos: Respeite, eminente Ministro, a advocacia brasileira.

Homero Junger Mafra

Presidente da OAB-ES

OAB suspende advogados de Marcinho VP e Elias Maluco, e a polícia está caçando os "doutores"

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A casa caiu para os advogados dos vagabundos Marcinho VP, e Elias Maluco, a OAB suspendeu os registros dos profissionais, estão com a prisão decretada, e a polícia está caçando os "doutores".

Reprodução do site R7.

O Tribunal de Ética da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro) decidiu suspender por 90 dias o exercício profissional de três advogados dos traficantes Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP que foram acusados de transmitir as ordens para os ataques que aterrorizaram a região metropolitana fluminense na última semana de novembro.

Ao final desta punição, os três profissionais (Flávia Fróes, Luiz Fernando Costa, Beatriz da Silva), que tiveram a prisão preventiva decretada e estão foragidos, poderão ter o número de registro na OAB-RJ cancelados.

Nesta quinta-feira (2), policiais da Delegacia de São Pedro da Aldeia (125º DP), na região dos Lagos, no litoral fluminense, fizeram uma grande operação para tentar capturar a advogada Flávia.

A profissional não foi encontrada, mas os policiais apreenderam um computador e um celular onde eles acreditam ter informações sobre o envolvimento dela com o tráfico de drogas. Ela tem um pedido de prisão decretado pelo Ministério Público. A advogada que representa Flávia disse que a cliente está sendo vítima de um mau entendido.

A ação contou com 19 policiais civis em dez viaturas de quatro delegacias da região dos Lagos.


Fuga de traficantes do Complexo do Alemão poderia ter sido evitada, diz piloto

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Realmente a fuga dos vagabundos é um mistério, como centenas de traficantes desapareceram ?

Piloto do helicóptero da polícia diz que fuga poderia ter sido evitada se houvesse tido planejamento.

Complicado...

Reprodução da Folha de São Paulo.
O piloto do helicóptero responsável pelas cenas de rasantes nas favelas de "Tropa de Elite 2" é o mesmo que participou da ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão: Adonis Lopes de Oliveira, 47, na Polícia Civil do Rio há 24 anos.

No comando de um dos três helicópteros usados na operação e levando sete atiradores, Adonis deu apoio aos 50 policiais civis que invadiram a favela da Grota pela rua Joaquim de Queiros sem a ajuda de blindados.

Dos céus, Adonis quebrou a resistência com volume de fogo, forçou a dispersão dos bandidos e colheu imagens.

"Quando os traficantes viram o poderio bélico, resolveram se retrair", disse.

Se a operação no Alemão não foi muito diferente das centenas que participou, a conquista da Vila Cruzeiro foi "um pouco mais complicada".

A falta de planejamento, além de deixar mais difícil a operação, impediu que o helicóptero de Adonis fizesse o cerco à estrada de terra entre as duas comunidades, usada na fuga pelos criminosos.


"Tinha como chegar lá. Não houve o planejamento. Foi uma operação desencadeada emergencialmente e não houve tempo hábil para a polícia fazer o cerco."

No dia da fuga em massa dos bandidos, o principal helicóptero da Polícia Civil, um Huey 2 com blindagem especial para suportar tiros de calibre 762, apelidado de "Caveirão do Ar", estava em manutenção. Nesse dia, Adonis pilotou uma aeronave modelo Esquilo, "estigmatizada" desde que traficantes derrubaram um no ano passado, matando três policiais.

Após ataques de traficantes no Rio, governo estuda suspender visitas íntimas em presídios federais

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O cerco continua em cima dos vagabundos, agora correm o risco de perderem a visita íntima.

A questão da violência é muito complexa, será que a visita íntima é a responsável pela guerra no Rio ?

Se não houvesse bandidos organizados e armados no Rio de Janeiro não haveria para quem dar ordens, e aí ?

Reprodução do Folha de São Paulo on line.

O governo federal quer aumentar medidas de segurança no sistema prisional federal. Entre as medidas sugeridas pelos diretores das penitenciárias federais ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, estão a suspensão de visitas íntimas em momentos de crise --como a série de atentados no Rio de Janeiro-- e maior controle de encontro entre familiares e advogados com os presos.

