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O governador Sérgio Cabral vive com aquele papo furado de que está combatendo a milícia, e que nunca tantos milicianos foram presos.
Sérgio Cabral só se esquece, e não sabe explicar o seu envolvimento com os milicianos Natalino Guimarães e Jerominho Guimarães da Zona Oeste, que ajudaram a elegê-lo governador, conforme foi revelado por um vídeo muito animado e festivo (clique aqui e veja).Foto do miliciano Natalino Guimarães e Sérgio Cabral abraçados e cantando em evento em meados de 2007.
Só que a REALIDADE é outra, a milícia a cada dia que passa se torna mais forte e poderosa, agora estão expandindo os seus negócios, provavelmente devido a impunidade, e estão montando uma agência de matadores, conforme revelado pelo jornal O Globo.O Deputado Marcelo Freixo chega a dizer que a milícia no Rio de Janeiro já está virando uma máfia organizada.Isso é uma vergonha, esse é o Rio de Janeiro das milícias que estão virando uma máfia, e os bandidos fazendo vários arrastões por dia.E Sérgio Cabral enganando o povo com a sua campanha eleitoral, onde criou um Rio de Janeiro fantasioso, e mentiroso. Reprodução do Jornal O Globo.
Reprodução do Globo on line. RIO - A milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste, encontrou uma nova forma de expandir os negócios. Agora, está sendo contratada para cometer assassinatos. Um dos recentes alvos dos milicianos foi o médico e professor universitário Álvaro Madeira Neto, de 35 anos, que sobreviveu a dois atentados nos últimos 11 meses, ambos no Recreio dos Bandeirantes. A ligação entre as tentativas de homicídio e a milícia foi descoberta pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em novembro de 2009. Veja vídeo exclusivo de ataque ao carro blindado do médico
- O objetivo do crime é o lucro, o negócio. Surgiu a oportunidade, e ela (a milícia) já tem o esquema, a estrutura, o equipamento, então faz. Já ouvi falar de elementos que integram a milícia terem sido contratados para cometer homicídios, mas isso não é comum - explicou o titular da Draco, delegado Cláudio Ferraz, que investiga as milícias desde 2007.
Dossiê sobre médico foi encontrado com milicianos
Em 24 de novembro do ano passado, a Draco fez a operação Rolling Stones para prender milicianos em Rio das Pedras - o grupo paramilitar mais antigo e rico do Rio. Foram presas sete pessoas, entre elas o então presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba, indiciado pela CPI das Milícias e apontado pela polícia como um dos líderes do grupo.
Na sala da cooperativa de transporte alternativo de Rio das Pedras - controlada pela milícia -, os agentes da Draco encontraram um dossiê com informações sobre Álvaro Neto. Em duas folhas, que foram apreendidas, havia os números das placas e modelos dos carros do médico e os endereços da casa e dos trabalhos dele, além dos número de telefone.
- Achamos que aquilo poderia ser algo vinculado a algum atentado, pelas características das fotos, pela forma como foi encontrado. Entramos em contato com a pessoa da foto e descobrimos que ele tinha sido vítima de um atentado há alguns dias - contou Ferraz.
Sete dias antes da operação, o médico sofrera o primeiro atentado. Ele passava em uma rua do Recreio quando seu carro foi ultrapassado por um Saveiro. Segundo o depoimento de Álvaro, um homem, usando touca ninja, colocou metade do corpo para fora e atirou várias vezes. Os tiros atingiram o carro do médico, mas ele saiu ileso.
Dias depois, Álvaro blindou o carro e mudou a rotina. Professor universitário e funcionário de uma clínica particular, ele se afastou dos empregos.
Blindagem salvou a vítima em um segundo atentado
Após apreender o dossiê, a Draco abriu inquérito para investigar a participação de milicianos no crime. A investigação ainda não terminou.
No dia 1 deste mês, Álvaro foi novamente alvo de um ataque. Ao chegar em casa, por volta das 20h, um homem se aproximou da lateral do carro, onde fica o motorista e atirou, pelo menos três vezes, contra o vidro. Álvaro foi salvo pela blindagem. A participação de milicianos no crime o impressionou:
- Não tenho inimigos, jamais me envolvi com nada ilícito. Fiquei muito impressionado. Espero que a polícia faça o trabalho dela. Tive que me afastar dos meus empregos, pois isso poderia ser um risco para mim. Tenho vivido dias difíceis, de muito medo mesmo.
O segundo atentado está sendo investigado pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes).
A investigação da polícia ainda não concluiu quem seria o mandante dos crimes.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que presidiu a CPI das Milícias, considera a contratação de milicianos para matar pessoas que não ofereçam ameaça aos paramilitares uma sofisticação da máfia. Segundo ele, os milicianos só costumavam tramar execuções de rivais e de autoridades que se opunham a suas atividades.
- Essa não era uma característica deles. Isso mostra que eles continuam existindo e ampliando suas ações. Estão a serviço da barbárie e, agora, atingindo outras classes sociais, não só os mais pobres - contou o deputado, um dos ameaçados por milicianos.
A mais antiga milícia do Rio - comandada por policiais, bombeiros e ex-PMs, em Rio das Pedras - formou-se no final dos anos 1970. Com o tempo, a milícia, que controlava o transporte de vans e cobrava taxa de segurança dos moradores, passou a explorar a venda de gás de cozinha, grilar terras e praticar agiotagem.