Quando éramos crianças costumávamos brincar de Detetive, War, e outros jogos inofensivos, mas hoje as coisas mudaram, no Rio de Janeiro todos os dias jogamos com as nossas vidas, ao sairmos, não sabemos se vamos voltar, ou então, se toda a nossa família irá retornar.
O estudo e o levantamento que foi feito, mostra com o Rio de Janeiro está violento, muito diferente daquele que o desgovernador Sérgio Cabral tenta mostrar, e o ISP corrobora com os seus dados, que hoje sabemos não serem verdadeiros.
Isso é uma vergonha.
Em tempo, não saia de casa sem o seu MAPA DA VIDA, e torça para não cair na "MORTE OBRIGATÓRIA", conforme palavras do jornal Extra.
Reprodução do jornal Extra on line, clique aqui e leia na íntegra.



Durante três meses, foram pesquisados casos de assassinatos em um universo de, aproximadamente, quatro mil registros de ocorrência (ROs), nas delegacias que mais registraram homicídios nessas áreas. Microdados foram tirados dos arquivos e organizados, mostrando os horários, dias e meses com maior concentração de mortes e os locais mais perigosos, além de revelar o sofrimento, as dificuldades e deficiências na luta contra o pior de todos os crimes. Motivados por causas diversas — guerra de facções, queima de arquivo, disputas políticas, vingança ou nenhuma das anteriores, esses assassinatos ditam o ritmo da sobrevivência onde todo dia é dia de morrer. Eram pais, mocinhos, heróis, bandidos, irmãos e filhos. Aos que os amavam, restou o direito de ser a tristeza, a única que tem certeza de estar viva quando o relógio completar a segunda volta.
AISP 7 (São Gonçalo)
Mês da morte: agosto, na área da 74ª DP (Alcântara)
24 homicídios (21 homens e 3 mulheres)
10 pardos, 8 negros e 6 brancos
12 mortos tinham de 18 a 30 anos
Sexta-feira: sete mortes
6h ao meio-dia: nove mortes
Jardim Bom Retiro: quatro mortes, sendo três na Rua Artur Napoleão
AISP 9 (Rocha Miranda e arredores)
Mês da morte: maio, na área da 39ª DP (Pavuna)
23 homicídios (22 homens e 1 mulher)
8 brancos, 8 negros e 7 pardos
14 mortos tinham de 18 a 30 anos
Quarta-feira: oito mortes
6h ao meio-dia: 12 mortes
Barros Filho: seis homicídios, sendo cinco na Estrada Almirante Santiago Dantas
AISP 15 (Duque de Caxias)
Mês da morte: janeiro, na área da 59ª DP (Duque de Caxias)
31 homicídios (29 homens e 2 mulheres)
15 pardos, 11 brancos e 5 negros
20 mortos tinham de 18 a 30 anos
Sábado: seis mortes
6h ao meio-dia: 11 mortes / 18h à meia-noite: 11 mortes
Parque Lafaiete: seis homicídios, sendo quatro na Rua Henrique Valadares
AISP 20 (Mesquita, Nova Iguaçu e Nilópolis)
Mês da morte: abril, na área da 58ª DP (Posse)
22 homicídios (21 homens e 1 mulher)
12 pardos, 7 brancos, 2 negros e um não especificado
10 mortos tinham de 18 a 30 anos
Segunda e terça-feira: cinco homicídios cada
18h à meia-noite: nove mortes
Carmari, Figueiras, Três Corações, Austin, Posse e Rio D’Ouro: duas mortes cada

