"Com uma crise como essa, onde do lado externo há uma forte ação policial para contenção do crime organizado, dentro dos presídios também precisam ser tomadas medidas adicionais que venham a contemplar cada vez mais a segurança", disse o ministro nesta quarta-feira, após a reunião.

A SAL (Secretaria de Assuntos Legislativos), órgão do ministério, avalia de que forma as medidas podem ser tomadas --por meio de decreto, portaria ou projeto de lei, por exemplo. Barreto afirmou que medidas mais simples podem ser anunciadas ainda nesta semana.

O ministro defendeu ainda o uso de equipamentos de gravação de áudio não apenas em conversas entre advogados e presos mas também entre os criminosos e familiares. "Todo tipo de visita deve ser melhor controlada, a fim de evitar que levem ou tragam informações que porventura beneficiem o crime organizado."

Esse recurso, na verdade, já foi utilizado no passado. Reportagem da Folha de junho deste ano mostrou que o juiz federal Odilon de Oliveira, atendendo a um pedido de cooperação internacional, autorizou o monitoramento das visitas íntimas de um italiano preso no Brasil por tráfico internacional de drogas.

O governo construiu seus quatro presídios federais de segurança máxima com um sistema de gravação de som e imagem já implementado em sua estrutura. O mecanismo para o "grampo", afirma a Justiça, só é utilizado após autorização judicial.

COMANDO VERMELHO

A informação de que uma advogada recebeu em março passado, dentro da penitenciária federal de Catanduvas, a ordem do Comando Vermelho para comprar 13 fuzis no Paraguai foi repassada logo em seguida para a Secretaria de Segurança Pública do Rio.

"Na época, a gente comunicou. É feito um relatório de inteligência e passa-se a informação para o Rio de Janeiro. Mas não dizia que era fuzil, foi uma dedução. Felizmente nós ficamos sabendo que o Rio de Janeiro estava monitorando essa advogada", disse o delegado da Polícia Federal Fabiano Bordignon, diretor da penitenciária de Catanduvas (487 km de Curitiba).

De acordo com reportagem da Folha, um "relatório de áudio vigilância" do presídio aponta que no dia 30 de março um líder do CV, então preso em Catanduvas, pediu para a advogada Beatriz da Silva Costa comprar "13 perfumes, devagar, não precisando ser todos de uma vez".

"Isso [o envio da informação para o Rio] é a maior demonstração de que o sistema funcionou na sua segurança", defendeu o ministro da Justiça.

Tráfico faz ameaças a militares fora do Complexo do Alemão

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Os vagabundos do Comando Vermelho agora começaram a ameaçar os soldados do exército que moram em comunidade dominadas por essa facção.

Tá bom...

Tomara que essa operação continue no Rio de Janeiro com o apoio das forças armadas, e que não sobre um vagabundo solto ou vivo.

Desde quando vagabundo pode ameaçar um soldado do exército ou um policial ?

Em tempo, a facção C.V. (Comando Vermelho) agora está sendo apelidada de "Corre Vagabundo" !

Reprodução da Folha de São Paulo.


Em represália à ação no Complexo do Alemão, soldados do Exército que participam da ocupação dizem que estão sendo expulsos das favelas onde moram por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho.

De acordo com soldados ouvidos pela Folha, pelo menos cinco deles receberam ordem de criminosos para não voltar para casa e desde sexta estão acampados no quartel improvisado próximo ao Complexo do Alemão.

O Exército participa da ocupação do Alemão desde a semana passada com cerca de 800 homens -todos são lotados no Rio.

Na lista estão militares que moram em favelas como Caxias, favela da Galinha e Anchieta. Outros soldados não quiseram dizer à Folha onde moram com suas famílias.

Ainda de acordo com relatos dos militares, os traficantes -todos armados- estão indo de moto e deixando a ordem para que os soldados "não voltem mais para casa".

Um soldado que mora em Caxias abandonou a casa com móveis recém-comprados, segundo os colegas.

