A matéria do jornal O Globo, que traz uma pesquisa, revela o crescimento das milícias no Governo Sérgio Cabral, sendo hoje maior do que a principal facção do tráfico.
Interessante é que as prisões dos "grandes" milicianos não freou o crescimento da milícia, ou seja, mostra um FRACASSO na política de (in) segurança do Governo Sérgio Cabral.
Outro detalhe, enquanto traficantes "perderam" espaço por causa das UPP's, a milícia ganhou terreno, ou seja, a atual política de (in) segurança do Governo Sérgio Cabral beneficou as milícias.
Em suma, essa matéria do Globo põe por terra as alegações mentirosas do Governo Sérgio, de que em seu "governo", as milícias estariam sendo combatidas.
O povo merece respeito e paz, e a atual política de (in) segurança pública está errada, quando será que o atual governador vai perceber o seu erro, e consertar ?
Isso é uma vergonnha !
Em tempo, tal assunto me faz lembrar aquele vídeo onde mostra Sérgio Cabral em uma grande festa e comemoração com os milicianos Natalino e Jerominho Guimarães (clique aqui e veja).
Reprodução do jornal O Gobo.


RIO - O mapeamento das 250 maiores favelas do Rio revela que as milícias atuam em 105 delas. Com isso, já superam a maior facção do tráfico, que domina 55 comunidades, mostra reportagem de Sérgio Ramalho, publicada na edição deste domingo do GLOBO. Elaborado pelo pesquisador Paulo Storani, do Instituto Universitário de Políticas Públicas e Ciências Policiais da Universidade Candido Mendes, o levantamento mostra que a prisão dos principais chefes dos grupos paramilitares - os irmãos e ex-políticos Natalino e Jerônimo Guimarães, Ricardo da Cruz, o Batman, e Fabrício Mirra - não freou a expansão dessas quadrilhas. A comparação do poder dos milicianos é feita ainda com o de duas outras facções do tráfico, menores, que controlam respectivamente 35 e 31 favelas.
A análise indica que, enquanto a maior quadrilha de traficantes perdeu terreno com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades nas zonas Sul e Norte, milicianos vêm estendendo sua área de influência ao asfalto. Esse tipo de movimentação tem sido denunciada por moradores de diversas ruas de Jacarepaguá, Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande e Ilha do Governador. Nesses bairros, grupos paramilitares oferecem "segurança patrimonial", cobrando, por meio de cartas deixadas em casas e prédios, taxas diárias que chegam a R$ 2,20 por domicílio.
Em regiões como Jacarepaguá, praticamente todas as favelas acabaram anexadas à área de domínio das milícias. Em Campinho, traficantes e grupos paramilitares disputam o controle do Morro do Fubá. A área vive uma rotina de invasões e conflitos, que também se repete em comunidades de Madureira. Nesse bairro, enquanto traficantes de duas facções travam uma guerra na Serrinha, milicianos ganham espaço em pequenas favelas como Patolinha, Indiana e Faz Quem Quer.
Ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e antropólogo, o pesquisador Paulo Storani afirma que, se não houver uma mudança na atual política de combate aos grupos paramilitares, o quadro vai se agravar, principalmente nos bairros da Zona Norte do Rio:
- A participação de policiais, bombeiros, militares e agentes penitenciários nesses grupos dificulta a apuração dos crimes. Com o enfraquecimento das facções ligadas ao tráfico, há uma tendência de os milicianos continuarem a expandir o domínio territorial, o que representa maior poder político e aumento de arrecadação com a cobrança de taxas de segurança e ágio (na venda de produtos como bujões de gás) - diz Storani.













