Certas coisas eu não entendo, se o desgovernador Sérgio Cabral é INCOMPETENTE, ou se ele realmente não gosta do Rio de Janeiro, qual seria então a explicação de tantas viagens para o exterior ?
Acabo de ler esta matéria (abaixo) na Coluna do Ancelmo Gois, de que o Rio de Janeiro além de correr o risco de perder 2,7 bilhões de dólares em royalties de petróleo, o estado que tinha 80 % da indústria naval, nas mãos de Cabral está perdendo tudo.
O amigo de Cabral, Eike Batista, diz que os estaleiros estão sendo construídos em outros estados por uma questão física:
"Um estaleiro como o nosso precisa de uma grande área numa baía abrigada, que evite ondas gigantes. E o Rio não tem"
Desculpe-me, mais isso é uma mentira descarada, Eike Batista é amigo de Cabral, e não quer ofendê-lo.
Por que então na gestão do ex-governador Anthony Garotinho, a indústria naval do Estado do Rio de Janeiro renasceu ???
De 1999 a 2006, graças à política implantada por Garotinho, foram abertos ou revitalizados 20 estaleiros.
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Com Garotinho o volume de dinheiro movimentado cresceu de US$ 50 milhões em 1998 para US$ 4 bilhões em 2006. Em 1999, o setor empregava empregos diretos e mais de 100 mil indiretos.
Já a ex-governadora Rosinha Garotinho, além de manter a política de concessão de incentivos fiscais, orientou a Secretaria de Energia, Indústria Naval e Petróleo a participar de feiras internacionais para apresentar o potencial da indústria fluminense, que passou,à época, a receber encomendas de investidores noruegueses, argentinos, ingleses e americanos.
E agora vem dizer que é por questões "físicas", fala sério, só se for uma questão de "presença física", já que Sérgio Cabral NUNCA está no Rio de Janeiro trabalhando pelo povo, diferentemente do Anthony Garotinho quando era governador.
Depois, dizem que eu CRITICO demais o Sérgio Cabral, e elogio o ex-governador Anthony Garotinho, por favor, isso é dados, são números, não tem como não aceitar !!!

Coluna do Ancelmo Gois de hoje.
Não é só parte dos royalties do petróleo que o Rio pode perder. O estado, que até uma década tinha 80% da indústria naval, também deve ficar a ver navios.
É que os novos estaleiros que produzem plataformas e navios para a Petrobras vêm sendo erguidos, preferencialmente, em outros estados. Trata-se de um mercado que, hoje, fatura uns R$ 5 bi e, com o pré-sal , vai dar saltos.
Pernambuco, que já tem o Atlântico Sul, das empreiteiras Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, pode receber outro estaleiro gigante, da holandesa SBM, que faz plataformas. O carioca Eike Batista vai investir US$ l bi num estaleiro em... Santa Catarina.
Para Eike, é uma questão física. "Um estaleiro como o nosso precisa de uma grande área numa baía abrigada, que evite ondas gigantes. E o Rio não tem", diz. A favor de outros estados pesam ainda o custo menor de terrenos e os salários mais baixos. Aliás, algo parecido ocorreu com montadoras de automóveis, que fugiram do ABC.
No mais, não são todos, claro. Há donos de estaleiros no Rio, digamos, complicados. Mas aí é outra história.