Outro militar disse que a mulher abandonou a casa onde moram após ser abordada por traficantes.

O tenente-coronel Cláudio Tavares Casali, um dos comandantes da operação no Alemão, confirma que cerca de dez soldados que participam da operação foram "pressionados" por traficantes supostamente ligados aos criminosos do CV.

Ele disse saber apenas de um militar que afirmou que vai mudar de endereço após essa "pressão".

Casali disse que a Secretaria de Segurança foi informada e, agora, a polícia deve iniciar a investigação.

Os militares que se sentirem ameaçados, segundo ele, estão sendo retirados da linha de frente e utilizados em outros serviços.

Segundo os militares, as ameaças tiveram início na última sexta-feira quando o Exército cercou o Alemão. "Até então, ninguém mexia com ninguém. Agora, viram que estamos nas ruas e passaram a nos perseguir como se fôssemos policiais", disse um soldado.

Ao contrário dos policiais civis e militares, quando deixa o quartel, o soldado não tem direito de portar qualquer tipo de arma de fogo.

O Exército informou não ter tomado conhecimento de nenhuma queixa da tropa, mas disse que vai averiguar as denúncias.

"Não houve nenhuma reclamação nesse sentido", disse o chefe de comunicação do Comando Militar do Leste, coronel Ênio Zanan. Segundo ele, o Exército participou de outras operações em favelas do Rio, sem registro de militares ameaçados.

Polícia Federal ajudará a pacificar a Mangueira

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Mangueira é a bola da vez, muitos vagabundos de lá já devem estar de malas prontas para fugir.

Esse é o problema, se anuncia com antecedência a invasão de uma comunidade, os vagabundos fogem, e ninguém é preso !

Reprodução do jornal O Dia on line.

Rio - O primeiro passo para a pacificação do Morro da Mangueira foi dado ontem. Em reunião com o governador Sérgio Cabral, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, acertou, segundo fontes da PF, que seus agentes irão colaborar com o estado para expulsar criminosos da comunidade. Como O DIA antecipou ontem, a polícia do Rio vai deixar os complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, e começar a planejar a ocupação da Mangueira.

O encontro aconteceu no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. Corrêa garantiu a Cabral que a PF está à disposição do Rio. Ele ainda acertou que os agentes federais vão colaborar no rastreamento de armas de traficantes, além de trabalhar no monitoramento de fronteiras. Ontem, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, foi ao Alemão, pela primeira vez após a ocupação, acompanhado de integrantes da cúpula da polícia do Rio.

“Percebi, nessa caminhada, muitos acenos discretos de moradores que ainda veem com desconfiança nossa chegada. Isso é natural. Cabe a nós provarmos, com nossas ações, que nós temos as melhores intenções de trazer a paz para os moradores do Alemão. Estamos aqui e vamos permanecer. O que nos interessa é tirar essas quase 400 mil pessoas dessa masmorra de fuzil, dessa masmorra de ditadura”, afirmou Beltrame.

A Mangueira é hoje o principal reduto da facção criminosa de traficantes que provocou ataques na cidade e acabou motivando a ocupação do Alemão e da Vila Cruzeiro, o Comando Vermelho. O líder do tráfico de drogas na Mangueira é Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que está foragido e tinha até uma mansão no Alemão, onde se refugiava. O bandido teria voltado à favela após a ocupação policial no Alemão, assim como seu comparsa Lúcio Mauro Carneiro dos Passos, o Biscoito, entre outros. Sábado, agentes da Polícia Civil prenderam sua mulher, Viviane Sampaio, acusada de lavagem de dinheiro.

Mão do vagabundo Luciano Pezão pede ao filho para se entregar

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A foto do vagabundo Luciano Pezão.

Lamentavelmente quem mais sofre são as mães desses vagabundos, muitas não tem culpa pelo fato do filho ter optado em ser um bandido.

Mas Pezão não está disposto a se entregar, e pelo visto esse aí, não sei não, mas acho que não "sobreviverá" muitos dias, a conferir.


