
As maiores operações cinematográficas da história policial do Rio de Janeiro aconteceram em 2007, no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro. O governador Sérgio Cabral afirmou que com ele seria diferente. E realmente desta vez estava certo.
Foi o maior fiasco da história policial do Brasil. Cerca de dois mil homens das polícias civil e militar, com apoio da Força Nacional de Segurança ocuparam tudo, vasculharam tudo e não acharam os chefes das quadrilhas. Deixaram um rastro de sangue de inocentes jamais visto, que foi denunciado até pela Organização das Nações Unidas.
Cabral chegou a anunciar que o tráfico do Alemão “tinha dia e hora para acabar”. Seria segundo ele, quando a primeira máquina das obras do PAC chegasse à comunidade.
Não aconteceu nada. O tráfico continuou de vento em popa.
Mas o pior, é que a deputada federal Marina Maggessi (PPS – RJ), que chefiou o Setor de Inteligência da secretaria de Segurança, no governo Rosinha está denunciando que o Complexo do Alemão virou o maior refúgio de bandidos do Rio de Janeiro.
Segundo ela, o governador Sérgio Cabral decidiu “fazer vista grossa” ao tráfico para não prejudicar as obras do PAC, com interrupções provocadas por tiroteios.
O resultado é que, segundo a deputada, vários bandidos perigosos foragidos encontraram no Complexo do Alemão, um porto seguro, onde não são incomodados.
Quem diria, a área que Cabral escolheu como símbolo para acabar com o tráfico virou hoje, a região mais tranqüila para a bandidagem se esconder e preparar novas ações criminosas.
Realmente, com Cabral é tudo diferente.