“Se entrega, meu filho. É melhor ser preso do que ser morto.” Este apelo foi feito, ontem, pela mãe de Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, chefe do tráfico de drogas no Complexo do Alemão. Dona Josefa Martiniano, de 59 anos, pediu para o filho bandido e foragido se entregar à polícia. Ela teme perdê-lo para sempre.

— Não tenho esperança de ver o Pé (como é chamado pelos parentes) de novo porque essa vida dele não tem nenhuma saída — afirmou.

Há 38 anos, Josefa veio de Bananeiras, a 140Km de João Pessoa, na Paraíba. Casou-se e formou a família, na favela. Tem cinco filhos e 16 netos. Ela cria dois filhos de Pezão há sete anos. O traficante tem outro, mas com a segunda mulher. A matriarca dos Martiniano garantiu que não fala com o criminoso há duas semanas, quando conversou com ele, pessoalmente, por 15 minutos. Apesar do desespero, ela lavou as mãos quanto à entrada do chefe do Alemão, no mundo do crime, há 17 anos. Segundo Josefa, “foi ele que escolheu a vida do tráfico.”

— Estou derrotada. Minha boca está seca, não comendo mais. Eu boto um pouquinho de água na boca e tomo remédio pra ver se eu melhoro. Se pudesse, pegaria ele pelo braço e levaria até a delegacia. Eu entregaria o meu filho. Falo isso e falo firme. Eu não escolhi isso. Agora, ele está nas mãos de Deus. Não posso fazer nada. Só Jesus pode — lamentou a mãe.

Ministério da Justiça que gravar todas as conversas de vagabundos presos em presídios federais com familiares e advogados

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O cerco está se fechando para os vagabundos, o Ministério da Justiça quer gravar todas as conversas dos marginais com os seus familiares e advogados, sem exceção.

O problema é que essa "medida" pode esbarrar em alguns direitos e garantias constitucionais, a conferir.

Reprodução do Globo on line.

BRASÍLIA - O Ministério da Justiça e os diretores dos quatro presídios federais de segurança máxima em funcionamento - Catanduvas (PR), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Mossoró (RN) - preparam um pacote de medidas para permitir a gravação de todas as conversas de detentos com advogados e familiares. A ação visa identificar a transmissão de mensagens dos comandantes do crime organizado para fora das unidades. Em Catanduvas, único presídio federal em que os diálogos com os advogados são monitorados, o sistema flagrou, em 9 de abril, a possível encomenda de 13 fuzis, que podem ter sido comprados para abastecer o arsenal da principal organização criminosa do Rio de Janeiro.

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse que pretende adotar, em casos extremos, a suspensão das visitas íntimas, mesmo para condenados fora do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Hoje, o RDD é o único recurso capaz de garantir o isolamento absoluto:

- Todo tipo de visita deve ser melhor controlada, para evitar que levem ou tragam informações que, por ventura, beneficiem o crime organizado.

O diretor de Catanduvas, Fabiano Bordinon, confirmou que o sistema de gravações da unidade identificou uma conversa do traficante Jorge Edson de Jesus, o My Thor, com a advogada Beatriz da Silva Costa, em que ele supostamente encomenda 13 fuzis. O traficante ordena que a advogada - presa na semana passada, acusada de ser mensageira da facção - compre "13 perfumes, bem devagar". Os "perfumes" seriam fuzis.

- Foi uma dedução nossa, que impediu, posteriormente, a entrada dela na unidade por seis meses. O conteúdo da conversa foi compartilhado imediatamente com a secretaria de Segurança do Rio - afirmou o diretor do presídio.

Hoje, a situação mais crítica está em Porto Velho, para onde foram transferidos na semana passada os três chefes do tráfico que estavam em Catanduvas durante os ataques das facções criminosas no Rio. Lá, a Justiça ainda não autorizou a gravação das conversas entre clientes e advogados. Estão no lugar My Thor, Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP e Elias Pereira dos Santos, o Elias Maluco.

- Não podemos dar brechas para os criminosos - disse o diretor do presídio de Porto Velho, delegado federal Dirceu Augusto Silva.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti, afirma que a gravação das conversas entre advogados e clientes é inadmissível e alimenta o "estado policialesco". Para ele, a sociedade não pode ser movida pelo clamor de momento críticos, como o do Rio:

- Da mesma forma que o jornalista tem o direito ao sigilo da fonte e o religioso, do confessionário, o advogado tem o direito à privacidade com seu cliente. Não observamos esse tipo de tratamento nem nas piores ditaduras.

Polícia busca traficantes do Alemão na mata da Vista Chinesa após invadirem casa

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É meu caro...

Os vagabundos fugiram, os chefões "desapareceram", mas tranquilo, a polícia está atrás dos marginais, e não creio que esses vermes vão conseguir ficar "escondido" por muito tempo.


Algo está me dizendo que hoje teremos fortes emoções.

Reprodução do Globo on line.


RIO - Um dos chefões do tráfico no Complexo do Alemão - possivelmente o próprio Fabiano Atanázio da Silva, o FB - e pelo menos mais seis comparsas, estão sendo procurados por policiais federais e militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) nas matas da Floresta da Tijuca, na Gávea Pequena, Zona Sul. Os bandidos passaram a ser caçados na floresta na tarde de quarta-feira depois de invadirem uma casa na Estrada da Vista Chinesa, fazerem quatro reféns e fugirem. O local, próximo da residência oficial do prefeito Eduardo Paes, é um dos caminhos para a Favela da Rocinha.

Uma das vítimas, um perito da PF do Rio lotado na Superintendência do Rio, foi rendido, encapuzado e ficou sob a mira das armas durante mais de cinco horas. O cerco da polícia ao local começou depois que um colega do perito telefonou para a casa. Fingindo-se um gerente de banco, ele conseguiu falar com o refém que, usando um código, informou ao colega da situação.

- Ficamos preocupados na PF depois que uma parente do perito ligou buscando notícias. Resolvi ligar para o celular do policial e achei estranho quando um homem atendeu. Percebendo algo estranho, disse ao traficante que era um gerente de um banco. O bandido acreditou, passou o telefone para o perito e nós ficamos conversando em código - afirmou o outro perito da PF do Rio.

FB estaria entre os invasores

Quando descobriu que se tratava de uma invasão, o policial que estava na sede da PF comunicou o caso ao comando da corporação no Rio, que acionou os agentes do Comando de Operações Táticas (COT) da PF e o Bope. Vários policiais foram deslocados para o local, mas os bandidos conseguiram escapar - quatro fugiram às pressas, usando a picape do perito e três correram para a mata -, provavelmente com a cobertura de outros bandidos. O carro não foi localizado ainda.

A invasão da casa do perito federal começou por volta das 3h. Sete homens armados com pistolas - um deles ferido com um tiro na perna - entraram no imóvel, pulando um muro. Renderam primeiro a caseira e ficaram esperando o dono. Por volta das 8h, três pedreiros chegaram à casa para trabalhar numa obra. Também acabaram dominados, amarrados e encapuzados. Somente às 11h, o perito chegou para receber o material da obra e foi rendido também.

- O perito foi dominado. Todos os bandidos estavam armados com pistolas. Diziam que queriam dinheiro, remédios para tratar de comparsas que estariam feridos na mata e comida. Estavam famintos - afirmou um delegado federal que participa das investigações.

Um dos criminosos seria o traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, chefe do tráfico na Vila Cruzeiro e no Morro do Alemão, que foram ocupados por forças federais e estaduais. Ele estava ferido, com um tiro na perna. Ainda segundo relato do perito, os bandidos tratava um deles como chefão e falaram que iriam precisar da picape para socorrer outros comparsas que, refugiados na floresta, estariam feridos, com fome e sede.

Corregedoria já recebeu 27 denúncias de abusos contra policiais no Complexo do Alemão

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Digo e repito, policiais que erraram, devem responder pelos seus erros.

Mas deve-se considerar que os PM's estavam em uma guerra, e que, salvo engano, não houve inocentes mortos.

Mas isso não justifica exageros por parte de policiais.

Reprodução do Globo on line.



RIO - A Corregedoria Geral Unificada (CGU) da polícia recebeu, desde segunda-feira, 27 denúncias de maus-tratos e abusos praticados por agentes das forças de segurança que ocupam o Complexo do Alemão. A maioria delas trata de casos em que os agentes entraram nas residências sem mandado judicial, xingaram os moradores e reviraram objetos das casas, causando bagunça e incômodo.

Em um dos casos, cinco policiais militares do 7º BPM (Alcântara) são acusados de destratarem moradores e quebrarem objetos em um conjunto da Rua Josi Costa, na altura da Favela Nova Brasília. Duas irmãs denunciaram o caso à CGU. Quatro acusados se apresentaram no fim da noite e foram levados para a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), onde negaram as agressões.

- Bateram no meu braço com um cabo de vassoura, me xingaram na frente de meus dois filhos, fizeram uma bagunça danada. Disseram que eu escondia ouro de Carlinhos, Adriana e Barão. Eu não conheço essas pessoas. Um deles estava falando no celular com um X-9 chamado de Foca - contou uma moradora, no momento em que peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) buscavam digitais em sua casa.

Outra denúncia à CGU foi feita pela comerciante Edna Maria de Oliveira, de 56 anos, dona de um bar na Rua Antônio Rego, um dos acessos à Pedra do Sapo. Ela esteve no 16º BPM (Olaria), onde registrou o caso na base da corregedoria instalada na unidade.

- Policiais do 16º vieram aqui e fizeram uma bagunça no bar. Disseram que eu era uma safada e que tinham fotografia minha com traficantes. Eu quero ver esta foto. Nunca fiz coisa errada e não é agora, depois de velha, que vou dar mole.

Cerca de 30 moradores da Pedra do Sapo fizeram um protesto na frente da Rua Joaquim de Queiroz contra supostos abusos por parte de policiais. Entre eles, a neta de Edna, Gabriele de Oliveira Saraiva, de 20 anos, muito revoltada.

Na entrada da Rua Joaquim de Queiroz, uma fila se formou ao lado do ônibus da ouvidoria. Segundo o ouvidor, o procurador de Justiça, Luiz Sérgio Wigderowitz, as pessoas ainda tem medo de denunciar os abusos dos policiais dentro da favela. Ele aconselhou aos moradores a anotar todos os dados quando sofrerem abusos. Informações como dia, hora, nome do policial e se puder até mesmo o carro que ele estava e a unidade a que pertence:

- Todos os dados que o morador tiver para denunciar o mal policial irão nos ajudar. Só podemos punir o policial com provas.




Complexo do Alemão terá três batalhões de campanha, anuncia Beltrame

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Secretário de Segurança José Mariano Beltrame concede entrevista, vale a pena ler.

Reprodução do Globo on line.



RIO - Dos quatro anos em que está no cargo de secretário de Segurança, os três dias - de quinta para domingo - entre a invasão da Vila Cruzeiro e a ocupação do Complexo do Alemão foram os mais difíceis para José Mariano Beltrame. Como um maestro, ele teve que reger uma orquestra que não podia sair do tom: foram 2.700 homens sob a sua batuta. Seu gabinete se transformou no QG das operações. Para finalizar a sinfonia, até segunda-feira, três batalhões de campanha da PM vão ser instalados nos complexos da Penha e do Alemão. Segundo o secretário, os PMs vão preparar o terreno para que as tropas do Ministério da Defesa se instalem nos complexos. Beltrame prevê: serão mais de 40 dias de buscas nas comunidades. "Aconteça o que acontecer, a polícia não vai sair de lá", afirmou.

Veja a entrevista na íntegra:

GLOBO: O que farão os batalhões de campanha da PM?

BELTRAME: Eles vão fazer varredura (buscas) o tempo que for necessário. Aquilo lá é muito grande. É serviço para mais de 40 dias. Depois que tivermos segurança, fica só o Exército. Ainda tem muita coisa lá: armas, drogas e bandidos.

GLOBO: Por que a operação começou pela Vila Cruzeiro?

BELTRAME: Efetivamente, a Vila Cruzeiro, mais do que o Alemão, estava numa situação crítica...mais clique aqui

Polícia apreende caminhão com máquinas caça-níquies

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Algo aconteceu, de umas semanas para cá começou o combate aos bingos e máquinas caçaníqueis, por que será ?

Reprodução do site R7.

Policiais militares do Batalhão do Estácio apreenderam, na madrugada desta quinta-feira (2), um caminhão que transportava seis máquinas caça-níqueis.

Segundo as primeiras informações da polícia, os equipamentos estavam sendo descarregados em um bingo que já havia sido fechado pela polícia.

O caso foi registrado na Delegacia da Cidade Nova (6º DP).

Morador encontra a casa revirada por traficantes no Alemão

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Fala sério !!!

Trabalhador teve a casa invadida por esses vermes dos traficantes do Alemão.

Manda a conta para os "defensores dos bandidos" pagarem !

Reprodução do site R7.


Um entregador de 44 anos, morador do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, teve uma surpresa ao voltar para a casa nesta quarta-feira (1º). Tudo dentro do imóvel estava revirado. Roupas jogadas, porta arrombada e sujeira. Diferentemente de outros casos relatados por moradores, que falam de invasões da polícia, a casa o entregador foi usada por traficantes.

As provas da passagem de criminosos pela casa estavam no quintal. No chão estavam espalhadas embalagens para vender drogas e um colete à prova de balas.

O motivo pelo qual a residência do morador foi invadida pelos traficantes se explica na localização. A casa fica no alto da comunidade e a vista pode ser usada como ponto de observação. Para se chegar ao imóvel é preciso subir 194 degraus. Inconformado, o entregador insistia em dizer que é um trabalhador.

- Olha o meu holerite, eu sou trabalhador, acabei de receber o 13º [salário]. São anos para construir algo, daí eles chegam e destroem tudo. Como eu fico? Quem paga meu prejuízo?

O entregador resistiu em levar o caso à polícia com medo de ser apontado como X-9, apelido que identifica um traidor, um “dedo-duro”. Mas, a tarefa de levar o caso aos policiais não foi fácil para o morador.

Polícia prende em São João de Meriti traficante conhecido como "Porquinho"

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Fala sério, esses vagabundos inventam cada nome, esse é o "Porquinho", tinha que mandar ele para o "acougue", e ponto final.

Reprodução do Globo on line.

RIO - Policiais do 21º BPM (São João de Meriti) prenderam nesta quarta-feira o traficante Fernando Raposo dos Santos, conhecido por "Porquinho". O bandido de 18 anos estava acompanhado de um adolescente.

Com eles, os policiais apreenderam uma pistola cal 380 e 68 trouxinhas de maconha. A polícia foi à invasão, localizada no antigo Hotel Oásis, em Agostinho Porto, onde Porquinho liderava o tráfico de drogas, após receber informação do Disque-Denúncia.

Policiais do esquadrão anti-bombas examinam artefato deixado na Praia do Recreio

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A guerra contra o crime está longe de terminar, quando será que esses vagabundos vão sossegar ?

Reprodução do Globo on line.

RIO - Policiais do esquadrão anti-bomba estão desde às 20h próximo ao Posto 10, na Praia do Recreio, examinando um artefato que foi deixado na areia. O objeto se assemelha a um morteiro. Equipes do Corpo de Bombeiros acompanham os trabalhos e há muitos curiosos no local. Policiais da 42ª DP (Recreio) e do 31º BPM (Barra) também estão no local.

Traficantes presos em operação da polícia serão transferidos para Catanduvas

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Eu era a favor que eles tivessem ido para o inferno, mas Catanduvas também não é ruim, mas que fiquem muito tempo por lá.

Reprodução do site R7.

A Justiça determinou nesta quarta-feira (1º) a transferência de seis traficantes presos durante as operaçoes das forças de segurança no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro. Entre eles, está "Zeu", acusado de envolvimento no assassinato do jornalista, Tim Lopes, morto em 2002.

Os criminosos serão levados para o presídio de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná. A data ainda não foi confirmada.

Para analistas, permanência em favelas pôe em risco integridade das Forças Armadas

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Estariam os militares preparados para atuarem e permanecerem em favelas no Rio de Janeiro ?

Espero que sim !

Reprodução do jornal Estado de São Paulo.

Sociólogo lembra abusos de militares no morro da Providência, em 2008

A permanência de militares em favelas recém-ocupadas por policiais no Rio de Janeiro pode por em risco a integridade das Forças Armadas e a população dessas áreas, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

Na última terça-feira, o governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu ao Ministério da Defesa que os militares atuem na segurança do Estado até outubro de 2011. O presidente Lula aceitou o pedido.

No entanto, analistas avaliam que os militares não estão preparados para realizar as atividades de policiamento requeridas pela missão.

"Essas ações têm que ser planejadas. O soldado é treinado para matar, e não para o policiamento", diz Michel Misse, sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo Misse, tampouco havia justificativas para o emprego de militares nas operações policiais nos morros. "Esse é um caso de criminalidade, não de guerra nem de terrorismo. Houve confronto (nas incursões policiais)? Não, o que se viu foram fugas em massa."

Risco de contaminação

Para Jorge Zaverucha, coordenador do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), há chances de que as tropas sejam corrompidas pelo tráfico, como ocorreu no morro da Providência, em 2008.

Na ocasião, 11 militares que cuidavam da segurança de uma obra do governo federal detiveram e entregaram três jovens pertencentes a uma facção criminosa a um grupo rival - os jovens foram mortos, e os soldados acabaram presos.

Zaverucha diz que, desta vez, os riscos podem ser ainda maiores, já que nunca o Exército brasileiro permaneceu tanto tempo desempenhando atividades de policiamento em favelas.

"Quando a polícia é corrompida, ela pode ser substituída pelo Exército. Mas se o Exército se corromper, quem vai substituí-lo?"

O professor afirma, no entanto, que muitos soldados brasileiros hoje estão "mais adestrados" por terem atuado no Haiti, onde o Brasil chefia uma missão da ONU para a estabilização país - a maioria dos soldados que têm participado das operações no Rio já passou pelo país caribenho.

Ainda assim, alerta que "uma coisa é estar numa missão com regras de engajamento da ONU, outra uma missão no Rio, com regras de engajamento diferentes".

Ele acredita que também há chances de que os militares se desentendam com os policiais quanto às operações, já que os grupos respondem a instituições distintas. "Estamos brincando com fogo."

Recurso legal

Já o pesquisador Thomas Costa, da National Defense University, em Washington, considera que o emprego das Forças Armadas em situações emergenciais não é ilegal e pode ser útil.

Ele diz que a prática ocorre no mundo todo e lembra quando os Estados Unidos enviaram militares para apoiar autoridades civis após o furacão Katrina assolar Nova Orleans, em 2005.

No Brasil, a lei 117/ 2004 possibilita o uso de militares quando o governo federal ou estadual reconhecer que as forças policiais são "indisponíveis, inexistentes ou insuficientes". A legislação determina que a intervenção ocorra por tempo limitado e em área previamente estabelecida.

Costa alerta, porém, quanto à necessidade de que as tropas sejam trocadas de tempos em tempos, para evitar a contaminação pelo tráfico, e quanto ao custo da manutenção dos soldados, provavelmente não previsto.

"Não será surpresa se, num determinado momento, o Exército apresentar a conta ao governo, e este tenha de ir ao Congresso pedir verbas."

Problema mundial

O pesquisador diz, contudo, que os conflitos no Rio não serão resolvidos pelos militares e compara a situação na cidade à de outras metrópoles do mundo subdesenvolvido, como Karachi (Paquistão), Johanesburgo (África do Sul), Kandahar (Afeganistão) e Lagos (Nigéria).

Segundo ele, nas últimas décadas, todas essas cidades tiveram grande crescimento populacional e sofreram um processo de fragmentação, abastecido por desigualdades sociais, disputas entre criminosos ou rixas étnicas e religiosas.

Embora o Rio não sofra com os dois últimos componentes, diz Costa, a cidade está longe de pôr fim aos outros fatores de divisões e deve continuar a vivenciar episódios de intensa violência.

"A tomada do Complexo do Alemão não muda o problema, mas sim o transforma. Outros espaços serão preenchidos pelos traficantes", diz.